A verdade (financeira) da Série B

Por Luís Fernando Tredinnick

Alviverdes, agora que o ano finalmente acabou – e muitos de nós dizem que o ano acabou quando o Palmeiras levou aquele gol contra o Tijuana – podemos avaliar o tamanho do nosso desafio na Série B.

Como muitos Palmeirenses assisti ao jogo contra o São Caetano com sentimentos contraditórios: se por um lado eu estava aliviado (não estava realmente feliz) de finalmente confirmarmos a nossa volta à Série A, por outro lado eu ficava pensando se aquilo não era simplesmente a nossa obrigação.

Então fui ver as finanças dos demais competidores que enfrentamos nesse ano. Certamente o Palmeiras seria o clube com maior receita, mas de quanto seria essa diferença? Outro ponto, nós já discutimos várias vezes que mais importante do que ter altas receitas seria investir corretamente o dinheiro nos jogadores certos. Será que isso também aconteceria na Série B?

Observem no gráfico abaixo as receitas de 2012 para o Palmeiras e sete outros competidores da Série B (eu não consegui achar as receitas do Icasa).

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Se algum de vocês achou espantoso o tamanho da diferença de receitas entre o Palmeiras e os demais clubes, fiquem calmos, vocês não estão sós!

Algumas curiosidades: as receitas do Sport praticamente dobraram de 2011 para 2012 e realmente não consegui identificar a razão para isso. Para o Chapecoense eu realmente não consegui achar o Balanço Financeiro, o valor das receitas eu consegui em uma notícia de internet – mas temos que lembrar que no ano passado o clube estava na TERCEIRA divisão (e olha que nem chegou à final), então certamente as receitas de 2013 são bem maiores do que as do ano passado.

Bom, fica claro que a disparidade financeira é tão grande que a volta para a Série A era obrigação. Não vou discutir aqui se o aproveitamento que obtivemos até aqui era obrigação também ou não.

Quando comparamos os desempenhos dos demais clubes na Série B com o tamanho de suas receitas, observamos também que é melhor investir bem seu dinheiro do que ter maiores receitas.

Bom, então agora que a nossa obrigação em 2013 foi cumprida precisamos ver se conseguimos iniciar um ciclo “vitorioso” de maiores receitas -> melhores jogadores -> títulos -> maiores receitas!

Mas isso é papo para outro post!

Saudações AlviVerdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol