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Por onde anda?

Por onde anda? Basílio Vovô

Por Ricardo Fragoso.

Sob certa desconfiança, o atacante Basílio chegou ao Palestra Itália no início de 2000. A contratação do jogador de 28 anos, proveniente do Coritiba, não agradou parte da torcida acostumada com nomes graúdos de uma época de ouro.

Todavia, o experiente e veloz avante rebateu as críticas com boas atuações, ganhando dois títulos com a camisa palestrina e sedimentando, ainda que tardiamente, seu nome no futebol nacional.

Nascido em Andradina, interior de São Paulo, quase na divisa com o Mato Grosso do Sul, Valdeci Basílio da Silva, iniciou sua carreira perambulando pelos times do interior paulista.

Após estrear profissionalmente pelo XV de Jaú em 1993, passou pelo Andradina, Olímpia, Inter de Bebedouro até chegar ao São José Esporte Clube. No clube de São José dos Campos, o então jovem Basílio marcou um gol diante do Palmeiras, em um amistoso em Águas de Lindóia, em julho de 1996.

As boas performances no interior paulista chamaram a atenção do Coritiba, e ainda em 1996, Basílio rumou para o Alto da Glória.

Antes, porém, Basílio quase acertou com o futebol alemão. Após três meses treinando no Borussia Dortmund, Basílio agradou e, se não fosse o desacordo pecuniário entre a equipe do Vale do Ruhr e o Olímpia/SP, Basílio teria ido jogar Fussball.

No Coxa, Basílio ganhou status de talismã. Ajudou a equipe no retorno à elite do futebol brasileiro. No time em que começava a despontar o meia Alex, Basílio virou xodó da torcida. Considerado amuleto, por sair do banco de reservas e mudar o panorama das partidas, ‘Basigol’ teve passagem marcante, e atualmente ainda é um dos “queridos” do clube.

Depois de uma passagem relâmpago pelo futebol japonês em 1998, – Kashima Reysol, clube pelo qual também guerreou o vigoroso volante Alceu – retornou ao Coritiba para ser campeão estadual. O ligeiro e oportunista atacante chamou a atenção de Luiz Felipe Scolari, após infernizar os defensores Roque Júnior e Júnior em partida válida pelo Brasileiro de 1999.

Após o jogo no Couto Pereira, com vitória do time da casa, Scolari foi conversar com o até então ilustre desconhecido. E ainda no gramado afirmou que ia trazê-lo ao Palmeiras.

Assim, no início de 2000, Basílio acertou um contrato de risco por seis meses com o Verdão.  Baixo, calvo, desconhecido, o célere atacante chegou sob fortes dúvidas. Mas após bom desempenho, agradou e, depois de truncadas negociações, Basílio renovou.

Isto pois, após um mês de negociatas, permanecia um entrave. Basílio queria um substancial aumento salarial, e a diretoria vinha enxugando contratos ante o fim da parceria com a Parmalat. Por pouco Basílio não foi jogar na Espanha.

O calvo atacante conquistou a Copa dos Campeões no nordeste e também o Torneio Rio São Paulo pelo Palmeiras. O jeito sereno fora de campo, somado ao chassi de aposentado, renderam ao rodado atleta o apelido de Vovô.

No Palmeiras, Basílio teve certo destaque. Jamais tendo sido titular absoluto, o Vovô foi peça útil durante sua passagem pelo Palestra Itália. Velocista, o atacante convivia com problemas musculares, todavia.

Apesar do relativo destaque no Palmeiras, Basílio deixou o clube para atuar no Ituano. Em caso semelhante ao do volante Rogério, Basílio assinou com o Ituano para a disputa do Campeonato Paulista de 2002 ainda com vínculo com o Palmeiras, apostando em uma liberação na justiça do trabalho.

À época, o Ituano deveria honrar com R$ 2 milhões, e após imbróglio judicial, até última notícia que se obteve, o Ituano devia R$ 6 milhões corrigidos ao Palmeiras, em processo que se arrasta até os dias de hoje.

No Ituano, Basígol foi campeão paulista de 2002 com asterisco. Isto, pois, em 2002, os “grandes” do Estado não disputaram a competição, em razão do calendário apertado com a realização do Torneio Rio São Paulo.

Após passagem pela Ponte Preta, Basílio chegou ao Grêmio em 2003. Porém, o ano seguinte foi especial para o destelhado atacante maratonista. Basílio realizou sonho da família ao defender o Santos em 2004, o clube de infância do jogador. Lá foi campeão brasileiro, e permaneceu com certo destaque até 2005.

Já com 33 anos, o avante partiu novamente para o Japão, desta vez para o Verdy Tokio. Após este último ‘pé de meia’, e com medo dos terremotos, acertou sua volta ao interior paulista, para jogar pelo Marília em 2007.

Em fim de carreira, começou a rodar por clubes de segundo escalão: Itumbiara e Ipatinga em 2008, Grêmio Barueri em 2009, aonde dividia concentração com o volante João Victor, que também passou pela Turiassú.

Voltou ao Itumbiara em 2010, e também ao Marília, no mesmo ano. O final da carreira foi no Sertãozinho em 2011, com 39 anos.

Entre 2000 e 2001, foram 85 jogos com a camisa palestrina, com 11 gols assinalados, dois títulos e uma final de Libertadores.

Basílio foi um desses jogadores ‘sem marketing’, em extinção no futebol moderno. É lembrado com certo folclore, devido ao seu corpanzil franzino longe dos padrões musculares trincados do futebol atual.

Ao lado de nomes como Finazzi, Sorato e Otalício Neto, Basílio também foi um andarilho da bola do interior paulista, e até hoje é lembrado com muito carinho em cidades como Itu e Marília.

basiliosportcenter

Atualmente, Basílio Vovô é dono de um centro de treinamento de jovens em Andradina/SP. Aliás, Andradina também é a cidade natal do lateral direito Paulo Sérgio, ex-Palmeiras. O ‘Basílio Sport Center’ busca revelar novos talentos para o futebol e existe em parceria com o Cruzeiro Esporte Clube.

Quem sabe no futuro veremos qualquer talento oriundo do Basílio Sport Center com a camisa do Palmeiras.

Saudações Palestrinas!

 

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Saiba mais sobre a nova empreitada do Vovô em: http://www.basiliosportcenter.com.br/

basilioitumbiara

11 respostas em “Por onde anda? Basílio Vovô”

basilio acho que somoa primos de primeiro gral se for filho da tia Maria de oequia em ES por favor vc tem um irmão chamado Floriano perde a sndereça dele so sei que morava em maringa meu nome e iracema

acho que sou sua prima se vc fol filho da tia maria de pequia es somos primo por favor me responda

Foi bem no santos esse velhinho, aqui nao cheirou nem fedeu… incrivel como o plano de aposentadoria dos jogadores se resume a: I -virar TREINADOR, II – virar COMENTARISTA, III – virar EMPRESÁRIO ou IV – a menos glamurosa, abrir um ESCOLINHA DE FUTEBOL….

Olha só mais um crédito pendente em favor do Palmeiras. E parece que fica tudo por isso mesmo! Pelo jeito, as finanças do clube vão bem, tudo no azul! Curioso como a coluna destacou amplamente a calvície do Basílio – ‘destelhado atacante maratonista’ foi ótimo. Não deu pra não rir!

Era realmente um Euller piorado. E também um Maikon Leite melhorado.

Minha melhor (ou pior) lembrança de Basílio é sua partida contra a Boca em 2001. Entrou no lugar do Fábio Jr, que estava jogando muito (substituição “genial” do Celso Roth, pois Fábio não estava cansado), e não fez coisa alguma além de bater muito mal sua cobrança de pênalti.

O Basílio do Palmeiras- não confundir com o Primo Basílio de Eça ou o Basílio da Portuguesa/Corinthians- assim como o Fedato, Alex Alves ( recentemente falecido) e outros faz parte do grupo jogador talismã. Entra no fim e resolve ou se torna um reserva de luxo. Não era um craque, mas um jogador razoável e esforçado. O colunista merece um prêmio pelas “descobertas”….Valeu Ricardo, agora conte por onde anda BIZU?

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