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Infelicidade de fazer um gol, e sem querer

POR JOTA CHRISTIANINI

Atualmente a torcida do PALMEIRAS reclama, com razão, do tratamento que a imprensa dá ao clube, muito diferente do tratamento que é concedido aos outros times.

Isso vem de longe; apenas aprimora-se. Recentemente um jornalista do Estadão requintou de tal forma a preferência de tratamento que teve o desplante de escrever que o árbitro do jogo Atlético Mineiro contra o time do Jardim Leonor havia ‘sonegado’ dois pênaltis ao time mineiro .

Cá entre nós! Jjuiz não marca pênalti e o jornal fala em sonegar? Sofisticaram o apito amigo.

Nos primórdios do jogo, 1920, já encontramos um belíssimo exemplo de como éramos tratados pela imprensa e pela elite paulistana.
O Paulistano tinha forte, alias fortíssima, atuação nos bastidores, nas arbitragens e nos tribunais esportivos.

Permitam-me uma pequena digressão: o Paulistano é, em certa medida principalmente em usos e costumes, o antecessor do clube da Vila Sônia.

O Palestra iria recebê-los no Parque Antarctica no primeiro turno daquele que seria o primeiro campeonato paulista vencido pelos palestrinos em sua história.

Perecebam como foi que o jornal A Platéa de 16 de agosto de 1920 comentou a “infelicidade'” do atacante palestrino Ministro ao marcar um gol “sem querer”.

“Logo no primeiro minuto de jogo, Ministro, tentando passar a esphera a seu companheiro de linha, o fez com tanta ‘infelicidade’ que a bola tomando uma direccão diversa da que lhe pretendia dar aquele peão palestrino, foi ter, inesperadamente, ao posto confiado a guarda de Arnaldo.

O arqueiro alvi-rubro, como não teve tempo de colocar-se convenientemente, permitiu que se marcasse o primeiro e único ponto dos comandados de Bianco”.

Descrição do gol extraída do livro O CASO PALESTRA ITALIA – série IMIGRANTES
Autor Prof. Jose Renato Campos Araujo

5 respostas em “Infelicidade de fazer um gol, e sem querer”

Jota, parabéns pela cutucada nos gambás na entrevista pro Globo Esporte! Hahaha, genial! Abraços

Mostra que NÃO é paranoia nossa… a perseguicao da imprensa contra o Palmeiras vem de longa data… infelizmente!

Jota , a questão de fundo nisso tudo é que o estadão dos mesquitas, a jovem pan dos amarais, a radio bandeirantes dos saad, a folha de sp dos Frias , a gazzetta do casper líbero, etc e demais veículos de comunicação paulistas, tem como proprietárias famílias paulistas quatrocentonas. Essa gente não se conforma até hoje com a chegada e o sucesso dos imigrantes italianos , e muito menos que eles tenham fundado um clube tão glorioso quanto o nosso.

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