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Por onde anda?

O Canhão do Pantanal

A coluna Por Onde Anda é uma nova coluna do 3VV.
Quinzenalmente nosso colaborador e agora colunista Ricardo Fragoso vai relembrar um jogador palmeirense que – se não foi ídolo – foi um tanto folclórico ou ficou marcado pelo que também “não fez” pelo Palmeiras.

Sabe aquela conversa de boteco? E por onde andará Evandro, aquele que Luxemburgo inventou? E Gladstone, que veio substituir Henrique em 2008?

Pois é. Essa é a intenção dessa coluna. Informar e ao mesmo tempo saber por onde anda aquelas invenções de treinadores malucos ou dirigentes com pouca noção da realidade nos brindaram.

E para começar vamos com Edmilson Canhão do Pantanal? Lembram dele?

Sigam e prestigiem a coluna de Ricardo Fragoso.

***

O Canhão do Pantanal

Por Ricardo Fragoso.

Edmílson Barros de Souza, ou simplesmente ‘Edmílson’, chegou ao Palmeiras em janeiro de 2007, aos 29 anos. O zagueiro era o homem de confiança do treinador Caio Júnior no Paraná Clube de 2006. Sua contratação foi um pedido do jovem treinador, no pacote agridoce que ainda incluía o zagueiro Gustavo, Pierre e o atacante Cristiano – núcleo que ajudou o Paraná Clube a classificar-se à Libertadores da América pela primeira vez.

Canhoto, o zagueiro nascido em Coxim/MS, também era conhecido como “Canhão do Pantanal”, por conta de suas cobranças fortes de tiros livres, muito embora imprecisas. Tentativas não faltaram, mas o máximo que a patada de Edmílson conseguiu foi beijar o travessão do goleiro Fábio Costa em um Clássico da Saudade, disputado no Palestra Itália pelo Paulista de 2007. As demais tentativas jamais encontraram as redes adversárias, para deleite do narrador Mílton Leite.

Dubinha, apelido de infância do zagueiro, iniciou o Paulistão de 2007 como titular, porém as fracas atuações complicaram a continuidade do experiente jogador. Uma péssima atuação no jogo de ida da 2ª fase da Copa do Brasil de 2007, que culminou numa derrota por 2×0 para o Ipatinga em Minas Gerais, sacramentou a desgraça do defensor.

No jogo de volta, já na reserva de David (hoje Braz – aliás, esse também daria boa pauta) e Dininho, assistiu o time devolver o placar, mas ser eliminado nas penalidades. Durante o ano de 2007, continuou no elenco, apesar de raramente chamado, já que o setor contava com David, Dininho, Gustavo e Nen.

Com a chegada de Luxemburgo em 2008, o vagaroso zagueiro foi afastado. Sua baixa estatura para zagueiro (1,79m), limitação técnica e idade foram os fatores que fizeram o jogador treinar em separado. Durante o seu período em Guarulhos, propostas chegaram, mas nenhuma negociação foi feita, pois o zagueiro não aceitava um salário menor. Situação que se arrastou até o fim de seu contrato em julho de 2009.

Após 18 meses treinando Centro de Treinamentos II, em Guarulhos, o defensor utilizou-se dos serviços da conhecida  advogada Gislaine Nunes para processar o Palmeiras por danos morais, em virtude do alegado constrangimento sofrido por ser afastado, além de cobrar 8 meses de direitos de imagem não recebidos. Até a última notícia que se teve, em julho de 2012, Edmílson ainda tentava receber os direitos de imagem.

Foram 21 jogos com a camisa alviverde e apenas um gol marcado, de cabeça, diante do Bragantino do espalhafatoso goleiro Felipe, em um empate no Pacaembu, válido pelo Campeonato Paulista de 2007.

Desempregado e sem propostas, Edmílson voltou para sua terra natal para atuar pelo CENE/MS, em 2010. Nessa temporada ajudou o Furacão Amarelo a se classificar à Série D do Campeonato Brasileiro.

Em seguida, disputou o Campeonato Carioca de 2011 pelo Madureira. Ajudou o Tricolor Suburbano, clube que revelou o volante/meio-campo Léo Lima para o futebol, a não ser rebaixado. No entanto, uma fratura na mão impediu a sequência do potente zagueiro central.

Após rápida passagem pelo Comercial/MS, em 2012 e já com 34 anos, Edmílson Dubinha aceitou o convite do Novoperário Futebol Clube, clube da segunda divisão do campeonato sul-mato-grossense. O clube é recém-criado por torcedores do Operário/MS diante da draga enfrentada pela tradicional equipe de Campo Grande.

Enfim, Edmílson Dubinha alcançou a glória e sagrou-se campeão da segundona do sul-mato-grossense e ascendeu à elite do estado.

Em 2013, na primeira temporada na elite sul-mato-grossense, o Novoperário do agora volante Dubinha foi eliminado pelo Naviraiense nas quartas de final, após dois empates.

edmilson-canhao-pantanal-1Edmílson Dubinha, definido por si próprio como guerreiro e determinado, agora com 35 anos é capitão e volante do Novoperário Futebol Clube. Mas não deixa saudades no coração da torcida palmeirense.

Ou deixa?

Para saber mais sobre o defensor agora volante, confira a entrevista disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=eaIULxkLseU

Para relembrar os (poucos) momentos do zagueiro, confira o vídeo disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=Sx6IQrWpfhQ

 

Para saber mais sobre o novo time de Edmílson, acesse:

http://www.novoperario.com.br/

Saudações Alviverdes!

31 respostas em “O Canhão do Pantanal”

Sou palmeirense fanática. Adorei a coluna . Minha sugestão é tratar jogadores folclóricos e de vez em quando de craques. Por onde anda Cesar Maluco??? Minha seleção de todos os tempos é: Marcos, Djalma Santos, Luis Pereira, Djalma Dias e Zeca. Dudu, Ademir e Leivinha. Julinho, Cesar Maluco e Rivaldo.
Também tenho outra seleção: Cesar, Nenen, Darinta. Alexandro e Jaime Boni. Macula, Elson e Bandeira. Fernandão, Betinho e Jorge Prea.

RSRSRSRSRSR. Excelente! Muito engraçado! Sugiro que a coluna seja realizada com o Munhoz, aquele colombiano

Muito boa a idéia da coluna. Lembro de um jogo em que Edmílson tentou três ‘tiros’ e mandou todos quase pra fora do estádio. Quando se arrumou pra bater a quarta falta, Edmundo tirou a bola das mãos dele e mandou ele sair de perto. “Já tentou demais”, disse o Animal, antes dele mesmo bater a falta (e também errar…). Alguém se lembra qual foi este jogo?

Sensacional a ideia e a coluna. Vários nomes merecem destaque na Seleção do Verdão. AQUI VAI A MINHA SELEÇÃO DE TODOS OS TEMPOS: Marcos, Cafu, Luís Pereira, Cleber e Roberto Carlos,; Dudu, Ademir da Guia e Rivaldo, Edmundo, Leivinha e Evair ou quem sabe : Bruno; Fabinho Capixaba, Alexandre (2002) Edmilson, Misso (Jaime Boni); Sergio Soares, Daniel Carvalho, Cristian e Lenny:
Bizu e Itamar.

Pelo amor à camisa Kleber Gladiador, Muller ( o pastor-comentarista) e Barcos

Gostaria de saber o paradeiro de um dos piores meias que já passou pelo Palmeiras: BANDEIRA.

Nome: Fábio Camargo Bandeira Villela
Nascimento: 16/04/1966, em Porto Alegre (RS)
Posição: Meia
Período no Palestra Itália/Palmeiras: 1988 a 1990
Outros times: Inter-RS (1987), Olímpia-SP (1991), São José-SP (1992)
No Palestra Itália/Palmeiras: 61 jogos, 5 gols

Esse cara era horrível e mesmo assim conseguiu ficar dois anos no clube como titular absoluto.

Acharia bem legal saber por onde anda essa ruindade – rs

Abs

Coluna muito legal, todos os times tem seus perebas e rir faz bem para a alma.
Que estes “atletas” já nos tiraram muito do sério é uma verdade, mas taí esta coluna pra nos dizer que eles serviram para alguma coisa.
Como todo mundo deu uma sugestão também vou dar a minha do meu maior ídolo de todos os tempos e que vi muito no Palestra Itália: BIZU: O homem, a lenda, a máquina de fazer gols do final dos anos 80. :)))

pelo andar da carruagem jogadores não vão faltar para a pauta desta coluna, o tanto de tranqueira que vestiu a gloriosa camisa esmeraldina não é brincadeira viu….

Grande coluna! Excelente ideia! Gostei muito! Infelizmente nossa história recente é um prato cheio para essa nova coluna! Parabéns!

Abraços
Paulo Figueira

Muito Ricardo, parabens ao 3VV pela iniciativa.

Como ja levantaram, assunto nao vai faltar, infelizmente.

Outras sugestoes folcloricas:
– Macula
– Osio
– Francis, o volante sabonete
– Bizu
– Carlos Castro
– Jorge Prea
– Alexandre, o rebaixador
– Elson
– Diego BDU Souza
– Fabio Gomes, volante que jogou no Paulista tbm
– Alceu
Sugestoes menos tristes:
– Sorato, a primeira contratacao Parmalat no Palmeiras
– Edinho Baiano
– Dida (ou Biro que inexpluicavelmente para Nelsinho Batista colocava Dida no banco).
– Betinho (dos anos 90)
– Paulo Sergio (autor do 1o gol do Palmeiras com Parmalat na camisa – SEP 1×0 Cruzeiro em 1992, no Palestra)
– Cesar (goleiro do Palmeiras no Paulista de 92 e que depois sumiu)
– Diogo, lateral uruguaio

Abraco,
FC

o pior daquela leva foi o tarl de Thiago Cunha que o pofessô nos inventou…………….junto com JECI,EVANDRO SELEÇA,JEFFERSON,GLASDSTONE e tantos outros!!!!!!!!!!!!!!

Depois veio outro e nos inventou Fernandão, Ricardo Bueno, Pedro Carmona, Chico, Dinei, Tiago Real, Adriano Mc Jackson, João Vitor, Luan, Rivaldo, Daniel Carvalho, Artur , Milk Leite……e mais um monte que nem vou citar!!!!!

Hoje temos 40 jogadores as contratações questionadas foram Kléber e Weldinho, e o povo reclama do Brunoro!!!!!!!!!!!!!!!

Felipão ficou quase 3 anos e para nos salvar do rebaixamento trouxe Correa, Obina , Leandro Buchecha e Thiago Real……………………Esse merece uma estátua!!!!!!!!!!!

A melhora no elenco e administração é notória!!!!!!!!!

Bem lembrado Andre, depois dizem que o general scolari não teve culpa do rebaixamento. Pra mim 90% da culpa do time ter caído foi do felixão, 10% foi da diretoria de ter deixado o safado deitar e rolar no Palmeiras.

Excelente coluna. Se fizer uma coluna diária vai demorar 20 anos pra colocar todos os perebas que já passaram por aqui.

Pra mim o pior zagueiro de todos disparado é o alexandre.

O Edmilson cabeção é craque perto do alexandre.

E zagueiro horrível também tem o daniel, e graças a ele hoje o pato ganha uma nota jogando futebol.

Parabéns pela coluna, muito bem bolado.

Muito bacana o post. aguardamos outros do Sr. Ricardo Fragoso. O Palmeiras é uma fartura para esse tipo de assunto. Mandou bem!

Salve 3VV, pilar da mídia palestrina.
Infelizmente, pela grande tradição do nosso Verde de contratar muito mal, esta será das colunas mais profícuas e comentadas do site, podem apostar.
Deixo então, algumas sugestões de pauta:
Marcelo (ou será Maurício), um goleiro que era vesgo (!), mas catou muito num jogo contra os gambás; Rivarola e Paulo Turra (pois já citaram Jéci e Gladstone); Daniel (ex-gambás) e agora este inacreditável Weldinho; Misso e Rovilson (dose hein!); Flávio Voadora; Darci Coice-de-Mula (que fez um golaço do meio-campo aqui na nossa casa de praia, a Vila Belmiro); Christian Mendigo; Donizete Pantera (que fez o gol mais feio que eu vi na minha vida!)… Enfim, por ora é só… Lamento dizer que, se quiserem mais, terei o desprazer de atende-los.
Sucesso sempre!
Saudações Alviverdes!

Nada superará a insistência do LuxPoker no Fabinho Capixaba, sinto calafrios ao ouvir esse nome, o pior lateral direito da história do Palmeiras!

Sensacional matéria. Imagino quantos folclóricos como Gioino ou mesmo ídolos como o Tonhão podem passar pela coluna.

Ricardo Fragoso para sua sorte e o nosso AZAR, você não encontrará dificuldades para encontrar jogadores VARZEANOS que já vestiram nosso manto, por temporada você encontrará no mínimo uns 10(dez), a matéria foi muito boa, dessa balaiada apenas o Pierre faz falta. Se você fizesse por temporada seria muito bom, aleatório então, irá mostrar o quanto fomos mal administrados nas últimas décadas.

kkkkkkkkkkkk, mto bom, depois de passar tanta raiva com esses entulhos me divirto relembrando as histórias. Sugestão para a próxima coluna, super zaga formaa por jéci e gladstone kkkkkkkk.

A coluna começou com o pé esquerdo e mandando um foguete direto pras piscinas (pior que ele mandava a bola lá mesmo) mas nas próximas devemos ter jogadores melhores… ou não?

Rsrsrs…. Moises a ideia é pegar os “folclóricos” (para ficar num adjetivo legal.
Mas traremos também os ídolos.
Forte abraço.

Mas o legal são esses caras mesmo, o Edmundo e o Evair a gente já sabe onde estão.
O Edmílson chegou até a jogar mais ou menos na Inter de Limeira antes do Paraná e no período de Guarulhos chegou a pesar mais de cem quilos, porque além de não aceitar propostas ele não treinava também.
Gostei muito da coluna.

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