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Pessoal,

Entre
os vários projetos que vêm sendo ventilados para sede em São Paulo para a Copa,
a Folha de São Paulo divulgou algumas informações e imagens para a reforma do
Pacaembu.

Vejam:

www1.folha.uol.com.br/esporte/781639-opcao-para-a-copa-plano-preve-rebaixar-gramado-do-pacaembu-para-ampliar-arena.shtml

De
cara, por motivos simples eu digo que gostei. Explico. Investimentos públicos
em bem público, para valorização do mesmo e utilizando áreas públicas. 

Sei que
se nos debruçarmos sobre o projeto, teremos inúmeras questões a serem
respondidas.

– Atende ao Caderno de encargos da FIFA
para abertura da Copa?

Espero
que sim. Aparentemente existe área disponível, vagas de estacionamento. Sobre
os vários outros aspectos, não sei pois não existem detalhes, diferentemente do
Morumbi que de cara já víamos que não se enquadrava nos padrões para a
abertura.

– A Prefeitura e Governo do Estado
sempre disseram que não colocariam dinheiro na construção de estádio. E agora?

Sempre
concordei com essa postura. Além da cidade ter outras prioridades, o fato se
agravava com a presença do Morumbi a frente no projeto  da Copa pois os investimentos públicos em
infra-estutura certamente privilegiariam significativamente um bem particular.
Agora, sendo o bem público, o projeto bem concebido em seu plano de negócios,
muito bem gerenciado e operado, pode ser viável economicamente. Os
investimentos públicos teriam retorno.

– O Pacaembu será concorrente da nossa
Arena para shows e eventos diversos?

Pela
localização, sim. Mas são necessários mais dados do projeto para sabermos se
está sendo projetado no conceito de Arena Multiuso.

– O estádio seria cedido ao Corínthians?

No
mínimo deveria ocorrer uma licitação e mesmo assim devem ser controladas as
bases e condições de uma eventual concessão. Não existe justificativa para
nenhum subsidio ou valores sub-dimensionados.

– O discurso público é que todo
investimento deve servir como legado a população. Neste sentido, não seria
melhor direcionar os investimentos para regiões menos favorecidas de
infra-estrutura?

A
região do Pacaembu certamente está provida de infra-estrutura de transporte,
lazer, hospitais, hotelaria entre outros, o que demandaria menor investimento
público.

Outras
regiões e outros projetos (ex: Pirituba, Itaquera) podem demandar um
investimento público maior, contudo, se bem direcionado pode trazer benefícios
a região em questão. 

Seria
algo para se pensar e colocar na balança.

Agora,
não dá para engolir investimentos públicos para o entorno e região do Morumbi,
que já batemos muito por aqui e mostramos que não existem prioridades e
demandas que os justifiquem na forma como estão contidos naquele projeto.

– O Corinthians vem anunciando a
construção do seu estádio, possivelmente em Itaquera. O Pacaembu não viraria um
elefante branco?

Nesse
caso, acredito que sim. 

Enfim,
mesmo que no olhar do Palmeirense o Pacaembu possa ser nosso concorrente
direto, a princípio não vejo algo amoral ou ilegal, claro, observando alguns
alertas acima citados e tendo como base as poucas informações divulgadas.

Abraço,

Claudio
Baptista Jr. – muito contrariado com a falta de transparência nas discussões
sobre a sede paulista e investimentos públicos na cidade para a Copa de 2014.

24 respostas em “Gostei”

Deixa eu ver se entendi: um estádio moderno, com anel de arquibancada alto e fechado, semi-coberto, pode produzir MAIS barulho num evento do que um estádio com arquibancada em ferradura e mais baixo?

Precisa MESMO fazer um estudo para confirmar qual é o melhor?

Nem sei mais o que comentar sobre esse CADES, CONSEG. Enquanto esses vagabundos desocupados ficam procurando pelo em ovo, o Shopping Bourbon funciona a mil por hora sem ter colaborado em nada para melhorias na região.

Aí tem coisa. Não é normal o que acontece com esse projeto da Arena. Tem gente grande trabalhando para f… com o Palmeiras.

RESULTADO DO CADES. Tirem suas conclusões:

Palmeiras terá de fazer estudo sobre arena
Avaliação de propagação de som na região é uma das exigências feitas por conselho para liberar ampliação de estádio para 45 mil pessoas
Diego Zanchetta – O Estado de S.Paulo

Não foi ontem que o Palmeiras conseguiu a última licença necessária para o início das obras da Arena Palestra Itália. O projeto de R$ 300 milhões, em análise desde abril de 2007 na Prefeitura, agora depende de um novo estudo sobre o impacto da ampliação do estádio na vizinhança.

A solicitação foi feita ontem pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) e atendeu a uma reivindicação do Conselho de Segurança Comunitário (Conseg) de Perdizes feita ao Ministério Público Estadual há duas semanas. O novo documento será elaborado pelo Departamento de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Verde. O relatório de impacto no trânsito foi aprovado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no dia 20 de abril.

Uma das novas exigências é uma avaliação da propagação do som na região do estádio. Moradores dizem temer o barulho dos shows que o clube pretende organizar na futura arena, que terá a capacidade ampliada de 25 mil para 45 mil pessoas. “Se hoje o trânsito já é insuportável, imagine o que vai ser de nós em dias de shows? Vai ser impossível o morador dormir perto da Rua Turiaçu”, afirma Anna Sales, presidente do Conseg.

O Palmeiras também terá de explicar por onde e como será a entrada de caminhões da obra no estádio. São 12 as exigências que o clube vai receber até terça-feira. A relação completa não foi divulgada pelo Cades. “Já podemos providenciar a análise da acústica imediatamente após chegar os questionamentos. Acho que não haverá atrasos”, afirma o diretor de Planejamento do Palmeiras, José Cyrillo Júnior.

Os dirigentes palmeirenses esperam poder iniciar a obra até novembro. Por causa do projeto da arena, os jogos do time de futebol no Campeonato Brasileiro já foram transferidos para o Pacaembu e parte das quadras de tênis foi demolida. Ontem, o Cades aprovou o projeto de manejo de 180 árvores na área dentro e no entorno. Em troca, o Palmeiras promete plantar 1.100 mudas na região.

Contrapartidas. Outras exigências já foram aceitas pelo Palmeiras como condição para a liberação das obras. Entre elas estão alargar em 1 metro a Avenida Francisco Matarazzo, reformar o Viaduto Antártica e melhorar a sinalização de 22 ruas da Pompeia, na zona oeste. Para minimizar o trânsito no entorno, o Palmeiras também terá de fazer a reconfiguração da Praça Marrey Júnior, na esquina da Avenida Sumaré com a Rua Turiaçu; o alargamento da Rua Padre Antônio Tomás e a revitalização da Passarela Arrancada Heroica de 1942. Se não cumprir as medidas, não receberá licença de funcionamento da arena.

Principal obra de contrapartida, o alargamento da Francisco Matarazzo vai ocorrer num trecho de 500 metros de extensão, entre os Viadutos Antártica e Pompeia. A via passará a ter quatro faixas, em vez das três atuais. A exigência da Prefeitura é para evitar o estrangulamento da principal ligação do eixo Lapa-Pompeia com o centro. O trânsito na região é sempre complicado em dias de jogos e eventos e em horários de pico.

#14 Cláudio

Comentando o que vc escreveu:
” E ainda querem empurrar o Morumbi justificando custos “módicos” de 270 milhões e escondem os abusursos valores para a adequação externa do estádio.” Eu acresentaria que além de tentarem esconder os valores absurdos por trás da adequação dos entornos e do córrego que passa sob o Morumbi, jogam uma cortina de fumaça na imprensa e fazem todos esquecerem que esse projeto de 270 milhões tornaria o Morumbi apto a APENAS à primeira fase da Copa.

Um verdadeiro absurdo ainda cogitarem esse estádio como sede.

pelo amor de deus pessoal cade as noticias do cades ?????? o que aconteceu ?

#12 Cássio, se a reforma do Pacaembu realmente sair, prefiro mil vezes ver jogos do Palmeiras no Canindé do que no Morumbi.

Ebert, essa questão de patrimônio histórico da cidade deixa margem a muita discução que vai desde uns dizerem que poderia alterar tudo menos a fachada até outros dizem que a arquitetura como um todo deve ficar intocada.
Tenho um exemplo prático e dentro da Copa, o Maracanã que também é patrimônio histórico lá no Rio e sofrerá alterações internas. No Pacaembu, opinião pessoal, o que iria gerar problemas seria a cobertura e expansão lateral do estádio. Isso alteraria a arquitetura mesmo mantendo-se a fachada.
Abraço.

Mas pelo q vejo teria que mexer na estrutura toda do estadio, e o pacaembu não e tombado como monumento historico da cidade?

Pois é, Leandro.
Também lamento a falta de informações. Inclusive hoje tem aquela reunião no Cades para aprovação do realtória de impacto a vizinhança. Ninguém informa sobre a importância disso. Talvez esse silêncio seja interesse do clube para afastar os urubus.

E ainda querem empurrar o Morumbi justificando custos “módicos” de 270 milhões e escondem os abusursos valores para a adequação externa do estádio. Esse é um dos motivos que termino sempre os textos assim: “muito contrariado com a falta de transparência nas discussões sobre a sede paulista e investimentos públicos na cidade para a Copa de 2014.”

Abraço.

Claudio
Também gostei do projeto. Engraçado é que o custo de 500 milhões para fazer todo Pacaembu e exatamente o valor para fazer apenas a parte externa (ou pública $$$) do Morumbi.

Chama a atenção a semelhança, principalmente aérea, com a Arena Palestra Itália.

E por falar nela, como anda? O Vicente já falou sobre isso e concordo com ele: como falta informação sobre o processo, geram dúvidas, contestações e chacota.

Eu acredito que os gambás vão construir seu estádio ou em Guarulhos ou Itaquera.Agora,o Pacaembu pode ser usado como campo neutro para grandes jogos.

Qualquer lugar menos o Morumbi.O Pacaembu poderia virar um concorrente da Arena nos grandes shows?Sim.Só que tenho certeza que a população da região não iria permitir.Antigamente se usava o Pacaembu pra tudo.Shows,gravações de DVD´s de Igrejas,etc,etc.Hoje não pode.Ele poderia sem ampliado apenas para o futebol.O pessoal do bairro lá é forte(muito Judeu) e vive reclamando do barulho dos jogos.Imagina se voltarem a permitir shows.

Pra mim a ampliação do Pacaembu é a melhor opção.Não seria concorrente da Arena e ainda daria uma opção para os clássicos serem jogados em um campo para mais de 60 mil pessoas e neutro.

Perderíamos a nossa casa provisória?Sim,mas até poderíamos jogar e lotar o Morumbi em todos os jogos com uma boa fase do time e um ingresso mais popular.
Ou então jogamos no Canindé em jogos menores.

Gostei do projeto do PAcaembu.

Ao contrário do que falaram, ele preserva sim sua fachada histórica. Pelo que entendi modernizariam a parte interna e colocaria uma cobertura.

Acho que se SP realmente quer sediar a abertura. Esse é hoje o único projeto razoável. Tanto por localização, infraestrutura, história e beleza de projeto. Seria um pouco como o Olímpico de Berlim. Um projeto desses tem mto mais a adicionar que um Morumbi. Pois além de ser um belo cartão de visitas ao mundo, conta a história do futebol nacional e paulista.

ps. eu era contra um estádio público, mas entre gastarem 3 bilhões no Pacaembu e 3 bilhões no Morumbi, prefiro sem dúvidas a 1a opção.

QUanto ao Corinthians tomar posse. Acho muito difícil. Um amiga que trabalha no museu do futebol disse que isso é impossível legalmente.

Eu também gostei. “Investimentos públicos em bem público, para valorização do mesmo e utilizando áreas públicas.”

Mas a questão é polêmica, e vai gerar muita discussão. Principalmente se o curintia construir mesmo um estádio próprio.

Yzquierdo -5
A Portuguesa “oficializou” sua candidatura mesmo!

http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2010/08/18/com-impasse-em-sp-portuguesa-oficializa-interesse-de-usar-caninde-na-copa-14.jhtm

Denis, bem observado. Perderíamos nossa casa dos próximos 2 anos.

Gilberto, os arquitetos devem ter pensado a respeito. Existe um piscinão abaixo da praça em frente ao estádio. Talvez o rebaixamento ainda fique acima deste nível.

Ysquierdo, com as indefinições todos querem capitalizar. Até a Lusa. Se o projeto for bom e legal, porque não? Cuidado ficaria na questão de esbarrar em investimento público para benefício privado.
Abraço.

Outra coisa: se essa obra sair, vamos ter que jogar na Arena Barueri por dois anos? Aiaiai…

Cláudio,
Compartilho sua opinião. Acho a reforma do Pacaembú muito mais razoável e decente para o emprego de verba pública e opção para a abertura da copa. Entretanto como Pacaembú não é Morumbi, antevejo as mesmas agruras pelas quais vem passando o Palestra.
Outro ponto negativo é o rebaixamento do gramado. A solução arquitetônica pode ser perfeita. Só que, para o gramado é péssimo. O gramado rebaixado em relação ao nível da rua se tornará impraticável em dias de chuva, não obstante o sistema de drenagem. É o princípio dos vasos comunicantes. Desse problema padeceu a Vila Belmiro e o Moisés Lucarelli até que seus campos fossem erguidos. Como o Palestra não há. Mas, como não abre espaço para emprego de verba pública e não é o Morumbi, não tem jeito.
Abrs.

Dos males o menor: se for pra usar dinheiro público, que seja em patrimônio público.

Não acho que concorra com a Arena nos shows e eventos, pois a associação de moradores do Pacaembu é beeeeeem exigente – tanto é que só deixam ter dois shows por ano, um e cada semestre.

Lembro que no show do Pearl Jam a banda entrou no palco ainda com pouco de dia claro, pois o “barulho” tinha que acabar às 22h.

Sobre a concessão do mesmo para o time dos camisa-feia, não sou muito contra: alguém pagaria a conta de manter o equipamento, que passaria a dar lucro para a municipalidade. O que eu sou radicalmente contra é fazer um contrato frouxo igual o Botafogo arrancou no Engenhão.

Absurdo, além de entregarem de mão beijada aos marginais posteriormente, porderia todo charme histórico e a tradição do mesmo. Mas…se em contrapartida não investirem essa grana no penicão…é até melhor!

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