Prefiro jogar com 10

POR VICENTE CRISCIO

Refletindo um tanto sobre o fato de estarmos há apenas uma semana do início do Campeonato Paulista e o elenco para a temporada 2010 ainda não estar formado na SE Palmeiras, lembrei de um texto e vídeo brilhantes que vi recentemente (veja abaixo).

Nele o técnio Mike Singletary do San Francisco 49ers justificava a derrota na sua estreia e o porque ter tirado o principal jogador da equipe durante o jogo.

O “coach” queria um grupo que jogasse como um time.

Acredito que um dos grandes erros na formação dos elencos alviverdes dos últimos anos tenha sido um processo errático de formação de equipe. Falo EQUIPE, e não apenas do time ou do jogador.

O maior exemplo é Vagner Love. Todos nós vibramos com sua volta. Não lembro de um comentário negativo quando anunciaram sua vinda. Mas o fato é que Love é daquele tipo de atleta que pensa nele, e não no time ou na EQUIPE que está em campo.

E antes que digam que o romantismo no futebol acabou e isso não existe, lembro que temos ainda Marcos e Pierre na equipe. Além de outros (Danilo parece ser assim…). E naturalmente que é possível em pensar COMO EQUIPE sem abrir mão do sucesso profissional (e naturalmente a grana que virá com o sucesso).

Mas voltando ao ponto. Jogadores como Love, Keirrison, e talvez outros difíceis de serem nominados neste momento parecem ser jogadores que pensam neles antes de pensarem no grupo, na camisa que estão vestindo, ou na essência que o futebol é um esporte coletivo e é vencido pelo grupo, e não pelo indivíduo.

Acredito que a demora na contratação dos jogadores deva-se ao fato de que as pessoas começaram tarde e/ou também estavam mais preocupadas em avaliar o trabalho do técnico Muricy Ramalho do que propriamente definir QUEM teria as qualidades para jogar com a camisa do Palmeiras.

Mas também quero acreditar que há um processo internamente onde estão perguntando se o indivíduo é jogador de EQUIPE ou não. Eu sei que Gilberto Cipullo valoriza jogadores agregadores e que atuam pelo time, apesar dos erros recentes de contratação (erros talvez nem tanto por culpa do Vice-Presidente mas sim das pessoas que estavam por detrás dessas contratações).

Talvez por isso Borges não esteja contratado, ou mesmo o zagueiro Rodrigo. Independentemente dos nomes, o que a torcida palmeirense espera é ver 11 jogadores em campo e outros tantos no banco que tenham não somente a qualidade técnica para jogar no Palmeiras, mas sobretudo o comprometimento que a instituição merece.

Chega de LOVE. Queremos COMMITMENT (do inglês, comprometimento) por parte dos que vierem.

Concordam? Se sim, deixem seu comentário. Se não, deixem também.

Saudações Alviverdes! Vejam o texto e o vídeo abaixo.

O técnico Mike Singletary fazia sua estreia no San Francisco 49ers. E o time perdeu de 34 a 13. Na entrevista coletiva após o jogo o técnico se desculpou aos fãs, pelo desempenho ruim do time.

Questionado sobre a razão para haver tirado de campo um dos
principais jogadores (Vernon Davis), depois dele agredir um adversário,
Singletary dá um exemplo memorável sobre como jogar e vencer com um time.

“I will not tolerate players that think it’s about them, when it’s about the team.
We can not make decisions that cost the team
and then come off the side line and it’s ‘nonchalance
.
I would rather play with 10 people and just get penalized all the way
until we got to do something else, rather than play with 11
when I know that right now that person is not sold out to be part of this team.
Cannot play with them.
Cannot win with them.
Cannot coach with them.
Can’t do it.
I want winners.
I want people that want to win.”

(Tradução aproximada: “Eu não vou tolerar jogadores que pensem neles, quando deveriam pensar no time.
A gente não pode tomar decisões que prejudicam o time e sair na maior naturalidade.
Eu prefiro jogar com 10 jogadores e ser penalizado enquanto for necessário,
do que jogar com 11 sabendo que, nesse momento, a pessoa não está comprometida em fazer parte desse time.
Não posso jogar com alguém assim.
Não posso ganhar com alguém assim.
Não posso liderar com alguém assim.
Não posso.
Eu quero vencedores.
Eu quero pessoas que queiram vencer.
“)

Veja o vídeo abaixo.
O texto e o vídeo foram extraídos do blog
da empresa de consultoria Table Partners.


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