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Por onde anda?

Por onde anda? Mago Rosembrick

Rosembrick no Palmeiras

Por Ricardo Fragoso

As histórias de Holanda e Pernambuco se entrelaçaram novamente, quando no dia 3 de abril de 1979, em São Lourenço da Mata – município pernambucano que hoje abarca a Arena Pernambuco, nova casa do Clube Náutico Capibaribe – nasceu Rosembrick José Bezerra de Lira.

Seu pai assim o batizou em homenagem ao ex-futebolista Rob Rensenbrink, integrante do Carrossel Holandês da década de 70. Como a história demonstrou, as semelhanças com o atacante neerlandês, todavia,  ficaram somente no nome.

Listar todos os clubes da carreira de Rosembrick seria uma tarefa árdua, traduzida em uma leitura desaprazível, portanto, o presente texto limitar-se-á a resumir os pontos proeminentes da carreira do “Pelé Pernambucano”.

Filho de pais humildes, Rosembrick José trabalhou boa parte da juventude carregando carnes em um açougue da cidade de São Lourenço da Mata.

Cria das categorias de base do Sport Clube do Recife, Rosembrick foi mais um nômade do esporte bretão. Antes mesmo de alcançar destaque no futebol, o meia atacante já havia rodado por quase dez clubes do Brasil,  a maioria do nordeste do país.

O jogador de corpo estreito e delgado foi dispensado do Sport Recife em 1998 e rodou por clubes conhecidos como o Paysandu-PA, Ferroviário-CE e Vitória-BA e clubes incógnitos como Telemarco Borba-PR, Ferroviário de Jaguaraíba-PR e AGA de Garanhuns-PE até chegar ao Santa Cruz-PE em 2005.

Na Cobra Coral, Rosembrick desfrutou seu melhor momento no futebol. Meia armador de carroceria leve, o jogador foi destaque da campanha de acesso do Santa Cruz-PE na Série B de 2005. Comandado por Valdyr Espinosa, tendo Carlinhos Bala como principal sócio no ataque, Rosembrick encheu os olhos dos torcedores tricolores, sendo apelidado de “mago”.

Nas tardes de jogos no Arruda, um dos maiores panelões de concreto do mundo, o franzino Rosembrick  praticamente flutuava em campo, sobretudo diante dos pesadíssimos zagueiros do segundo escalão do futebol brasileiro.

Enquanto era travada a Batalha dos Aflitos, a poucos quilômetros dali, o Santa Cruz já comemorava o acesso diante da Lusinha do Canindé, em um quadrangular final acirrado. Além do acesso, Rosembrick também foi campeão estadual em 2005.

Em 2006, Salvador Hugo Palaia procurava opções para o meio campo palestrino. E em junho, um mês antes da chegada de Jorge Valdivia, e aos 27 anos, o Mago Rosembrick acertou com o Palmeiras. À época, o Botafogo-RJ também estava interessado no jogador.

Apresentado juntamente com Marcelo Costa, sem pisar em campo já foi cornetado pela exigente torcida alviverde, que já o alcunhava de ‘quarenta’ (quilos). Na verdade, eram aproximadamente 52 kg distribuídos por 1,82 metros de altura.

A razão do sôo das cornetas era a estrutura física do jogador. Extremamente magro, o jogador não parecia um atleta profissional de futebol. Apelidado de ‘cotonete’, por razões óbvias, Rosembrick atuou apenas dez vezes pelo Palmeiras, nove vindo do banco.

Nesta época o Palmeiras havia acabado de acertar com El Mago Valdivia, e o apelido do jogador no Chile era ventilado na imprensa e nos vestiários. Nessa banda, os jogadores apelidaram Rosembrick de ‘El Magro’.

O futebol fino desempenhado no Arruda nunca veio para São Paulo. Os seis meses de empréstimo mostraram um jogador que mais parecia uma caricatura esquelética. As ausências por problemas físicos se multiplicaram e no final, Rosembrick apenas engrossou a lista de dispensa de um Palmeiras quase rebaixado de 2006.

As canelas de sabiá voltaram, então, para Recife, desta vez, porém, ao Sport Recife. Sem o mesmo sucesso conseguido no rival, Rosembrick acertou com o São Caetano-SP.

Em 2008 voltou para o Santa Cruz, clube onde havido tido dias de estrela, porém, os problemas extracampo começaram a assombrar a carreira do jogador. As faltas de Rosembrick aos treinamentos viraram rotina, e o jogador criticou publicamente o clube por atrasos salariais.

A fama de jogador-problema pegou, e o jogador foi maldosamente apelidado de ‘Rosemdrink’ pela torcida, em virtude do aparente apreço que nutria pelas atrações da vida noturna.

A partir de então a carreira do jogador degringolou, passou por treze clubes diferentes em seis anos.

O ‘Mago’ deixou de ser noticiado pelo futebol e passou a se envolver em polêmicas, a maioria por conta de seu suposto mau comportamento e envolvimento com bebidas e noitadas. Diversas vezes teve o contrato profissional rescindido por falta de comprometimento e mau preparo físico.

Em 2013, o jogador de carcaça tênue acertou com o Baraúnas do Rio Grande do Norte. Sua permanência não durou nem uma semana na cidade. Abandonou o clube, deixando uma dívida de R$650,00 em uma pousada local. Posteriormente, criticou o presidente do clube potiguar.

Atualmente com 34 anos, o “velho Brick” ainda perambula pelo Pernambuco. O Centro Limoeirense de Futebol completou cem anos de existência em setembro de 2013 e contratou a dupla Rosembrick e Carlinhos Bala para a disputa da segunda divisão do estadual pernambucano.

A dupla parece que não gostou muito dos ares da cidade de Limoeiro, pois, recentemente acertou a troca pelo Fast Clube de Manaus para o campeonato amazonense de 2014 que começa no próximo dia 18 de janeiro.

Para muitos, Rosembrick foi um ledo engano do futebol.

rosembrick_01

 

 

 

 

 

2Início no Santa Cruz

 

rose_bala

 

 

 

 

 

3Apresentação no Centro Limoeirense

18 respostas em “Por onde anda? Mago Rosembrick”

E o betinho??? Kkkkkk eh uma briga boa! Esse rosemdrinck jogou no time do enilton!!! Meoooo Deosss q fase foi aquela… Time mto pior q 2012 e demos uma baita sorte…. Ja era p ter caído ali!

Cara, eu chorei quando esse cara foi pro Palmeiras, tamanho o fundo do poço que chegamos, sou natural de Telêmaco Borba-PR, e lembro do Rosembrick jogando, ele ia BEBASSO jogar, quando tava bem jogava p caral***, mas sempre tava bebado e nunca jogava porra nenhuma.
Triste ver a que ponto o Palmeiras chegou e que nível de jogadores tivemos que engolir.

Pelo começo do post o cara é craque. Cada jogador ruim hein meldels. e nego fala que esquema não existe.

Caramba essa camisa de treino nele parece mais uma vela flamejante em um barco.

HAhahahahahh ‘Rosemdrink’ é ‘dose’…. Esse raquitico virou um cachaceiro e ainda bem que o contrato dele era de empréstimo.

Nossa muito boa reportagem… sempre quis saber que fim levou esse que, sem dúvida, foi um dos piores jogadores que vestiram a camisa do verdão!!!

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