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Por onde anda? Jackson, o gato arrependido

Por Ricardo Fragoso

Para a disputa da Copa Libertadores de 1999, o Palmeiras acertou a contratação de um jogador de Seleção brasileira, cobiçado por vários clubes grandes do Brasil. A coluna de hoje não retrata história de César Sampaio, mas sim de Jackson Coelho da Silva, o gato arrependido.

Natural de Codó, o maranhense Jackson começou no futsal do Maranhão Atlético Clube. Após se destacar no indoor, Jackson trocou o salão pelos gramados, e estreou profissionalmente pelo MAC em 1992.

Já no ano seguinte, Jackson faturou seu primeiro estadual. O clube de São Luis/MA embalou o tricampeonato nos anos seguintes, tendo Jackson como principal destaque. Nesse período, Jackson chegou a fazer testes no Mogi Mirim, por pouco não foi jogar ao lado de Rivaldo.

O sucesso no nordeste despertou a atenção do Goiás, que acertou com o jogador em 1995, após o campeonato maranhense. Permaneceu na capital do cerrado até 1996, quando acertou com o Comercial de Ribeirão Preto, clube que desvendou Emerson Leão e Jair Gonçalves.

Então, em 1997, o Sport Clube do Recife foi buscá-lo para integrar o meio campo do time que viria a ser bicampeão pernambucano. Foi no Leão da Ilha que Jackson desabrochou para o futebol.

Em um time competitivo, mas sem grandes nomes, Jackson era a principal ameaça do Sport Recife. Em 1998, o Palmeiras eliminou o Sport da Copa do Brasil, porém Jackson marcou gol no confronto de volta.

Durante o campeonato brasileiro, Jackson voltou a causar problemas para Velloso. O clube da Ilha do Retiro venceu no Palestra Itália por 2×1, sendo Jackson o autor do gol decisivo. As boas atuações renderam a primeira das três convocações do meia à Seleção Brasileira.

Na estreia de Luxemburgo, Jackson entrou no segundo tempo do amistoso contra Iugoslávia em São Luis/MA. Mais duas convocações se seguiram, mas Jackson não obteve seqüência.

Assim, Luiz Felipe Scolari pediu a contratação do talentoso atleta de 25 anos. Jackson chegou ao Palmeiras como reforço pomposo e requisitado. O Verdão desembolsou cerca de R$ 3 milhões mais o passe do glorioso atacante Cris.

As atuações irregulares de Alex, somada a incerteza na renovação do meio campo Zinho, condicionaram Jackson como possível titular da equipe, porém a história se mostrou diferente. O futebol veloz de chutes certeiros ficou em Pernambuco, no Palmeiras se via um jogador mais afobado.

Jackson estreou no primeiro jogo do ano. O Palmeiras “juniores” tomou um sacode do Vasco em pleno Palestra Itália. O time recheado de jovens atletas, poucos dos quais vingaram, foi goleado por 5 a 1, pelo Torneio Rio-SP, Jackson fez o de honra. Entre os que “vingaram”, pode-se citar Paulo Assunção e Jorginho Paulista.

Aos poucos, os titulares foram retornando, os reforços chegando e o time começou a engrenar sem o meia. Com a sombra de Jackson, Alex acordou e se fixou. Zinho acabou renovando, e Rogério vinha demonstrando qualidade.

Na verdade, Jackson se tornou uma boa opção sempre que a equipe precisava imprimir maior ritmo à partida, mas jamais chegou a agarrar a posição definitivamente. A outrora estrela do Sport foi engolido pela categoria dos outros meias, e se tornou um apenas um bom reserva.

Foi relacionado para a final do Mundial em dezembro, mas não entrou em campo. No final de 1999, descobriu-se que o jogador quase adulterou a idade no início de carreira. Estimulado por um empresário e excitado com uma possível transferência para a Europa, Jackson falsificou sua certidão de nascimento. Nascido em 23 de março de 1973, o jogador também tem um certidão fraudada datada de 1977.

O jogador desistiu da ideia quando o negócio não se concretizou, e hoje é mais um gato arrependido.

A falta de oportunidades na equipe alviverde motivou o jogador a buscar novos ares em 2000. Após atrasar sua reapresentação em janeiro, por problemas pessoais, notícias pipocaram ligando o jogador ao Botafogo/RJ.  O clube da estrela solitária queria trocá-lo pelo meia Sérgio Manoel, o Palmeiras recusou.

Porém, em março de 2000, o Palmeiras aceitou a proposta do Cruzeiro. Em uma troca por empréstimo com Marcelo Ramos, carrasco alviverde, Jackson foi defender a Raposa. Acabou nunca voltando ao Palmeiras. No Cruzeiro, Jackson, finalmente, deu uma alegria à torcida palmeirense. Às quartas de final da Copa Libertadores, desperdiçou a última cobrança da equipe celeste, impulsionando o Palmeiras adiante.

Após sagrar-se campeão da Copa do Brasil em cima de Rogério Ceni, passou por Internacional de Porto Alegre, Gama e Etti Jundiaí. Pela equipe do interior paulista, marcou um gol no Palmeiras, pelo Torneio Rio-SP de 2002, em empate magro no Jaime Cintra.

Defendeu o Ituano e o Coritiba, antes de se aventurar no mundo árabe em 2004. Emirates Club foi o único clube estrangeiro que defendeu.

Aos 34 anos, voltou para defender o Vitória da Bahia. Ajudou o rubro-negro baiano, com muita determinação tática e comprometimento, no retorno à elite em 2007 e no tricampeonato baiano de 2007 a 2009.

Em 2010, dispensado pelo time do Barradão, acertou com o Santa Cruz. Não conseguiu o acesso na Série D do Brasileiro. Em seguida, assinou com o ABC de Natal. Lá, foi campeão potiguar de 2011, marcando, inclusive, gol na final do campeonato.

Após passagem pelo Bahia de Feira, acertou com o modesto Santa Helena de Goiás, comandado pelo treinador e amigo Júnior Baiano, para disputa da segundona do campeonato goiano.

Em 2013, após 18 anos, o veterano Jackson retornou ao Maranhão Atlético Clube. O legítimo bom filho conquistou, de cara, mais um título: campeão maranhense de 2013, desbancando o Sampaio Correa.

Atualmente com 40 anos, o interminável Jackson vive a expectativa de um novo contrato ou aposentadoria. O vínculo com o MAC termina em dezembro de 2013 e Jackson se diz disposto a continuar para ajudar na busca do Bi do Maranhão.

Pelo Verdão, foram 66 jogos e 9 gols entre 1999 e 2000. Jackson chegou com moral, destaque do Brasileiro de 1998, convocações para a Seleção, mas nunca se solidificou no onze inicial, devido ao futebol discreto desempenhado.

Saudações Alviverdes!

jackson 2013

16 respostas em “Por onde anda? Jackson, o gato arrependido”

Seria titular absoluto hoje. Felipe Menezes não chega aos pés do jackson 25. Poucas recordações dele no verde, tem uns caras q so jogam em time pequeno mesmo, chegam sentem a pressão da massa…

Em tempo, fomos o primeiro com 9 ptos e o segundo na band com 6 ptos, total de 15 , no Ibope , depois vem teleton 5 ptos e record 4 ptos.

No ano passado recebeu de direito de tv 74 milhōes é dado do Balanço em 31/12/2013, como o contrato reza que se pagará o mesmo no 1 ano da segunda divisão, não deve ter alterado esse numero, logo só pode ser erro da uol, e sabado esse 9 % sempre foi bom ,pois é menor o numero de tvs ligadas, o Raul Gil, deu 3,7 %.

Impressionante como o futebol decaiu. Hoje ele seria titular na maioria das equipes brasileiras, não é atoa que o artilheiro da série A do brasileirão joga no Goiás e é gordo que nem uma pipa.

Sugestoes para a coluna: Luis Henrique contratado a peso de ouro e como super-craque do Vitória-BA nos anos de fila e Romarinho o homem-gol do centenario (aquele que foi sem nunca ter sido)

Jackson era um bom jogador. Útil para compor o elenco. Hoje seria peça fundamental. Aliás, era modesto não ficou afetado como o atual lateral Luis Felipe que pretende receber 100 mil por mês depois de jogar mais ou menos a série B. Aproveito para lembrar que precisamos de quatro reforços ( dois laterais, um meia, e um atacante). Por onde anda a ideia de formar um time de respeito? Avante Verdão.

Teve uma vez que fui pro CT ele deu carona pra uma idosa até o metrô kkkkkkkkkk

A diretoria do palmeiras podia ter parado no Jackson, mas recentemente tinhamos o Adriano Micheal Jackson. Esse aqui com certeza ainda vai aparecer nesta coluna mais pra frente…junto com felipe olho de peixe menezes. .

Quero saber por onde o Amaral, não o volante, mas o lateral-direito que veio com 18 anos do Fortaleza, com status de grande revelação!

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