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Direto da Fonte

William reconhece: “O Palmeiras é muito maior do que as pessoas pensam”

Agência Palmeiras
Fábio Finelli
06/01/2010 14h30

Bastaram
dois anos longe do Palestra Itália para o meia William chegar a uma
certeza: “O Palmeiras é muito maior do que as pessoas pensam. Por onde
eu passei e por onde eu joguei, o Palmeiras era notícia, seja nas
rádios, nas TVs, na boca das pessoas”, conta o atleta de 23 anos, que
admitiu ter se arrependido de não ter dado um algo a mais de si no
período em que teve chances no time profissional, durante os anos de
2006, 2007 e início de 2008.

“Eu precisei ‘apanhar’ para
enxergar o que era o Palmeiras. Eu sempre tive chances de jogar aqui,
mas por vir da base, achava que seria mais valorizado lá fora. Hoje eu
reconheço o que é o clube. A estrutura, a grandeza, a visibilidade do
clube. E dentro de mim, tenho só uma certeza: aqui no Brasil, neste
momento, só quero jogar no Palmeiras.”

Confira abaixo a esclarecedora entrevista do meio-campista, que atendeu
a imprensa na manhã desta quarta-feira (06), na Academia de Futebol.

O retorno
“Estou realizado. Quando o telefone tocou no dia 28 [de dezembro] e me
falaram que era para eu me apresentar, fiquei emocionado. Não queria
ter saído, mas agora será um recomeço. Quero aproveitar essa chance e
me firmar de vez. Não quero mais sair daqui. Se por um acaso eu não
continuar, gostaria de atuar fora do país. No Brasil, só no Palmeiras.”

Período fora do Palmeiras
“Não tenho o que criticar os clubes por onde eu passei, mas por tudo o
que eu vivi e ouvi os outros jogadores falarem, o Palmeiras é
diferenciado. Os jogadores que estão de fora tem o sonho de jogar aqui.
E eu pensei que comigo tinha que ser a mesma coisa, com a vantagem de
pertencer ao clube. A visibilidade, a estrutura, tudo no Palmeiras é
excepcional. Tive que apanhar muito para reconhecer a grandeza do
clube.”

Mudanças de 2008 para 2010
“Acho que eu amadureci desde a minha saída daqui, no início de 2008.
Estou mais experiente, mais maduro. Além disso, melhorei meu
condicionamento físico e muscular, fiquei mais forte. Esses dois anos
foram importantes para eu viver uma outra realidade e chegar aqui com o
espírito renovado e com uma motivação acima do normal.”

Características de jogo
“Aqui no Palmeiras eu só atuei como meia-esquerda e algumas vezes como
atacante. Quando eu deixei o clube, mudei um pouco a característica e
passei a jogar como ala-esquerdo e até segundo volante. Como
ala-esquerdo, fiz bons jogos no Vitória. Estou mais versátil e me
adaptando em outras funções. Isso é fundamental no futebol atual.”

Preferência por posição
“Eu volto ao Palmeiras para atuar na minha posição de origem, que é a
meia-esquerda. É a posição que eu gosto. Mas também tenho muita
facilidade para atuar na lateral-esquerda. Vai depender muito do estilo
de jogo e daquilo que o Muricy quiser. Na verdade, não tenho o que
escolher. A chance está sendo dada e eu quero mostrar serviço aonde for
necessário.”

Pressão por resultados
“A pressão vai existir sempre. O Palmeiras é um time acostumado com
títulos e a torcida vai querer resultados sempre. Eu acho que se a
gente der um algo a mais e honrar a camisa do clube, vamos manter o
torcedor do nosso lado. É assim que funciona. Estou sentindo uma
vibração enorme nesse grupo.”

Problemas no coração
“Já faz parte do passado. Eu continuo fazendo os exames, mas como
qualquer atleta. Só minha família que fica apavorada toda vez que faço
os exames no coração. Mas isso é normal. Graças a Deus está tudo
perfeito.”

Futuro no Palmeiras
“Eu agradeço a Deus todos os dias por ter recebido mais uma chance e só
desejo uma coisa: marcar meu nome na história do clube. Não quero ficar
marcado só por ter sido o artilheiro da Copa SP [de 2004], pelos
problemas do coração ou por ser uma promessa. Quero construir uma nova
história de conquistas e ser lembrado como o William vencedor do
Palmeiras.”