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Pazzo Pazzini, ou seja, a queda do império romano

POR CARMINE PACIELLO

* Pazzo (= louco) é o
apelido do bom atacante sampdoriano que com as duas bofetadas enlouqueceu os
torcedores da Roma que já sonhavam com o título. Será que Lippi entendeu
finalmente que Pazzini seria uma melhor opção em relação a Amauri, que também é
um bom atacante, mas não combinou  com os
companheiros no ano que deveria ser da sua definitiva consagração?

* Em um Olímpico
lotado e depois de 24 resultados positivos (a última derrota aconteceu contra a
Udinese em outubro passado) a Roma sofreu uma paulada terrível  que deixou a Inter novamente na liderança no
campeonato.  

* O jogo  teve um único dono:  tão grande era o ímpeto  dos  
<giallorossi> que a Sampdoria parecia  próxima a ser  exterminada: ao 14° Totti abriu o placar; ainda
em vantagem a Roma continuou a atacar na procura de outros gols mas não conseguiu
ampliar o placar graças às defesas de  Storari e também pela duvidosa interpretação  do juiz que não deu um pênalti considerando involuntário
o toque de mão do beque doriano. Mas o  ardor da Roma acabou na 2ª etapa deixando
espaço a outros sentimentos, como  nervosismo,
medo, desilusão. Isso aconteceu porque Del Neri (ex da Roma junto com Cassano)
compactou o time tirando Poli e Guberti por Tissone e o ala Mannini enquanto a
entrada de Toni e Taddei não melhorou a Roma: ao 7° um <assist> milimétrico
de Cassano permitiu a Pazzini cabecear  e
empatar; a Roma voltou a pressionar mas sem a fluidez do 1° tempo  e encontrando um goleiro em jornada de graça.
Sem lucidez e deixando espaços  aos
contragolpes  da Sampdoria  aconteceu o drama:  ao 40° Pazzini marcou  outra vez 
e o Olímpico precipitou na angústia. Um silêncio sepulcral quebrado pelo
choro amargo de Mexes e de todos os torcedores que já festejavam  a conquista do <scudetto>.

* Agora os
<romanisti> esperam que o arqui-rival consiga parar a Inter na próxima
rodada. Reja  prometeu  o máximo esforço e garantiu sobre a ética dos
seus jogadores mas se depender dos torcedores da Lazio a Inter vai ganhar fácil,
tão excitada é a rivalidade entre os 2 clubes. Hostilidade que se acrescentou ainda
mais devido às provocações de Totti no derby.

* Novembro 2008: é a
data da última derrota em S.Siro (contra o Panathnaicos). Depois vieram 33 vitórias
e 11 empates.  Habitual começo, lento e
distraído da Inter que logo sofreu o gol da Atalanta. Mas com o 1° tempo
encerrado o placar já contava a virada da Inter graças aos gols de Milito e do
queniano Mariga (o seu 1° como <nerazzurro>). Com Cambiasso entrando no
lugar do machucado Snaijder, Mourinho deu mais cobertura ao meio-campo  controlando o jogo  que um mortal chute de Chivu definiu no 3 x 1
final.    

* Com a vitória externa
contra o Genoa (1 x 2) a Lazio mostrou ser um time calibrado para jogar longe
do Olímpico: com Reja ao comando o time conseguiu 4 vitórias em 6 jogos. De
Dias (que o técnico considera titular absoluto) e do ex Floccari os gols da
Lazio, de virada depois que Palacio ao 8° minuto havia iludido os torcedores do
glorioso <Grifone>. Agora, com 6 pontos a mais da Atalanta a Lazio pode
estar tranqüila. Já o Marassi não é mais o estádio intransponível de antes:
Gasperini  pediu desculpas pela prova pífia
dos seus jogadores que não aproveitaram as próprias qualidades (jogo vertical,
rapidez, força nas alas), mas é preciso considerar que depois um ano de extraordinária
intensidade é natural  uma flexão física
e mental do time. 

* Sem Quagliarella,
suspenso, e com Lavezzi que se machucou e deixou o gramado depois de cerca 25 minutos
o Napoli não foi  além de um miserável
empate (o 8° com o placar de 0 x 0) contra o Cagliari demonstrando a própria
incapacidade de <voar alto>.  O
dono do time prometeu reforçar o time que já tem bons atletas como os 2 atacantes
e como o meia Hamsick que com certeza será um dos destaques na África do Sul
apesar da fragilidade da Eslováquia. Fala-se de Pazzini e de Palombo da
Sampdoria, mas crer que eles desistam de disputar uma competição tão desejada
como a Champions League para  fazer  a pouco expressiva Europa League com o Napoli
é, no mínimo um exagero.  

* Permanecendo a feroz
contestação dos torcedores e apesar de uma histeria coletiva (Del Piero que fala
mal do técnico, Camoranesi que, impune, atinge o auxiliar) a Juventus conquista
3 pontos importantes na luta da difícil conquista do 4° lugar. Depois de um péssimo
1° tempo a Juve voltou no 2° mais determinada e com o meia Candreva e o
atacante Iaquinta que voltava aos gramados depois de cerca de 5 meses de ausência
por lesão, no lugar de Camoranesi e de Amauri. 
E foi Iaquinta o herói do jogo marcando dois gols e carregando o time na
vitória final (3 x 0) contra um Bari que conseguiu a 4ª derrota consecutiva. Para
o  futuro a diretoria da Juventus espera
ter  Benitez no comando e prometeu fortes
investimentos  (um deles Mascherano,
considerando que o Liverpool está à venda); por outro lado é sensível a uma interessante
oferta por Buffon (o seu destino será o Bayern ou a Premier League?).      

* Apenas poucos
minutos, 18 pela precisão, e o Palermo já vencia 2 a 0. Com a vantagem
adquirida os <rosanero> baixaram o ritmo deixando  a iniciativa a um Milan em desarme (e que
deve preocupar-se  da Sampdoria que em
teoria pode conquistar a 3^ posição)  que
procurou atacar mas só conseguiu descontar 
ao 54° com Seedorf; Miccoli depois de 15 minutos  com o seu gol n°17  selou o 3 x 1 final. Foi o máximo esforço do
time de Leonardo porem inútil; Leonardo deve perder o emprego para Allegri (uma
solução caseira com a dupla Tassotti) ou Galli, o  técnico das categorias de base e ex jogador
rossonero.

* Seleção da rodada n°
35.
Técnico: Del Neri (4/4/2)  
Sorrentino   (Chievo, com menção especial para Storari –
Samp)  – Zanetti  (Inter, 37 anos de dedicação e professionalismo
),  Domizzi  (Udinese), 
Dias (Lazio) e Chivu  (Inter) – Mariga
(Inter),  Palumbo  (Samp),  Liverani  (Palermo) e  Asamoah (Udinese) – Pazzini  (Sampdoria)  e  Iaquinta
(Juventus,  mas Maxi Lopez do Catania
merecia também  ser escalado pelo lindo
gol de bicicleta que marcou).

 Ciao. Sempre Palmeiras.

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