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Arenas – Cobertura para o futuro?

Por Claudio Baptista Jr.

Na última semana foi publicado um texto que perguntava se a Allianz Parque poderia algum dia se tornar obsoleta.

E na esteira daquele texto fazemos esse.

É evidente que o perfil do negócio do nosso estádio privilegia a atenção sobre a continuidade do mesmo dentro dos melhores padrões vigentes (segurança, conforto, serviços, funcionalidades tecnológicas, etc), pois é interesse para todas as partes do consórcio.

Nós queremos atender nossos torcedores e a equipe de futebol da melhor forma, enquanto WTorre e AEG, além da necessidade de um time âncora para proporcionar lastro e receitas, têm que manter o estádio atrativo para os eventos extra futebol.

Resultado: Mãos dadas. E mais, confiança. Já escrevemos um pouco sobre isso:

http://3vv.com.br/2013/06/arenas-confianca-allianz-wtorre/

Ainda no que foi escrito na última semana, o texto buscava gerar atenção ao fato que a Allianz Parque deverá ser entregue ao final da parceria dentro dos padrões FIFA, mas que isso não era garantia de um estádio absolutamente superior aos demais que estarão no cenário.

Não é isso que gostaríamos que acontecesse? Termos sempre o melhor estádio?

Então mencionei que para os investimentos contínuos, por momentos e dependendo da visão ou grau das intervenções, os interesses dentro do consórcio poderiam divergir.

Como exemplo e para entrar no título do texto, o que vocês acham se pensarmos para o futuro na instalação de uma cobertura total e retrátil para o gramado?

Colocando-se esse tema na mesa facilmente já se pode refletir sobre alguns pontos prós e contras desse tipo de instalação.

Hoje este investimento é extremamente alto. Diria que próximo a 1/3 e até mesmo da metade do que será investido para a construção do estádio. Porém, futuramente novas tecnologias de materiais e de construção podem surgir a fim de tornar a instalação um pouco mais viável.

Na prática da operação, sabemos que pode ser bom para os parceiros em termos de flexibilidade visando grandes eventos que demandariam o uso total do gramado, garantindo o conforto dos espectadores. Da mesma forma, para o clube também é bom a fim de controlar as variações drásticas de clima, principalmente relacionadas a grandes volumes de chuva que possam prejudicar a qualidade do jogo em partidas importantes.

Entretanto, será que ainda assim valeria a pena investir em algo deste porte?

Estamos localizados em um clima bem menos rigoroso comparado aos locais onde estas instalações estão aparecendo em maior número, como aqueles sujeitos a neve, invernos rigorosos e prolongados, outros do lado oposto com climas escaldantes, regiões sujeitas a ventos extremos e tal.

Os tetos retráteis nestes locais são realmente um fator diferencial, pois a presença de público está diretamente ligada as condições climáticas (maior venda de ingressos para a temporada, maior presença de público em dias de clima ruim gerando maior receita global para o negócio,…).

Para a Allianz Parque, também entra na análise a possibilidade técnica de instalar a funcionalidade no futuro. Com o estádio em fase de projeto pode-se pensar nessa possibilidade deixando espaço para tal, mas será que ainda seria possível?

Enfim, este é apenas um exemplo com alto impacto tanto técnico como financeiro que pode ser estudado, planejado e que possa fazer parte de um plano mais amplo a fim de que a Allianz Parque não apenas se mantenha moderna, mas que possa ser alvo de instalações que alavanquem sua qualidade perante demais estádios que um dia também se planifiquem para tornarem-se rivais mais a altura do nosso equipamento.

Lembrem-se que o interesse em cima do estádio é mutuo entre as partes, mas que nem tudo é obrigação, porém nada impede que aquilo existente hoje não possa evoluir.

E vocês, o que acham a respeito?

Abraço,
Claudio.

5 respostas em “Arenas – Cobertura para o futuro?”

Xavier, ouvi recentemente que a WTorre tem campos já plantados e que estão importando uma maquina de corte para transporte que retira a grama em uma profundidade maior o que permitiria a substituição dos gramados da Arena com seu tempo de utilização reduzido após a instalação no estádio.
Isso nao ouvi diretamente da WTorre. Então, a conferir.
Fico somente com uma questão sobre isso em relação ao tempo de instalação da drenagem e irrigação. Deve ser curto.
Abraço

Claudio o que vou comentar não tem ligação alguma com o conteúdo citado acima, mas percebe-se uma demora muito grande em relação ao gramado da Allianz Parque, sei que muito da demora se deve pela necessidade da presença de máquinas e equipamentos que auxiliam e de certa forma são indispensáveis pra concluir o processo de instalação da cobertura, verificamos que os estádios da copa das confederações sendo eles novo e/ou reformado estão sofrendo bastante com a qualidade do gramado, acho que um dos motivos é justamente o tempo de plantação que foi curto, o único exemplo bom a ser elogiado no itaquerão é o cuidado e atenção que eles estão dando ao gramado, já está plantada e parece ser um tapete, pelo que sei é uma grama diferenciada, que suporta até neve-na verdade não entendo nada, só ouvi em algum canal de tv-, eles já falaram que o espaço será exclusivo para partidas de futebol, já a nossa arena será multiuso, logo será um gramado mais judiado, vislumbrando este cenário nós corremos o risco de ter um gramado plantado dias/semanas antes da inauguração? Esse gramado irá suportar a quantidade de jovos/eventos sem causar danos ao Palmeiras????

Foi exatamente o que pensei quando li o post que falava sobre a entrega do estádio, primeira dúvida foi exatamente que tipo de empresa que vive do lucro de uma arena a deixaria sucatear. U clube talvez o fizesse mas uma empresa séria? Acredito que jamais faria isso, pois está diretamente ligado a receita.

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