Jorginho entre Palmeiras e Corinthians

POR JOTA CHRISTIANINI

Jorginho Putinatti não queria sair do Palmeiras e principalmente não desejava ir para o Corinthians.

Os torcedores palestrinos tentando impedir a saída do jogador; confusão nas alamedas! Até queriam depor o presidente pelo que diziam ser crime de lesa Verdão.

E do outro lado, como reagiam os corintianos? Não queriam ouvir falar do jogador.

— “É palmeirense” diziam, “não deve vir”.

Enfim até hoje ninguém entendeu porque fizeram essa transação, que não agradava as três partes envolvidas.
No domingo à noite a única mesa redonda da TV, a da Gazeta, ferveu. Walter Clark, o homem que junto com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, simplesmente montou a Globo, estava presente. Só essa presença tornaria o
programa surreal. Algo como imaginar o Prêmio Nobel de física ser entrevistado no programa do Ratinho.

Dizem que Clark só apareceu porque queria comprar a emissora e resolveu tornar-se simpático aos funcionários.

O assunto foi único: Jorginho. E o convidado de honra quase não manifestou-se. Alguns sorrisos, respostas curtas, na maioria evasivas.

Ao final, na hora das despedidas, Walter Clark olhou firme para o comandante do programa Milton Peruzzi, que
como palmeirense estava indignado, e resumiu.

— É poderosos esse Jorginho hein? Sem muito esforço está arranjando duas revoluções; uma, por não querer que ele saia, querem dar um golpe de mão e derrubar o Presidente do Palmeiras. Outra, por não desejá-lo no Corinthians, ameaçam depredar a sede do time.

Como se vê, Clark podia entender de televisão, mas não entendia da rivalidade de Palmeiras e Corinthians.

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