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Mazzola, o Verde

POR JOTA CHRISTIANINI

Escrevi aqui, há meses, do nosso Mazzola, Altafini para os italianos, no dia que, diante de um Galvão Bueno apalermado, que pretendia que ele definisse a sua paixão entre Juventus. Napoli e Milan, recebeu no queixo: PALMEIRAS!

Mazzola, dia desses, volta ao Brasil e durante mais de duas horas abre o coração, de maneira inteligente e espontânea, ao pessoal do Bola da Vez da ESPN.

Que eu saiba já repetiram o programa 5 vezes, fora as que não fiquei sabendo.

Falam do presente; continua como comentarista da SKY italiana, vem ao Brasil regularmente, espanta-se quando sabe que normalmente é incluído no melhor PALMEIRAS de todos os tempos.

— Joguei tão pouco por lá, menos de 3 anos, e tem quem lembra de mim. Fico orgulhoso, nem sei se mereço.

Alguém lembra de uma entrevista antiga, Mazzola emociona-se.

Foi em 1964, o repórter brasileiro perguntou-me quando eu voltaria. Eu disse; “Quero voltar ao Brasil para vestir novamente a gloriosa camisa do PALMEIRAS”. Eu queria mas não consegui, o clube era dono do passe, era dono do jogador, ah! se fosse como hoje; eu voltava na hora.

Solta a voz e conta algumas historietas.

Lembra do ex juiz – extremamente polêmico e briguento – Mario Vianna, que ao final da carreira assumiu o cargo de treinador do Palmeiras.

Jogo contra o Jabaquara (Mazzola equivoca-se ao dizer Portuguesa Santista), noite de muita chuva.

O goleiro Barbosinha para ganhar tempo fica quicando a bola em sua grande área, como a regra permitia.

Vianna berra para que Mazzola o acosse; meio contra a vontade o atacante vai lá, e o goleiro, num quique desastrado, deixa a bola escapulir; Mazzola só tem o trabalho de empurrar para o gol.

Mario Vianna volta-se para a torcida e berra.

— Esse gol é meu! Esse gol é meu!

Fala de jogos memoráveis pelo Palmeiras, seleção brasileira na Copa de 58, fala do Milan, onde jogou ao lado de Dino Sani, Napoli, e já veterano, conta do contrato com a Juve quando só entrava ao final e decidiu o título para quadro turinense.

Perguntaram, mais uma vez, eles insistem! de sua paixão futebolística. João José Altafini, o nosso Mazzola, foi definitivo. Conta que chegou humilde e pobre ao Palmeiras onde aprendeu muita coisa da vida e do futebol. Melhorou muito a vida da família, alcançou fama e prestígio, foi campeão mundial; tudo a partir do time de Palestra Itália.

No final Mazzola, como sempre fazia, entra na área e fuzila:

— Cada vez que vou ao laboratório fazer exame de sangue ja sei o resultado: o meu é verde.

23 respostas em “Mazzola, o Verde”

Fui contemporâneo do mazzola, eu joguei nos juvenis, ao lado de hino, charrete. E outros exçelentes jogadores, mazzola era simples, ajudante de mecânico, mas um crak com a bola nos
Pes, quem nao se lembra de palmeiras 6 x 7. Santos no Pacaembu ? Paulo nobre esse merece uma
Cadeira no novo estadio por tudo que fez…..pense !

Gente, sem saudosismos…
O Palmeiras é poderoso também pela capacidade de despertar paixões. Sempre haverá um Mazzola, um Julinho, um César Lemos (quem chama ele de maluco é a impren$inha), um Marcos… E por aí afora.
Um dia o Jota vai nos contar a história do Pierre gravando o Clipe da Segunda Pele. Aí diremos: “não existe mais uma paixão como a do Pierre…
A Academia foi, é e sempre será amada, gloriosa e campeã posto que eterna.

Jota, esta entrevista foi comovente de um futebol que não existe mais.
Não existe a paixão do jogador Mazzola, não nos dias de hoje, Mazzola um craque e uma pessoa fantástica.
E o livro sai quando….

Este é um dos três melhores causos que eu já vi por aqui. Parabéns Jota! Divino! Fantástico!

Gostei do direto no queixo do galvão! Sifu… rsrsrs…

Você está certo Marcio o Roberto Bettega era nome certo na copa de 82 mas se machucou, este texto abaixo é do Wikpedia:

Bettega também defendeu a Squadra Azzurra durante oito anos. Esteve presente na Copa de 1978, onde marcou dois tentos, sendo eleito para a seleção do torneio, após seu término. Também esteve presente na disputa da Euro de 1980, tendo uma participação mais discreta que no torneio anterior. Nome certo na lista de convocados para a Copa de 1982, Bettega sofreu uma grave lesão dos ligamentos no joelho, após chocar-se contra um goleiro durante uma partida pela Juventus. Após isso, nunca mais defendeu a equipe.

Abraço

Raul,
só um pequeno ajuste: o Bettega não jogou a Copa de 82. Foi só até 78.

Valeu Andre #13,

Eu tive o prazer de ver o Mazzola jogar… no fim de carreira mas vi.

Que time que tinha a Juve hein?? Zoff, Gentile, Cucuredo, Scirea e Bettega seriam campeões mundias em 1982 na Espanha.

E no Palmeiras este seria um dos últimos jogos de Luis Pereira e Leivinha pelo Verdão, já que logo depois eles foram vendidos para o Atlético de Madri.

Bons tempos que não voltam mais…

Abraços

O Palmeiras deveria ter esses depoimentos do Mazzolla e toda vez que um jogador se tornar do Palmeiras apresentar o vídeo… Por isso que o Mazzolla é eterno e jogadores como Vagner Love, Ilsinho e tanto outros o tempo se encarrega de sumir com eles… Parabéns ao Mazzolla e muito obrigado pelas tantas alegrias dadas ao palmeirense..

Quinta 3 de julho de 75.
palmeiras 2 x 0 juventus-ita.

leao,eurico,luis pereira,arouca e zeca,jair gonçalves,ademir da guia,edú,leivinha,fedato e nei.
depois mario e ronaldo.
juventus – zoff,gentile,cucuredu,furino,spinosa,scirea,causio,bettega,viola,anastasi,mazzola..

gols edu e fedato.

a entrevista dele foi muito boa…
olha ta arrependando tudo la no clube e tem gente que acha que arena pode nao sair. destruiram tudo de graça?
abraços, e cade o livro?

Em 1975 eu fui em um jogo amistoso no Pacaembú do Palmeiras contra a Juventus de Turim e se senão me engano o Mazzola jogou pela Juve, o Palmeiras ganhou de 2×1, o Jota pode confirmar se ele jogou mesmo.

Estou nessa campanha também:

CADÊ O LIVRO JOTA ??????

Nossa… espetacular.
Tô junto com a turma acima… acho que quando o Jota lançar um livro com suas histórias será o melhor livro sobre o Verdão já lançado!
[]´s

inauguração da arena tem que ser, de um lado o palmeiras de todos os tempos de verde x palemiras de todos os tempos de branco, mas um monte de gente passou que passou…
RISCA DA LISTA UM MONTE DE SAFADO, PARA ELES SENTIREM NA PELE O QUE É JOGAR NO VERDÃO
cade o livro…hehehehehe
abr

Mazzola realmente merece todo reconhecimento e carinho da torcida e da instituição Palmerias! Isso sim é ídolo!

Falou tudo, Joselito (#5)!

… e também estou na campanha “cadê o livro, Jota?”… kkk

CADE O LIVRO DO JOTA???

eu compro um no dia do lançamento…

SENSACIONAL..

abracos

MANDEM UMA CÓPIA PARA O WAGNER LOVE, E MOSTREM PARA O RESTANTE DO ELENCO DO PALMEIRAS. ESSE CARA ALÉM DE CRAQUE É HOMEM ACIMA DE TUDO.

Marco,
O Mazzola, João José Altafini, é paulista de Piracicaba, completa 72 este ano e jogou no Palmeiras até 1958 quando foi para o Milan. Para os amantes do Alviverde Imponente saber de Mazzola é essencial.
Confere Jota?
Cadê o Livro, Jota? Já posso encomendar meia dúzia? Manda o boleto.

#2 – Marcos Piovesan

Vc ainda tem dúvida quanto a Arena, cara??? Pelamor… é LÓGICO que ela vai “sair do chão”… hehe
*************
Muito legal J! Muito bom! Mas desulpa a ‘ignorância’… mas o Mazzola nasceu no Brasil? Ele é brasileiro ou italiano?? Jogou no Palmeiras na década de 50, é isso? Não sei muito sobre ele… não é da minha época! hehe

Pois é! O Palmeiras deve fazer um jogo histórico pra inaugurar a Arena (se la sair..). Deve chamar esses craques todos.. e ir revezando.. como fez o Benfica contra os amigos de Zidane..

Eu assisti esta entrevista, realmente, de arrepiar.
Este homem deveria receber mais homenagens do Palestra e de seus torcedores. Defende nosso palestra como poucos.
Um baita embaixador verde na Europa!

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