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Má fé

POR CLAUDIO BAPTISTA JR

Pessoal,

Vocês levariam seu carro
ao mecânico sem pedir orçamento e depois do serviço realizado diriam que não
tem dinheiro?

Então, foi mais ou menos
assim que agiu o SPFC perante a FIFA, aos organizadores da Copa no Brasil e a
população.

O papel aceitou e o
bolso não. Como a FIFA naquele momento precisava apenas de papel, assim foi
feito.

A FIFA chamou a atitude
de blefe. Eu chamo isso de má fé.

Como já falado
reiteradamente por aqui, o SPFC nunca esteve nem aí para a Copa do Mundo, para
ser integrante de um projeto da cidade. O que o clube sempre quis foi
aproveitar a Copa para capitalizar. Colocar seu estádio no evento e atrair
investimentos públicos e privados para alavancar seu patrimônio.

Quiseram enganar a todos
e utilizaram para isso todas as suas influências políticas, midiáticas e na
estrutura da Copa do Mundo. Tal fato também é evidenciado pelo COL da cidade,
em seguir insistentemente com o projeto do Morumbi e nunca ter criado campo
para concorrência e discussões abertas a respeito. Repito, má fé!

E a estratégia continua.
Recuam para um projeto mais modesto, no discurso deles mais “pé no chão” e
farão de tudo para manter o estádio na Copa a fim de atrair os investimentos
públicos (estacionamento, monotrilho, melhorias no acesso e entorno) mais
empresas privadas para investimento interno.

Agem de acordo com seus
interesses, porém utilizam um projeto da cidade para tal. Má fé!

Ah, e vocês
sabiam que o projeto do Morumbi, tanto o de R$630 milhões, aprovado somente até
as semifinais e não para a abertura, e esse mais modesto de R$270 milhões têm
lastro no estacionamento em área pública que fere a lei de zoneamento da região?
Pois é, o papel aceita
tudo.

Agora, o que deve ser
feito é bater projetos.

Temos que pegar nossa
Arena e posicioná-la sob a luz da opinião pública, com entusiasmo, conteúdo,
informação.

Vamos discutir sobre:

  • Conforto e
    visibilidade para o público;
  • Acessos;
  • Localização;
  • Status de projeto e aprovação.
  • E por que não o nível
    de investimentos públicos?

Já não existe mais
limitação sobre a capacidade do estádio. O projeto do SPFC não é mais para a
abertura, ainda que estejam utilizando de toda sua influência para manterem-se
dentro da Copa e ganhando tempo visando atrair mais investimentos e a
qualificação do Morumbi para a abertura.

Sei que existe a questão
da possibilidade da maior cidade da América Latina perder a abertura da Copa e
que esse seria um risco que motivaria a construção de um novo estádio. Só que
essa é uma questão que ainda fará muito barulho e no meu ponto de vista
acredito que não será tão fácil tirar do papel. Sendo assim, não existiria
impedimento nenhum para que nossa Arena seja pleiteante a estádio sede da
cidade de São Paulo.

Existe,
Palmeiras/WTorre?!?!?!

E sabem o que eu
gostaria? Que surgisse algo por parte de Palmeiras/WTorre nestes moldes:
“Podemos ajudar (salvar) a cidade para ter abertura. Basta nos auxiliar
urgentemente para a aprovação da Arena Palestra com 60 mil lugares”.

Que tal?

Abraço,

Claudio Baptista Jr. –
muito contrariado com a falta de transparência nas discussões sobre a sede
paulista e investimentos públicos na cidade para a Copa de 2014.

 

42 respostas em “Má fé”

Estádio de 60.000 lugares em São Paulo dá prejuízo.

A conta não fecha.

A Arena foi bem estudada e vai dar lucro para o Palmeiras.

Temos que tentar sediar a Copa, mas com os mesmos 45 mil lugares.

Eu sei bem disso Cássio, só estou brincando com vc, sou da mesma opinião !!

Está notícia abaixo esta no twitter @arenapalestra :

Esta semana foi dedicada a execução do cronograma de obras entre SEP e WTorre. Esta é a etapa mais importantes do planejamento geral da obra.

Vamos esquecer as bambys e fazer valer a lei :

“.. transformando a lealdade em padrão …”

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