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Corneta do Cunio

Corneta do Cunio – Isonomia

Por Alberto Cunio

Cidadãos alviverdes, entre os inúmeros comentários que ouvi na imprensa esta semana, um deles me marcou. Aquele que remetia à célebre frase “Eu era feliz e não sabia”. E ela era relativa à gestão de Paulo Nobre, quando comparada aos dois anos de Arnaldo Tirone à frente do clube. Fiquei assustado, mas não fui fazer uma pesquisa a fundo. Apenas observei algumas coisas interessantes.

Na gestão Tirone tínhamos patrocinador máster, por sinal, um contrato até que razoável. Contratamos Barcos, Wesley e Henrique, o primeiro despachado pelo CEO e por Nobre (o que deu pano para manga por meses) e os dois últimos titularíssimos hoje. Aprovamos as diretas e começamos a erguer a Arena (Ok, sem estresse, Tirone pouco teve a ver com isso). Ganhamos uma Copa do Brasil com Bruno, Betinho e Luan, e… Caímos.

Paulo Nobre não conseguiu, em um ano, nem colocar a excelente loja de materiais escolares “Armarinhos Fernando” na camisa palestrina. Poderíamos ao menos ter pagado os vencimentos de nosso craque vagalume com isso. Trouxe em definitivo Prass, Eguren e Mendieta que podem ser considerados titulares, apesar de que apenas o primeiro é inquestionavelmente dono da posição. Fez algumas alterações nas categorias de base. Não mexeu numa vírgula do estatuto. Não ganhou nada ainda, mas também não caiu. Ainda.

Que dureza. A “pior gestão da história do Palmeiras”, como foi qualificada a passagem de Arnaldo Tirone e seu escudeiro Roberto Frizzo pelo clube, TERIA um saldo positivo em relação ao jovem e revolucionário piloto do calhambeque alviverde, pelo menos até os dias de hoje. Fiquei até arrepiado e preferi nem pensar nisso.

Para evitar que esta coluna seja massacrada nos comentários, eu deixo o espaço completamente aberto aos nossos leitores para duas coisas: 1- Apresentem mais realizações neste primeiro ano de gestão tão nobre; 2- Relatem quais seriam as possíveis novidades da gestão tão nobre em 2014, ao menos que a façam superar a anterior.

Crítica? Não. Apenas uma constatação. E o completo desconhecimento. Afinal, diante de um ano tão “secreto” no comando das alamedas, só é possível saber que tivemos novidades se alguém nos contar.

E onde entra a “isonomia” em tudo isso? Lugar algum. É apenas uma palavra que vamos deixar no título para a lembrança do Sr. Paulo Schmitt, procurador do STJD, responsável nesta segunda-feira por uma das maiores patifarias que já se teve notícia no esporte nacional. E ele ganha, obviamente, a nossa CORNETA semanal. Quem sabe ela o faça recordar-se deste vocábulo jurídico básico, que, pelo visto, ele esqueceu completamente.

A Corneta no Twitter está de luto em defesa da… Isonomia. Siga! @Corneta3VV

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