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Verdão na Mídia

Verdão na Mídia 26-01-2014: Valdivia e ex-palmeirenses agitam duelo Atlético Sorocaba x Verdão ❘ Globo Esporte Com

NOTICIÁRIO ❘ GLOBO ESPORTE COM

• Valdivia e ex-palmeirenses agitam duelo Atlético Sorocaba x Verdão

A estreia de Valdivia é a principal atração do confronto entre Atlético Sorocaba e Palmeiras, neste domingo, às 17h (de Brasília), no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba. Sem jogar desde o dia 23 de novembro de 2013, diante do Ceará, pela Série B, o chileno está relacionado pela primeira vez para uma partida no ano do centenário, mas não tem confirmada a sua escalação como titular no time de Gilson Kleina. De qualquer forma, a comissão técnica alviverde projetou para esta rodada o seu debute na temporada.

Embalado por duas vitórias contra Linense (2 a 1) e Comercial (2 a 0), o Palmeiras vai encontrar um Atlético Sorocaba atrás do primeiro resultado positivo no estadual. Nesta missão, a equipe de uniforme vermelho e amarelo contará com dois ex-palmeirenses: o lateral-direito Fabinho Capixaba e o atacante Ewerthon. Lenny, que também passou pelo Verdão, de 2008 a 2010, ainda não estreou e deve continuar fora. Nas rodadas iniciais, o time do interior criou muitas oportunidades, mas pecou nas finalizações.

O árbitro Cássio Luiz Zancopé apitará a partida, auxiliado por Carlos Augusto Nogueira Junior e Maria Eliza Correia Barbosa. A TV Globo transmite a partida ao vivo para o estado de São Paulo (menos para a cidade de Sorocaba), e o Premiere FC 4 também mostra o jogo para todo o Brasil. O GloboEsporte.com acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos.

AS ESCALAÇÕES

Atlético Sorocaba:  Com boa avaliação do treinador nos primeiros jogos, os titulares nas partidas anteriores devem ser mantidos, com exceção da troca obrigatória no gol, que terá Fábio, ex-São Caetano. Durante a pré-temporada, Fábio participou de todos os amistosos e era apontado como o dono da camisa um. O Atlético Sorocaba deve ir a campo, formado no 4-4-2, com Fábio; Fabinho Capixaba, Lima, Montoya e Allan; Kasado, Boquita, Alex Reinaldo e Douglas Packer; Alex Willian e Ewerthon.

Palmeiras:  Kleina não deu pistas da equipe. Certo é que ele terá de fazer mudanças em relação ao time que venceu o Comercial, por 2 a 0. O mais provável é que ele mantenha o esquema 4-2-3-1 da última rodada. O possível Verdão é o seguinte: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Henrique e Juninho; França e Marcelo Oliveira; Mazinho (Valdivia), Wesley e Serginho; Alan Kardec.

QUEM ESTÁ FORA

Atlético Sorocaba:  Por força contratual, apenas Deola está fora. Não há jogadores no departamento médico ou suspensos.

Palmeiras:  o lateral-­direito Bruno Oliveira (incômodo na coxa direita), o zagueiro Tiago Alves (luxação no ombro direito), os volantes Renato (lesão no ombro direito) e Eguren (pancada na perna esquerda), e os atacantes Diogo (dores na região da bacia após um choque no treino da segunda­-feira) e Vinicius (dores no joelho após o treino da última quarta-feira).

ÚLTIMO CONFRONTO

No dia 7 de fevereiro de 2013, o Palmeiras venceu o Atlético Sorocaba por 2 a 0, com gols de Márcio Araújo (atualmente fora da equipe) e Henrique, no Pacaembu, também pelo Campeonato Paulista. Agora, os times vão se encontrar pela terceira vez na história.

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NOTICIÁRIO ❘ GAZETA ESPORTIVA NET

• Com Valdivia, Verdão testa elenco de novo para manter embalo em Sorocaba

Com 100% de aproveitamento, o Palmeiras já sofre com lesões no centenário. Neste domingo, o time visita o Atlético Sorocaba às 17 horas (de Brasília) sem poder contar com quatro atletas machucados. Mas Valdivia, jogador mais caro do elenco, deve estar à disposição para o elenco provar, mais uma vez, ter força para nenhum desfalque fazer falta.

Para a terceira rodada do Campeonato Paulista, estão fora o zagueiro Tiago Alves, os volantes Renato e Eguren e o atacante Diogo. Diante das dificuldades, Gilson Kleina, mais uma vez, priorizará o condicionamento físico para escalar seu time.

“É muito pouco tempo para treinar. Vamos tentar mexer o menos possível e colocar em campo quem está em condição física. Nossa ideia não é ficar mudando sempre”, disse o treinador, mais preocupado em manter o posicionamento que rendeu vitória sem sustos sobre o Comercial, na quinta-feira, apesar do melhor estado físico do adversário.

O time deve ser formado no 4-4-2, com uma defesa que terá, mais uma vez Lúcio e Henrique no miolo, com Wendel pela direita e Juninho na esquerda. Na frente, França, provavelmente, terá sua primeira chance de começar um jogo, incumbido de marcar com Marcelo Oliveira. O reforço substituirá o jovem Renato, titular nos dois primeiros jogos, mas que foi cortado neste domingo com problemas no ombro.

Valdivia é nome certo no banco de reservas, assim como Leandro e o recém-contratado Marquinhos Gabriel. Eles ficam como opção porque o técnico dificilmente abrirá mão da transição de Wesley, Mazinho e Serginho entre o 4-2-3-1 e o 4-3-1-2 para municiar Alan Kardec. Kleina está ciente de que a busca pelos três pontos é necessária.

Apesar dos desfalques, o treinador se recusa a minimizar a formação que entrará em campo. “Time ideal é o melhor do momento. Temos jogadores importantíssimos que podem jogar e é difícil dizer um time ideal porque as coisas acontecem muito rápida e muda muito a equipe. Fica mais fácil ajustar”, admitiu Kleina.

Do outro lado, o Atlético Sorocaba somou só um ponto em seis disputados no Estadual e sabe que precisa aproveitar o fato de jogar em casa contra um dos grandes para, ao menos, não se complicar na briga contra o rebaixamento. O técnico Ivan Baitello tem dúvidas na escalação e pode mexer no time que empatou com o Oeste na quarta-feira.

Para a partida, os atleticanos não poderão escalar o goleiro Deola, emprestado pelo Verdão e impedido por contrato de entrar em campo, mas terá na lateral direita Fabinho Capixaba, jogador hostilizado em sua passagem pelo Palmeiras. A expectativa é de estádio cheio neste domingo. “Vamos fazer nossa parte e acertar as nossas falhas”, disse Baitello. 

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO SOROCABA X PALMEIRAS

Local: Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP)

Data: 26 de janeiro de 2013, domingo

Horário: 17 horas (de Brasília)

Árbitro: Cássio Luiz Zancopé (SP)

Assistentes: Carlos Augusto Nogueira Junior e Maria Eliza Correia Barbosa (ambos de SP)

Assistentes adicionais:Luiz Flavio de Oliveira e Márcio Roberto Soares (ambos de SP)

ATLÉTICO SOROCABA: Fábio; Fabinho Capixaba, Montoya, Lima e Allan; Kasado (Danilo), Boquita, Douglas Packer e Alex William (Diego Palhinha); Ewerton e Alex Reinaldo

Técnico:Ivan Baitello

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Henrique e Juninho; Marcelo Oliveira, França, Wesley e Mazinho; Serginho e Alan Kardec

Técnico: Gilson Kleina

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NOTICIÁRIO ❘ LANCENET

• Palmeiras termina 2013 com déficit e R$ 70 milhões emprestados por Nobre

Por Thiago Ferri

O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) aprovou por unanimidade na noite de sexta o balanço financeiro do clube em 2013, que terminou com um déficit de R$ 20 milhões. Após a análise dos gastos em dezembro, foram cerca de R$ 70 milhões em empréstimos feitos pelo presidente alviverde, Paulo Nobre no primeiro ano à frente no clube.

O mandatário utiliza seu prestígio no mercado financeiro para tomar empréstimos em seu nome, em condições mais vantajosas que o Verdão pegaria, e repassar ao caixa do clube. Ele relatou a má fama dos times no mercado para justificar os empréstimos ao Palmeiras. Neste ano, o dirigente deu uma nova “ajuda”: emprestou dinheiro para os R$ 8 milhões da compra de 64% dos direitos de Leandro.

Nobre já avisou que tudo está documentado e será pago corretamente. A liberação do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDIC) é uma ajuda para isto: dos R$ 54 milhões que o clube receberá do fundo, cerca de R$ 20 milhões serão para ressarcir Nobre.

Tal verba era esperada para dezembro, mas ainda não chegou. De acordo com aquilo que foi passado ao COF, todos os documentos foram entregues, e a liberação pode ocorrer “a qualquer momento”. Dentro do clube, há a sensação de que Nobre está “no caminho certo” para tentar acertar as complicadas finanças do clube. O dirigente negocia para acertar com um patrocinador master para março.

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NOTICIÁRIO ❘ UOL ESPORTE

• Shopping que vetou rolezinho pode ser decisivo para estádio do Palmeiras

Por Mauricio Duarte e Ricardo Perrone

O Shopping JK Iguatemi, que recentemente se envolveu uma polêmica por fechar suas portas para evitar o “rolezinho” depois de conseguir uma liminar para impedir a entrada de adolescentes desacompanhados no local, pode ser determinante para o futuro do impasse envolvendo Palmeiras e a construtora WTorre sobre as obras do novo estádio do clube alviverde.

A WTorre está prestes a bater o martelo e vender sua participação de 50% no Shopping JK Iguatemi. O empreendimento custou cerca de R$ 320 milhões, num dos maiores investimentos do setor nos últimos anos, e o seu controle é dividido, em partes iguais, entre a WTorre e a Iguatemi Empresa de Shopping Centers, de Carlos Jereissati.

Segundo acordo entre os acionistas, a Iguatemi tem o direito de exercer a preferência na compra, mas a empresa ainda não confirma que fechou o negócio. Uma avaliação de mercado, segundo fontes ouvidas pela reportagem, indica que a venda de metade do empreendimento poderia render atualmente cerca de R$ 800 milhões à construtora.

O dinheiro prestes a entrar no caixa da construtora mudará a natureza da negociação com o Palmeiras. Sem pressa para recuperar o investimento feito no estádio, a WTorre não fará mais tanta pressão por um acordo rápido. A tendência, portanto, é de que a mediação entre as partes se arraste por mais tempo. Por outro lado, o fato pode ser bom para o clube, já que a empreiteira terá uma margem maior para ceder nas tratativas.

Clube e construtora estão atravessando uma mediação sobre pontos conflitantes no contrato da obra. É a última tentativa amigável antes de o caso ir para a arbitragem, que tem o mesmo valor de uma decisão do Poder Judiciário. Palmeiras e WTorre vivem um dilema em várias questões. A principal deles é no que se refere à divisão dos direitos de comercialização das cadeiras e da receita proveniente delas. Caso não haja um entendimento, a questão será levada para o conselho de arbitragem.

Enquanto a obra continua avançando, as atrações que devem fazer parte do complexo também seguem a todo vapor. Cerca de 70% dos camarotes já foram vendidos e até fevereiro deve ser feita uma coletiva para anunciar a empresa que cuidará do restaurante panorâmico do estádio.

Na praça de alimentação, pelo menos duas grandes empresas do ramo de comida já estão praticamente acertadas para ocupar o espaço. O UOL Esporte apurou que a rede de fast food Burger King e a sorveteria Dilleto. Outras ainda negociam. Ao menos mais 10 redes pretendem estar presentes. No entanto, ainda não foi totalmente definido se terá espaço para todos.

Recentemente, a WTorre finalizou a construção da estrutura que vai receber a cobertura da nova arena.  A cobertura do Allianz Parque possui 23 mil metros quadrados e foi projetada sobre 100% dos assentos. Segundo a construtora, a cobertura irá reduzir em até 2ºC a temperatura entre o nível do campo e as cadeiras superiores.

Além disso, a área terá a captação de água das chuvas, cumprindo uma função ambiental. A água captada será tratada e utilizada em atividades como a irrigação do gramado e lavagem de pisos externos. O volume coletado será espalhado pelo complexo, com capacidade de cerca de 200 mil litros.

A Arena deverá custar no total R$ 500 milhões, superando em R$ 200 milhões a conta inicial. Até o início deste ano, a conta já estava estimada em R$ 350 milhões. A previsão inicial de término da obra também não foi cumprida, já que o estádio deveria ter sido entregue no segundo semestre de 2013. Agora, está prevista para junho deste ano.

A seguradora Allianz pagou R$ 300 milhões para dar o nome ao estádio palmeirense por 20 anos. A tendência é que esse vínculo seja renovado por mais 10 anos, que é o prazo que a WTorre terá controle da casa alviverde. O estádio terá capacidade para até 45 mil torcedores em dias de jogos, e até 55 mil pessoas em eventos e shows.

Procurada pela reportagem para dar uma posição, a WTorre não se manifestou sobre o assunto. O Palmeiras, por sua vez, disse por meio de sua assessoria de imprensa que “a discussão com a WTorre está no nível da mediação e não será tratada no UOL”.

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BLOG DO VERDÃO ❘ DIÁRIO DE S.PAULO ONLINE

• Palmeiras volta a ser atração de domingo

Por João Pontes

Você se lembra de quando foi a última vez em que o Palmeiras jogou em um domingo?

Calma, faz tanto tempo que até o torcedor mais fanático tem dificuldade em responder. Foi em 21 de abril do ano passado, na derrota por 2 a 1 para o Ituano, pela primeira fase do  Paulistão.

Após nove meses de espera, o Verdão, enfim, jogará novamente no dia mais tradicional das partidas de futebol. Neste domingo, fora de casa, o time dirigido por Gilson Kleina vai enfrentar o Atlético Sorocaba, às 17h, no Estádio Walter Ribeiro.

O longo período sem confrontos dominicais se deu por causa do rebaixamento no Brasileiro de 2012. Na Série B do ano passado, a equipe do Palestra Itália realizada seus compromissos de fins de semana sempre aos sábados, dia de rodada cheia na Segundona.

Outra novidade na partida de hoje deverá ser a volta de Valdivia. Poupado nas duas primeiras rodadas do Paulistão, o Mago realizou um trabalho especial de fortalecimento muscular para evitar novas lesões.

“Isso foi planejado. O Valdivia tem a genialidade. Com a qualidade dele, o time aumenta seu poder técnico. Conversamos para sempre tê-lo no nível que o fez voltar para o Palmeiras”, comentou Kleina.

O treinador também destacou a importância do trabalho específico desenvolvido pelo jogador. Com o fortalecimento muscular, a comissão técnica espera que o Mago possa estar em campo mais vezes do que nas últimas temporadas.

“A gente conseguiu ter um ganho depois desta pré-temporada dele. As avaliações mostram que ele já está em condições de jogar. Ele tem a nossa confiança. Sabe que precisa de um trabalho mais longo. Quem ganha é o torcedor e o time”, completou o técnico.
Em ótima forma, Lúcio ganha elogios e será mantido no time

Após a boa estreia com a camisa do Palmeiras, na vitória sobre o Comercial (2 a 1), o zagueiro Lúcio será mantido no time neste domingo. Constantemente criticado quando atuava no São Paulo, o defensor é só elogios no Verdão.

“O Lúcio mostrou muita segurança. Ele fez tudo o que determinamos e simplificou as jogadas. O que falta para ele é ritmo de jogo, mas isso ele vai ganhando a cada vez em que entrar em campo”, avisou Gilson Kleina.

Apesar da idade, o jogador de 35 anos impressionou a comissão técnica pela excelente forma física. Embora tenha ficado seis meses sem jogar, ele aguentou os 90 minutos da última partida.
“Em todos os trabalhos físicos, o Lúcio foi espetacular. Não tem de provar nada a ninguém, mas sempre está acima da média.

Espero que esse espírito vencedor dele nos ajude no ano do centenário”, comentou o treinador.

Empolgado com o desempenho do ex-capitão da seleção, Kleina revelou que montou uma estratégia para explorar uma das principais características do jogador: as arrancadas ao ataque.

“O Lúcio tem essa arrancada com a bola pelo lado direito. Já conversei com os outros jogadores para eles entenderem essa característica. Se acontecer durante o jogo, o Marcelo Oliveira estará atento para ocupar o setor. Assim, não ficaremos expostos”, explicou o comandante.

FICHA TÉCNICA:

Atlético Sorocaba
4-4-2
Fábio; Fabinho Capixaba, Everson Lima, Montoya e Allan; Kasado, Boquita, Alex
Reinaldo e Douglas Packer; Alex William (Jefferson Maranhão) e Ewerthon
T: Ivan Baitello

Palmeiras
4-2-3-1
Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Henrique e Juninho; Marcelo Oliveira e França;  Valdivia (Serginho), Wesley e Mazinho; Alan Kardec
T: Gilson Kleina

Onde: Walter Ribeiro, em Sorocaba, às 17h
Juiz:  Cássio Luiz Zancopé
TV:  Globo e Band

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COLUNA DO UGO GIORGETTI ❘ O ESTADO DE S.PAULO

• São Paulo

A cidade de São Paulo, tal como a conhecemos, tem mais ou menos a mesma idade que seus times de maior torcida. Os séculos anteriores claro que significaram muito, mas dizem respeito a uma outra cidade. A cidade que temos diante de nossos olhos tem pouco mais de 100 anos.

Cada um desses clubes percebeu claramente que tinha diante de si um dever. Tinha a necessidade de representar uma cidade que se consolidava. E cada um fez isso a seu modo.

Certamente passou pela cabeça dos primeiros dirigentes do Corinthians, em 1910, a visão de um clube que incorporasse a massa dos desfavorecidos, dos egressos da recente escravidão, dos que não tinham representação alguma, dos que não estavam reunidos sob nenhum teto. Essa primeira vocação do Corinthians, talvez na época apenas antevista, consolidou um clube de torcida amplamente majoritária na cidade. Não são os desvalidos maioria neste país? Não são os que estão à margem que se agrupam em multidões e multidões? O Corinthians, se bem que no plano simbólico, ajudou a dar dignidade a essa enorme massa. E o simbólico conta muito.

Ajudou a que se sentissem de algum modo parte da cidade. Todas as suas conquistas envolvem multidões que quando entravam nos estádios pareciam as multidões em revolta das grandes cidades europeias. Não é por acaso que o “time do povo” exerce estranho fascínio sobre gente politizada, indignada contra as injustiças, revoltada contra as iniquidades.

O São Paulo foi formado pelo grupo que esperou séculos. Pacientemente esperaram que Salvador, Recife, Ouro Preto e Rio de Janeiro dessem suas contribuições a este país. E viram que tinha chegado finalmente sua vez.

O São Paulo é uma reinvenção do Paulistano, os dois adotaram o nome da cidade como a lembrar que São Paulo não tinha chegado ontem, que a pobre pequena cidade dos séculos anteriores criava silenciosamente uma elite, quase uma aristocracia. O São Paulo foi feito para representar a cidade organizada.

O clube imbuiu-se desde o inicio do destino da cidade: vencer. Organizar-se, exercer seu poder de pressão sobre os outros para crescer e ganhar, ganhar sempre mais. Essa é também uma característica da cidade, da vitória acima de tudo. O São Paulo tem por missão espalhar pelo Brasil, também simbolicamente, o poderio desta cidade. Seu orgulho, suas cores, que são as mesmas da bandeira paulista, e mesmo sua arrogância, sua altivez desdenhosa. Se for computado seu tempo de vida é o clube mais vencedor da cidade.

O Palmeiras chegou com a guerra. Foi uma espécie de lembrete que a Grande Guerra de 1914 se feria aqui também. A guerra já existia entre os imigrantes na luta diária pela sobrevivência, nas fábricas e nas oficinas. Esse clube é o mais legítimo representante do operariado urbano que veio caracterizar esta cidade.

É possível que o dinamismo, a energia que existe em cada esquina, seja produto dessa gente que chegou da Europa e formou os grandes bairros operários de São Paulo. O Palmeiras foi concebido para acolher quem vinha e, como a cidade, se tornou um clube de várias línguas, de inúmeros dialetos, o que explica sua tradição às vezes confusa e pouco inteligível.

O Palmeiras representou o europeu devidamente canibalizado, transformado e devolvido à sociedade como brasileiro, obedecendo ao principio básico do modernismo, que nasceu quase ao mesmo tempo que ele. Antecipando a cidade de hoje com suas mutações alucinantes, o Palmeiras num dia era Palestra Itália e no seguinte era Palmeiras. Esse clube é a mais duradoura realização, a única plenamente cumprida, dos sonhos de glória dos primeiros imigrantes. Os três clubes caminharam com a cidade até o que ela se tornou hoje. Resta saber o que pensariam os pioneiros, os fundadores, desta cidade de 2014.

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COLUNA DO ANTERO GRECO ❘ O ESTADO DE S.PAULO

• Dinheiro pelo ladrão

Muricy Ramalho disse coisas interessantes, no meio da semana, que passaram um tanto batidas. Depois da primeira vitória do São Paulo no Campeonato Paulista, o técnico admitiu a necessidade de contar com alguns jogadores a mais, para completarem o elenco e servirem como alternativas viáveis. E foi enfático: quer profissionais para aproveitar e não apenas para inchar o grupo. “Não adianta contratar só para mostrar serviço para a torcida”, avisou. “Isso tem um custo, e depois é difícil tirar.”

Muricy foi preciso. Sem floreios, sem rococó na conversa – que não fazem seu estilo -, atingiu o alvo e tocou num ponto delicado e comum no futebol. Em cada início de temporada, dirigentes costumam apresentar baciadas de caras novas, todos saudados como grandes tacadas, movimentos inteligentes para tornar a equipe competitiva. Em geral, chegam com o aval dos treinadores, e os cartolas posam sorridentes ao lado dos recém-chegados, na clássica cerimônia de entrega da camisa e entrevista coletiva.

Com as exceções de praxe, muitos somem na poeira dos campeonatos. Não passam de cometinhas, que aparecem, têm algum brilhareco, para em seguida sumir e cair no esquecimento. Exemplos há às centenas, em todos os times, sobretudo nos grandes, os mais pressionados para trazer novidades que deem esperança aos fãs.

Assim, de memória, dá pra lembrar casos recentes. O São Paulo teve Clemente Rodrigues, Caramelo, Roni, que não deixaram rastro. O Palmeiras trouxe Léo Gago e Rondinelly, ambos do Grêmio, como parte do acordo para a cessão de Barcos. O que fizeram? Alguém se lembra? O Corinthians contou com Maldonado, que mal esquentou banco e se foi. O Santos investiu em Marcos Assunção, que passou um tempão de molho e deixou a Vila sem deixar saudade na segunda passagem. Se fuçarmos, encontraremos mais.

Ninguém chega de graça. Não vale nem o argumento, muito usado, de que fulano veio sem custo. Isso não existe. Sempre haverá que pagar salários, bonificações, luvas, comissões para quem indicou e outras despesas que fazem o dinheiro do clube sair pelo ladrão, como nas caixas d’água. Existe muito barulho e pouco critério – ou justificativas obscuras para a aposta.

Tenho birra com a palavra “reforço”. Ela se tornou banal. Pode reparar que qualquer rapazinho que desembarca numa agremiação é reforço. E quando se fala que determinado clube contratou, sei lá, o 12.º reforço para o ano?! Se é tão complicado acertar com um que valha a pena, imagina com 10, 11, 12?!

Reforço pra valer é o atleta que resolve, que em curtíssimo prazo vira titular, ganha a confiança dos companheiros, da torcida e compensa a grana. A maioria não passa de factoide para disfarçar falta de planejamento, para dizer o mínimo. Por isso, tem outra conversa que se ouve em cada virada de ano: o treinador pretende trabalhar com 25 jogadores, “no máximo”. E o elenco tem 35, 40. Como vieram? Quem foi o responsável pelos acertos? Quanto se gastou em pencas de “reforços”? Quem paga?

Por isso, faz bem Muricy em pedir poucos, desde que sejam bons. Tomara que resista à tentação de aceitar uma batelada para fazer cartaz de dirigente. (Cá entre nós: o São Paulo não é tão ruim assim. Mas dá para melhorar. Com critério.)

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