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Futebol com Números

Um modelo a ser seguido

Por Luís Fernando Tredinnick

Amigos, com a venda do Henrique, zagueiro e capitão do time, voltam as perguntas: vale a pena vender nossos melhores jogadores? Esse é o modelo que queremos para o nosso time?

Um dos grandes problemas do Palmeiras foi justamente a ausência de uma definição sobre qual o modelo iríamos adotar. A nossa última parceria, que nos ajudou no título paulista de 2008, tinha o conceito de vender os melhores jogadores rapidamente e basicamente pagar uma taxa de “vitrine” para o Palmeiras (é melhor nem mencionar que junto com cada “craque” contratado pela parceira, vinham uns 4 ou 5 “cabeças de bagre”)

Minha opinião é bastante simples: só vale a pena vender os melhores jogadores por quantias irrecusáveis. Se não for para ganhar muito dinheiro é melhor manter os nossos melhores jogadores e ganhar títulos.

Para os jogadores medianos e em fim de carreira, a venda seria algo corriqueiro, evidentemente.

Se esse é o modelo a ser seguido, o desafio passa a ser em como implantá-lo.

Parte da equação é conseguir dinheiro suficiente para fechar as contas do ano. Se vocês viram a reportagem da revista VIP, puderam ver que na pesquisa realizada o torcedor Palmeirense é o que tem o maior número de camisas do seu time e que é o que mais segue alguma rede social. Conseguir fazer com que essa numerosa e apaixonada torcida consuma os produtos do clube a gere as receitas necessárias é um desafio, sem dúvida, mas convenhamos que não é um desafio tão grande assim.

Outra parte da equação é o gerenciamento do elenco.

Os times grandes italianos e o Barcelona, por exemplo, adotam como medida que apenas um jogador titular por linha pode sair a cada ano. Ou seja, a cada ano apenas um atacante, um jogador de meio-de-campo e um da defesa podem sair. Isso mantém o entrosamento do time e garante parte da sua força. Então é bastante simples: veio uma proposta irrecusável para o volante e ele vai embora. Na sequência veio uma proposta muito boa para o outro volante? Ele não é negociado esse ano e ponto final!

E claro, se você vai trocar até 3 jogadores por ano no seu elenco, você tem que ter um “plano de sucessão” bem montado. Ou seja, para cada titular do elenco você deve ter planejado o seu substituto: seja um jogador da base, um reserva que esteja ganhando experiência ou uma contratação externa.

Reparem que eu disse “para cada titular”. Isso dá trabalho, mas é o que diferencia um grande time de um time medíocre. E é isso que possibilita um time a fazer grandes negócios. Por exemplo, se ofereceram R$ 10 milhões pelo Henrique e dentro da área de “Inteligência” do clube o substituto dele seria um jogador de outro time cuja multa rescisória for de R$ 5 milhões a diretoria poderia correr, contratar o substituto do Henrique e buscar algum outro reforço que custe até R$ 5milhões.

Como em muitas das grandes realizações, o dinheiro é apenas parte da história. O talento e o bom planejamento também são fundamentais.

Saudações AlviVerdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol

34 respostas em “Um modelo a ser seguido”

Henrique seria um bom reserva de Alfredo Mostarda. Quem duvidar, compare o currículo, títulos, copas do mundo. Parem de idolatrar jogadores comuns.

O planejamento de um elenco, deve partir do principio , de quais competições estaremos participando , pois o elenco equilibrado oferece a possibilidade de substituição rápida , e manutenção técnica, no caso do Palmeiras, há necessidade de compor o plantel de uma espinha dorsal, a ser mantida pelo período mínimo de dois anos, pois este tempo é suficiente para termos novos atletas formados no clube , ou jovens que estariam sendo lapidados, a ter uma oportunidade imediata, perante a ausência do titular a qualquer momento!

Enquanto sempre levarmos em conta que o jogador ficará infeliz e pode desagregar o elenco se não for negociado, o clube ficará refém. É isso que deveria diferenciar um dirigente meia boca de um dirigente realmente profissional.

Parceiro vc so sabe criticar vc não viu a entrevista do presidente. Lá ele explica porque o cara saiu. Com a faca no pescoço não tem que negocia mesmo. O presidente representa o Palmeiras e o Palmeiras não pode se rebaixar pra ninguém.

Henrique foi porque queria ir, a vinda de Lúcio cobre sua saída…e todas as coisas feitas pelos bananas 1 e 2 ainda repercutem. Bola prá frente, a vida segue e o Palmeiras permanece, agora comemorando seu centenário com todas as forças e desafios para voltar a ser CAMPEÃO!!! BORA AÍ RAPAZIADA… VAMO SACUDIR ESSA CIDADE!!!

Falta planejamento ou banco se Vilson tivesse ficado,não teríamos esse velho problema de sempre ter uma zaga fraca,temos que ter sempre 3 zagueiros de nível,disputando a posição,se um for embora,podemos escolher outro com cuidado,agora estamos na roça e podemos por tudo a perder
Se não agirmos de forma rápida e competente,logo é só ter banco que dá pra ser campeão e vender jogador.

Luis Fernando me desculpe, sua matéria é tão boa quanto ao do Claudio Baptista, mas comparar a administração de jogadores do Palmeiras com a do Barcelona é COVARDIA!
O Barcelona disputa o campeonato Espanhol que é RIDICULO!
Quando começa este campeonato de “cartas marcadas”, já se sabe que só tem 2 times disputando o titulo.
Assim é fácil planejar e programar.tudo!

Meus caros, não tenho informações de bastidor pra saber, mas o fato é que pelo que se noticiou, e até agora não apareceu ninguém desmentindo isso, é que o Henrique não cumpriu com um acordo de cavalheiros. Ele viu o esforço da diretoria em pagar suas dívidas, tanto é que hoje todo ganham em dia, ele entrou em acordo verbal e mesmo assim foi pra justiça. Dá pra confiar num cara desses? Por melhor que ele seja, dá pra confiar num cara desses como capitão?

O exemplo dele foi péssimo. No começo não gostei da venda, mas analisando friamnte, foi ótima. O Palmeiras já fez caixa pra quase quitar a dívida com o Wesley. Basam mais 5 mil sócios torcedores que quitamos isso.

O fato é que por mais incompetente que setores dessa nova diretoria seja, eles dão show em algumas das gestões passadas. O Palmeiras paga hoje pela administração de um animal chamado Tirone. Sem contar as N dívidas com recisões de contrato das gestões passadas.. enfm.. não sou um defensor do Nobre, nunca fui.. mas vamos com calma.. o Palmeiras tava acabado.. e começa a engatinhar..

Acredito que mais de um ano depois daquele infeliz do Tirone ter largado a cadeira de presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, o PN continua fazendo malabarismo com os erros esse esse energúmeno fez no comando do clube… Assim como aconteceu com Barcos, que, do nada, passa a ganhar 400mil reais RETROATIVOS.. sendo que o clube não conseguiria nem pagar o salário mensal…

As vezes acho que o Palmeiras tem uma “Gestão por Xilique”.

Duvido que o sucesso financeiro da família do Paulo Nobre tenha sido alcançado tomando decisão pq “ficou irritado”. O que a gente mais lê nas notícias é “a diretoria teria ficado irritada”…ah, pelamordedeus. Se por uma lado o Henrique não tomou a melhor decisão, por outro, o Palmeiras tava devendo não tava? É isso, o buraco AINDA é muito grande. E cá entre nós, o Henrique não é um super zagueiro. Não há nada de brilhante no seu futebol e, poderão achar exagero, fosse ele um verdadeiro zagueiro de seleção brasileira, seria um líder em campo, tomaria conta da área, e nós não teríamos caído. O Henrique é um bom jogador, ponto. Não tem carisma, nunca vi ele dando entrevistas que eu pensasse “taí, falou bem”, sempre com discurso xavão. Duvido que fosse uma grande liderança fora de campo. Dentro de campo sempre foi um dos primeiros a se desesperar e subir para o ataque como uma vaca louca. Precisamos sim recompor, e não estar pronto para isso é que é o problema. Basicamente: se vc deve pra um cara e não tem como pagar, tenha um plano B, e não fique “irritado” caso ele venha te cobrar. Ou será que o Itaú perdoa dívida de cliente super antigo e fiel “por amor à camisa”?

O articulista quer aplicar um conceito fora da realidade para o Brasil. O futebol Brasileiro é apenas uma passagem para o objetivo final de qualquer jogador: a Europa.

Nós temos que entender tal peculiaridade e aprender a ganhar com isso. O modelo de venda rápida é corretíssimo para o mercado brasileiro. Importe o mais capaz dirigente europeu para qualquer time daqui que ele adotará tal modelo.

Na minha opinião a venda do Henrique foi muito mais motivada pela maneira errada como o jogador se comportou junto ao Palmeiras, ou seja, faltou “isenção” ao paulo Nobre para lidar com a situação, ele levou a coisa pelo lado pessoal e resolveu pelo lado pessoal. Se nos próximos jogos o time “não sentir” a ausência de seu ex-capitão, tudo bem, caso contrário a oposição “agradece”……..

Discordo, não entendo como levar pro lado pessoal.
O Palmeiras tinha dívidas de imagem com vários jogadores atrasadas. Foi feito um acordo com o grupo de que o Palmeiras não mais atrasaria salários e imagem e que quitaria os atrasados, com um único pedido que era o de não entrarem na justiça.
Logo o capitão do time entra na justiça e isso causa o atraso (ainda que pequeno) no bônus de todo o time por uma conquista.
Partindo do pressuposto de que tudo isso é verdade, não vejo outra saída se não negociá-lo.
E, como dito acima, de nada vale manter jogador insatisfeito no elenco.
Abraços,

Houve planejamento. Todo o elenco foi chamado para uma reunião onde assumiu-se um acordo de negociação de dívidas antigas e os atletas comprometeram-se a não acionar o Palmeiras judicialmente, buscando a conciliação interna. O Henrique aceitou o acordo e era o capitão do time. Aí ele começa a chantagear o time, acionando na justiça e exigindo aumento de R$ 60.000,00 por mês. O que isso mostra pro elenco? Primeiro: que o acordo não vale nada. Segundo: se o capitão pode, por que os outros não podem (tanto podem que o Wesley foi outro que começou a pressionar a diretoria). Tercerio: o Henrique foi cafajeste ao chantagear o time e posar de torcedor. Portanto, a diretoria fez o certo ao vendê-lo. Livrou-se de uma dívida alta, de um salário alto, de um jogador traíra, falso líder e de uma laranja podre, alémde fazer um caixa razoável.

E com a FALTA DE PLANEJAMENTO quem concorda?? Eu com certeza. Uma gestão de um clube com a marca PALMEIRAS que não tem patrocionador master é no minimo INCOMPETENTE. O P.Nobre ganhou de presente( menino mimado) a presidencia do PALMEIRAS e agora não sabe o que fazer com o presente. E assim vamos caminhando. No Brasileirão a verdade vira a tona.

Exatamente. A exceção de valores irrecusáveis, é muito mais interessante não desmontar a estrutura do time. Ter um time bem estruturado com esse tipo de jogador proporciona a possibilidade de promover jogadores das categorias de base, e aí sim com esses gerar dinheiro.

O tar de Luis Fabiano só porque fez gols nos coitados do Rio Branco, já tá falando merda, disse que como nós viemos da 2a. divisão e ano de centenário a obrigação de ganhar é nossa. Viram bem, 2a. divisão. Pipoqueiro f……..

Na teoria é lindo esse modelo mas para implantá-lo é preciso ter o caixa que tem os times europeus. Outro detalhe que questiono é o seguinte: Vale a pena manter jogador insatisfeito no elenco? O cara tá lá sonhando em ganhar em euros, viver na itália com tudo de bom e do melhor e você acha que ele vai ter motivação garra para jogar contra o penapolense da vida? O Belluzzo fez isso de manter vagner love e diego souza no garsileiro de 2009 e nos vimos o resultado: os dois se arrastando em campo, caindo em baladas (Love) e jogando sem vontade. Hoje, depois de ver o cruzeiro campeão, penso que mais vale um jogador médio que coma a grama do que um craque insatisfeito que só jogue com o nome. O palmeiras fez muito bem de vender o Henrique, chega de ser refém de jogador! Eles tem que entender que o palmeiras e seus 100 anos são muito maiores que eles. Cabe agora, a esta diretoria conseguir fechar patrocínios e novas fontes de renda, coisa que está beeem devagar por enquanto.

Tudo se explica, as “declarações do Henrique e de seu empresario” a respeito do sangue Palmeirense do Henrique…… ou seja, tudo jogo de cena….. a realidade é que ele queria mesmo era dinheiro. Se fizermos uma pesquisa “entre os que frequentam o estadio”, podem ter certeza que a grande maioria concorda com a venda do Henrique.

Perfeito penso da mesma forma e completo …. O maldita Lei Pelé quebrou os clubes, anterioemente a esta lei os clubes eram mais independentes até da famigerada Rede Globo. Digo isso em relação aos contratos com os jogadores, somente concordo com as leis que dificultaram a eternização dos mandatos dos presidentes dos clubes. E agora melhorada com a última lei aprovada a uns meses atrás. (perdeoe me falha agora o período máximo que o presidente pode ficar nomandato)

Eu acho que o caso do Henrique foi apenas um sintoma de uma das maiores doenças que acometem o Palmeiras, o descontrole financeiro. Isso porque, a saída do jogador foi forjada por uma dívida da gestão anterior com ele, que o Palmeiras queria parcelar e o atleta não aceitou sem uma contrapartida em sua remuneração. Trocando em miúdos, e sem entrar o mérito da questão, se a dívida não existisse o Palmeiras provavelmente não venderia o atleta nesse momento por um valor abaixo da multa, especialmente se considerarmos a possibilidade dele ser convocado para a Copa e se valorizar ainda mais na principal janela para o Velho Mundo, na virada do semestre. Nesse ponto, acho que valem os esforços dessa administração em colocar as contas em dia, embora muitas vezes a sensação que fica é que estão enxugando gelo.

Não se esqueçam que Wesley foi contratado em 2012 por um valor exorbitante e o Tirone deixou a dívida inteira. Inteira! Não pagou uma única parcela. O Tirone também deixou um contrato de patrocínio de apenas um ano que fez com que o time não tivesse patrocínio master por um ano também. O Tirone quebrou o Palmeiras, no ano passado houve economia de R$ 13M no depto.de futebol e ainda assim houve déficit por causa da falta de patrocínio, das dívidas e dos gastos astronômicos da gestão Frizzo/Tirone.

A questão é que o Belluzzo em 2010 e o Tirone em 2011/2012 estouraram o caixa do Palmeiras ao fazerem contratações caríssimas e sem retorno técnico. Contratou-se Kleber, Valdívia, Felipão, Wesley, Henrique, todos por salários extremamente altos. Renovou o contrato com o Barcos retroativamente e não pagou o aumento.

Reclamar do Paulo Nobre é fácil. E irresponsável, porque mesmo tendo esses buracos pra cobrir, ele está conseguindo baixar o gasto com o depto.de futebol e reforçar o elenco, tendo atualmente um elenco muito mais qualificado que em 2011, 2012 e 2013.

O caso do Henrique é mais complexo. O clube devia (e muito) a ele e seu empresário. Ele não tem culpa de nada, prometeram e não cumpriram, portanto ele tem todo direito de acionar o clube. Só que aí a relação desgasta, é inevitável e foi isso que aconteceu. Sobre o Wesley, se vender, ferrou tudo. O Wesley NÃO PODE sair agora. Se vira, negocia com o fiador, parcela, dá garantias, sei lá.

Essa gestão tem se atrapalhado nas vendas que tem feito, vide Barcos e Henrique … O ganho financeiro não valeram a perca técnica que o time sofreu …

Concordo plenamente. Há tempos digo que me incomoda demais esse discurso de : “Absolutamente todos os jogadores são negociáveis”. Acho que esse discurso soa medíocre!!!

Tudo muito bonito no papel.
Acontece que o Palmeiras negociou com a faca no pescoço. Estava discutindo o parcelamento de uma dívida com o jogador quando é surpreendido com uma cobrança extrajudicial e pedido de aumento de salário. Ou seja, o mediano Henrique (que se dane que era capitão) estava forçando a barra para sair. Os absurdos cometidos na gestão Tirone custam e ainda custarão muito ao clube.

A venda do Henrique foi uma grande perda técnica. Mas infelizmente os jogadores são conduzidos pelos empresários. Por esse lado dou razão ao Nobre, precisamos de jogadores que vistam nossa camisa com amor e raça. Enquanto jogou o Henrique desempenhou bem seu papel, mas a grana falou mais alto mais uma vez.

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