Deram a dica ao Odair e ele ouviu!

Por Jota Christianini

Encontro o Mariano Barrela, conselheiro, mais do que tudo torcedor do Palmeiras.

Encarna a figura do torcedor como ninguém.

Todos sabem que o Mariano sempre colaborou com o Palmeiras. Até gandula ele foi para ajudar seu time de coração.

Ele contou-me essa.

Jogavam Palmeiras e Guarani, 1991. Jogo difícil, 0x0.

Segundo tempo, Carlos – aquele mesmo – goleiro do Guarani comete pênalti, e se atira ao chão fingindo contusão para evitar o cartão e para esfriar o batedor.

O treinador campineiro, o jovem Luxemburgo, reclama acintosamente, e é expulso.

Queixa-se que o juiz, Ilton Jose da Costa que já foi jogador do Palmeiras – portanto não poderia apitar aquela partida.

Mariano de gandula, atrás do gol, tudo observa.

O médico do Guarani informa ao Carlos, o goleiro:

— Conheço o Odair ele vai bater baixo à direita. Só chuta pênalti desse jeito.

Mariano ouve, aproxima-se de Betinho, nosso meia direita – aquele que veio do Juventus – e avisa:

— O médico deles deu o serviço ao Carlos da forma que o Odair chutar pênalti. Avisa o Odair.

Betinho corre até o Odair que avisado muda a forma de chutar e marca o gol da vitória.

Betinho, ao fim do jogo, dá sua camisa a Mariano que a guarda com o troféu de guerra.

Para completar o sábado de pequenas confusões o árbitro, efetivamente ex goleiro do Palmeiras, por engano acabou o jogo aos 44 minutos.

Duas constatações.

Time de antes da Parmalat a gente precisa explicar quem eram os jogadores.

Quanto ao médico dedo-duro, era Marco Aurélio Cunha. Esse não precisa explicar quem é. Continua o mesmo.