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Corneta do Cunio

Corneta do Cunio – Por que GK deve ficar e por que GK deve ficar

Por Alberto Cunio

Caminhoneiros alviverdes, quem sabe a pergunta que povoa o imaginário dos palmeirenses após o acesso não seja respondida… Lá no posto Ipiranga? Tudo bem, não precisam ir até lá. Vou dar minha humilde hipótese para a resposta.

Graças ao advento do Google, poderosa ferramenta da internet, encontrei artigos incríveis do final de 2003 e início de 2004. Naquele tempo, sob a batuta do ex-presidente que nos rebaixou, a “luta” era pela RENOVAÇÃO do contrato do técnico Jair Picerni, que alegou só ficar se recebesse aumento. O Palmeiras era, então, o clube mais atrasado para se reforçar na temporada 2004 (novidade). Mesmo assim, o ex-presidente trouxe ao final de 2003 o zagueiro Nen e em Janeiro de 2004 o atacante Adriano Chuva, atleta do estilo que Picerni desejava para a posição.

Se estas notícias tivessem sido veiculadas dez anos depois, acho que aconteceria uma tragédia. No mínimo algum atentado nas alamedas. Fazendo um paralelo 2003/2013, só posso concluir que GK sofre bullying da torcida palmeirense.

Dono de um estilo pacato e trabalhador, o emergente técnico palmeirense deixa ao menos uma impressão interessante: honestidade e ausência de rabo preso. Seja com empresários, seja com cartolas. O perfil dele parece mesmo ser o de um profissional relevante e presente apenas dentro da Academia e dos vestiários.

Se o futebol apresentado por suas equipes está longe de fazer brilhar os olhos dos palmeirenses até mais tolerantes, a campanha “nadando de braçadas” na fraca Série B não deixa de endossar que o comandante cumpriu o seu papel. Mesmo com um elenco mediano, mas esforçado e comprometido, passeou pelos buracos da “segundona” e trouxe o Verdão de volta. Porém, a massa quer sangue: centenário com GK, não dá.

Porém, vamos aos dois sentidos propostos para o verbo dever: pelo andar da carruagem, GK deve ficar. E por quê? Com algumas das melhores opções do mercado empregadas e outras muito caras (ou perigosas), restam diversas opções que, se não são de outros treinadores emergentes, são apostas. E para correr riscos com desconhecidos, GK fica.

E agora, por que GK deve ficar? Por vários fatores, além dos apresentados no parágrafo anterior. GK é praticamente unanimidade no elenco. Se não chega a ter o estilo “paizão”, é agregador de grupo. Não isola atletas, dá chances a todos nas horas devidas, tem fala mansa suficiente para não bater de frente com estrelinhas, muito menos criar caso com jovens promessas. Soma-se isso ao fato de que já deixou claro: não pretende nada além do que já ganha para continuar com a batuta, até mesmo porque deve ainda pesar sobre ele o rebaixamento (o que é, em grande parte, uma injustiça). Os efeitos Jorginho/Muricy ainda assombram as lembranças de muitos esmeraldinos.

Como resolver este impasse? Sinceramente, espero que já tenha sido resolvido na cabeça de nosso mandatário e que ele deixe de escorregar entre as opiniões alheias: vai ou fica, fale logo. Não podemos esperar janeiro para começar a reforçar as posições carentes, muito menos sem saber quem indicará nomes e comandará o elenco no ano 100 do Palmeiras.

Para isso, deixo aqui minha CORNETA na sala da presidência, para ver se Paulo Nobre saia do muro e não condicione a permanência de GK a coisas que vão levar meses para amadurecerem. Diminua, por favor, a agonia das massas, presidente.

A Corneta no Twitter parabeniza nosso elenco pelo retorno à Série A. Vamos em frente. Siga! @Corneta3VV

54 respostas em “Corneta do Cunio – Por que GK deve ficar e por que GK deve ficar”

TCHAU Kleina…..não deve ficar por ser manipulado por este fraco elenco Palmeirense ta na cara que ele é um banana….e que quem manda são os jogadores fanfarrões …que se acham o maximo e tem um futebolzinho bem pequeno.

Vejo com temeridade a manutenção de Kleina, mais pela deficiência tática que a Ponte apresentava ano passado e o Palmeiras apresentou esse ano: o ROMBO no meio campo deixando, no nosso caso toda marcação em cima de um volante que por mais esforçado que seja não faz milagre. A troca de Kleina por um medalhão me dá calafrios. Realmente é uma equação difícil de fechar. Achei ruim o não aproveitamento de Patrik Vieira e L. Gustavo, eu até nutro simpatia pelo Denoni, mas..convenhamos nem no Oeste de Itápolis ele vem sendo titular. Outra aberração que muitos aqui mesmo pedem é a contratação de medalhões (ou mercenários?) para o centenário e FELIZMENTE parece que o Nobre esta buscando eficiência. Assistam o filme Moneyball sobre baseball e como as contratações com base tecnocrata funcionaram e revolucionaram o esporte. Por falar em revolução, embora muito comum nos esportes americanos, no futebol não temos a figura de um “coordenador defensivo” e acho isso poderia ser uma inovação bem vinda, alguém que entenda do riscado como o AC Zago, Toninho Cecílio que não teriam salários astronômicos ou mesmo um técnico como o Gilmar Dal Pozzo que tirou leite de pedra com a Chapecoense para formar comissão. Só sei que “só” o Kleina não dá, mas também com Luxemburgo, Joel, Autuori, Celso Roth…também não!

Alberto Cunio,
Qual clube no Brasil não tem elenco mediano, no medíocre futebol que se joga no país?
Futebol onde quem já deveria ter parado de jogar há muito tempo se torna ídolo nos principais clubes. Não se esqueça estamos em 2013 e não em 1973 ou 1993.

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