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Campeonato Italiano R34: a obra prima de Ranieri

POR CARMINE PACIELLO

*     A vitória
neste clássico será para sempre eternizada  como a vitória de Claudio Ranieri, o técnico  que teve a coragem de deixar  simultaneamente a Roma órfã da lenda Totti e
do capitão futuro  De Rossi. Isso
enquanto o time estava perdendo 1 x 0 
com a Lazio dominando no 1° tempo. 

*   
Um verdadeiro elettroshock: duas bandeiras deixadas nos vestiários
depois de 45 minutos horrorosos do capitão e do seu vice, ou seja o símbolo da
historia <giallorossa > e o seu herdeiro; 
dois torcedores antes que jogadores da Roma,  substituídos por dois jogadores medianos como
Taddei e Menez que foram  fundamentais  porque 
com  uma melhor exploraçao das
alas eles permitiram à Roma de virar o jogo, e realizar  assim a 6^ vitória consecutiva, o 24°
resultado positivo (18 vitórias e 6 empates),  chegar a  39 pontos conquistados  sobre 45 disponíveis no 2° turno. Agora,
faltando 4 jogos inócuos,    um suicídio pode tirar o  <scudetto> do time da Capital.       

*  
 O episódio determinante foi o pênalti
perdido por Floccari ao 1°minuto do 2° tempo: marcando o 2 x 0  a Lazio não somente iria ganhar o derby e  melhorar a posição na classificação quanto sabotar
o sonho da Roma. Mas Julio Sergio defendeu  com as pernas. Foi a centelha da reação: 6
minutos depois Taddei foi derrubado na área; pênalti e empate marcado por
Vucinic; enfim 11 minutos depois Menez sofre uma falta, chute de Vucinic, gol,
virada e festa final com inevitável seqüela de polêmicas e provocações como
aquela de Totti (polegares para baixo desejando a queda da Lazio na série B) que
merece ser punida com grande rigor.

*    
Por cerca de 48 horas a Inter havia reconquistado a leadership ao
derrotar (2 x 0) a Juventus no jogo que uma vez foi sublimado como o derby da
Itália e que agora se tornou  como o <
cl´sssico do veneno>  pelo enorme
desafeto entre os dois clubes; procurado pelo então diretor general da Juve,
Moggi, que havia formado uma verdadeira organização, uma máfia que prejudicou  tudo o futebol italiano e, particularmente, a
Inter.

*    
No clã bianconero a ordem era ganhar para tirar o título a Inter favorecendo
a Roma; o jogo deveria também ser a 1^ das 5 finais a vencer para chegar a
Champions; pouco importa se pela entrada de serviço, aquela do 4° lugar, que
obriga o time a enfrentar  o turno
preliminar.

*    
Não deu! Aproveitando do início lento dos nerazzurri, que, como de
costume amam ter uma aproximação <doce>, a Juve teve um brilhante começo
e deu trabalho a Julio Cesar. A expulsão de Sissoko ainda no 1° tempo deixou a
Juve em dez no mesmo instante que o <diesel> da Inter iniciava a
carburar.   Preocupado Zaccheroni levou
Del Piero (em lugar de um inútil Diego) para colocar outro volante, Poulsen, no
tentativo de fechar os espaços,  deixando
 assim Iaquinta sozinho no ataque, que,
por sinal foi devorado por um Lucio em formato <canibal>. A despeito dos
erros de Eto’o e Milito era evidente que o gol estava próximo: foi Maicon a extasiar
o povo de S. Siro com um  gol antológico
permitindo a Inter de prosseguir na corrida pelo titulo. Depois do travessão
atingido por Balotelli que havia substituído Pandev, foi Eto’o, no final,  a marcar o 2° gol sacramentando assim a vitória  neste  clássico que celebrou a presença n° 500  do inoxidável 
Zanetti com a faixa de capitão da Inter.  Com confiança 
agora os nerazzurri querem demonstrar a própria força contra o time mais
forte do planeta, o Barça de Messi. [
nota do 3VV: o texto foi escrito antes da fantástica vitória da Inter sobre o
Barça por 3×1 nesta terça-feira ]

*     Com a vitória
de virada sobre o Milan a Sampdoria conquistou o 4° lugar em solitário
aproveitando do empate do Palermo (2 x 2) contra o Cagliari.  O Milan, com um Ronaldinho <contemplativo>
na 1^ etapa e um Mancini <obsceno> que Leonardo insiste a estimar como <
o Garrincha do 3° milênio>,  mostrou
os  limites de sempre e deu adeus aos
sonhos do título: apenas duas vitórias nos últimos 9 jogos, um caminho de time
de terceira faixa. Além disso o time vive mal a vicissitude de Leonardo que deixará
o comando após o término da competição depois que Berlusconi criticou
publicamente a campanha <rossonera> .

*     Seleção  da rodada n° 34.
Tecnico: Ranieri (4/3/1/2)
Julio Sergio   (Roma),  Maicon  (Inter),  Lucio (Inter), Thiago Silva (Milan) e  Balzaretti (Palermo) – Vergassola (Siena),
Poli (Sampdoria) e  Gargano (Napoli) – Sneijder
(Inter)-  Lavezzi (Napoli) e  Vucinic (Roma)

***

Crédito Imagem: Tony Gentile/REUTERS

2 respostas em “Campeonato Italiano R34: a obra prima de Ranieri”

Carmine, scusi, non ho potito comentare negli ultimi giorni.

La Roma no meriti lo scudetto.

– Ficquei triste que a Juventus não tenha conseguido empatar com a Internazionale. Hoje era pra Roma estar com nove dedos na taça, merecidamente;

– Que segundo tempo da Roma! Belíssimo. Taddei e Menez são mais velozes que De Rossi e Totti e menos envolvidos emocionalmente com a partida. O capitano atual e o futuro estavam muito tensos, até prejudicando a Roma. Ranieri, ousado e grande técnico que é, foi corajoso mesmo e merece os louros da vitória;

– Discordo com relação ao Totti. Acho que o futebol a cada dia que passa fica mais chato. Foi uma provocação apenas, sem incitar a violência ou desrespeitando o oponente (isso sim seria digno de punição). Foi apenas o desabafo de um torcedor, um ícone da história da AS Roma e uma pimenta no derby.

– Se passar com 6 pontos de Sampdoria e Parma, não sei não… se ganhar o título, acredito que seja justo. A campanha da Roma (há 24 jogos invicta no Calcio) é louvável, digna de aplausos e, sem dúvida, merece ser coroada com um título.

Abraços.

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