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Resenha dos Jogos

Paulistão 2010: análise da arbitragem na R11

POR DANILO CERSOSIMO

Difícil comentar a arbitragem da partida entre Rio Claro e
Palmeiras, onde sofremos a primeira derrota sob o comando de Antonio Carlos
Zago.

O gramado encharcado tornou o jogo pesado e entradas mais duras poderiam
ter tido conseqüências mais graves – nesse sentido os próprios jogadores
tentaram se controlar para evitar maiores estragos e colaborar com o árbitro Rodrigo
Guarizo Ferreira do Amaral, que fez boa arbitragem. Pela boa condução da
partida leva uma nota 7,0.

Foram corretamente punidos com cartões amarelos os jogadores
Diego Perini e Walker (Rio Claro) e Eduardo e Léo (Palmeiras).

***

O gramado estava tão ruim que tecnicamente não deveria ter
ocorrido a partida – mas no Brasil isso praticamente nunca ocorre; já vimos
gramados em condições muito piores (no próprio Palestra, por exemplo) receberem
partidas que deveriam ser postergadas. Um calendário ruim e interesses
comerciais das televisões impedem que se privilegie apenas a técnica do jogo.

De qualquer modo o gramado ruim não pode servir de desculpa para
a limitação técnica do time e do elenco e especialmente para a falta de
inteligência desses jogadores que insistiram em tocar a bola num campo
encharcado – justo eles que até a semana passada eram criticados por fazerem
tantos chuveirinhos… vai entender!

***

Na Vila Belmiro vimos o Santos disparar na classificação – fosse
este um campeonato de pontos corridos e já teríamos o campeão.

O árbitro José Henrique de Carvalho teve trabalho, mas na minha
visão não influenciou no resultado da partida.

Seu único erro, na minha visão, foi ter dado o cartão amarelo
para Roberto Carlos no lance do pênalti, apitado corretamente, diga-se de
passagem. O cartão amarelo que culminou em sua expulsão foi aplicado corretamente,
dado que o lateral tentou simular um pênalti. Ressalte-se ainda que Roberto
Carlos deveria ter sido expulso também na partida contra o Racing uruguaio pela
Libertadores.

A expulsão de Moacir foi corretíssima – carrinho de frente que
poderia ter machucado o adversário gravemente.

Ressalte-se que o time corintiano pressionou o árbitro o jogo
inteiro, porque eles agora pensam que “espírito de Libertadores” é fazer
rodinha em torno do juiz. Foi irritante esse comportamento. Mano Menezes, a
quem a imprensa sempre pega leve, também reclamou o tempo inteiro – fez
inclusive um gestual de que seu time estaria sendo “roubado”. O STJD vai deixar
passar impune?

 

2 respostas em “Paulistão 2010: análise da arbitragem na R11”

Acho que o árbitro foi muito severo com os gambás em alguns amarelos. Mas não acho que perderam o jogo por isso.
Quanto ao árbitro da nossa partida (de polo aquático), apitou sem problemas, assim como os auxiliares, já que não ocorreram lances polêmicos. Nota 8.

Danilo, adoro entrar aqui e discordar de você. O pênalti que o Neymar errou, para mim, foi para lá de discutível. Acho que o juiz prejudicou os gambás ao longo da partida, começando pela absurda expulsão do RC. No mais, acho que a rodada ficou bem apitada.

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