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O Clube Formador e a Alteração na Lei Pelé

POR EMERSON PREBIANCHI 

Enfim
parece que uma das maiores irresponsabilidades do Poder Legislativo vai
ser corrigida com o Projeto de Lei que altera o texto da tão criticada
Lei Pelé.

Como
já comentamos antes por aqui, o projeto que altera a Lei Pelé esteve
durante muito tempo transitando pelo Congresso Nacional e enfim parece
que vai deixar de ser projeto para tornar-se a realidade que se não
corrigirá todas as imperfeições da Lei atualmente em vigor, ao menos
vai sanear uma das mais pesadas criticas feitas pelos clubes de futebol
em relação a Lei Pelé, que trata da formação de atletas.

A
necessária extinção do “passe” promovida pela Lei Pelé que prometia
resolver a situação dos atletas que se tornavam reféns dos clubes teve
um perverso e não previsto efeito colateral. Entregou, ainda que sem
ter esta intenção, a carreira dos jovens atletas às mãos de
“empresários”, nem sempre preparados ou bem intencionados, que se
especializaram em firmar contratos e procurações  com os
jovens atletas antes mesmo destes se tornarem atletas profissionais,
deixando os clubes responsáveis pela formação destes atletas no mais
das vezes sem qualquer amparo que lhes assegurasse o justo retorno pelo
investimento feito.

Pela
nova redação dada a Lei, esta imperfeição parece estar com os dias
contados uma vez que a partir da entrada em vigor das novas regras, se
estas vierem a ser realmente aprovadas, nenhum atleta poderá assinar
nenhum tipo de contrato com empresário ou procurador até os 19 anos,
tendo desde o inicio da carreira, seu vínculo estabelecido somente com
o clube que o prepara para a vida no futebol.

Pode
parecer pouco, mas o fato é que com esse tempo, os clubes terão
condição suficiente para analisar seus jovens talentos, firmando
contratos mais longos e com maior valor econômico com aqueles que se
mostraram mais preparados ao invés de serem obrigados a firmar longos
contratos, com valores astronômicos apenas para não correr o risco de
perder todo o investimento.

Enfim
vemos a luz no fim do túnel e esperamos que os clubes não voltem a
tratar o atleta como seu patrimônio como no tempo do “passe”, ma sim
aproveitem para promover o tão sonhado planejamento da base.

E
você amigo do 3VV acredita que os clubes saberão aproveitar esta nova
chance dada pelo Poder Legislativo ou novamente se perderão pelo
caminho da retomada do “poder” de formar atletas?

5 respostas em “O Clube Formador e a Alteração na Lei Pelé”

angelo, ainda vai demorar um pouco pq ainda falta a aprovação do senado.

Parece que vai ficar bom agora! E tem que ficar! Agora depois de mudarem isso os clubes não podem ficar chorando não! Agora os clubes têm a obrigação de fazer bons trabalhos na base e tratar bem as revelações! Além de, é claro, fazer muito dinheiro e/ou ídolos com isso…

tinha ouvido no estadio 97… eh otimo.. e tomara q o Palmeiras aproveite q esta reformulando as categorias de base e aproveite

pq ate agora o empresario da uma cesta basica por mes e consegue contrato de qq jovem..

abracos

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