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Corneta do Cunio

Corneta do Cunio – SE minha mãe fosse homem…

Por Alberto Cunio

Mulheres-Barbadas alviverdes, semana passada comentamos aqui que um simples empate contra o Audax resultou numa avalanche de críticas ao time do Palmeiras e mais sabem-se lá quantos culpados. E não ficaria só nisso.

Semana seguinte, em meio às performances midiáticas de nosso presidente-protagonista da TV Palmeiras, empatamos novamente contra nosso arquirrival. Até aí, nada de anormal, não é verdade? Ledo engano.

O palmeirense passa por um momento único. Nem nos tempos mais negros de nossa história, quando não havia perspectiva alguma de termos times ao menos razoáveis, a intolerância e a leitura exacerbada da situação foram tão agudas. Ninguém é poupado de nada. Há quem diga que o Palmeiras enfrenta os clássicos com apatia há mais de década, como se o simples fato de vestir uma camisa transmitisse o vírus da modorra aos atletas. Nossos treinadores não conseguiriam passar aos jogadores o significado de enfrentar nosso arquirrival. Afinal, eles têm que entender que “jogar contra os coirmãos itaquerenses é sinônimo de guerra!”.

Não vou entrar em detalhes a respeito deste sentimento da torcida. Apenas vou relembrar que esta postura de guerra, adotada por Felipão, já nos custou uma final de campeonato, tal o nível de estresse que ele colocou nos atletas diante do mesmo adversário. O ponto é que o torcedor alviverde, a quem eu frequentemente critico aqui, não entende uma coisa muito simples: no futebol, não existe SE.

A fronteira que separa a glória e a tragédia no esporte bretão é mais tênue do que se imagina. De que adianta criticar a equipe SE tivéssemos perdido e reabilitado (pela enésima vez) os alvinegros? Não perdemos, empatamos, eles continuam no limbo e nós invictos. Por que não focarmos as energias em, simplesmente, continuarmos nossa boa campanha rumo ao título? Por que não facilitamos as coisas para nosso clube e o ajudamos a ganhar um simples campeonato como o Paulista, que desde os anos 90 se tornou um fardo para nós?

Enquanto metemos a CORNETA em nosso astro global que preside o clube, e que confunde “comando” com “autoritarismo”, vamos deixar um alerta aos nossos torcedores: o nosso papel é apoiar a equipe, que está correspondendo da melhor forma possível. Se por acaso o grupo “espanar” devido a pressões indevidas, não reclamem. Vamos deixar passar mais uma oportunidade de levantar o caneco, ainda mais em nosso centenário. O prato está servido para nós: basta saber SE vamos querer degustá-lo ou simplesmente jogá-lo no lixo.

A Corneta no Twitter agradece ao CEO pelo abadá usado nos jogo de domingo. Ficou LINDJO! Siga! @Corneta3VV

20 respostas em “Corneta do Cunio – SE minha mãe fosse homem…”

No meu entender a coisa funciona assim: A maioria esmagadora de todas as torcidas não ficam analisando o seu time, campanha e o contexto geral dos campeonatos. A MAIORIA ESMAGADORA se atém a ler comentários e as analises dos jornalistas e blogueiros e SIMPLISMENTE vai assumindo e repetindo como suas essas opiniões. Assim, se a essas mídias ficam criticando o Paulo Nobre e Gilson Kleina logo isso se torna um mantra da torcida. Porque o torcedor dos gambás é fanático? Porque toda a mídia por pior merda e times medíocres que eles montam, sempre é analisado por um ângulo positivo, realçando o bom e relativizando o ruim. Ao contrário no Palmeiras tudo o que é ruim e realçado e o positivo é relativizado ou sequer abordado. Então se adotarmos uma postura positiva parecida com a dos gambas o nosso torcedor também começará a assumir uma postura e comentários positivos. VAMOS PARAR DE SO CRITICAR ,QUE JÁ TÁ ENCHENDO O SACO, e pelo menos ser um pouco mais tolerante com essa administração. SOMOS OS LIDERES E UNICO INVICTO DESSA PORRA DE CAMPEONATO ,gente. Vamos curtir esse momento e o futuro a Deus pertence.

Olha, sinceramente não achei que o Palmeiras tenha jogado mal o classico, acho sim que é que o curica jogou bem demais, o Mano montou MUITO bem o time e eles simplesmente não deixaram o Palmeiras tocar a bola…E ainda assim no primeiro tempo o Palmeiras dominou mais as ações, teve mais posse de bola, infelizmente o Valdivia estava muito bem marcado mas mesmo assim deu um gol pro Mazinho, pena que era o Mazinho…

Na minha opinião, aquele coletiva amoleceu o time, teve uns lá que pensaram que era amistoso…

É exatamente o que penso Bruno. Nao gostaria que fosse assim pois a nossa tradiçao , o tamanho do PALMEIRAS , bem como sua TORCIDA, merecem uma comissão tecnica que entenda de futebol jogado dentro das quatro linhas e o que acontece fora delas tb. E não é isso que vejo nessa comissão tecnica com o PEPEKLEINA a frente.

Minha critica tem apenas um alvo principal: o incompetente, covarde e paneleiro treinador. Falta apenas 2 meses pra chegar a realidade (Campeonato Brasileiro). Ele vai se mostrar igual como no período entre a sua chegada (meio/final de 2012) e a eliminação na Libertadores. Muitos davam-lhe anistia total (não meu caso) por conta daquele papo manjado de sempre: “que o elenco é fraco e bla bla bla”. Campanhas boas em série B e Paulistinha não me surpreendem, pois além de estar no seu terreno, o mediocrissimo profissional contou com um grupo de jogadores e estrutura superior ao de 100% dos adversários na série B e de pelo menos 80% no Paulistinha agora. Como já escrevi, a realidade vai chegar, e eu acho que ele não vai aguentar.

Se eles perderem hoje para o Oeste, entram na zona de rebaixamento do Paulista.
Alguém leu alguma manchete sobre essa possibilidade?
Esse pequeno detalhe serve para avaliar como preservam um time até ele reagir ou como colocam mais gasolina na fogueira para aumentar a insegurança.

Não, mas eu li em um site a seguinte manchete: ” Palmeiras fracassa na tentativa de contratar um lateral direiro”….”Fracassa”.

amigo Cunio, qual seria o meio termo . lembro em 2000 na semifinal da libertadores no 1o jogo o proprio Felipao nos vestiarios do morumbi dizendo aos jogadores para “pegar ele”, referindo-se ao Edilson, e vimos o q aconteceu no segundo jogo. em 2011 na semi do paulista, ele mesmo acelerou os jogadores, como vc disse, mas se nao fosse o apito amigo do PCO, q expulsou somente o Danilo naquela dividida com o Liedson, nao teriamos empatado. eu acho que os jogadores devem entrar ligados neste tipo de jogo e dividir a bola como se fosse o ultimo prato de arroz com feijão. é o que eu penso. abs

Acho um tanto quanto pequeno esses comentários de que o Palmeiras estava estendendo a mão para o rival ou que estava ajudando o time da marginal (e de marginais) a sair da crise.
A atitude dos dois times e seus presidentes deve ser elogiada sim, pq a rivalidade é em campo, e não pode ser visto como um confronto de inimigos.
O que foi feito é apenas um forma de desestimular a violência das torcidas, é um mínimo começo que não irá resolver o problema, mas é louvável que tenha sido feito.
Quem não vê isso ou é mto cego ou vive em um mundo cão, onde sai brigando por qualquer idiotice.
Pra quem repudia o que foi feito eu pergunto: Vc não tem nenhum amigo que torça pra outro time? Vc não se relaciona com nenhuma pessoa que não seja Palmeirense?
Lógico que todos convivemos com pessoas de outros times e convivemos mtas vezes numa boa, sem inclusive nos importar pra quem fulano ou ciclano torce… e era isso que os times estavam tentando mostrar.

Victor, na boa, desde quando TO se preocupa com isso? os caras vão para o matar ou morrer independente do que as diretorias façam ou deixem de fazer. Quando nós estávamos na lama os gambás não vieram com essa ideia de dar entrevista coletiva em conjunto e ficar elogiando o adversário (nesse caso nós). Porque será que essas atitudes altruísticas nunca são adotadas quando nos favorecem?

O pessoal exagera na importância desse ato de “não somos inimigos”. Na bola rolando, nos 90 minutos, duvido que alguém consiga provar que isso influenciou no resultado, que os jogadores do Verdão tenham sentido as declarações dos dirigentes e técnicos. Jogador de futebol quando não está jogando, fica ouvindo pagodão. Tão nem aí.

Esse “jogo da paz” serviu apenas pra própria imprensa poder mudar o foco antes da partida. Dessa forma ela se viu obrigada a aliviar, acalmar os ânimos, não da bandidagem, mas do torcedor comum, de quem transmite, dos patrocinadores, etc.

Na minha opinião, nosso Kleina demonstrou que é técnico para a Ponte Preta (com todo respeito). Os gambás estão numa fase péssima, deveríamos começar o jogo em cima dos caras e o que acontece??
Entramos com respeito e com medo dos caras. Além disso, Mazinho, Juniho Pampers não dá mais. O Wendel até que venha outro ainda vai. O Leandro já está na hora de ir para o banco.
Fico temeroso no mata mata com esse Kleina.

Não quero esperar a vaca ir para o brejo pra só depois criticar. De que adianta? O gk escala todo jogo mal. Mas como jogamos contra times pequenos conseguimos reverter mas em jogos difíceis é o que deu no domingo. Temos que criticar agora e ver se essa mula que fica sentada no banco escala direito sem pensar em empresários ou forças do além tome uma atitude e faça-nos ganhar alguma coisa

Cunio você está fazendo uma leitura errada do que foi a partida. A crítica não é pelo empate, mas sim pela postura do time, da comissão técnica e da diretoria (principalmente) que resolveu “estender” a mão para o co-irmão em seu momento de necessidade. Não me lembro de ninguém fazendo isso por nós em momento algum da nossa rica história. Resumo da ópera: eles entraram com muito mais vontade e determinação do que nós, que encaramos a partida apenas como mais uma partida.

O que eu penso como torcedor é que em todo jogo o time tem que entrar com sangue nos olhos.Obvio que em classicos o clima tem que ser outro. E o que vejo é a torcida do PALMEIRAS pedindo isso aos nossos atletas. Nada alem disso. O apoio da torcida tem sido incondicional a equipe em que pese a teimosia( ou incompetencia???) do PEPEKLEINA. SE…. se…. SE depender da torcida o(os) titulo(s) vira (ao). Mas SE… se…. SE depender de outras forças ai eu coloco minhas duvidas. Na torcida eu boto fe. O mesmo eu nao digo da comissao tecnica e da diretoria.

A torcida é fenomenal, como eu muitos pegaram a fila de ponta a ponta, (só fui campeão com 23), senão fosse a torcida o time já tinha acabado.

Concordo com o texto, mas poderíamos, ao menos, ter jogado como jogamos contra o SPFC. O time deveria, na minha humilde e inútil opinião, ter se concentrado e Itu e partido pro cacete. Não culpo diretamente os jogadores (com exceção do chileno), mas sim a comissão técnica e diretoria por ter tratado o clássico dos clássicos como uma coisa rotineira.
A vitória no clássico já seria o 1º “presentão” pra torcida no ano do centenário.

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