Tá variando Criscio?

POR VICENTE CRISCIO

O post sobre a contratação de Antonio Carlos Zago fez o palmeirense zombar, desacreditar ou pensar que este blogueiro das horas vagas estava variando.

O leitor e comentarista do 3VV Marcio Zambon sacaneou sobre minha capacidade preditiva: “Vicente você já previu que Muricy ia ganhar muitos títulos…”. É verdade. Mas se a gente não arrisca um palpite, quem o fará?

Vamos aos fatos.

Em meados de 2009, quando Felipão visitou o Brasil e a Academia – esteve junto na mesma mesa com Luxemburgo na sala de imprensa do Palmeiras – ele havia acabado de assumir o Bunyodkor, do Uzbequistão. Em um contrato de 18 meses Felipão recebeu adiantado 8 milhões de euros.

Em um jantar com diretores do Palmeiras Felipão declarou: “volto ao Brasil em janeiro de 2011. O Palmeiras é minha prioridade”.

Agora vamos ao meu palpite.

Luxemburgo ainda era o treinador quando houve essa conversa. Se tudo desse certo com Luxa (e com o Palmeiras), ele seria campeão brasileiro em 2009, talvez ganhasse a Libertadores em 2009 ou 2010, e poderia sonhar mais alto a partir de 2011 (Seleção, substituindo Dunga pós Copa ou mesmo a Europa).

Aí viria Felipão.

A saída de Luxemburgo provocou uma série de mudanças não planejadas. Um dos erros (claro, olhando agora, como um engenheiro de obra feita) talvez tenha sido trazer Muricy Ramalho. Muricy é um treinador para longo prazo. Na pior das hipóteses Jorginho teria desempenho tão mediocre quanto. Mas como prever isso naquele momento?

Por outro lado, manter Jorginho durante 18 meses seria uma aposta muito alta.

Quis o destino (e a vontade de alguns) que Muricy saísse agora.  Antonio Carlos foi contratado. O atual treinador do Verdão tinha sido cogitado no final do ano passado, por alguns diretores para assumir o lugar de Cecílio (isso lá em outubro); também tinha sido cogitado por Cipullo para acumular a função com Cecílio.

Agora Zago veio como treinador. Apesar de Cipullo gostar e apoiar a ideia de um treinador jovem, há muitos interlocutores influentes dentro do Palestra que não acreditam que um treinador sem ser calejado vá se dar bem no Verdão. A pressão nas cadeiras dos amendois, bem como a presença sempre constante de caciques na concentração (remember o caso Atibaia e a entrada de torcedores numa carteirada de um vice-presidente) é o exemplo claro de que no Palmeiras você precisa ter ou um treinador brucutu ou uma estrutura forte por detrás.

Juntando as peças, pode ser bastante razoável que Zago, mesmo se dando bem esse ano, seja “promovido” a gerente de futebol e tragam para ser seu “subordinado” Luis Felipe Scolari.

Capisci bello?

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E a política? O próximo Presidente transitará entre alguém de Della Monica, alguém de Mustafá, e Paulo Nobre. Se Seraphin conseguir um pequeno milagre, correrá por fora.

Em qualquer um destes casos Felipão trabalharia. E bem!

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E Antonio Carlos já está fazendo a sua parte. Trouxe o preparador físico. E foi bancado na decisão por Seraphin Del Grande.

Decisão acertada. Estamos em março e o time parece que está em dezembro. Dia 26, depois da ceia.

Haviam dois preparadores físicos. Foram bancados pela diretoria durante o reinado de Luxemburgo, que tinha Mello como seu fiel escudeiro.

Por coerência com todo o discurso das últimas semanas, agora alguém terá que ser mandado embora.

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Seraphin del Grande é a grande (fazendo trocadilho) notícia da semana. Está fazendo um esforço pessoal, pois não queria pegar essa batuta. Mas dentro do Palmeiras há poucos, muito poucos mesmo, que conseguem transitar tão bem no futebol e na parte política.

As pressões dentro das alamedas diminuirão. E dentro da Academia Seraphin pode até delegar a subordinados algumas funções; mas não abdicará de ser o comandante do futebol.

Boa sorte a ele.

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Tensão pré jogo. Hoje vamos vencer… alguma coisa na cor do mar diz isso.

Saudações Alviverdes…

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