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Bate papo com Jorginho Putinatti

POR VICENTE CRISCIO

Quem tem mais de 30 anos seguramente se lembra de ter vibrado com um gol de juiz. Relembre abaixo:

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Um dos protagonistas deste lance foi o atacante Jorginho Putinatti. Nesta sexta-feira almocei com ele além dos amigos Helder Bertazzi e Marcelo Lia. E durante pouco mais de 60 minutos pudemos conversar sobre a década em que o Palmeiras não ganhou títulos mas conseguiu formar bons times. Em todos eles Jorginho esteve presente.

Não chegou a ser uma entrevista. O almoço tinha sido marcado com os amigos Helder e Lia e quando vi estava lá o Jorginho. Então foi mais um bate-papo enquanto comíamos uma picanha. Mas como no 3VV nada se perde, tudo se transforma…

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Quanto tempo de Palmeiras?

“Foram 8 anos. De 1979 a 1986. Eu vim do Marília. Tinha jogado na seleção olímpica e o Palmeiras me contratou. No Marília eu era número 9 mas não era centroavante. Lá a gente jogava com dois meias abertos mas o seu Telê quando me viu logo percebeu que eu tinha que jogar como quarto homem de meio de campo. Ele me colocou na direita. “

Sobre o melhor time que jogou nesse período.

“O time de 79 [ com Telê Santana ] era muito forte. A gente merecia ser campeão. Aí nossa Diretoria caiu na armadilha do Vicente Matheus [ na época o Presidente corintiano parou o campeonato; os jogadores entraram de férias e voltaram um mês depois; perdemos ].

O time de 85 também era bom. O jogo contra o XV de Jaú foi uma grande infelicidade [ 2×3, se vencesse o XV de Jaú o Palmeiras iria para as finais do Paulistão ]. E o de 86, contra a Inter de Limeira, o jogo final foi muito estranho. O [ Dulcídio Vanderlei ] Boschilla parecia jogar contra a gente. Qualquer coisa era falta contra nós. Os caras fizeram primeiro e a gente tentou tirar a diferença. Mas o juiz travava o jogo. Tudo era falta. Você vê, só aí eram 3 títulos: o de 79, o de 85 e o de 86. [ dizem as boas línguas nos arredores do Palestra que nesse jogo, tivéssemos nos entendido com o árbitro, não teríamos perdido o título ]

Tinha ainda o time de 84, com o Mário Sérgio. Aquele time era prá ter sido campeão”

O que houve lá?

“Nós estávamos vários pontos à frente e era um campeonato paulista de pontos corridos. Jogamos contra o São Paulo e vencemos [ 2×1 ]. O Mário Sérgio jogava muito. Aì a gente estava no vestiário e chamaram ele pro exame anti-doping. Aí ele me falou ‘Jorginho, fo#@$’. Eu falei, ‘ué, o que foi?’. Mas já deu prá entender. Ele foi pego no anti-doping e perdemos não sei quantos pontos e ele foi suspenso. Ainda eu falei prá ele: ‘pô Mário, a gente tava com uma puta vantagem. Como é que você dá uma bobeira dessa?’.”

Jorginho passou uma fase difícil, quando teve uma contusão séria – fratura no pé – o que (de acordo com o ex-jogador) tirou sua chance de jogar pela Seleção Brasileira em 1986. Falou sobre isso e a não assistência do Palmeiras de Nelson Duque.

“Em 1985 eu estava bem. Fui convocado algumas vezes. Eu achava que iria para a Copa de 86. Aí em um treino fui para uma dividida e quebrei o pé. Precisei ficar parado muito tempo. O meu contrato estava acabando e o Presidente Nelson Duque não quis assinar a renovação. Eu falei prá ele que a Seleção Brasileira ia pagar meu salário mesmo parado mas ele não quis saber. Tive que receber pelo INSS nesse período. O pior que o Presidente ainda me disse: ‘você já estava vendido para a Itália’. Foi bem complicado.” [ na época valia a lei do passe ]

Qual o melhor treinador?

“Treinador bom é o que deixa o jogador jogar. Veja o caso do Dorival Jr. Ele mesmo diz que o mérito do time jogar bem é dos jogadores. O treinador só posicionava a gente. Mas o mais exigente era o Telê. Ele me obrigava a treinar bater escanteio. Ele fazia assim: colocava a bola um metro prá trás da linha de fundo e me fazia bater o escanteio. Quando eu começava a acertar ele fazia a bola vir mais prá trás. E assim ia.

Eu e o Baroninho tínhamos uma jogada ensaiada no escanteio. Quando eu batia o Baroninho entrava no primeiro pau e cabeceava para trás. O Jorge Mendonça se posicionava do outro lado, no segundo pau. A gente raspava a cabeça na bola e ela ia prá trás. Matava o goleiro. Se vinha numa altura boa, a gente metia pro gol.

E tinha a jogada com o Baroninho, que batia muito forte na bola. Ele ao invés de bater prá área ele empurrava pro lateral, corria por trás e se posicionava perto do bico da grande área, do lado direito. Ele recebia do lateral e batia de primeira. O escanteio com Telê Santana virou uma jogada tão perigosa quanto um pênalti ou uma falta.

Fui treinado também por outros. O Minelli por exemplo, mas ele não era dos melhores. Eu gostava muito do Carbone [ treinador em 86 ]. Esse era muito bom.”

Teve um lance desse…

[ interrompendo ] “o do pênalti perdido. Não lembro contra qual time mas no Parque Antarctica teve um pênalti prá nós e eu bati. O goleiro defendeu. No ataque seguinte escanteio prá nós. Eu bati e a bola entrou direto.”

Grandes jogos?

“Teve o jogo do gol do Aragão. Mas lembro da goleada contra o Corinthians (5×1) em 86 [ 3 de agosto ]. Naquele jogo eles pediram prá gente parar de fazer gol. A gente atendeu. Teve uma goleada anterior que o Luis Pereira chegou prá eles e pediu a mesma coisa e eles atenderam.  [ a derrota de 1×5 foi em 1o de agosto de 82 e o gol de honra foi do Jorginho; na vitória por 5×1 em 86 o Palmeiras jogou com Martorelli, Diogo, Márcio (Amarildo), Vágner Bacharel e Denys; Lino, Mendonça, Edu Manga (Mirandinha); Jorginho,  Edmar e Éder; os gols foram de Vágner Bacharel, Edú Manga, Edmar (2) e Mirandinha ].

Como foi jogar com Jorge Mendonça?

“Era um baita jogador. Jogava com a cabeça em pé, peito erguido, levava a bola, tocava pro lateral e ia prá área finalizar. Muito bom.”

E claro que a conversa não poderia terminar sem ouvir a história do tal gol do Aragão.

“O Palmeiras vinha de dois empates consecutivos com o Santos por 2×2. O jogo estava acabando. O Serginho [ chulapa ] gritava na área: não vamu tomar gol! Car#@*@, é só esse lance.

Falei pro Borges prá bater o escanteio. Geralmente era eu. ele jogou a bola na área, teve uma rebatida e chegou prá mim. Chutei com ‘efeito permanente’ ou seja, aquele que é prá bater em alguém e entrar [ rsrsrs ] . Bateu no Aragão. No instante deu um silêncio aí nós saímos correndo. A bola entrou é gol.

Os jogadores do Santos foram prá cima do Aragão. O Serginho era o mais nervoso. Ele dava tapa na mesa do representante. Primeiro eles diziam que não podia. Aí o árbitro falou que ele era neutro. Então eles diziam que o Aragão estava fora de campo. – Jorginho, como foi aquele lance do gol do Aragão?

Até hoje eu encontro o Aragão e falo: ‘naquele gol você estava com a camisa do Palmeiras por baixo hein’? [ rsrsrs ] “

***

Jorginho foi revelado pelo Marília e jogou 373 partidas pelo Palmeiras de 1979 a 1986 (160 vitórias, 131 empates, 82 derrotas), marcando 95 gols. Jogou 16 partidas pela Seleção Brasileira e 5 pela Seleção Olímpica.

Após o vice-campeonato em 1986 transferiu-se para o Corinthians (1987).

Jogou ainda no Fluminense, Grêmio, Santos, XV de Piracicaba, encerrando a carreira em 1990 no Nagoya Grampus Eight, do Japão. Na foto abaixo, da esquerda para a direita, Marcelo Lia, Helder Bertazzi e Jorginho Putinatti.

Ele esteve na Academia nesta sexta-feira para gravar um vídeo institucional para o site do Palmeiras.

Vicente Criscio
Especiais agradecimentos ao Helder Bertazzi,
Marcelo Lia e ao próprio Jorginho.

48 respostas em “Bate papo com Jorginho Putinatti”

Tenho quase 40 e na epoca tinhamos idolos que jogavam durante anos em nossa equipe, eu marcava meus golzinhos e dizia sempre que era Jorginho, enchi durante anos o saco do meu pai para comprar uma camisa primeiro a 7 depois a 10 em vão rs a camisa era carissima na epoca para nossas posses, mas isto não impediu que a cada gol que marcasse eu falava que era do jorginho . Meu primeiro idolo alvi verde

Puxa cara. Que saudades! Tenho 48 anos e a 40 anos sou PALMEIRENSE.O jorginho me deu muitas e muitas alegrias e é meu maior idolo ao lado do são Marcos. OUTRA COISA…ELE ESTÁ NO MEU PALMEIRAS DE TODOS OS TEMPOS.
MARCOS, ARCE, LUIZ PEREIRA, WAGNER BACHAREL E JUNIOR. DUDU, C. SAMPAIO,ADEMIR DA GUIA E “JORGINHO”. EVAIR E RIVALDO.
VOU CONTAR UMA HISTORIA RAPIDINHO: Em 1982 A nossa Seleção canarinho foi eliminada pela ITALIA e meus Amigos sabendo que o PALMEIRAS tinha sido fundado por Italianos queriam de qualquer custo fazer Eu mudar de TIME. Mas meu idolo Jorginho “fazia coisas” dentro de campo que nós ficávamos amando, mais e mais o nosso VERDÃO e tendo opinião. Obrigado JORGINHO! DEUS TE ABENÇOE SEMPRE.
UM GRANDE ABRAÇO

Lendo a entrevista, voltei a minha infancia e adolescencia, sofri muito nessa decada, estive em qse todos esses jogos comentados, realmente jorginho, mais o Jorge Mendonça, e o edu Magnga, foram os melhores dessa epoca, e meus grandes idolos, pena q com excessão do Jorge mendonça q ganhou titulos, os outros deram azar de terem jogado em uma pessima fase nossa, eu so fui ver o palmeiras campeão em 1993 com qse 28 anos de idade

VOLTA JORGINHO, pelo amor de Deus. Venha ensinar estes burros a cruzarem uma bola e bater um escanteio. –VOLTE JORGINHO
Deus te abençoe pelo que fez no Verdão, valeu.

Tirando o Marcão, esse foi meu último grande ídolo. Jogava muito. Era da época em que eu ia aos estádios duas vezes por semana. Me lembro dele na foto da Placar com o porquinho no colo. Bons tempos… só faltou o principal, que eram os títulos. Fiquei contente em rever o Jorginho, mesmo pela foto. Não o conheço pessoalmente, mas sei que é “Buena Gente”. Abs á todos.
Marquinhos (Tatá).

Vicente (pessoal do 3vv),

Antes de mais nada obrigado por essa materia.
Muito bom relembrar de nossos idolos, especialmente esses que a midia nunca deu o valor que mereciam.
O Jorginho hoje seria um idolo ainda maior do que foi na epoca. Hoje jogadores com metade do seu talento sao chamados de craque.
Infelizmente ele nao deu sorte com relacao ao tempo, embora como descreveu jogou em otimos times e teve excelentes treinadores.
Um grande abraco ao Jorginho, que tantas alegrias me deu na minha juventude.

Pedro – Massachusetts

Boas
sem querer dar uma de mãe diná, to confiante no Marcos Assunção no verdão…
pelo andar da carruagem vai se dar bem aqui
abr

Sabe o que faltou ao Palmeiras em 93? ter o Jorginho em final de carreira, mesmo que raramente jogasse, apenas para entrar em campo alguns momentos e ser campeão pelo Palmeiras. Assim coo Santos fez com o giovanni. Abraços.

Pow Vicentão,Antes de Evair,Jorginho era meu maior ídolo!!!!Meu ídolo de infancia na verdade!!!!Ví tds esses time squase capeões jogarem!!!!!Parabéns Jorginho!!!!!!

Foi um dos 10 maiores jogadores que eu vi com a camisa do Palmeiras!

Quem diz Pô sou eu rs. Voce é quem deveria falar mais diretamente com seus fãs, afinal agora tem o emails de todos. Sugestão rs, sou o rei delas, toda vez que for fazer uma entrevista manda email pra todos abrindo um espaço pra perguntas e até pra contar curiosidades dos nossos idolos. Voce vera que o 3vvista é um fera natural em informação. e que voce conseguiu reunir todos aqui rs.
A partir dai voce vai mostrar a força do 3vv, vai ver a quantidade de perguntas que voce ira arranjar. E olha, que ainda bem, temos muitos idolos para serem entrevistados. Eu não os vi jogar, mas acho que são um prato cheio de histórias e de informação, e acrescentariam muito ao 3vv: Cezar, e Valdir Joaquim de Moraes.

Esses, são dois personagens que adoraria saber mais, curtir histórias. È só marcar uma reunião e levar o Jota junto e soltar as feras… (como se fosse simples rs)

Só não esquece no final, quando publicar, pro pessoal da impresa citar o 3VV, Pois o pessoal amam dar uma xerocada do que passa por aqui e não cita o 3VV. È claro, tirando o Mauro Beting, esse te cita sempre. rs

Abraços e boa semana a todos.

XXX D. G. XXX

Marcio (22). Me lembro desses penaltis na semi de 83: na primeira Mauro derrubou baltazar, e na segunda Leão puxou o pé do Artilheiro de Deus.

E jorginho é jorginho, e merece sempre nossas homenagens. Craque!

Abraços a todos,

Rsrsrs…. pô DG, na próxima vou chamar você prá entrevistar os caras. Não lembrava dessas pérolas…

Valeu Vicente, como ouvi jogos desse time ai. Todo domingo a tarde era aquela torcida, ouvindo Osmar Santos. E até hoje. nos tempos de pay per view, eu ainda ouço todos os jogos no radio quando posso.

Em falar de rádio lembrei duas passagens engraçadas do Jorginho, ambas em 1986. A primeira foi na dita semifinal com o Corithinas. No começo do segundo tempo da prorrogação, o Palmeiras começou com um a menos. Cerca de 30 segundos a 1 minuto depois, entra Jorginho correndo em campo. Ele estava com alguns probleminhas instestinais e teve que ir no banheiro no intervalo da prorragação.
A outra foi no jogo pelo brasileiro contra o Bangu, após acabar o jogo, o reporter Oswaldo Pascoal, na época na radio Globo, foi entrevistar Jorginho, que saia de campo. E soltou a seguinte frase:
__ Que isso jorginho?! Tira a mão da bunda!

XXX D. G. XXX

Jorginho fez parte do time do meu jogo inesquecível.

Semifinal contra os Gambás em 86.
Aquele gol do Mirandinha no finalzinho para levar para a prorrogação foi melhor que o do Oséas na final da Copa do Brasil de 98 ou o do Galeano na semi da libertadores de 2000.

E na prorrogação foi só festa…

memorabili quegli anni! obrigado vicente.

iniciei a torcer pelo verdao na epoca: mas na italia ver jogos do palmeiras era uma empresa. minha paixao se alimentava sobretudo com os placar que me enviavam os amigos torcedores com os quais correspondevo ( lembro de uma foto dele como capa de um placar com um porquinho, conservo a revista como uma reliquia ) jorginho era o meu idolo num time que ainda tenia luis edmundo pereira, o infeliz vagner, o grande jorge mendonça, leao, os c.a.: borges & seixas, o mestre tele. eternizei todos, vibrei com eles, chorei com eles, enfurecei com eles, graças a eles me tornei torcedor do palmeiras . ciao jorge de um palestrino italiano.

Grande ídolo de escanteios mortais. Essa entrevista deu nitidez a muitas memórias de uma época que o Morumb cabia 100.000 torcedores, meio a meio, brincava com os bandeirões, tomava guaraná quente. É linda essa camisa do Verdão.

Valeu. Jorginho

Boas
Putz, que bela lembrança, era meu idolo também..
Ele comentou dos escanteios, tinahmos uma jogada mortal, ele batia no segundo pau, bacharel colocava pro meio da pequena area e o barbosa fazia, acho que fizemos uns 15 gols assim. hahahaha
Craque de bola deu azar em não ter sido campeão pelo verdão, uma pena.
abraços

Ah, fiquei com o email do Jorginho. Vou mandar para ele o texto e os comentários. Ele vai gostar.

Abs

Xará (25 e 26) quando eu soube que o Jorginho estaria lá a primeira coisa que falei foi: pô eu ficava inquieto toda vez que ele ia bater escanteio. Em 79 quando ele chegou eu tinha 16/17 anos. O Jorginho para alguém da minha idade é como o Diego Souza para os jovens de hoje. A diferença: Diego ganhou um título Paulista; Jorginho não ganhou títulos mas em todos os jogos podemos dizer que ele sempre jogou como o palmeirense queria.

Abraços,

DG, ficha do jogo Palmeiras 4×0 Mixto
Data: 06/02/1983 (não tenho a hora do jogo)
Local: Palestra Itália
Gols: Jorginho – Carlos Alberto Seixas – Carlos Henrique – Cléo
Escalação SEP: João Marcos – Perivaldo – Luis Pereira – Nenê Santana – Carlão – Rocha – Carlos Alberto Borges – Cléo – Jorginho – Carlos Alberto Seixas – Carlos Henrique (Enéas)
Técnico: Rubens Minelli
Não tenho infos sobre cartões.

Abs

Putz, xará, só agora eu vi o vídeo. Sensacional! Grande lembrança também, o gol do Aragão. Saudade do Vágner Bacharel, sempre sorridente, grande ídolo da época, que também honrou muito essa camisa do Palmeiras.

Xará, excelente matéria! O Jorginho com certeza foi um dos ídolos dessa geração trintona de que faço parte. Muito bom jogador, muito útil ao time era bom tecnicamente e muito regular. Fazia a diferença na bola parada: batia escanteios como ninguém – o único jogador que eu vi fazer gol olímpico com as duas pernas (ele era destro, mas quando o tiro de canto era do lado direito do nosso ataque, ele batia com a perna esquerda). Fez vários gols olímpicos na carreira! E quantas vezes fomos salvos da derrota por um gol de cabeça do Luisão Pereira ou do Vágner Bacharel em escanteior cobrados por ele, Jorginho. Na época ainda não tinha o Putinati, era só Jorginho. Ídolo de infância. Lembro de um gol de bicicleta contra o Santos num empate de 1×1. Batia falta muito bem. Em 86, na semifinal contra o gambá, ele foi o autor do cruzamento que originou o gol do Mirandinha aos 43 do 2º tempo – e que propiciou aquela prorrogação em que esmagamos o time da marginal com direito a gol olímpico do Éder… ah…uma das (poucas) grandes lembranças dos anos 80 (depois daquele jogo eu achei que a gente iria ser campeão. Foi uma tristeza profunda). Sua carreira começou a dar para trás quando ele fez a besteira de se transferir para o gambá. Deve ter sido praga de palmeirense…Muito bom, xará. Deixo um abraço público aqui nesse espaço pro Jorginho. E agradeço porque esse sempre honrou a nossa camisa verde.

Xara, vim parar aqui porque procurei “Jorginho Putinati gol olimpico” no google. O que eu queria mesmo era um video, mas nao achei…

De qualquer forma, obrigado por confirmar que minha memoria ainda esta boa: “o único jogador que eu vi fazer gol olímpico com as duas pernas”.

Infelizmente, nenhum registro no YouTube… Queria mostrar pro meu filho…

Sensacional! Um dos meus ídolos de Palmeiras, eterno. Injustiçado, merecia ter ganho títulos e mais títulos. Jogou com grandes jogadores, como Jorge Mendonça, Mendonça, Leão… Uma pena que em 1985 aquele maldito Felício resolveu fazer seu único gol na carreira contra nós. Seríamos campeões paulistas. Dulcídio em 1986? Juiz bambi responsável pelos gambás saírem da fila. Sempre prejudicou o Palmeiras. Espero que esteja queimando no inferno.

Ah! E aquele gol do Aragão acabou custando caro. No 2o. jogo da semi-final contra os gambás, ele (que diziam ser palmeirense) não marcou 2 pênaltis claros no Baltazar e acabamos derrotados por 1 a 0.

Jorginho foi meu ídolo na infância/adolescência. Dizem que sumia em decisões. Acho que era complicado “carregar” o time nas costas naquela época já que, fora 79, 84 e 86, não tinha companheiros de bom nível a seu lado. Não podemos esquecer, também, que, diferente de hoje, naquela época era comum haver vários grandes esquadrões. Em 79, perdemos para o excepcional Inter-RS e para a maracutaia do presidente gambá. Em 84, perdemos para o doping do Mário Sérgio. E, em 86, perdemos para as panelas internas (Mirandinha não se bicava com Éder, que gostava do Edmar) e para a burrice do Carbone (aqui o Jorginho perdeu pontos comigo), que, na partida derradeira, preferiu tirar o menino Edu Manga do banco para colocar aquele morto do Mendonça, que, além de não jogar nada, perderia o gol feito no finzinho do tempo normal que nos levaria, ao menos, à prorrogação.

Luciano e Marcos valeu por me localizarem. Agora poderia buscar no guia a data, dia , horario , ficha desse jogo. Nunca esqueço desse gol, ele marcou pra sempre minha infancia. Brincava de imitalo sozinho na sala da minha casa. Caia, levantava, cruzava e ainda ia la cabecear rs. Jorginho era fantástico, podem me lixar, mas pra mim era tão bom quanto o Alex. A diferença? Que um jogou ao lado de um bando de cabeça de bagres e o outro jogou ao lado dos melhores jogadores que o dinheiro (Parmalat), podia comprar.

XXX D. G. XXX

Eu fui nesse 4×0 contra o Mixto. Um dos primeiros jogos que tenho lembrança de ter ido ao Palestra…

Fui com meu pai e meu saudoso Tio-Avô Gabriel.

Lembro também nesse mesmo ano de ter ido num jogo contra o Flamengo no Palestra. Acabei de ver na net que ganhamos de 3-1.

Num desses 2 jogos (acho que contra o Flamengo), tínhamos um ponta esquerda, Carlos Henrique, ele fez um gol de barriga. Meio engatinhando, no gol das piscinas.

Gualberto (17). O lance em questão foi pelo brasileiro de 83, contr o Mixto, em jogo que vencemos por 4×0, mas perdemos uma infinidade de gols.

Em um clube onde Ademir é Divino e Marcos é Santo, Jorginho merece ao menos o status de apóstolo ou profeta…rs

Abraços a todos,

Marcos

Esse foi meu herói de infancia. Obrigado 3VV por me fazer lembrar dos gols de escanteio (olimpico) e os de falta. Um craque, que não foi campeão por pura falta de sorte. E não foi pra copa 1986 porque se contundiu num treinamento. Uma pena. Nunca vou me esquecer de um lance do Brasileiro de 1984, não se quem era o adversario: Misto, Operario ou Fortaleza. Mas me lembro bem, ele entrou driblando pela area, do gol das piscinas, e a bola escapou quase saindo pela linha de fundo. Ele conseguiu parar a bola em cima da linha, caiu fora de campo, quase esborrachou das placas de plubicidade. Levantou, foi até a bola parada na linha, levantou a cabeça e cruzou na cabeça do Carlos Alberto que fez o gol.
Foi durante 8 anos o meu idolo de infancia. Todo gol que eu fazia, pelos campinhos da vida, era do Jorginho. Ficava horas tentando marcar um gol olimpico, batia faltas e sonhava com a perfeição dos gols dele.

Todo ano,entro no youtube pra ver se acho gols e lances do Jorginho. Obrigado pessoal, me alegraram o fim de semana

XXX D. G. XXX

Boa lembrança. Era um ídolo. Mas pra mim, o lance marcante foi o gol, quase sem ângulo, em cima do Rodolpho Rodriguez. Foi coisa de cinema.

Puxa, bons tempos! Apesar da época sem títulos…
Meu pai me levou pra ver Palestra 5×1 nos gambás em 3/8/86 (foi meu primeiro jogo…)

Excelente bate-papo. Bom relembrar, apesar da falta de títulos no período.

Infelizmente faz lembrar também da diretoria e corneteiros. Na época muitos até criticavam, alegando que o salário do Jorginho era muito alto para só cobrar escanteios.

Não sei se o Palmeiras registra detalhes assim da sua história, mas testemunhos desse tipo deveriam ser catalogados, pois são muito importantes para as futuras gerações de palmeirenses. Não foi apenas um período de derrotas. Tivemos também excelentes jogadores e bons momentos da nossa história.

Nesse sentido, vale ressaltar o lançamento da história em quadrinhos do Ziraldo. Meus filhos já estão grandinhos, mas vou comprar para os netos.

Tenho 39 anos, Jorginho é o camisa 7 do meu Palmeiras de todos os tempos (chupa Edmundo..kkkkk).

Jorginho era craque e não fosse a contusão em 85, seria titular da seleção em 86. Em 86 tinhamos zico, socrates e Falcao, mas todos estavam no bagaço. Jorginho tinha lenha e bola para jogar e além de tudo era bom em penaltis. Ah, que falta ele fez….

e jorginho é mais um que mostra incapacidade do Palmeiras em RH: o cara tinha anos de clube e foi deixado de lado pro causa do Mirandinha, quando quebrou o pé comeu o pão que o diabo amassou, e na hora de ser vendido, foi vendido para os gambás e a preço de banana.

em uma negociação o Palmeiras é sempre o mais burro.

Abraços a todos,

marcos

Vi muito o Jorginho jogar e concordo com ele, os times de 79, 84, 85 e 86 eram bons times, só que não ganharam, fazer o quê?
E o Nelson Duque era péssimo, presidente incompetente já é uma tradição no Palmeiras, infelizmente.

Que ótima conversa
Meu apelido no colégio era “Palmerense”, por nao tirar a camisa do VERDÃO e quando eu marcava um gol nos jogos de escola ou do meu time eu gritava “goooool, Jorginho do Palmeiras”
Um jogo emocionante nessa época foi
Palmeiras 3 x 2 Flamengo, eu estala la no Morumbi. As vezes hohe fico com raiva, mas é ótimo ser Palmerense.

Que ótima conversa
Meu apelido no colégio era “Palmerense”, por nao tirar a camisa do VERDÃO e quando eu marcava um gol nos jogos de escola ou do meu time eu gritava “goooool, Jorginho do Palmeiras”
Um jogo emocionante nessa época foi
Palmeiras 3 x 2 Flamengo, eu estala la no Morumbi. As vezes hohe fico com raiva, mas é ótimo ser Palmerense.

poots… excelente bate-papo Vicente! adorava ver o Jorginho jogando… ele e Jorge Mendonça enchiam os olhos.

parabéns por nos brindar com esse papo.

verdaços.

Tive a oportunidade de ver o Jorginho jogar muitas vezes, fui nas finais contra a Inter, no jogo em que o Mario Sergio foi pego no dopping, o Leão jogou com esta camisa que a Adidas vai fazer de novo ( inclusive tenho uma camisa dessa )

Me lembro de um golaço que o Jorginho fez em uma goleada de 5×1 contra o Santos no Morumbi, ele sem angulo quase em cima da linha de fundo encobriu o goleiro País, choveu muito naquele dia o Gilmar fechou o gol.

Uma pena que não conseguiu ser campeão no Palmeiras e nem em lugar nenhum, mas era um bom jogador, batia na bola como ninguém

Jorginho foi o maior idolo de uma década a ser esquecida.
Tinha muita técnica.
Quanto aos bastidores: Falta ao Palmeiras alguns Homens que batam e que ponham a cara para bater. Alguns Homens com menos diplomacia e mais garra.

Marcio eu também estava em todos os jogos citados. Você tem razão, a fragilidade nos bastidores vem de loooooooga data. Falamos sobre isso no almoço.

Abs

Marcio disse tudo.

Só o que prestava na década maledetta era o Jorginho.

Vicente disse que montamos bons times mas eu não acho.
Nem para ganharem um Paulista serviam.

Tirando o de 86, nem na final chegaram.
Se hoje estamos na draga, naquela época era bem pior…

Fui fã do Jorginho na “maledetta”década de 80. Jogava muito e deu azar de conquistar nada. Aliás pelo relato dele dá para ver que o Palmeiras é um lixo nos bastidores faz muito tempo. Eu estava nestes jogos que ele citou. O pior que o nosso atual time lembra muito esta época. Ah ia me esquecendo a diretoria também. O Nélson Duque usava muito o termo “co-irmão” e o atual respeita demais os interesses do nosso rival e inimigo.

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