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Uma mão lava a outra

POR VICENTE CRISCIO

Amigos palmeirenses, a semana esportiva ficou marcada pela surpreendente falta de habilidade política de Ricardo Teixeira ao lidar com o tema “treinador da seleção”.

Sou capaz de apostar que nove entre dez amantes do futebol se importam mais com o  treinador do seu time do que com aquele que vai comandar a seleção brasileira.

Pois bem. Então se eu acredito nisso por que perder o nosso tempo para falar se o treinador é Felipão, Muricy ou Mano (sempre é bom lembrar, Mano foi o terceiro escolhido, e não o segundo como disse a mídia)? Fico imaginando cá com meus botões esverdeados qual a implicação daqui prá frente no Campeonato Brasileiro.

Por quê? Felipão era a primeira opção. De forma extremamente ética o treinador mandou a mensagem pela imprensa. “Se a CBF quiser vai ter que falar antes com [ o Presidente ] Belluzzo e [ o Vice Presidente de Futebol ] Gilberto”. Ou seja, fechou as portas, manteve a palavra dada ao Palmeiras (afinal Felipão nem contrato tinha) e a relação entre Ricardo Teixeira e o Presidente Belluzzo que já não é boa por outros temas fechou as portas para Felipão.

Pois bem, Teixeira de forma surpreendente chamou Muricy sem combinar o jogo com o Presidente do Fluminense, Roberto Horcades. Não deu outra. Tanto Horcades quanto o Presidente da Unimed, Celso Barros, pensaram mais no clube e na possibilidade de serem campeões. Montaram um bom time, estão na liderança e não quiseram colocar em risco o projeto procurando um novo treinador. Disseram a Muricy que iam exigir o contrato. Muricy não teve escolha e permaneceu no Fluminense.

Cabe a nós, meros mortais, ficarmos de olho na
arbitragem

Eis que surge o Corinthians, do aliado de última hora, Andrés Sanchez. Ignorando que havia sugerido ao amigo Teixeira que fosse atrás de Muricy e não de Mano Menezes, liberou neste último sábado o seu treinador que tinha contrato vigente com o clube para treinar a seleção. E não perdeu a pose: “Tem Mourinho, Ferguson, Parreira, Joel,
Felipão, Muricy… Quem sabe eu não vou lá e pago a multa e o Muricy vem
trabalhar aqui”, fanfarreou o Presidente do Corinthians, pouco antes de contratar o desempregado Adilson Baptista.

Mas e daí?

Faltando 28 rodadas para o Brasileirão acabar cabe a nós, meros mortais, ficarmos de olho na arbitragem. Num campeonato de pontos corridos, um time tem que ser competitivo, ter bom elenco, regularidade. E principalmente boa vontade dos árbitros e do STJD. Boa vontade que tem faltado ao Palmeiras nos últimos anos, e sobrado ao Flamengo (último campeão), SPFC e – opa! – Corinthians, em 2005.

Nessa vida sabemos que uma mão lava a outra e duas mãos lavam a cara. No ano de um centenário que tinha toda a pinta de se tornar um “centenada”, o gesto de Andrés pode representar mais gentilezas entre a Barra da Tijuca e a Marginal sem número do que possa imaginar nossa vã filosofia.

Saudações Alviverdes!

8 respostas em “Uma mão lava a outra”

Fluminense e Gambás disputando o título,quem será o campeão?
Alguém tem dúvida?
Só se os gambás forem muito incompetentes para não ganhar este campeonato.Tudo o que falta os juízes e a CBF completam.É líquido e certo.

Vicente,

Nesse sua linha de raciocínio, qual a razão do São Paulo ter tido essa boa vontade toda nos 3 anos que foi campeão, já que é notório que o SPFW não se bica com o Ricardo Teixeira?
E ultimamente, nem o Flamengo…

5 – weliton

valeu cara..

realmente belissimo projeto..

Vicente..

nao daria pra abiri sindicancia e expulsar esse Cons. Vitalicio do Clube?

Abs

O inimigo e o seu Ricardo teixeira q acha q é rei..

passou da hora dos clubes se unirem..

Ja q o tal de Horcades tbm esta contra a CBF o Belluzzo devia conversar e sse unir..

parece q ainda tem poucos honestos ou ao menos tentando brigar contra o “sistema”

3 – weliton

onde vc viu as fotos?

Abs

mudando de assunto acabei de ver as foto da maquete da arena palestra e coisa de louco , linda de mais !!!!! e uma pena que nosso maior inimigo esta dentro do clube !!!!

O ruim é que podemos olhar a arbitragem ajudar os gambás, mas não podemos fazer muito mais do que isso.

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