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Os fardos de quem quer permanecer grande

POR VICENTE CRISCIO

Essa semana um amigo palestrino, indignado com a dificuldade da Diretoria em contratações, me mandou um email irado.

Dizia ele: “Vicente, o Professor Belluzzo afirma que não somos apenas a 4a força do futebol Paulista” (em referência a entrevista que o Presidente do Palmeiras foi perguntado por um repórter sobre o tema). E continuava no email: “ele tem razão: somos a sétima! Dá uma olhada na tabela”. Antes do empate contra a Portuguesa o Palmeiras estava em sétimo lugar na tabela.

E o email seguia irado…

Antes de eu considerar a hipótese desse inflamado palmeirense substituir Cunio nas cornetas semanais, pus-me a pensar se esse assunto era relevante.

Não e sim!

Não é relevante essa conversinha de quarta força quando analisamos o futebol e o status dos clubes num início de temporada, com os elencos (ainda) em formação e com a volatilidade da tabela de um Campeonato Paulista que é apenas um aperitivo para o ano.

Ou seja, a análise aqui é pontual, é uma fotografia de um momento que pode mudar por circunstâncias quaisquer. Então ser a primeira ou quarta força tem uma importância que tende a zero.

Entrentato, sim, é relevante discutirmos esse tema analisando em retrospectiva e principalmente em perspectiva. Aí deixamos de olhar a foto e vamos assistir o filme e projetar o futuro. E olhando não apenas o futebol paulista – que na prática tem quatro clubes e uma Portuguesa tentando voltar a ser “grande” – mas olhando o que interessa: o futebol brasileiro.

Ser uma força no futebol brasileiro significa ter desempenho consistente nos campeonatos que disputa e participar das competições de maior valor, expondo o clube na mídia e nos mercados sul-americano, europeu e asiático.

Simples assim!

E num passado não tão recente, quando eu acreditava que minha opinião era importante na Sociedade, comentei numa reunião com três profissionais da gestão do clube/futebol (não importa o nome e o cargo que ocupam) que o Palmeiras tinha obrigação de ir para a Libertadores todo ano. Aliás corrigi minha frase: “o Palmeiras não: qualquer clube brasileiro que tenha um orçamento acima de R$ 100 milhões tem essa obrigação”. (pô, de novo esse assunto? de novo, do ponto de vista mais pragmático).

Por quê? Nada a ver com o orgulho palestrino ou com a obsessão de ser campeão da américa mais uma vez. Tudo a ver com grana, com formação de torcida (ou seja, captação de clientes) e com fortalecimento de marca na América do Sul, Europa e Ásia (ou seja, ganho de mercados).

A reação de um dos profissionais da mesa, remunerado pelo clube, foi imediata: “Libertadores não dá para garantir Vicente, são muitos candidatos”.

Calma palestrino, sem reações indignadas. Sejamos “cool”.

Na época ponderei que na prática os únicos adversários para uma Libertadores eram São Paulo FC (que se organiza para estar nesta competição todo ano) e Cruzeiro (que desenvolveu uma incrível competência para estar na competição continental). Portanto se estávamos falando de 5 ou 6 times brasileiros na competição, não dá para supor que o Palmeiras não seja um deles.

Mas o tempo passou e hoje vemos clubes se estruturando – endividados ou não – e percebemos que o mundo mudou. Se antes São Paulo e Cruzeiro eram adversários diretos pela Libertadores, agora temos que incluir na briga:

– o Internacional: vem montando elencos e tem uma mentalidade voltada para participar desta competição;
– o Corinthians: nas mãos de Sanches e de uma competente equipe de Diretores está trabalhando com um olho na internacionalização da sua marca;
– e até mesmo, quem diria, o Flamengo, que se foi campeão aos trancos e barrancos em 2009, talvez tenha conseguido enxergar aí uma luz no fim do tunel e comece a se posicionar como uma força de peso nesse “mercado”.

Ou seja, se existiam apenas dois clubes para brigarmos contra, agora são cinco!

Mais: o Santos FC acaba de eleger um Presidente respaldado por Diretores e profissionais de mercado que sabem reconhecer quais as regras do jogo que estamos metidos. Guardem este post, porque o Santos FC vai estar novamente entre os grandes favoritos a participarem de uma Libertadores a partir de 2011/2012. Se não for já em 2010! Ou seja, vai brigar por este mercado.

Se antes estávamos num mercado em que disputávamos espaço quase que contra uma “dupla” onde cabiam cinco, hoje estamos falando de um mercado com grandes marcas brigando pelo cliente em formação, brigando por participação na receita de quem gasta com futebol. Se antes éramos dois ou três, agora falamos de seis clubes, além do Palmeiras. E nem citamos ainda Grêmio, Vasco e outros potenciais candidatos.

Esse é o tema relevante: somos uma força do futebol brasileiro em condições de brigarmos por esses mercados?

E é por isso que volto ao ponto, quase que de forma recorrente, e voltarei enquanto ainda existir um único palestrino lendo este blog e alguém dentro da Academia que acha que não temos obrigação de sermos grande: se quando tínhamos poucos concorrentes a este posto, a mentalidade vigente era de “não obrigação” em relação à Libertadores, o que dirão agora os responsáveis pelo futebol palmeirense?

O futebol tratado como negócio exige visão e atitude ambiciosa. Nenhum executivo mantém o emprego se depois de uma reunião de Conselho disser que “não temos obrigação de ganharmos mercado, mas faremos o possível”. Pergunte ao Presidente da GM; pergunte ao Presidente do PontoFrio.com; pergunte ao Presidente Adidas.

Se disser, “faremos o possível mas não temos obrigação”, estará na rua!

Ser Diretor – remunerado ou não – de um dos grandes do futebol brasileiro – e o Palmeiras ainda é, seja pelos seus 15 milhões de apaixonados torcedores, seja por uma camisa com história e tradição – tem seus fardos. Um deles é a responsabilidade de ter um discurso alinhado com a ação em montar equipes vencedoras. Como um “grande” ou uma “força” do futebol brasileiro. Não quer carregar o fardo? Vá dirigir o Mirassol.

Claro, mas como sempre digo aos domingos, essa é minha opinião. E a sua? Concorda? Discorda? o importante é a discussão.

Deixe aqui seus comentários.

Saudações Alviverdes!

37 respostas em “Os fardos de quem quer permanecer grande”

Até na mídia esportiva o Verdão está perdendo espaço, quando comentam é só noticia negativa e rodapé de página. Já não chamamos mais atenção pelos títulos e tamanho do Verdão, mas sim pelos vexames sucessivos.
Um clube assim nnguém quer vir jogar ou mesmo patrocinar. Estamos rumo à decadência ou é impressão??? Quem pode fazer alguma coisa diretamente que o faça urgente, a torcida já não sabe o que fazer.
O time está treinando, mas não há alegria em jogar, é um futebol burocrático, triste e medíocre, onde empates são considerados bons resultados.
ESTE NÃO É O MEU QUERIDO E GLORIOSO VERDÃO. O MEU VERDÃO É FORTE, VENCEDOR, ALEGRE E SEMPRE GRANDE.
AVANTE VERDÃO

Gostaria de dar uma sugestao. Esta coluna eh uma das melhores do 3VV, mas acho que por ser publicada no final de semana e por ter pouco destaque no site, acaba sendo menos debatida do que mereceria. Por que nao publica-la durante a semana e/ou dar mais destaque a coluna por mais tempo pra ver se nao atrai um pouco mais de atencao?

Por mim o Palmerias disputava (e ganhava) a Libertadores todo ano! Mas não foi eu quem criou o mundo… então, paciência!

Assim fica difícil ficar otimista…

Quem sabe os “palmeirenses menos críticos” não podem nos brindar com seu pensamento positivo e mostrar que a coisa não é bem assim…

32 – BLOG

ah q otimo os feudos com medo de perder espaço..

so vai acabar com isso separando o clube do social e MUDANDO RADICALMENTE O ESTATUTO.

Alvaro, sobre diretores remunerados Belluzzo bem que tentou. Trouxe um Diretor de Controle e um Diretor Financeiro. Foram meio que torpedeados dentro do clube porque diziam que ganhavam demais. Ganham apenas salários de mercado.

Depois um projeto de consultoria sugeriu a profissionalização de várias áreas do clube. Mas bateu de frente com diretores não remunerados que queriam seus amigos políticos no cargo.

E no futebol dizem que tudo já está profissionalizado. Sem comentário…

Complicado…

Vicente, é com muito pesar que estou mudando de opinião e chegando à conclusão que o Belluzzo ainda não é a pessoa que vai nos elevar à posição que merecemos e aspiramos. Apesar de acreditar que ele tem sim a ambição a que você se refere, ele não está conseguindo executar a visão que tem para o Palmeiras. Infelizmente, ser um acadêmico brilhante nem de longe significa ser um bom executivo e ele está demonstrando isso. As qualidades que um grande executivo precisa ter são diferentes das qualidades que fazem um grande acadêmico.

O Belluzzo tinha tudo para profissionalizar a gestão do Palmeiras e à distância tenho a impressão que ele em nada avançou nessa direção. Não íamos contratar um MBA de Stanford pra tocar as nossas finanças? Isso não foi pra frente?

Como é possível em pleno século XXI não termos diretores executivos remunerados e dedicados em tempo integral ao nosso Marketing e Futebol?

Estou cansado de ouvir que não temos pessoas capazes para substituir o Cipullo dentro do clube. Se isso é verdade, por que não trazemos pessoas de fora? E se não temos executivos especializados em futebol no Brasil, por que não recrutar executivos bem sucedidos de outras indústrias? Se é necessário afagar os egos de conselheiros por causa da politicagem, que criem meia dúzia de cargos “pra inglês ver” mas concentrem o poder em gente realmente capacitada e que vai ser remunerada conforme o desempenho.

Se o Belluzzo ainda não parece ser o cara que vai revolucionar a gestão do Palmeiras, quem vai encarar o desafio? Será Paulo Nobre a nossa esperança? Ou será que o Belluzzo vai ser mais arrojado nesse segundo ano de gestão?

17 – V Criscio

VI sim q ele citou um blog palmeirense… por isso postei aki os links..

25 – Andre

1 no caso da base deles eu acho q eles estao meio certos… se deixar empresario entrar vira uma zona… e so tera jogador trankeira filho de um .. apadrinhado de outro..

o Palmeiras fez um bom trabalho de base ate aki, cortando isso… antes so tinha jogador apadrinhado do musgamba…

de resto eu quero q eles se lasquem e voltem a ser akele timinho q ficava em 10.. 12 no brasileirao, e isso q eles merecem..

vc viu a entervista do Muricy pro lance..

viu a parte q ele fala q o JJ Wiskie tranca a porta somente com o treinador e o Milton Cruz na sala..

e q tem um monte de gente q fala EU FIZ isso.. blabla..

muricy E TUDO MENTIRA QUEM FAZ TUDO E O JJ..

la so tem markenting…

neste post do Andre Luis fica evidente que TODOS os times tem problemas, sejam eles quais forem, a difereça é que, com a conivencia da imprensinha os casos nao sao divulgados, ficam encobertos e desconhecidos dos torcedores comuns. Tenho certeza de que se fosse com o Palmeiras, ja teriam manchetes em letras garrafais em TODOS OS JORNAIS E noticiarios da TV.
O Palmeiras necessita como se disse de pessoas mais interessadas em retorna-lo ao status de time imbativel e temido que tinhamos até os idos de 1974/76, unico time que fazia frente ao grande Santos de Pelé, Coutinho e Pepe.
Somos motivos de piadas e todos concordamos que deve haver mudanças urgentes. Mas, alguem me explica como???? Será que é possivel tirar essas pessoas (Cipullo e Cecilio) dos cargos em que estao????? Se a torcida fizer pressao resolve???? E o Estatuto do Clube, permite????
São perguntas que me faço. Será que é tao dificil pra esses senhores fazerem uma analise de consciencia e verem que estao prejudicando o Clube e a Instituição Palmeiras, insistindo em erros que todos veem menos eles???? Sera que é tao dificil ser mais humilde e se for o caso contratar alguem que entenda do assunto (gerenciamento, planejamento etc, etc, etc) para dar a acessoria necessaria a cada caso????
Essa é a minha visao, de quem nao entende muito.
Saudações alviverdes.

#9 Sérgio: não sou parente não, e nem conheço o filho deste conselheiro. Deve ser uma família homônima ou algum ramo que não conheço.

o cara prometeu um time de garotos e trouxe os PARAÍBAS,LÉO LIMA,ANDRÉ LUIZ,KLEBER SANTANA,RODRIGO SOUTO……SÓ MOLECADA NÉ…….E O CULPADO ERA O MURICY?

As cinco bombas que assolam o clube do Morumbi, segundo a Placar:

1. Guerra de agentes: A briga de agentes com a diretoria e entre os próprios empresários é uma amostra da batalha que assola Cotia, berçário do clube. “Eu ignoro essa gente. Aqui é um jogo militar, não entra, não é recebido”, afirmou o presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio. Porém, do outro lado, agentes insinuam, sem citar nomes, que a diretoria tricolor age assim para favorecer algum empresário em especial. Tadeu Cruz, filho do auxiliar-técnico Milton Cruz, é homem de confiança de Juvenal e se tornou agente Fifa em 2009, fato que pode causar ciumeira nos outros agentes. Mais uma pimenta para o problema.

2. Efeito cascata: O clima bélico entre diretoria e base aumenta a pressão para que os garotos que ainda estão por lá sejam promovidos. Wagner Ribeiro, agente de Marcelinho, revelação da Copa São Paulo , já ameaça tirá-lo do Morumbi caso o jogador não receba atenção e chance para jogar. Também pode haver reflexo nas futuras contratações. Giuliano Bertolucci, empresário de Oscar, e persona non grata no Morumbi, tem clientes consagrados como Elano e Luisão, da seleção brasileira, e, caso o clube se interesse por esses e outros atletas gerenciados pelo agente, deverá ser preterido. A rusga pode ser mais um obstáculo para o Tricolor negociar com clubes europeus. Bertolucci tem contatos no Benfica, na Inglaterra e na Turquia.

3. Falta de dinheiro: O clube não convenceu a LG a pagar cerca de R$ 30 milhões ao ano, quase o dobro do contrato anterior, e ficou sem patrocínio. De momento, está jogando com a camisa “limpa”. O São Paulo agora pretende fechar contratos de patrocínio avulsos, ou seja, de um jogo só, ou por períodos curtos de tempo. Em 2009, o Corinthians virou motivo de chacota no Morumbi justamente por ter recorrido a este tipo de patrocínio.

4. Ataques ao comando: Juvenal Juvêncio, antes unanimidade, começa a sofrer ataques dentro da diretoria do clube, ainda que de forma velada. Houve até um certo entrevero entre Juvenal e Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do clube. Cunha deu declarações dizendo haver erros no comando da base e “JJ” disparou: “Quem entende de futebol é só 1%. O resto é assistente”. Cunha baixou a guarda: “Se ele não concorda, tudo bem. É ele quem manda.”

5. Justiça em cima: A pilha de processos em cima da mesa dos advogados são-paulinos não tem apenas casos de atletas da base. Desde 2003, 21 jogadores acionaram o clube. Entre os atletas que brigam com o São Paulo na justiça estão Amoroso, Souza e Aloísio, trio campeão mundial em 2005. Acusações de coação contra o clube não são inéditas. Em 2009, o São Paulo assinou no Ministério Público do Trabalho um Termo de Ajustamento de Conduta, comprometendo-se a não coagir ex-funcionários que entram na justiça em busca de indenização

Ué não são modelos pros outros………
Se Tivessemos brecado o Caminhão desgovernado chamado Luxa tinhamos ganho os 2 brasileiros…………………

Da Redação Yahoo! Esportes

O título da Copa São Paulo há dez dias surgiu como uma desforra dos dirigentes do São Paulo para cima dos empresários. Garotos que eram verdadeiras promessas do clube como Oscar, Diogo e Lucas Piazon, este de apenas 15 anos, entraram na justiça para tentar se livrar do clube paulista, outrora tão desejado por jovens boleiros espalhados pelo país.

Quem viu, diz que a cena foi impressionante. Segundo a edição de fevereiro da revista ESPN, cerca de 80 garotos, de 13 a 19 anos, atormentados pela angústia de ver o grande sonho da vida não se concretizar, mostravam a quem quisesse ver e ouvir a sua alegria. Pulavam e rodavam no ar camisas do São Paulo . Era 19 de junho de 2009 e Muricy Ramalho, técnico do time principal, havia sido demitido.

Para eles, o técnico que havia conseguido os três últimos títulos brasileiros era também o professor que não dava chances aos garotos da base. Uma preocupação constante também para o presidente Juvenal Juvêncio, que chegou a prometer, para 2010, um time totalmente criado pelo Centro de Formação de Atletas, em Cotia (SP), inaugurado no final de 2005, após a conquista do Mundial Interclubes. Uma das obras de que mais se orgulha. E que não tem dado os resultados esperados.

A tão famosa estrutura, que os dirigentes não se cansam de exaltar, revelou apenas o zagueiro Breno. Em janeiro de 2008, o jogador foi comprado pelo Bayern de Munique por 12 milhões. Recorde para um zagueiro. Para eles, está bom assim. Revelam um craque como o Breno, que paga toda a estrutura de Cotia por cinco anos, e tudo para por aí. Os outros garotos ficam abandonados, não têm chances. Tem muita gente descontente como o Oscar está. Vai ter uma debandada, conta à revista, sob anonimato, o pai de um dos jogadores que festejaram a queda de Muricy.

O assunto também foi abordado pela revista Placar, que aponta cinco “bombas” que o São Paulo precisa desarmar para não sucumbir aos seus erros. Os processos movidos contra o clube pelos garotos mostra apenas parte do pavio da série de explosivos espalhados pelo Morumbi. “A base do São Paulo é chamada de ‘Time da Morte”, porque todos sabem que ninguém chega no profissional”, diz Oscar, um dos que entraram na justiça contra o Tricolor.

Prefiro continuar me enganando e achar que o Palmeiras está se fingindo de morto. Não é possivel que um bêbado e um semi-analfabeto sejam melhores administradores…

Cunio(#10), a comparação com o Galo é meio exagerada, pra chocar mesmo, mas, por outro lado, tem algumas “coincidências” com nosso Palestra: tem uma torcida apaixonada, que acompanha o time mesmo (vida política, campeonato de juniores, qualquer coisa que se relacione ao time), tem história, tradição (muito mais que seu principal adversário), mas se perde nas brigas internas, no bairrismo, na visão estreita, enquanto o Cruzeiro (os bambis daqui) é, se reconheça, muito profissional e bem estruturado. Eu penso que é isso que precisamos: a paixão, que temos de sobra, combinado com o profissionalismo, que ainda falta. Com isso, seremos muito fortes, vai ser difícil ganhar da gente.Um abraço, parabéns pelo trabalho em prol do nosso Palestra!!!

Concordo em 100%. E esse mesmo cara, medíocre quanto aos objetivos, provavelmente também será medíocre planejando, gerenciando, negociando, etc. O Palestra foi concebido, fundado e consolidado, principalmente se considerarmos os 60 primeiros e fantásticos anos entre 1914 e 1974, por gente de perfil ousado e empreendedor, e é isso que mais tem feito falta desde então.

Vicente, eu concordo com vc.
Falta ambição por parte dos nossos dirigentes. E oq eu falo agora não é puxa-saquismo ou coisa parecida. Vc explicou sua saída do Planejamento aqui e ficou bem claro que vc e alguns tinham um pensamento maior e mais coerente que a maioria,digamos, acomodada. E por isso resolveu cair fora. Infelizmente, isso aconteceu.

Agora só uma coisa, há dois ou três anos venho estudando como se dá a gestão e o marketing de entidades esportivas. E lendo um estudo feito com o Barcelona e faço algumas comparações guardadas as devidas proporções.

Pro autor do texto existem 5 fatores chaves pro sucesso: Comercial, Financeiro, Gerencial, Social e Esportivo.

3 destes fatores se encaixam numa perspectiva dos processos internos.

Esportiva: Sendo o maior desafio para qlq clube, se manter no topo. Nos ultimos anos, nós oscilamos muito e ainda continuamos assim. Porém, continua a falta de ambição! Pois ganhando títulos, oq nao é segredo nenhum, expandir a marca do Palmeiras.

Comercial/Mkt: Quanto mais jogadores tops jogarem aqui e/ou um grande trabalho na base ajuda alavancar um futebol bonito e competitivo de se ver, mais torcedores serão conquistados (principalmente crianças) e na ajuda em gerar boas receitas no matchday. Vemos que no Palmeiras uma parte deste trabalho está sendo feito. Nos resta aguardar. Porém, enquanto a colheita nao é feita é preciso ter ousadia em contratar grandes jogadores pra vencer títulos que há muito não comemoramos.

Social: Promover ações comunitárias que beneficiam a comunidade que está inserida aumenta a credibilidade da instituição perante ao público. O Palmeiras faz isso? Se faz, não é divulgado como deveria. Aliás, no Brasil existe isso entre os clubes? Tá na hora do nosso pioneirismo em fazer e divulgar começar a trabalhar.

Agora uma perspectiva de mercados e consumidores:

Mercados: O Barcelona vem sempre buscando alcançar mercados ainda não alcançados por ninguém para conquistar fãs e consumidores. Essa prática é antiga mas não desenvolvida por nós: O Santos de Pelé fazia isso.
A China está saturada para tal? Talvez. Mas temos outros mercados ainda livres por aí como a Índia.

(e o mais importante) Valor da Marca: No Barcelona, seu dpto. de Marketing tenta posicionar o clube como sinônimo de paixão e tradição. “Mais que um clube” fala por si só. Pois, buscam não só proporcionar a felicidade dos torcedores com resultados em campo, mas também com uma experiência de entretenimento, socialização e familiar.
Qual é a marca do Palmeiras? Tradição, pioneirismo, refinado, técnico, etc??? Sinceramente, eu vejo como tradicional e pioneiro, mas será q eu os 15 milhões veem isso?
Não estamos num momento legal dentro de campo. Porém alguns nafitalinas poderiam esquecer a carteirinha e deixar quem tem ambição e quer ver o Palmeiras evoluir.

Bom chega, senão eu não paro de falar. Acho que os amigos 3VVistas deu pra entender oq eu quis dizer concordando com a sua visão Vicente.

Abraços

Olá a todos

Concordo com seu texto Criscio. O que me preoculpa é que estão vendendo a idéia de que não tem ninguem melhor que o Cipullo para ocupar a função que ele está exercendo. Ele disse (junto com seu braço direito Toninho Cecílio) que o Palmeiras não tinha a obrigação de estar na libertadores todo o ano. Estes dois ai deveriam dirigir o Mirassol (com todo respeito a esta equipe). Coragem Presidente.

Abraços a todos

Fernando (#12) e Andre (#15) calma: falei de briga de mercados e marcas no final do texto. Então coloquei um logo mostrando a Puma e a Adidas, simbolizando a guerra de mercados. Mas não tem mensagem subliminar.

Tramatore (#4) realmente o elefante preso no pé de alface foi muito boa.

Zambon (#14) discuti um pouco com o Tredinnick sobre o texto dele. Entre nós e a galera do 3VV, achei ele um pouco otimista demais em relação ao Palmeiras (rsrsrs). Mas dizem por aí: basta um título e toda a euforia volta de novo.

Jader (#11) falando direto do Maranhão?! Bem legal… mas é isso mesmo, esperamos que a Arena ajude a ser um divisor de águar.

Fernando (#12) leu a parte 1 da entrevista do Muricy, logo na primeira pergunta?

“LANCENET!: A coisa que você menos gosta é dar entrevista?
Muricy Ramalho: Não é que eu não gosto de dar entrevista. Outro dia falei para um blog de palmeirenses e fiquei duas horas conversando com os caras. Para falar de futebol, dou entrevistas longas. O problema é que algumas pessoas fazem muita fofoquinha, isso eu odeio. Uma entrevista legal eu dou para qualquer um.”

Giba (#4) acho que não tem a ver com Vipcomm. É achar que uma agência teria poder demais e eles não têm. E sei das suas prevenções com Muricy, mas acredite neste amigo aqui, o cara merece nosso apoio.

E um esclarecimento a todos sobre a metáfora do Presidente de empresa. Só prá deixar claro, não me referi ao Belluzzo. Na reunião que citei no texto não havia diretor, apenas pessoas remuneradas responsáveis por departamentos diferentes. E falávamos sobre planejamento de receitas.

Mas não estou tirando o Presidente da reta não. Acho que as metas devem estar alinhadas entre todos os níveis. Se o Gerente acha normal chegar em quinto no Brasileiro e não estabelece como mandatório chegar entre os 4, e seus superiores concordam com isso, então estão todos no mesmo barco.

Vicente pessoas como voce não pode abandonar a diretoriapor favor volte e ajude o clube.
Tenho comigo que esse ano será bom para nós….

Vicente,
A coluna de hoje vai de encontro à do Luís Fernando sobre os maiores clubes do Brasil. Só que ele já arrisca quais serão os maiores. Eu acompanho o seu raciocínio. Acho que o mapa ainda não está desenhado e prefiro esperar para ver quem vai marcar seu território nele.

bom agora eles vao dizer..

sao muitos candidatos nao da pra brigar todo ano..

PQ SEU TONINHO TEM MENTALIDADE DE PERDEDOR…

nao da pra um cara desses (pode ser correto, sincerro, humilde, limpo)

MAS NAO DA PRA TER MENTALIDADE DE TIME PEQUENO..

O PALMEIRAS NASCEU GRANDE, SEMPRE FOI GRANDE E PRECISA PERMANECER GRANDE..

essa mentalidade de ser pequeno e a mesma do “”bom e barato”” que vcs sabem de quem eh neh..

temos q ter mentalidade para voltarmos a ser grandes… depois q o sapo gordo saiu SER GRANDE TEM Q SER A META..

pq propaganda da PUMA??

abracos

Vicente concordo com vc, moro em uma cidade distante de SÃO PAULO (IMPERATRIZ-MA), mas a paixão pelo palmeiras é tanto ou maior que a sua, o que vejo por aqui é uma torcida ardente por títulos, começei a torcer pelo alviverde nas duras filas dos anos 80, de um tempo pra cá começo a entender o duro jogo dos bastidores, mas o meu amor creçeu mais, talvez seria pelo medo de injustiças, não podemos e não devemos nos submestimar, os anos 90 foi um exemplo de glória, glória esta que devemos e podemos reviver, uma das maiores alegrias que ainda quero ter é ver meu verdão jogando na arena palestra, isso sim vai se um divisor de águas, “chora imprensinha”, esse cara que vc falou no seu comentário espero que ele já tenha vazado do palmeiras, esse cara não deve ser um palmeirense de verdade, apesar da política do palmeiras ser uma concha de retalhos ainda continuo acreditando nos homens palmeirenses de verdade. FORÇA SEMPRE. OBRIGADO.

#4 Trematore, elefante preso em pé de alface foi simplesmente sensacional. Essa nunca tinha ouvido. Agora, se estamos parecendo o Galo, isso sim me deixa em pânico… SOCORRO!

Srs

A administração atual cada vez mais me decepciona.
Seja pela falta de ação ou seja pelo enorme número de erros. Como bem disse o Vicente, se estivesse em uma empresa, o Presidente já teria sido defenestrado. Tem que ter vontade de fazer e querer chegar lá, sempre.

6# Marcos
Vc é parente do Newton Lavieri, que foi conselheiro desde 1978??? Ou conhece o filho dele???

Vicente, seu amigo do email tem razão se analisarmos essa última década. Estamos atrás dos bambis, dos gambás e até dos sardinhas. Há quem diga que o Paulista e o Santo André venceram uma Copa do Brasil e por isso estariam na frente, mas isso não conta, pois são times pequenos e que dificilmente vão conseguir outro título de importância nacional. Como o Criciúma, que nos anos 90 fez a mesma coisa, e hoje ninguém sabe mais em que divisão está jogando.

Para o Palmeiras permancer, ou voltar a ser grande, precisamos de títulos. Não importa em qual campeonato. Neste ano por exemplo, ficamos fora da Libertadores, mas temos no primeiro semestre a Copa do Brasil e o Paulista. Supondo que o Palmeiras vença os dois, como os gambás fizeram ano passado, a obrigação estaria cumprida, e no segundo semestre o Palmeiras jogaria um brasileiro sem grande pressão, mas com ótimas possibilidades, e uma sulmamericana muito interessante, por ser um torneio continental, e com a chance de enfrentar um Boca ou um River, quem sabe até em uma final. Você disse bem em um outro texto, uma final entre Palmeiras x Boca na Sulamericana poderia ofuscar até uma final de Libertadores, dependendo dos finalistas.

O Palmeiras tem que se planejar para ser campeão de tudo o que disputar. Exposição, maiores receitas, e tudo de bom que aconteça serão consequências naturais. Pode parecer que o campeonato Paulista não tenha mais importância, mas um time que vence este campeonato está preparado para brigar por qualquer outro no Brasil ou na América do Sul, simplesmente pelo fato de ter quatro grandes times disputando. E essa história de paulistinha é conversa. No ano passado os 4 grandes chegaram nas semi finais e jogaram com todos os titulares. Ninguém joga para perder, seja qual for o campeonato.

O Palmeiras sendo campeão, seja de qualquer campeonato que dispute, naturalmente terá uma grande exposição, figurando entre os maiores do continente, alcançando receitas maiores. Para o Palmeiras, que precisa se reafirmar entre os grandes, o principal é ser campeão, para depois pensar em exposição internacional. Até porque a forma mais fácil (ou o caminho mais curto) para chegar a Libertadores é vencendo a Copa do Brasil. Não adianta só disputar a Libertadores todo ano e perder todo ano.

Os anos de 2008 e 2009 foram decisivos para o “futebol business”. E, lamentavelmente, não estávamos na planilha.
Choremos, esperneemos, critiquemos, briguemos mas o fato é que estamos no 2º escalão e vendo o Santos cruzar à frente.
Acabo de desligar a tv para não ver o Galvão Bueno descer a serra com direito à tomadas da cidade de Santos, seus encantos (!?) e suas belezas(?!) e o Robinho. Ninguém vai admitir publicamente, mas Santos Robinho e Globo – tudo a ver. Até uma provinha meia boca de descida do morro pelas escadarias do Monte Serrat virou Prova internacional – um mito do “step street down hill mundial”.
Da mesma forma que Wagner Love/Flamengo/Globo.
Então estamos no bloco do Grêmio, Vasco, Botafogo e Atlético Mineiro.
Coincidência ou não a nova ordem do futebol brasileiro estabelecida para ficar são realmente estes cinco da Libertadores que são assessorados pela mesma empresa de comunicações que, mais coincidentemente, ainda é a mesma da CBF e da Reebok que também fornece material para três dos seis envolvidos.
Vicente, Você é minha testemunha. Cantei essa pedra lá trás. Como consolo, nos resta o fato de termos sido os últimos a sermos abatidos pela pesada artilharia CBF/Globo/Vipcomm. Foi necessário uma campanha cara, maciça e contundente da mídia esportiva pela desmoralização do Palmeiras. A arbitragem perdeu a vergonha e, o MP Paulista, junto com a Adm. Municipal não mede esforços para boicotar o projeto Arena, pelo menos até a Copa.
O resto veio no embalo, a começar pela recusa de vários jogadores em assinar com o Palmeiras com medo de ficar fora da mídia. Tenha certeza, os que assinaram estavam desavisados.

Como? Não escutei direito, repete. Diego Souza no Flamengo?…

E para completar, temos que engolir esse poço de incoerência que é o ex-treinador número 1 do país. Incapaz de armar um time sem contar com tabela, arbitragem, tribunal, etc… etc…

Jamais farão conosco o que fizeram com a Portuguesa. O nosso fim se assemelha mais ao do América Carioca.
Hei de torcer, torcer, torcer…. Hei de torcer até morrer, morrer, morrer.
Pois a torcida Palestrina é mesmo assim, a começar por mim.

Ao Palmeiras está faltando ousadia. Também não sou favorável a loucuras que levem o time à bancarrota, mas é chato não ver planos de contratação de estrelas, continuar a ver a tal Arena só no papel, continuar a ver as cornetas oposicionistas colocando fogo no ambiente interno do clube.

Pensando bem, Libertadores vai ser cada vez mais difícil, se o Palmeiras insistir em perder este bonde em que SPFW já está faz tempo e a gora, como você colocou muito bem, vários outros times estão subindo.

Se nossa diretoria no mínimo não se vê obrigada a estar na LA, estamos mal na fita.

Infelizmente, no ano passado foi feita muita coisa certa (Muricy, trazer o Love, manter DS7 e CX10), mas não houve resultados. Faltou saber gerenciar a crise, e nosso presidente acabou atrapalhando mais do que ajudando.

Vejo que há uma vontade de colocar as coisas no lugar. MAs enquanto não separarem o futebol do clube social, vamos ficar aqui discutindo para sempre.

perfeito… faltam vencedores e pessoas ambiciosas no Palmeiras…

e tem gente q acha q tudo esta certo… que ta bom… provavelmente quem nao tem essa visao de mercado e num tem nocao nenhuma de futebol, TORCEDORES q nao manjam nada de bola, aceitam isso passivamente

estamos perdendo o nosso lugar…

Concordo plenamente. O Palmeiras me lembra aquela velha história do “elefante preso em um pé de alface”. Tem torcida, camisa, tradição, potencial, mas tem alguns dirigentes com mentalidade de diretores de clube social de bairro. Aos poucos isso vem mudando, mas enquanto a mudança não ocorre totalmente, tudo o que se tenta fazer no sentido de modernizar o clube é 1.000 vezes mais difícil do que em outros times. Eu moro em MG já há algum tempo, e tem horas que eu vejo nosso Palestra muito parecido com o glorioso Galo (guardadas as devidas proporções), e isso me deixa muito, muito assustado. Espero que esse novo pensamento, do qual você é um dos representantes, consiga se impor antes de cairmos no marasmo total, vivendo só de passado. Por isso a luta e a mobilização tem que continuar, não podemos desistir nunca.

Bom, enfileirando com o Danilo a lista de colunistas, somos suspeitíssimos para opinar, mas É ÓBVIO que concordamos 1000%. Sem por nem tirar, Criscio. A comparação com uma empresa privada é natural e real. só nos interessa sermos considerados como tal na hora das glórias? Não. Está no Palmeiras é para GANHAR TUDO, FATURAR MUITO E PARTICIPAR DE TUDO. Senão, VAI DIRIGIR O MIRASSOL MESMO!

CONCORDO 1000%!!!

Qualquer clube que almeje ser GRANDE DE VERDADE, DEVE participar da LIBERTADORES TODO ANO e DISPUTAR TODOS os TITULOS para GANHAR.

Os times GRANDES disputam para VENCER ao menos QUATRO campeonatos durante a temporada.

É OBRIGAÇÂO CONQUISTAR AO MENOS UM!

As letras garrafais sao para o tal diretor que só faz o “possível”.

Haja saco…

Lamentável que o presidente não se comportado com um dos presidentes destas empresas citadas.
Falou uma groselha destas deveria ser colocado no olho da rua.É profissional para administrar o futebol do Rio Branco.

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