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Onde estão os investimentos?

POR CLAUDIO BAPTISTA

Hoje um assunto que não fala diretamente sobre nossa Arena, mas que pode interferir de algum modo seja durante a construção como na operação da mesma…

Falo de um problema que ocorre sistematicamente na região do Palestra Itália que são as enchentes no local.

Já tinha conhecimento de um projeto previsto pela Prefeitura para aquela região visando a construção de um piscinão e esta semana deparei-me com uma reportagem na Veja SP dando conta que a Prefeitura já teria recursos para investimentos diversos na região como obras de infraestrutura, melhorias viárias, desassoreamento de córregos e construção de um piscinão. Porém, até o momento não observamos investimentos significativos no local.

Basicamente a reportagem diz que a verba foi adquirida através da emissão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) que permitem a construção de área superior à permitida pela Lei de Zoneamento.

Opa, vendo isso volta a minha cabeça a oportunidade de revisão do projeto da nossa Arena para algo, digamos, maior. Mas, voltando ao assunto.

A Prefeitura recebeu nos últimos quinze anos algo em torno de R$74,8 milhões para investimentos na região, que continua inundando a cada chuva de maior intensidade, e aparentemente investiu somente R$2,5 milhões.

Quando falo que as enchentes no local podem interferir tanto na construção como na operação da Arena refiro-me aos potenciais problemas na obra decorrentes da impossibilidade de trabalhos em função do local estar “cheio d’água”, ocasionando atrasos no cronograma da obra e perdas financeiras do investidor que terá seus trabalhos paralisados. Já durante a operação é fácil imaginar os transtornos em uma região alagada junto a um evento programado para a Arena, ocasionando redução da presença de público, gerando menor receita, além dos problemas inerentes a um local alagado.

Enquanto vemos nossa parceira perdendo tempo e dinheiro negociando contrapartidas para a região visando a aprovação do nosso projeto e enquanto aguardamos os investimentos na região que deveriam ser realizados todos esses anos, ficamos de olho no que o SPFC poderá ganhar de graça dos governos municipal, estadual, federal e cofres públicos para resolver seus problemas junto a FIFA que não estão limitados apenas ao estádio mas também no entorno do mesmo, compreendendo um estacionamento em área pública incluindo no projeto, vejam só, um piscinão.

Para quem quiser ler a reportagem completa, segue o link.

http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2153/prefeitura-nao-usa-verba-pompeia-volta-inundar

Abraço,

Claudio Baptista Jr. – ansioso pela aprovação da nossa Arena junto a Prefeitura e muito contrariado com a falta de transparência nas discussões sobre a sede paulista e investimentos públicos na cidade para a Copa de 2014.

13 respostas em “Onde estão os investimentos?”

Claudio,

As pessoas tem o argumento de que uma arena para 50 a 60 mil ficará vazia a maior parte do ano.Eu duvido,desde que seja cobrado um preço de ingresso decente,e tenhamos outros atrativos além do jogo em si.Conforto,banheiros,cobertura,organização na venda de ingressos,entrada organizada,boas lojas e lanchonetes,um bom museu.Com tudo isso,ficará qua sempre cheia.

Agora,com a capacidade de 42 mil pessoas e esse monte de camarotes e cativas,aí sim teremos a arena vazia.Por alguns motivos:

O preço deste locais será para uma quantidade pequena de pessoas.E estas pessoas só vão a jogos importantes.

Vão sobrar os poucos lugares já existentes de arquibancadas.Estes, mesmo lotados,vai dar a impressão de público pequeno.

A W Torre e o Palmeiras vão construir uma casa de shows e não uma grande arena.Vi o estádio do Benfica ontem na TV.Não sei a capacidade do mesmo,mas parece enorme,e em geral, a maioria do público está nas cadeiras que parecem ser arquibancadas.

O Palestra ficará com um monte de cativas e camarotes vazios.

Sinceramente me dá um desânimo enorme a elitização que esta diretoria está tentando fazer(voluntária ou não) com a torcida do Palmeiras.

Rodrigo, #11.
Tenho a mesma percepção que a sua quanto a proporção de camarotes e cativas e relação aos demais setores que estarão diponíveis ao público em geral.

Gostaria de uma Arena maior com o uso da flexibilidade de ingressos visando a melhor relação renda/ocupação.

Quanto a uma Arena padrão FIFA, temos que pensar em conforto, segurança e qualidade dos serviços preconizados pelas suas especificações, independente de ser utulizada ou não para a Copa.

Abraço.

Claudio
Eu acho que para uma capacidade de 46.000 tem muito camarote e cativas. O preço médio do ingresso vai ser muito alto. Com uma capacidade maior, daria para contornar isso.

E eu espero que o Palmeiras entre na briga para cediar jogos da Copa. Não faz sentido uma Arena no padrão FIFA não ser usada no mundial.

A situação do panetone do jardim Leonor não é diferente.

A cada enchente inunda toda área social das moças inclusive a piscina.

Será que o Palmeiras luta por isso, reivindica esses beneficios e a gente nao fica sabendo? Ou sou eu que estou sendo muito “ingenuo” de acreditar nessa situação, digamos, pouco provavel??

Claudio,é como você disse,papel aceita tudo.Mas na hora de fazer,alguém sério vai ter que entrar no circuito e dizer que é inviável.Aí que eu acho que vai entrar o veto da Fifa.

Pra mim,o estádio que dizem ser o plano B,que seria em Pirituba, é a mais provável opção.No caso do não aumento da capacidade da Arena Palestra eu prefiro que seja construído o estádio em Pirituba para que o mesmo seja administrado e utilizado conjuntamente por Santos,Palmeiras e Corinthians.Assim acabaria a dependência do Morumbi em grandes jogos.E faria o SP se estrepar com isso.Quando o mesmo for utilizado para eventos,as receitas seriam utilizadas para sua manutenção e se houver lucro distribuido entre os clubes.

Eu acho dificil os vaidosos diretores sãopaulinos
fcarem ao lado do Palmeiras.Eles se odeiam.

Sds.

Rodrigo #4,

Concordo em partes com seu comentário. Tudo depende da solução que se quer adotar.

Se você for ver, o Boca pretende fazer a reforma da Bombonera privilegiando o conceito do caldeirão. Querem trazer mais conforto mas a essência é essa.

Já o Palmeiras traz uma solução mais completa, do ponto de vista de conforto e flexibilidade não deixando de ter um estádio de pressão.

Ainda, se compararmos as duas soluções, o conceito da Arena é aquele que traz maiores oportunidades de geração de receitas, o que pode ser importantíssimo para o clube inserido em um modelo falido de futebol brasileiro.

Cassio, #3.
Tenha certeza, o sp fará a revisão do seu projeto de acordo com o que a FIFA colcocou em seu último relatório (o papel aceita tudo). Em paralelo buscará novas declarações do poder público dando garantias dos investimentos do estacionamento e infraestrutura da região.

Porém, a questão ficará no que a FIFA realmente pretende. Não tenha dúvidas mesmo colocando tudo o que a FIFA quer em seu projeto, ainda assim existirá meios da entidade vetar o estádio se quiser.

Plano B? Claro esse seria a copnstrução de uma nova Arena que não a do Palmeiras. Aí entrará uma questão de posicionamento. O Palmeiras saindo do seu estado letárgico pode conseguir algo. Neste sentido, acredito até que o sp se posicionaria ao lado do Palmeiras. Simples, prefeririam o Palmeiras com uma nova Arena do que duas novas Arenas na cidade e o Morumbi de lado.

Abraço

bom qndo inauguraram o shop buorbon eles pagaram 15MI para a prefeitura como compensação..

e ate HJ essa grana nao foi usada

Anfiteatro, 2.500 camarotes, 10.000 cadeiras cativas. Parece que a Arena Palestra Italia será uma ótima casa de espetáculos usada também como estádio de futebol.

E o Palmeiras dormindo. Como a Arena Palestra Italia não entra na concorrência para sediar os jogos da Copa? É isso que faz todo mundo desconfiar da Arena. Parece que ninguém tem certeza de que ela sai ou não do papel, senão o Palmeiras já teria se lançado oficialmente como plano B, ainda mais com essa tendência do Morumbi ser mesmo rejeitado pela FIFA.

Pra quê ter um estádio 100% aprovado na regulamentação da FIFA se não vai ser usado para a Copa? Fazer uma Arena cumprindo todas essas normas rigorosas, onde boa parte das exigências são exclusivas para jogos FIFA, sendo que nunca vai ter um jogo onde esses itens sejam realmente exigidos na Arena.

A história vai sendo escrita, e “nós” ficamos assistindo, vendo o tempo passar. Esperando que o direito de ser o estádio oficial de São Paulo na Copa caia no nosso colo.

Fazer uma reforma no Palestra só para adquirir o status de padrão FIFA, sendo que isso nunca será usado não faz sentido. Seria melhor reformar o estádio de uma forma mais simples, mas com maior capacidade, do que atender todos os requisitos rigorosos da FIFA para nada.

Os investimentos estarão na Gamba Arena que será construida se os bambis não fizerem um milagre por baixo do pano para liberar o Morumbambi.
Vejam o que saiu hoje no UOL.

06/03/2010 – 09h25
Morumbi recebe ultimato e plano B pode ser lançado,

A espera para que o Morumbi possa resolver os seus problemas com a Fifa vai durar até o dia 15 de abril. De acordo com o jornal Lance, os governos de São Paulo, Prefeitura e Estado vão esperar até essa data, quando o clube terá que mostrar à entidade máxima do futebol o redesenho do projeto de estádio, em que todas as exigências terão que ser atendidas.

Apesar de acreditar no sucesso do São Paulo em convencer a Fifa, os governos planejam um plano B. Em caso de nova derrota do clube nos bastidores para a Copa de 2014, existe o interesse em construir um estádio em Pirituba, zona noroeste de São Paulo. Os dois governos, sob o comando de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM), avaliam que não há mais tempo para salvar o projeto de São Paulo para abrir a Copa.

Ainda que haja apoio ao clube no caso, as autoridades planejam investir em uma nova arena, mesmo que o custo final seja mais alto. Por causa da urgência nas datas, ao voltar da última reunião em Zurique, na Suíça, o comitê do São Paulo deixou o escritório de Ruy Othake de lado. A empresa alemã GMP foi contratada para fazer o projeto, levando em conta todos os pontos pedidos pela Fifa.

Os desafios do Morumbi, de acordo com o jornal Lance, são aumentar a capacidade para 60 mil lugares com visibilidade, sem contar setores não-pagos, e a inclinação do térreo, o que levou ao rebaixamento do gramado. Para isso, até o preço final das obras deverá mudar, o que exigirá um aval do São Paulo.

O plano B da Prefeitura existe há mais de um ano. No entanto, não foi gasto praticamente nada com este projeto até o momento.

Se o Palestra fosse o estádio escolhido para sediar a Copa, essa grana seria investida na região com certeza. Com o Morumbi sendo oficializado, é capaz dessa grana ser usada para construir o “trenzinho” até a porta do estádio.

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