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Quando nós éramos nós: bastidores

Por Jota Christianini

Quem viu o filme Boleiros II há de recordar que em certo momento o personagem Edil (Lima Duarte) um treinador folclórico, grita com a juíza de futebol (Denise Fraga) e após criticá-la e chamá-la pelos nomes de árbitros ditos com arranjadores de resultados nos anos 50 – curiosamente todos acusados de favorecer o Corinthians – entre outros nomes manda ver: Licinio Perseguetti.

Ninguém lembrava ou nunca ouviu falar dessa figura.

Lembrava-me vagamente. Procuro Ugo Giorgetti – diretor do filme – que diz:

– “Eu também não sabia, nem fazia parte do script, foi o Lima Duarte que falou desse juiz por conta própria”.

Esse Licinio apitou um único clássico e logo foi um Derby, Palmeiras e Corinthians em janeiro de 1954 referente ao campeonato de 53.

A atuação do cidadão foi tão calamitosa que o jogo quase não acabou. A bem da verdade só acabou no campo, fora dele prosseguiu por mais uma semana.

Torcedores do Palmeiras, sabedores que o árbitro tinha emprego nos escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana- cercavam o prédio diariamente às 8 da manhã e às 13 hs para acertar contas com o intrépido apitador.

Claro que ele não foi trabalhar nenhum dos dias até que no fim de semana seguinte as rádios e os jornais apelaram que deixassem ele trabalhar.

Isso foi uma parte a força do Palmeiras. A outra foi a força que clube tinha na federação. Licinio Perseguetti foi eliminado do futebol.

Vejam a publicação do Estadão, dois dias depois do jogo.
Ou seja: naquela época prejudicou o Palmeiras: RUA!!!

Saudades…

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10 respostas em “Quando nós éramos nós: bastidores”

Enquanto eu for presidente, o Palestra será campeão. Dito e feito. O Palestra foi tricampeão Paulista em 1932-33-34. O Presidente era Dante Delmanto, o mais jovem a assumir a presidência do clube até hoje. Maior jurista do fórum de S. Paulo até hoje, Dante Delmanto empresta seu nome a um viaduto na zona sul da cidade de São Paulo.

Infelizmente parece que o Palmeiras nunca mais terá HOMENS DE VERDADE que representou a nossa grandeza, hoje temos APROVEITADORES, OMISSOS E COVARDES que não representam em nada a nossa grandeza. Nós todos somos culpados por aceitar essa omissão que os atuais dirigentes estão acabando com o nosso Palmeiras. Temos que reverter essa situação e rápido.

Sorte que o Jota sempre esta aqui para nos mostrar a nossa grandeza.

Esse acontecimento de 1979 foi a primeira entregada do Mustaphás para o Corinthians (ele já era diretor(?) do Palmeiras. A segunda omissao ou benemerencia do dito cujo foi o passe livre para o Corinthians disputar o Mundial de clubes no Brasil – o direito era do Palmeiras. Mumumia sempre foi boizinho de presepio e sempre ferrou o Palmeiras.

Não era só a força da diretoria do Palmeiras que fazia a diferença. A torcida fez bem a sua parte, dando plantão no local de trabalho do árbitro. Nem precisou usar violência: foi o protesto silencioso que resolveu o assunto. Somos todos culpados por omissão!

Saudosos tempos do Presidente Paschoal Walter Byran Giugliano, que se impunha ante uma CBF e uma FPF e não as deixavam pender contra o Palmeiras, principalmente em favor do SCCP e do SPFC. Em 1972, no Torneio Laudo Natel em que a final se daria entre o Palmeiras e o time do Morumbi, tentaram levar o jogo para o Morumbi, alegando renda maior. O Giugliano não aceitou, dizendo que as rendas passam, mas os títulos ficam. Depois dele nunca mais o Palmeiras teve uma diretoria de coragem que enfrentasse os poderosos do futebol, sendo sempre tímidos como poodles ante os dirigentes da CBF e da FPF, como ocorreu em 1979, quando Vicente Matheus melou o campeonato para o Palmeiras não ser campeão naquele ano, com o Telê Santana e a diretoria e presidência do clube foi covardemente omissa..

Hoje não temos homens Vinicius. Temos vaquinhas de presépio, travestidos de “executivos”.

Nós ainda somos nós.
O problema é que essa geração de conselheiros está demorando muito para sair de lá. “ELES SÃO A DOENÇA” do Palmeiras. A minha esperança é que a cura chegue para exterminar esse câncer.

Tempos em que tinhamos homens atrás do Palmeiras…
hoje temos Marco Polo Deonero & cia..

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