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Ainda sobre o clube formador

POR EMERSON PREBIANCHI 

Outra
boa nova trazida pela nova redação dada à Lei Pelé, logicamente se
aprovada pelo Senado, é a extensão dos benefícios garantidos ao clube
formador, que já existe nas transações internacionais, para as
transações no mercado nacional.

A lei atual garante ao clube formador que manteve o atleta
entre os 12 e os 23 anos, uma indenização denominada pela FIFA de
Mecanismo de Solidariedade que varia de 0,5% a 5% do valor negociado para as transações
internacionais, de acordo com o
período de permanência no clube que o formou. 

Esta mudança, com a aprovação da nova redação proposta e aprovada na
primeira fase do Congresso Nacional, garantirá ao clube formador o
recebimento do percentual pelo tempo de formação também para as
transferências no mercado nacional.

Pode
parecer pouco, mas o mercado interno é muito mais movimentado do que o
externo de modo que as equipes que mantiverem um bom trabalho nas
categorias de base terão assegurado o retorno do investimento a cada
transferência do atleta lançado durante toda a sua carreira.

Juntando-se isto ao fato de que não será mais aceita a figura do
empresário ou procurador para os jovens de até 21 anos – que terão
unicamente contrato com os clubes – temos um cenário amplamente
favorável para justificar todo e qualquer investimento na base.

Esperamos
que o atual trabalho nas bases palestrinas – diga-se de passagem muito bem feito após a chegada de Marcos Biasoto – passe a ser o carro chefe
do futebol para que o clube não tenha que ficar refém de uma ou outra
transferência a cada ano para acertar suas contas.

E a você amigo do 3VV, o que pensa sobre esta mudança e a possibilidade do clube formador receber um percentual da transação durante toda a carreira do atleta?

Saudações alviverdes!

4 respostas em “Ainda sobre o clube formador”

nossa so de o jogador ate 21 ficar sem empresario e com contrato somente com o clube e otimo…

tomara q aprovem neh… pq os empresarios nao vao ficar quietos nao…

e como aki e o pais do dinheiro nas meias, cuecas..

vai saber

Como sonhar nada cussta, esperemos que o Senado e a Câmara façam pelo menos UM bom trabalho este ano, aprovando esta lei. Fazem duas semanas que estou totalmente descrente com qualquer coisa, principalmente meu Palmeiras e com Política (por causa das eleições). Mas torcer a gente sempre torce.

Manter categorias de base é difícil e custa caro. Se nos basearmos em estruturas de clubes grandes, onde entram milhões de reais de patrocinadores e parceiros, devemos exigir que os garotos tenham tratamento 5 estrelas: acomodações, nutricionistas, psicólogos. Mas e os clubes pequenos, que são a verdadeira fonte de craques para o futebol brasileiro? Certamente precisam de respaldo para continuar este trabalho. A aprovação desta lei nada mais é do que se fazer justiça, já que a maioria absoluta de nossos garotos bons de bola jamais verão a oportunidade de começar jogando nos clubes de grande torcida.

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