Categorias
Por onde anda?

Por Onde Anda? León Darío Muñoz

Por Ricardo Fragoso.

O sentimento da torcida palmeirense é polifônico quando o assunto é a passagem do colombiano León Darío Muñoz Hernández pelo Palmeiras. Há quem lembre com carinho do baixo e veloz atacante, exaltando sua raça e combatividade dentro das quatro linhas. Por outro lado, soam cornetas que taxam o lépido estrangeiro de chinelinho e gordinho, além de pé torto.

A verdade é que Muñoz chegou ao Palmeiras em fevereiro de 2001, aos 23 anos, com condição de promessa do futebol sul-americano. O Palmeiras venceu uma ferrenha disputa com o clube argentino River Plate pela contratação do atleta, que teve o aval do meio campo Alex.

Inclusive, à época, os dirigentes do Atlético Nacional de Medellín foram ameaçados de morte pela pacata, serena e esclarecida torcida do clube colombiano, em razão da negociação de uma das estrelas do time.

Antes disso, o filho da Dona Consuelo e do seu Darío, começou no futebol profissional aos 18 anos de idade, atuando pelo pequeno e recém fundado Envigado, da região metropolitana de Medellín.

Morador de La Pedrera, bairro pobre e violento de Medellín, Muñoz escapou do tráfico graças ao futebol e a paixão pelo videogame. O jogador, desde a adolescência, nutria paixão pelo mundo virtual.

Porém, foram os gols e a velocidade no mundo real que levaram o miúdo atacante ao Atlético Nacional de Medellín, em 1996.

Permaneceu no clube por cinco anos, dividindo o vestiário com nomes como: René Higuita, Victor Hugo Aristizábal e Iván Córdoba. No time verde da segunda maior cidade colombiana, Muñoz deixou de ser campeão colombiano em 1999, pois estava emprestado ao Deportes Quíndio. Entretanto, retornou no ano seguinte, sendo campeão e artilheiro da Copa Merconorte em 2000, competição organizada pela CONMEBOL para os clube que não participavam da Copa Mercosul.

A seguir, representantes enviaram o popular vídeo-cassete com as atuações do atacante pelo Atlético Nacional e pela seleção pré-olímpica colombiana. O então diretor de futebol, Américo Faria, atendeu ao pedido do grisalho treinador Marco Aurélio, e o Palmeiras pagou US$ 500 mil pelo empréstimo do desponte colombiano.

Muñoz foi apresentado juntamente com o atacante Fábio Júnior, mas demorou mais de 35 dias para estrear, a documentação e condição física foram os principais entraves. O platinado treinador Marco Aurélio foi demitido antes que pudesse ver seu reforço em ação, Celso Roth assumiu em seu lugar no início de março.

A estreia de Muñoz aconteceu no fim de março, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Palmeiras e São Caetano pelejaram sob um forte temporal, até raio caiu no Palestra Itália naquele fim de domingo chuvoso.

Não havia cenário melhor para o ligeiro atacante debutar. Vindo do banco, substituindo Fábio Júnior aos 40 do segundo tempo, Muñoz, rápido como um raio, repentino como um trovão, energizou as redes do goleiro Silvio Luiz, eletrizando a torcida palmeirense.

Após a primeira das várias lesões que viriam a marcar a trajetória do atacante pelo Brasil, Muñoz novamente foi o carrasco do São Caetano, desta vez pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Entrando no decorrer da partida, o colombiano fez o gol salvador aos 38 minutos do segundo tempo, levando a disputa às penalidades e ganhando fama de talismã. O Palmeiras passou, bateu o Cruzeiro-MG pelas mãos de São Marcos nas quartas, mas parou no algoz Boca Juniors-ARG também nas penalidades.

Muñoz seguiu entre altos e baixos, alternando boas exibições com ausências por lesões. Ficou de fora por 40 dias entre agosto e setembro, e quando voltou, sentiu a lesão novamente. Não obstante, em outubro de 2001, o Palmeiras definiu a contratação em definitivo do atleta, por US$ 2 milhões, assinando contrato de cinco anos.

O final de 2001 foi melancólico para Muñoz e para o Palmeiras. Após liderar o Campeonato Brasileiro nas primeiras rodadas, o time atingiu sete derrotas seguidas, sendo eliminado da competição. Celso Roth não resistiu, e o interino e, hoje pastor, Márcio Araújo, terminou o ano.

O ano de 2002 é praticamente autoexplicável. Mas, Muñoz já começou sem moral com o comandante Luxemburgo, pois atrasou sua reapresentação ao Palmeiras, alegando que não havia passagens aéreas disponíveis no trecho Bogotá – São Paulo. Acima do peso, chegou a treinar em separado durante a pré-temporada. Fica o registro aqui, que Muñoz sempre teve gosto pelas apetitosas churrascarias paulistanas.

Quase sempre vindo do banco, o rechonchudo velocista agradava a torcida, porém, novamente caiu em desgraça com Luxa, ao entrar em campo sem ouvir as instruções do treinador, sendo substituído minutos depois, nos mesmos moldes do episódio Diego Souza e Estevam Soares. O comandante tirou a camisa dez do colombiano, e a repassou ao meio campo Alex.

Nesse período, Muñoz recebeu sondagens de um consórcio belga, que queria emprestar o jogador ao Club Brugge da Bélgica. O negócio não evoluiu e o desafeto de Luxemburgo seguiu sendo preterido por Itamar e Christian no ataque alviverde, sendo também partícipe ativo na campanha do descenso.

No início de 2003, Muñoz quase foi negociado com o futebol asiático. Uma proposta do Samsung Blue Wind da Coréia do Sul chegou, porém as partes não se acertaram.

No ano do retorno à elite, Muñoz voltou a ter problemas físicos e com a diretiva técnica. Claramente incomodado com a reserva, chegou a reclamar publicamente do esquema com um atacante utilizado pelo “Seu” Jair Picerni. Novo atrito se seguiu quando o colombiano viajou a sua terra natal para cuidar de problemas pessoais, perdendo o vôo do retorno e desfalcando a equipe em duas rodadas.

Em 2004, a única alegria de Muñoz, além das saborosas chuletas da capital, foi uma convocação para a seleção colombiana. No mais, chegou a integrar a lista negra de uma organizada do clube após eliminação na Copa do Brasil frente ao Santo André, brigou com o goleiro Marcos durante um rachão em abril, tirando sangue sagrado das vias nasais do nosso arqueiro mais querido e teve a lesão mais séria de sua carreira, que praticamente inutilizou-o para o futebol.

O colombiano sofreu uma ruptura total do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, parando por oito meses. Ao retornar, em maio de 2005, sentiu novo incômodo, e retornou ao seu país de origem para passar por nova cirurgia, sob as mãos de Raúl Naranjo, seu médico de confiança.

Em setembro de 2005, Emerson Leão vetou seu retorno aos gramados, exigindo um melhor acerto físico. O baixo e bochechudo atacante lutava para voltar ao peso ideal. Mesmo liberado pelos médicos, Muñoz jamais jogou com Leão.

Muñoz voltou a atuar pelo Palmeiras em 2006, após 14 meses parado, mas bastaram quatro pavorosas partidas para ser afastado pelo treinador Tite, por deficiência técnica. Então, o Palmeiras decidiu emprestar o jogador ao Paulista de Jundiaí, devido ao seu alto salário. O clube interior paulista disputava a Copa Libertadores naquele ano. Em agosto, foi emprestado ao Goiás.

Em 2007, aos 30 anos, Muñoz foi emprestado ao Coritiba. Chegou a reclamar da diretoria palmeirense, alegando falta de oportunidades e salários atrasados, ameaçando ingressar em Juízo. Findo o contrato, em meados de 2007, Muñoz retornou ao clube que o havia revelado para o futebol, o Atlético Nacional de Medellín.

Foram dois anos obscuros no clube colombiano, até que em 2009, Muñoz transferiu-se para o rival Millionarios de Bogotá. Curiosamente, o ágil e atarracado jogador marcou um gol justamente contra o ex-clube, no clássico colombiano.

Sem acordo para permanência, em 2010, Leon Darío Muñoz acertou com o pequeno Deportivo Pereira, último clube da carreira do atacante.

No Palestra Itália, foram 140 jogos, com 32 gols marcados e muitas contusões. Querido por alguns, pela velocidade e raça no gramado, Muñoz, também desperta inimizades palestrinas, que lembram mais de sua estadia no Departamento Médico, seus quilogramas em excesso, e os gols perdidos. Há quem diga que a bola do jogo sempre caia nos pés do colombiano e ele sempre desperdiçava, no melhor padrão Maykon Leite de finalização.

munozconstructoraAtualmente aposentado, Muñoz reside em sua cidade natal, Medellín, onde cuida de sua empresa, a Construtora Brazil. Curiosamente, os prédios erguidos pela construtora de Muñoz levam o nome de grandes estádios de futebol brasileiros: como o Edifício Parque Antártica e o Edifício Pacaembu, entre outros.

Aos 36 anos, Muñoz também representa jogadores, e já afirmou que deseja comandar o Palmeiras no futuro, desta vez (ou novamente), no banco de reservas.

E você, lembra do roliço e simpático Muñoz com carinho ou agonia?

Saudações Palestrinas!

Para saber mais sobre os projetos da construtora de Muñoz, acesse: http://constructorabrazil.com/

Atletico Nacional Campeon Copa Merconorte 2000

 

 

 

 

 

 

 

Muñoz no Atlético Nacional

 

28 respostas em “Por Onde Anda? León Darío Muñoz”

Quem fala mal do Munoz hoje ja esqueceu do Maikon Leite, Vinicius e outros q estao la hoje…. Munoz era mto melhor q todos esses, mas as contusoes desanimaram ele…. Nos primeiros anos de Palmeiras ele era mto bom jogador, com o tempo e as contusoes o futebol dele foi sumindo….

Nunca me esqueci desse cara,,,gostava do futebol dele podia não ser um crake mais timha muita raça,,,,,,

Muñoz nunca pipocou dentro de campo. Nem fora, pois encarar o Marcão não é prá qualquer um. Batia penalti com cavadinha na Libertadores e guardava. Não era craque, claro, mas mil vezes melhor do que 95% dos atacantes que passaram por aqui nos últimos anos. Em 2004 fazia uma dupla de ataque respeitável com Vagner Love, antes que o Nefasto vendesse o artilheiro do amor.
A lesão no joelho acabou com sua carreira. Na época cogitou-se erro na cirurgia, mas o departamento médico do Palmeiras também pode ter contribuído, vai saber.
Os anos posteriores foram criando uma imagem do jogador caricaturada. Acho que a torcida (a maioria) faz um juízo injusto da passagem dele pelo Verdão.

Cara. O Munoz era um perna de pau sim, mas não odeio ele como odeio uns babacas como hj. Não é pq ficou no passado, é pq no passado os jogadores eram menos babacas… hj qualquer maykon leite tem cabelo moicano, fica postando babaquice no instagram, com fone de ouvido, bone aba reta e lingua pra fora, sendo que o cara é uma prego que nunca ganhou nada e não joga nada. Pelo menos os trastes do ont não tinham frescuras como hj…

Chorei de rir quando li ‘no melhor padrão Maykon Leite de finalização’. Muito bom! Pelo jeito, o departamento médico do Palmeiras adora produzir um ‘Valdívia’ de vez em quando. Será que é pra garantir o emprego dos médicos?

O ”Luan” ou ”Maikon café-com-Leite” de um passado tenebroso no Palmeiras… Muito fraquinho… conseguiu ser reserva do Itamar na série A e do Edmílson na série B de 2003… Uma vez discuti com um ”senhor” nas cadeiras numeradas que devia amar o futebol correria dele. Eu estava comentando com um amigo meu que o Vagner Love estava carregando aquele time nas costas. O ”senhor” muito irritado me me disse que o Muñoz jogava mais que Vagner Love… Venderam o Love, desistimos do campeonato de 2004. e os outros jogadores foram saindo sem deixar saudades posteriormente. Não senti antes e não sinto saudades nenhuma do Muñoz.

esse aí só fazia gols em jogos no palestra!!!! 90% dos gols dele foi em casa….fez gol fora de casa contra o Marilia e mais um ou outro!!!!!!!!!

Torcedor é um barato lembro de um jogo contra o Brasiliense um cara do meu lado diz agora temos um craque no time,pensei só pode estar falando do Juninho Paulista era o único cara de nome no time…..pasmem o cara estava falando do Whashington Oreia…..MEU DEUS!!!!!

longe dele ser craque, mas depois dele veio um monte de perna de pau, que ai comparando com ele, ele vira craque. Vai ter muito post de perna de pau, nego vai chorar ou rolar de rir. Teve um muito pior que nem estreiou, por sinal foi visto comprando carne no sonda (onde hoje é o borboun) Carlos castro acho, gringo tb.

Eu estava lá também. Caiu o mundo, saí ensopado do Palestra.
Um fato engraçado da estreia do Munoz: ao meu lado, um cara começou a pedir incessantemente a entrada do Munoz “bota o Munoz! bota o Munoz!”. Eis que surge o jogador baixinho e gordinho. Mal entra em campo, e o mesmo cara começou: “tira o Munoz! tira o Munoz!”. Sua justificativa? Ele achava que o Munoz seria um negrão de 2metros, centro avante matador. Equivocou-se.

“No Palestra Itália, foram 140 jogos, com 32 gols marcados e muitas contusões…”

Muito bacana este artigo, um jogador que poderia ter ficado por mais tempo no Palmeiras e conquistar títulos…
Na minha opinião, titular neste time de hoje!

Eu estava no jogo da tempestade contra o São Caetano, o jogo chegou a ser interrompido por uns 10 minutos.
Lembro em 2002 em um jogo contra a Lusa que o gordinho entrou e incendiou o jogo, era legal ve-lo jogar…
Na época eu era menos corneta do que hoje e deixava rolar quando apareciam alguns pernas de pau no Palestra, por isso gostava do Munoz

aposentado aos 36 anos. esse cara nunca quis saber de treinar, sempre gordo e desinteressado. dizem que o depto médico do palmeiras praticamente acabou com o joelho dele, vai saber… saudades dele mesmo só os garçons do Fogo de Chão tem, pq dentro de campo esse era ruimzinho

Salve, eu estava no Palestra no jogo de estréia! Foi bem isso mesmo!
Se não me engando, quem indicou o Muñoz foi o Alex…poque ele jogou o pré olímpico, foi algo assim.
Lembro que ele estava entre vir para o Palmeiras ou River Plate, optou pelo Palestra! Muito longe de ser um craque, mas não tenho nada contra ele não!
Abs

“Vindo do banco, substituindo Fábio Júnior aos 40 do segundo tempo, Muñoz, rápido como um raio, repentino como um trovão, energizou as redes do goleiro Silvio Luiz, eletrizando a torcida palmeirense.”

Cara, ri muito aqui… o pior é que o porpeta era fogo mesmo, a gente sempre ficava na expectativa do “vai que ele resolve”, e geralmente era só a expéctativa mesmo… rsrsrsrs

O porpetinha Munhoz era um encostado mesmo. Teve azar com a lesão, o DM não ajudou tbm, mas ele acomodou. Gostava mesmo de comer churrasco esse lazarento, bola na rede que é bom: nada!!! NUNCA MAIS!!!

Munhoz (gordinho e rápido) foi bem descrito pelo colunista Ricardo: mesclava sentimentos contraditórios. Uns gostavam, outros ( acho que a maioria) não.

Sinceramente lembro dele com certo carinho…..rsrsrs……
Lembro de um penalty que ele bateu com cavadinha, me coração parou de bater por alguns segundos…….rsrsrsrsrsrsrsrsrs

Não lembro em que competição e contra quem foi…….se alguém se lembrar fala ai…..

Abraços…………
Avante Verdão, volta logo pra o lugar de onde jamais deveria ter saido……….ô ano longo viu…..rsrs

Tenho pesadelos com esse cara até hoje… toda vez que um cara cruza ou chuta e acerta o jogador que está na frente dele eu falo que ele “munhozou”… Parecia que ele mirava nos caras que vinham bloquea-lo… era ridículo…

Os comentários estão desativados.