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Verdão na Mídia

Verdão na Mídia 17-02-2014: Após gol no Derby, Kardec tenta controlar ansiedade pela convocação ❘ Gazeta Esportiva Net

NOTICIÁRIO ❘ GAZETA ESPORTIVA NET

• Após gol no Derby, Kardec tenta controlar ansiedade pela convocação

Marcar gol em seu primeiro Derby foi mais um feito que chama a atenção de Luiz Felipe Scolari, e Alan Kardec sabe disso. O jogador admite que precisa controlar a expectativa para saber se estará no complemento da última convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo, para amistoso contra a África do Sul, no dia 5.

“Tenho que manter os pés no chão. Tenho um pouquinho de ansiedade, mas preciso controlar e dosar para as coisas acontecerem naturalmente”, confessou o atacante, descartando, porém, que pensou na Seleção ao empatar o clássico. “Fiz o gol pelo Palmeiras e para ajudar a minha equipe”, destacou.

O discurso do camisa 14 é de tranquilidade à espera da primeira lembrança no time principal da CBF. “O que vier a acontecer, que seja com naturalidade, pelo meu trabalho e tudo que tenho feito pelo clube. Se aparecer uma oportunidade, tenho que estar preparado”, falou o jogador, vice-campeão mundial sub-20 em 2009.

A possibilidade da convocação de Alan Kardec aumentou por conta das dicas de Felipão, que prometeu chamar mais dois atacantes que atuam no Brasil para o amistoso na África e descreveu que gosta de bons cabeceadores e finalizadores, mas que sabem sair da área e cumprir funções táticas. Exatamente o que faz o centroavante do Verdão.

No clube, a esperança por seu chamado é declarada publicamente. “O Kardec é fatal dentro da área nesse fundamento de finalização e cabeceio…”, enalteceu Gilson Kleina. “Se ele for convocado, os brasileiros podem ficar tranquilos porque está indo um grande atacante. Ficaremos muitos felizes se acontecer. Voto na convocação porque ele merece”, apoiou.

O diretor executivo José Carlos Brunoro corrobora a expectativa por Alan Kardec na Seleção. “Não tenho informação sobre sua convocação, mas, se ele está nesse rol, merece uma oportunidade por tudo que vem fazendo. É um jogador completo: joga dentro da área, volta para marcar, cumpre uma função tática importante. É difícil ter um jogador assim”, elogiou o dirigente.

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NOTICIÁRIO ❘ LANCENET

• Kleina elogia Diogo e não descarta mudanças no Palmeiras

O atacante Diogo entrou no final do jogo contra o Corinthians e deu o cruzamento para o gol de Alan Kardec. Após a partida, ele recebeu elogios do técnico Gilson Kleina, que não descarta mudar a equipe para o duelo com o Ituano, na quarta-feira. O camisa 17 deverá ser titular, já que Leandro está suspenso.

– É um jogador que toda vez nos ajudou muito. Ele era titular, mas se lesionou com o Henrique. Penso em manter um time quando se dá resultado, mas quando alguém cresce como ele está crescendo, cabe uma avaliação. Mas não pode trocar todo jogo. Só que se for o momento dele, podemos trocar. Se acontecer, temos de conversar com todos, com quem sai – disse ele.

– Vamos avaliar, vamos nos reunir com a comissão. Tem gente para estrear, mas outro que temos de ver a evolução. Não queremos esperar um tropeço para trocar. Como vínhamos com vitórias e dinâmica, jogando bem, mesmo com o empate com o Audax, não vejo porque mexer no time. Criamos muito. Vamos conversar com o grupo, quero ser transparente, tenho de dar oportunidade a quem está entrando bem. Mas todos têm de entender o melhor pelo Palmeiras – analisou.

Diogo admite a expectativa pela vaga na equipe e se diz satisfeito com a boa atuação no clássico.

– Fiquei feliz. O professor e o preparador sempre pedem durante o aquecimento para ficarmos ligados o tempo todo e aproveitar o tempo em campo para ajudar. Dei um bom cruzamento e o Alan Kardec dispensa comentários pelo que subiu. Fez um golaço – falou.

– Sou uma opção para quarta-feira, não sei quem o Kleina vai escolher. Quem entra, entra bem. Temos que estar bem preparados para começar ou entrar durante os jogos – completou.

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NOTICIÁRIO ❘ GLOBO ESPORTE COM

• Palmeirenses destacam recomeço e força do elenco em 2014

Por Felipe Zito

Apertou, chama o banco de reservas. Virou rotina para o Palmeiras nesta temporada contar com o apoio decisivo de seus suplentes. Depois de boas participações de Marquinhos Gabriel, França e Mendieta nas últimas rodadas, a estrela de Diogo brilhou no clássico entre Palmeiras e Corinthians, disputado no Pacaembu e que terminou empatado por 1 a 1.

O atacante entrou na partida aos 36 minutos do segundo tempo e, em seu primeiro toque na bola, deu lindo cruzamento para Alan Kardec cabecear e deixar tudo igual no marcador. A boa substituição e o fato de mais um reserva ter participado diretamente de uma jogada importante foi comemorada pelo técnico Gilson Kleina.

– Importante isso, temos de enaltecer o elenco. Quem saiu do banco conseguiu reagir no placar difícil. O Diogo foi muito bem, e o Kardec foi espetacular na finalização. É dessa forma, reagindo quando saímos atrás. Foi um jogo disputado e fizemos um ponto importante no clássico – destacou o treinador.

José Carlos Brunoro, diretor-executivo do Verdão, comemora a evolução do plantel palmeirense em relação ao ano passado. O dirigente usou como exemplo o clássico contra o Corinthians do ano passado para destacar as mudanças no clube.

– Não estamos à frente de nenhum grande, por camisa todos são sempre iguais. Mas comentei no vestiário com o Paulo Nobre. No ano passado estávamos em um abismo contra o Corinthians, estávamos recém-rebaixados e sem elenco, o Barcos tinha acabado de sair. Foi uma situação bastante difícil, mas hoje o respeito ao Palmeiras voltou, isso é o mais importante – completou.

Personagem do clássico, o atacante Diogo dividiu os méritos do clássico com os companheiros e destacou o poder de decisão que os suplentes têm apresentado nesta temporada.

– No outro jogo, o Mendieta fez gol, o Marquinhos Gabriel tem sempre entrado bem e hoje dei o passe. É o Palmeiras que ganha com isso. Não só os titulares ganham confiança, mas quem está entrando também. Estamos à disposição e sempre preparados para servir bem o Palmeiras – analisou.

Um dos líderes do atual elenco, Fernando Prass aponta uma grande mudança em relação ao ano passado. Com mais opções, o técnico Gilson Kleina não tem mais a necessidade de fazer constantes alterações e improvisações na equipe titular.

– No primeiro semestre, o Souza jogava de centroavante, o Wesley, de meia. Neste ano, quando o Kleina perde um jogador, faz as trocas e pode colocar alguém mais fresco, com outra característica, mudar o sistema do jogo. E temos jogadores que nem estrearam, como o Bruno César, o Victorino, o Eguren, o Patrick Vieira, o Vinicius, que quase não jogou. Temos muito mais opções do que no ano passado e isso é bom não só para reposição, mas como opção no sistema de jogo – analisou o goleiro.

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BLOG DO MAURO BETING ❘ LANCENET

• Visão de jogo – Corinthians 1 x 1 Palmeiras

Cinco gols em quatro Dérbis. Isto é Romarinho. Deu a lógica no Pacaembu dos últimos 19 anos (12 clássicos): o Corinthians não perdeu para o Palmeiras, e Romarinho fez gol no rival, aos 15 do segundo tempo.

Mas o futebol também tem outras lógicas: chamar um adversário (jamais um inimigo) para o seu campo é pedir encrenca; Mano Menezes trocou um atacante (Romarinho) por um volante (Jocinei) e atraiu o adversário que estava desgastado e sem ideias; Gilson Kleina colocou aberto na direita um atacante (Diogo) no lugar do zagueiro Wellington.

A bola castigou o zelo (pavor?) exagerado corintiano; 54 segundos depois da entrada de Jocinei (e 44 segundos depois da entrada de Diogo), saiu o empate, aos 38 minutos: por essas coisas da bola, o próprio Diogo (atacante) roubou a bola do volante Jocinei… Pois é… Na sequência do lance, Diogo cruzou da direita, Alan Kardec se antecipou ao sempre indeciso Felipe e empatou um clássico de paz em campo. E lógica ao final do jogo.

Mano armou o Timão depois de séculos no 4-3-1-2, com Ralf protegendo a zaga, Guilherme e Bruno Henrique como volantes laterais, e Jadson tentando armar para os distantes Romarinho e Guerrero. Mesmo com a marcação mais forte e mais adiantada, pouco se viu de bola no primeiro tempo. Também por um Palmeiras disperso e abusando dos passes errados, sem a mesma movimentação e criatividade da linha de três do 4-2-3-1 de Kleina.

Na segunda etapa, outro jogo. Nove chances de gol nos primeiros 15 minutos.  Seis corintianas, três grandes defesas de Prass mano a mano (duas aos pés de Romarinho). Depois do gol do algoz palmeirense, o Corinthians se deu por satisfeito, o Palmeiras atacou pouca coisa mais, e achou o empate que não acaba com o tabu no Pacaembu. Mas também não recoloca o rival em pé no SP-14.

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BLOG DO ROBERTO AVALLONE ❘ UOL

• Corinthians 1, Palmeiras 1: Bom para quem?

Na verdade, tirando a rivalidade do Dérbi em si, o empate no clássico não foi nada animador para o Corinthians.  Muito  pior para o Corinthians, pois ele continua a ser o lanterninha do grupo B, o que traz riscos de classificação para a fase de mata-mata, que é a que verdadeiramente tem valor neste Campeonato Paulista;  acabou sendo bom para o Palmeiras em termos de liderança geral da competição, pois já superou novamente o Santos, 20 pontos a 19, já que os santistas foram impiedosamente, goleados pelo Penapolense por 4 a 1.

Ah, mas o que tem a ver essa fase coma do mata-mata? Tem, sim, pois jogará em casa nas próximas fases quem tiver maior número de pontos acumulados. E jogar em casa é uma vantagem.

Quanto ao clássico, teve duas etapas bem distintas. No primeiro tempo, o Palmeiras foi ligeiramente melhor, com bom toque de bola, embora lhe faltasse maior determinação no momento de penetrar na área rival e finalizar. Já no segundo tempo, o Corinthians foi superior, tendo pelo menos três chances claras de gol: Romarinho, Guerrero (ambas defendidas pelo goleiro Fernando Prass) e Guilherme, que achou uma bola no travessão palmeirense.

O gol estava desenhado. E naturalmente saiu, através de Romarinho, dando a impressão de que o Corinthians, finalmente, reencontraria o caminho da vitória.

Pouco depois, no entanto, a equipe de Mano Menezes recuou. E Gilson Kleina fez o que devia, ao trocar Mazinho por Marquinhos Gabriel e foi adiante trocando Leandro por Mendieta e , num lance ousado, o zagueiro Wellington pelo atacante Diogo. E deu no que deu, aos 38 minutos: centro de Diogo da direita para a cabeçada fatal de Alan Kardec.

Era o empate.

Em relação a autoestima das duas equipes, tudo bem. Empatar um clássico é normal. Mas, em relação ao futuro do Campeonato, já escrevi acima.

E os destaques do jogo? Gostei a estreia de Jadson pelo Corinthians, nada de extraordinário, mas apresentando bom futebol e eficiência nas bolas paradas, assim como Romarinho esteve sempre perigoso; pelo Palmeiras, destaco o goleiro Fernando Prass e o volante Marcelo Oliveira. Desta vez, Valdivia ficou devendo.

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BLOG DO PAULO VINÍCIUS COELHO ❘ ESPN BRASIL

• Com chance de convocação, Alan Kardec é destaque do Palmeiras, mas não nos números do campeonato

Nos números, Alan Kardec é o destaque do Palmeiras, líder do Campeonato Paulista com 20 pontos nos primeiros oito jogos. Tem quatro gols, o principal goleador da equipe no torneio. Tem duas assistências, líder no quesito entre os palmeirenses.

Seus números, no entanto, não são destaque no Estadual. O artilheiro do Paulista é Henrique, da Portuguesa, com seis gols. O líder de assistências é o santista Geuvânio, com cinco passes para gols.

Kardec finalizou dez vezes a menos do que Luís Fabiano, o centroavante do São Paulo e melhor finalizador do torneio. Isso evidencia que seu trabalho tático muitas vezes o tira da área. No melhor lance do Palmeiras no primeiro tempo do clássico contra o Corinthians, Alan Kardec tinha deixado a grande área, ocupada naquele momento por Valdivia. Do chileno saiu o passe para Mazinho finalizar.

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BLOG DO ALEX MÛLLER

• Apesar dos pesares, Palmeiras termina a rodada como o melhor

Não foi um grande jogo do Palmeiras contra seu maior rival. O time foi bem abaixo do que tem sido neste Paulistão. Com uma escalação manjada e o principal jogador da equipe, Valdívia, bem marcado, o Corinthians acabou encaixando uma partida melhor e o empate acabou saindo de ótimo tamanho para o Verdão.

Sinceramente eu queria entender os critérios utilizados pelo técnico Gílson Kleina para manter determinados jogadores na equipe. Juninho “Carlos”, Mazinho “Araújo” e “Leandmundo” parecem que têm cláusulas em seus contratos que se não forem titulares o clube explode.

É notório que o prazo de validade de Leandro, Juninho e principalmente Mazinho já venceu, mas acho que não entendo nada de futebol. Aliás, pelo que li nas redes sociais, eu e muita gente mesmo não deve conhecer muita coisa sobre este esporte…

Juninho é aquela coisa que não passa confiança, não desenvolve, não agrada; Mazinho deve ter herdado o código secreto de Márcio Araújo (ainda sem clube) para sempre estar em campo e Leandro nem parece que cortou o topete. Joga como se ainda o ostentasse. Pensa que é Edmundo, mas só joga como Leandro, algumas vezes fominha, muitas vezes esquentadinho e sempre prejudicando a equipe com cartões desnecessários.

Mas se algo impede o treinador de fazer as mexidas aparentemente óbvias, a natureza certamente as fará. Por exemplo, para o próximo jogo, quarta-feira, contra o Ituano, 22 horas, no Pacaembu, Leandro está suspenso por ter somado três amarelos e Diogo, que entrou bem no clássico, será seu substituto.

William Matheus está nesta fila para ganhar uma chance de ter sequência na lateral esquerda, basta Juninho dar uma brecha ou o treinador resolver trocar por perceber o que a maioria já viu. E quanto a Mazinho, sinceramente não sei nem por onde começar para tentar entender o que ele ainda faz entre os titulares, principalmente tendo no banco Mendieta e Marquinhos Gabriel. Daqui a pouco Bruno César também passará a aumentar essa sombra.

Mas para não falarmos apenas de coisas negativas, vale ressaltar que com a sacudida que o Santos levou da Penapolense por 4 a 1, o Palmeiras terminou a rodada voltando a ter a melhor campanha da competição e agora é o único invicto.

Sem contar que o Corinthians ficou estagnado na lanterna de seu grupo, 7 pontos atrás do segundo colocado, o Ituano, justamente o próximo adversário do Palmeiras, o que já surge como um bom consolo se por um acaso houver um tropeço neste meio de semana no Pacaembu….rs

As críticas pontuais são apenas com o objetivo de pensarmos juntos em como melhorar o time palmeirense e não para cornetar por cornetar. Vamos abrir a mente e analisar de que maneira o Palmeiras pode se tornar ainda mais competitivo nesta temporada tão especial.

Inclusive deixo aqui uma pergunta: Qual seria sua escalação ideal se analisarmos todo o elenco que o técnico Gílson Kleina dispõe atualmente?

A minha seria: Prass / Wendel, Lúcio, Wellington (Marcelo Oliveira, que na zaga compromete menos), William Matheus / Eguren, Wesley (com vontade de marcar e jogar), Bruno César e Valdívia / Diogo e Alan Kardec.

Neste caso, sempre disporia de Mendieta e Marquinhos Gabriel como os principais reservas da equipe e não deixo de falar que a diretoria ainda precisa trazer um lateral direito e outro zagueiro.

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BLOG DO MAURÍCIO NORIEGA

• O que o dérbi aponta para o futuro?

Comentei o dérbi paulistano Corinthians e Palmeiras para o Première.

Um bom jogo, que valeu mais pela segunda etapa.

O resultado nada traz de definitivo, apenas mantém o Palmeiras virtualmente classificado em seu grupo e o Corinthians em grande dificuldade em sua chave.

O que interessa mesmo para os torcedores dos maiores rivais do futebol paulista é o que o jogo pode apontar para o futuro.

A mensagem é positiva para corintianos e palmeirenses. As duas equipes precisam evoluir e devem melhorar para as disputas mais importantes que virão, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

O Palmeiras está num estágio mais avançado de preparação e tem um elenco, pelo menos do meio para a frente, que oferece mais opções ao treinador Gilson Kleina.

O Corinthians patinou no início da temporada e passa por uma reformulação que, ao que tudo indica, ainda não terminou. Mas mostrou no clássico que há tempo e condição para que a equipe evolua e saia do marasmo em que estava.

Isso se os maus torcedores não atrapalharem novamente.

Clássicos são campeonatos dentro de um campeonato, e o desempenho anterior muitas vezes pouco ou nada significa quando um jogo deste tamanho acontece.

O Corinthians foi superior ao Palmeiras, em especial nos 15 primeiros minutos do segundo tempo, quando poderia ter decidido o jogo.

O Palmeiras teve o mérito de não se desorganizar após sofrer o gol e não oferecer o contragolpe ao Corinthians, o que possibilitou a busca do empate.

Foi um clássico bem diferente dos outros dois já disputados no estadual bandeirante.

No primeiro clássico, o Santos massacrou o Corinthians na etapa final. No segundo clássico, o Palmeiras subjugou o São Paulo, que não ofereceu resistência alguma.

O dérbi, embora tivesse o Corinthians com mais oportunidades, não teve um atropelamento e nem uma equipe dominando completamente a outra, como sugeriu Mano Menezes na coletiva pós-jogo, claramente preocupado em se defender das críticas que vinha sofrendo e valorizar o próprio trabalho.

A chave para a melhora corintiana passou pela mudança no meio-campo, que vinha sendo o setor mais frágil da equipe. Com três volantes, um enganche tipicamente argentino (Jadson), um atacante de lado e um homem de referência o Timão esteve mais bem distribuído em campo. Com três homens para a cobertura, os laterais puderam subir menos preocupados com a marcação, que não é o forte de Uendel e Fagner.

Se Romarinho e Guerrero não tivessem perdido as ótimas chances que tiveram, o Corinthians venceria o jogo. Mas Fernando Prass fez muito bem seu papel, principalmente na finalização de Guerrero. Romarinho é bom jogador, nada mais do que isso, mas não pode ser avaliado apenas porque faz gols contra o maior rival. O que não compensa a quantidade astronômica de oportunidades que desperdiça.

O Palmeiras joga mais aberto. Tem apenas um volante de contenção, Marcelo Oliveira, e chega geralmente com Valdívia, Wesley, Leandro e Kardec. Mazinho tem função tática de marcação no meio, para dar cobertura às subidas de Valdívia, Wesley e Juninho. Mas não tem jogado bem. Assim como Leandro, o que sobrecarrega Wesley e Valdívia (que teve uma atuação apagada) na armação.

O banco palmeirense dá mais opções ofensivas a Kleina do que os suplentes corintianos oferecem a Mano. Com Mendieta e Diogo o Verdão conseguiu ficar com a bola e buscar o empate. O Corinthians não tinha um homem de velocidade para puxar um contragolpe que pudesse ser fatal. Enquanto o Palmeiras não tinha um zagueiro no banco para uma eventual necessidade, cabendo a Marcelo Oliveira o papel de coringa. São elencos que, embora numerosos, têm buracos em determinadas posições.

O Corinthians tem uma zaga que hoje falha muito nas bolas cruzadas e carece de opções ofensivas para abastecer Guerrero. Tem um ótimo primeiro volante, mas o segundo e o terceiro homem de meio-campo não fazem a diferença.

O Palmeiras carece de laterais com mais qualidade. Wendel é competitivo e bom marcador, mas tem deficiências ofensivas. Juninho ataca bem, mas marca muito mal. Para jogar com apenas um volante de contenção, o time precisaria contar com um jogador mais qualificado do que Marcelo Oliveira, embora ele esteja jogando bem. Eguren e França são boas opções para reforçar o setor.

A vida palmeirense está mais fácil no Paulistão. O Corinthians ainda precisa tirar sete pontos de distância para o segundo colocado em sua chave, com o detalhe de que não pode fazê-lo por conta própria, precisa contar com os resultados dos outros.

O que fica do dérbi é que com tempo para evoluir as equipes podem chegar numa boa condição no Brasileiro e na Copa do Brasil. Todo mundo ainda está se acertando, não existe um supertime hoje no futebol nacional, há muito equilíbrio.

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BLOG DO VITOR BIRNER ❘ VIRGULA

Corinthians e Palmeiras saem fortalecidos e sem a vitória no Dérbi

O dérbi foi bom para ambos os times.

O Corinthians saiu fortalecido do jogo, mesmo após sofrer o empate diante de seu torcedor, pois fez sua primeira boa apresentação na temporada e Mano Menezes achou uma forma de a equipe atuar ao menos por enquanto.

O Palmeiras mostrou maturidade para reagir, não se perdeu depois de ficar em desvantagem e de novo um atleta do banco de reservas participou do gol (Mendieta fez o mesmo contra o Audax), o que talvez seja o sinal que Kleina tem elenco capaz de honrar a camisa no primeiro semestre.

A etapa inicial foi dominada pelos sistemas defensivos.

Depois do intervalo, o Alvinegro massacrou durante cerca de 15 minutos.

A bela atuação de Fernando Prass e as falhas de Romarinho e Guerrero nas finalizações impediram o Alvinegro de fazer mais de um de gol.

Chances teve.

Os comandados de Mano caíram de rendimento junto com a queda física de Jadson, que estreou bem.

A alteração de Kleina, que trocou o zagueiro Wellington pelo atacante Diogo, foi fundamental no lance do empate.

O resultado foi justo porque a arbitragem não interferiu no mesmo.

Tática

Mano Menezes, preocupado com o péssimo desempenho defensivo do Corinthians, escalou Ralf, Guilherme e Bruno Henrique, três volantes, no meio de campo.

A ideia era permitir o constante apoio de Fagner e Uendel, mais competentes nisso que na marcação.

Jadson foi o meia à frente do trio, e Guerrero o centroavante.

Romarinho tinha que atuar tanto como atacante pelo lado direito quanto ajudar o meip campo na marcação.

Gilson Kleina repetiu o que vem funcionando.

Alan Kardec, o centroavante, acompanhou os avanços de Uendel e Leandro os de Fagner.

Assim, Valdívia não precisou se dedicar tanto na parte defensiva.

Mazinho e Wesley tinham que ajudar na criação e na marcação. Marcelo Oliveira, o atleta com menos liberdade para criar de vez em quando apareceu na meia.

Os laterais palmeirenses podiam apoiar, um de cada vez.

Sistemas defensivos mandam

Corinthians e Palmeiras marcaram bem no 1° tempo.

O Palmeiras teve mais posse de bola ofensiva, mas parou na marcação do Corinthians.

Cada time teve uma chance de gol.

Aos 23, no único erro da zaga do Palmeiras antes do intervalo, Jadson, que atuou do centro para a esquerda, pois Romarinho estava na direita, cruzou, a zaga do Alviverde bobeou e Guerrero, livre,  não conseguiu finalizar.

O peruano, acho, não acreditou na falha dos adversários.

Aos 25, Mazinho apareceu livre na área.

Ninguém do Corinthians o acompanhou.

Devem ter ficado em dúvida a respeito de quem devia marcá-lo, erro normal em times que não estão entrosados.

Quinze minutos corintianos

Corinthians e Palmeiras voltaram do período de descanso com as mesmas escalações, mas com algumas diferenças.

Guilherme e Bruno Henrique,  volantes pelos lados no losango do meio-campo corintiano, participaram mais da criação. Em especial Guilherme.

Do outro, não sei por qual motivo, setor central palestrino afrouxou a marcação.

O Corinthians, em 15 minutos, acertou o travessão no chute de Guilherme, viu Guerrero perder um gol cara a cara com Fernando Prass, Romarinho desperdiçar dois também de frente para o goleiro e fazer 1×0.

É fundamental ressaltar excelente atuação de Fernando Prass. Ele foi perfeito em todas jogadas com os adversários cara a cara.

Ponto para Kleina

Após ficar em desvantagem, o Palmeiras que vivia de contra-ataques no 2° tempo adiantou toda a equipe.

O jogo continuou aberto por alguns minutos, até o Corinthians recuar.

Kleina, que havia trocado Mazinho por Marquinhos Gabriel aos 10 minutos, aos 29 tirou Leandro, sumido, e colocou Mendieta.

O Palmeiras formou uma linha quatro jogadores na meia com Wesley, Valdívia, Marquinhos Gabriel e o paraguaio.

Todos podiam, de acordo com o posicionamento do Corinthians, avançar e se transformar em atacante perto de Alan Kardec.

Wesley, quando necessário, recuou para atuar ao lado do volante Marcelo Oliveira e transformar o 4-1-4-1 no 4-2-3-1.

Mano, aos 31, tirou  Jadson, esgotado,  e mandou Renato Augusto para o jogo.

A substituição não surtiu o efeito.

O Alviverde retomou o controle da bola e o Corinthians ficou dependente dos contragolpes. O mérito da equipe foi continuar marcando bem.

Outra mudança ineficaz aconteceu aos 35, quando Ramirez ocupou o lugar de Bruno Henrique.

A seguinte, de Romarinho por Jocinei, também foi inútil.

Já a do zagueiro Willington pelo atacante Diogo, que Kleina fez aos 36, foi precisa.

Só Guerrero ficava na frente para o contragolpe corintiano.

Não havia a necessidade de ter mais de dois jogadores nele e um volante cuidando do Renato Augusto.

A entrada de Diogo aumentou a quantidade de atletas palmeirenses.

Logo após entrar ficou livre para cruzar. O lançamento foi preciso, assim como o cabeceio de Alan Kardec, que se antecipou a marcação de Felipe e igualou o placar do clássico.

Os jogadores do Corinthians não se entenderam. Ficaram em dúvida a respeito de quem tinha que marcar Diogo, pois ele acabara de entrar e nem era possível saber qual espaço do campo ocuparia.

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BLOG DO ROBSON MORELLI ❘ ESTADÃO ONLINE

• Os jogadores do Palmeiras tremeram diante de um rival do mesmo tamanho

O primeiro teste do Palmeiras diante de um time do seu tamanho, ou do tamanho de sua história, não foi lá grandes coisas. Quem conhece o que significa um Corinthians e Palmeiras, um Palmeiras e Corinthians, sabe quanto vale esse confronto. Após os 90 minutos  do jogo do Pacaembu, o empate de 1 a 1 até que ficou de bom tamanho para o time de Gilson Kleina. O Palmeiras escapou de um surra graças às defesas de Fernando Prass e da má pontaria de Romarinho, mas sobretudo de Guerrero. Então, Mano Menezes tem razão ao dizer que o Corinthians deveria ter vencido.

Digo que o teste foi ruim para o Palmeiras não por isso só, mas porque percebi em seus jogadores boa dose de nervosismo, ansiedade e até medo de perder o jogo. Uma vez Luxemburgo disse, em suas frases de efeito, que ‘o medo de perder tira a vontade de ganhar’ de um time. Foi mais ou menos isso que vi no Palmeiras diante do mandante Corinthians.

O fato de o Palmeiras ser hoje um time mais arrumado que o Corinthians, em melhor fase e colocação no Paulistão, não fez diferença. Mas em clássicos dessa natureza, isso é normal. Ocorre que os jogadores do Palmeiras pareciam tímidos demais diante do rival. Exceto por um ou outro, essa foi a impressão que o elenco me passou.

Tamanha ansiedade, e medo de errar, só nos faz pensar que o Palmeiras talvez não esteja pronto para encarar a maratona de jogos contra adversários mais confiantes e alguns com melhor elenco. Esse é o ponto. Esses jogadores disputaram a Série B no ano passado, mas precisam ganhar confiança para jogar bem e com qualidade no ano do centenário do clube. O Brasileirão vem aí. Quando a torcida cobra por reforços de peso é isso que ela teme: que esse elenco se curve diante de rivais mais tarimbados.

O bom para Gilson Kleina é que o Palmeiras não perdeu o jogo. Então, o treinador poderá rever alguns conceitos e passar mais tranquilidade para seus jogadores imediatamente. É preciso tirar lições dessa partida e do comportamento de alguns atletas. Marcelo Oliveira, por exemplo, errou muitos passes. Isso é característico de quem não joga com segurança e confiança diante de times grandes.

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COLUNA DO PAULO VINÍCIUS COELHO ❘ FOLHA DE S.PAULO

• O jeito de resolver

A chance de convocação de Alan Kardec nesta semana tem muito a ver com a maneira como ele se dedica à equipe. No melhor momento do Palmeiras no jogo, no primeiro tempo, Valdivia era o centroavante. Kardec saiu da área e trabalhou para Valdivia infiltrar-se. Como centroavante, o chileno fez o passe para Mazinho quase marcar.

Kardec não é craque. É inteligente. Entende o que o jogo lhe pede e executa. Não tem de jogar a Copa do Mundo por causa disso, mas pode disputar o amistoso contra a África do Sul por ser o centroavante tático. Se faz o gol de empate no clássico a chance aumenta.

Kardec pode ser convocado.

É preciso entender o que um técnico quer para perceber a história de cada convocação –e de cada jogo também. Mano Menezes tem uma frase clássica sobre as longas séries de derrotas que acometem todos os grandes clubes de tempos em tempos: “Antes de pensar em ganhar é preciso parar de perder.”

O Corinthians correu atrás do Palmeiras no primeiro tempo e Mano Menezes voltou para a segunda etapa dizendo ter gostado da equipe. Tinha razão para isso.

O objetivo era estancar o sangue e depois melhorar a saúde. No início da segunda etapa, o Corinthians já era muito mais forte, com marcação precisa dos três volantes, Ralf, Guilherme e Bruno Henrique, e chegada rápida ao ataque quando recuperava a bola.

O plano de Mano Menezes é ter dois meias criativos, capazes de dividir a organização do jogo. Mas, contra o Palmeiras, a receita foi marcar com três volantes, dois deles capazes de se juntarem a Jadson, que se infiltrassem e atacassem o Palmeiras quando tivessem a bola.

No segundo tempo, o Corinthians foi assim.

Guilherme projetou-se para fazer a tabela com Fagner na jogada do gol de Romarinho. Neste meio de campo do Corinthians, o volante não pode ser apenas marcador. Tem de jogar, como Guilherme conseguiu na jogada do gol.

No segundo tempo, Kardec isolou-se como centroavante e Valdivia ficou preso à marcação de Ralf.

Com Marquinhos Gabriel pela direita e Leandro morto do outro lado, o Palmeiras perdeu o duelo no setor vital do jogo, o meio de campo. Os corintianos marcavam e jogavam. Os palmeirenses esperavam pela bola.

A situação mudou com a entrada de Mendieta na vaga de Leandro e com a troca corintiana de Bruno Henrique por Ramírez. O Corinthians passou a ter dois armadores. Perdeu o setor vital. Passou a se defender apenas.

Por isso levou o gol de Alan Kardec.

A última vitória do Palmeiras sobre o Corinthians no Pacaembu, em 1995, também foi chamada de clássico da Paz. Fazia um mês da batalha do Pacaembu na final da Supercopa São Paulo. Dezenove anos depois, falou-se da paz e do tabu. É hora de falar menos e resolver mais.

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COLUNA DO ANTERO GRECO ❘ O ESTADO DE S.PAULO

• Pizza no clássico

Não sei o que amigos corintianos e palestrinos pensam, mas o dérbi de ontem não entra para antologia do futebol. Em 97 anos de história, houve dezenas de duelos muito mais eletrizantes, emocionantes e apaixonantes protagonizados pelos dois rivais. O empate por 1 a 1 ficou de bom tamanho. Já que se tratava de clássico da paz (outra tentativa, dentre tantas, para acalmar ânimos de torcida), a pizza simbólica, com aceitação ampla, democrática e irrestrita, veio a calhar.

A constatação não significa que tenha sido jogo de compadres, embromação ou conversa fiada pra boi dormir. Corinthians e Palmeiras esforçaram-se para vencer, correram, tiveram momentos de tensão, criaram oportunidades de gol. Tudo conforme o figurino. Com um detalhe, porém: houve limitações de parte a parte. Muita transpiração e pouca inspiração, se me permitem o uso de um lugar-comum.

Tropeçar representaria desastre para alvinegros e constrangimento para os alviverdes. Por isso, Mano Menezes e Gilson Kleina tomaram precauções. O corintiano blindou o meio, com Ralf, Guilherme e o estreante Bruno Henrique (boa atuação). E deixou Jadson, também cara nova e igualmente com exibição ok. O palmeirense colocou Marcelo Oliveira à frente da zaga, apostou em Wesley e Mazinho para fechar os lados e achou que Valdivia como sempre criaria para Leandro e Kardec.

Nem tudo saiu como planejado. O Corinthians se resguardou, e isso era necessário. A defesa, antes ponto alto, tem sido vulnerável no Paulista. Desta vez, ganhou proteção e deu menos espaço para o ataque adversário. Cássio, de volta após longa permanência em recuperação, interveio poucas vezes. Só que não foi muito ao ataque.

O Palmeiras esbarrou na mobilidade baixa de Valdivia. O chileno funciona como termômetro do time – não é novidade pra ninguém. Apareceu menos que em outras ocasiões, errou passes e ainda assim ao pegar na bola era quem dava a sensação de criar algo diferente. A presença dele serve, no mínimo, para irritar os rivais. Apesar do amarelo que tomou, até foi muito comportado.

Justiça se faça, a partida não deu sono na primeira parte. Melhorou na segunda, por méritos do Corinthians. Jadson, Guerrero, Romarinho e Guilherme deslocaram-se com frequência e velocidade maiores, e dessa maneira passaram a rondar a área de Prass. O goleiro teve antecipações decisivas, destacou-se e só não conseguiu pegar o chute de Romarinho na cara do gol.

Ô rapaz de estrela contra o Palestra! Romarinho é aquele jogador de quem a Fiel adora pegar no pé, tem recebido mais vaias do que político em solenidade oficial. Mas diante do Palmeiras sempre guarda o dele. Apreendeu, intuitivamente, o que representa o dérbi, sabe que pra ficar bem com a massa basta marcar nesse encontro especial.

O Palmeiras acordou depois do susto. Kleina tirou Mazinho (nulo) e colocou Marquinhos Gabriel (que devagar cava lugar de titular). A entrada de Mendieta na vaga de Leandro também tornou o meio mais consistente. Mais corajosa foi a troca de Wellington por Diogo. O gol de Kardec foi consequência da melhora.

O clássico mostrou o Corinthians melhor do que em rodadas anteriores, e longe do ideal. Jadson deixou boa impressão, assim como valeu o retorno de Renato Augusto. O Palmeiras manteve a invencibilidade, se saiu com altivez do segundo teste difícil (havia vencido o São Paulo), e está claro que Kleina mudará a escalação. Questão de mais dia, menos dia.

E 22 mil pagantes no Pacaembu é número que entristece. Isso, em tempos idos, era público quase de treino para cada equipe. A propósito: 13 mil torcedores no Vasco 1 x Flamengo 2 também baixa o astral.

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COLUNA DO PAULO CALÇADE ❘ O ESTADO DE S.PAULO

• Corinthians com alma

O empate no clássico evitou vítimas. O Corinthians jogou sua melhor partida no Paulistinha contra um Palmeiras sem inovações, sustentado pela base que tem funcionado muito bem no torneio. A solução encontrada por Mano Menezes para estancar a queda corintiana foi fortalecer a marcação do time que perdeu a consistência defensiva do Brasileiro.

Com três volantes, Ralf, Guilherme e Bruno Henrique, o treinador elegeu a recuperação da bola como a prioridade do clássico. A recuperação e o passe para a articulação do meia Jádson. A trinca de marcadores explica a tensão e as possíveis consequências que mais uma derrota poderia trazer.

Perto do que vinha produzindo, o clássico foi uma bênção nesse processo de reconstrução da equipe, que ganhou alma e uma estrutura tática visível, um ponto de partida para sua recuperação.

Ambos estão em reconstrução, o Palmeiras com as feridas do rebaixamento e o Corinthians de volta à estaca zero. Comparados os últimos dois anos de cada clube, a tarefa corintiana deveria ser menos estressante. Mas isso não significa encarar a abrupta queda de rendimento como algo normal.

As dores da queda são os pilares do novo Palmeiras. Estão no rosto de cada jogador, de quem trabalhou pelo retorno e de quem chegou sabendo o tamanho do desafio. O retrocesso corintiano é um susto, uma confissão de incompetência.

Gilson Kleina continua recebendo jogadores para colocar na equipe, que tem funcionado bem no Estadual. Cabe ao treinador fazê-la evoluir tecnicamente sem estragar o que foi feito. A primeira missão de 2014 está sendo bem executada, tornar Valdívia um jogador real – embora não tenha se destacado ontem.

As dificuldades do Palmeiras na partida não podem ser usadas para implodir o que foi feito até agora. Até o final do torneio a equipe deverá ganhar mais qualidade. O próximo passo é encaixar Bruno César ao lado do chileno. As novas contratações ensejam transformação técnica e tática.

No Corinthians, bastaram algumas partidas para ficar claro que apenas a mudança de treinador não corrigiria o esfacelamento técnico do grupo. A reformulação da equipe também passa por nova opção tática. Pode ser esse 4-4-2 com três volantes ou o mesmo sistema com dois meias, com Renato Augusto no lugar de um jogador de marcação.

O 4-2-3-1 da Libertadores e do Mundial funcionou bem demais, sustentado pela coesão das tarefas defensivas. A defesa espetacular foi resultado do sistema e não apenas da competência da última linha de marcação, formada por Cássio, Alessandro/Edenilson, Chicão/Gil, Paulo André, Fábio Santos e Ralf.

Volante é palavra perigosa no futebol brasileiro atual. Afinal, o jogador que iniciou a desintegração do campeão mundial foi justamente um deles, Paulinho. Então, antes de crucificar um jogador da posição é preciso conhecê-lo. Ontem, entretanto, o primeiro objetivo era mesmo travar a boa fase do time de Kleina. E funcionou.

A partir de agora, até a nova equipe começar a dar resultado, será mais fácil perceber como o trabalho coletivo influenciava no resultado final do time campeão mundial. Em função disso, a partida de ontem será sempre lembrada, até o restabelecimento total da confiança.
O clássico fez bem aos dois times. Servirá de referência para a reconstrução de Corinthians e de Palmeiras. Mas é preciso trabalhar em paz, o terror de alguns setores das torcidas uniformizadas pode matar a semente de um bom time.

Um dos pontos altos do confronto ocorreu sexta-feira: a coletiva dos presidentes e treinadores. Paulo Nobre deixou claro que a relação com as uniformizadas é questão resolvida no Palmeiras. Já Mário Gobbi, mesmo depois da invasão do CT, não consegue se desvencilhar delas.

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COLUNA DO JUCA KFOURI ❘ FOLHA DE S.PAULO

• Empate com dois sabores

A frase virou clássica no cinema brasileiro, dita por Lima Duarte, no papel de técnico alviverde, no excepcional “Boleiros”, de Ugo Giorgetti: “Dona,a senhora não sabe o que é um Palmeiras e Corinthians!”.

A “dona” era uma Maria Chuteira pega na concentração esmeraldina para oferecer seus préstimos ao goleador do time.

Quem viu o jogo de ontem entendeu por que uma frase tão simples é a mais perfeita tradução do clássico.

Pegue o primeiro tempo, mesmo sem gols, por exemplo.

Que Mano Menezes desculpe, mas parecia o Corinthians de Tite, marcando, com três volantes, até pensamento e apostando num lance para decidir, coisa que esteve no pé de Guerrero, mas o peruano desperdiçou. Ele, mais o goleiro Cássio e Ralf, formavam o trio que restou entre os titulares alvinegros no título mundial.

Tecnicamente melhor, e menos pressionado, o Palmeiras, que já ganhou do São Paulo no Paulistinha, também não deixava o rival respirar e teve com Mazinho a maior chance.

Mas esqueça o campeonato, embora possa ser importante para o Palmeiras vencê-lo no centenário.

O Dérbi vale por si mesmo –e como, “dona”!

Por isso no segundo tempo, com o desgaste físico inevitável, sobrou mais espaço para a bola fluir melhor.

Com menos de três minutos, o estreante Jadson, que foi bem, tirou lasca da trave e Guilherme a acertou em cheio.

A resposta veio no quarto minuto, mas Leandro errou feio. Caísse no pé de Alan Kardec e a solução provavelmente seria outra.

Em seguida, Fernando Prass evitou duas vezes o gol de Romarinho, só porque o corintiano tem fama de algoz do Palmeiras.

Prass, aliás, salvou também um gol de Guerrero. Era mesmo o time de Tite, mas não o campeão, Mano?

Até que, aos 15, Romarinho marcou o quinto gol dele em seu quarto Dérbi.

Agora pegue a coluna de ontem e constate que se imaginava a vitória de quem mais precisava dela.

Vitória que seria justíssima pelo segundo tempo, mas que não aconteceu porque Felipe escorregou e Alan Kardec, na sua única oportunidade, não perdoou.

Resultado?

Aparentemente, entre mortos e feridos se salvaram todos, mas não é bem assim.

Porque o Palmeiras segue invicto e o Corinthians completou seis jogos sem vitória, segundo empate seguido, este com indisfarçável gosto de derrota.

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COLUNA DO JORGE NICOLA ❘ DIÁRIO DE S.PAULO

• Quase 100%

Apesar de estarem rompidos com o presidente Paulo Nobre, os integrantes das organizadas eram ampla maioria entre os dois mil alviverdes que estiveram no Pacaembu.

• Impasse…

A comissão criada para mediar a briga entre a construtora WTorre e o Palmeiras não foi capaz de encontrar uma solução para a divisão dos assentos no Allianz Parque.

• …longe do obras fim

Até o presidente palmeirense, Paulo Nobre, já admite que o impasse terá de ser resolvido por uma corte arbitral. E as obras do estádio seguem em ritmo lento. A provável inauguração deverá ficar para 2015.

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19 respostas em “Verdão na Mídia 17-02-2014: Após gol no Derby, Kardec tenta controlar ansiedade pela convocação ❘ Gazeta Esportiva Net”

Provavelmente a inauguração da nossa casa será em 2015????? QUANTA INCOMPETÊNCIA POR PARTE DO PALMEIRAS QUE DEIXARAM A WTORRE FAZER O QUE QUER!!! Está na hora do Palmeiras contratar um outro parceiro pro lugar da WTorre, essa parceria não vai dar certo.

Esse ROBSON MORELLI é um brincalhão. Quem tremeu foi o Mano que tirou os atacantes para segurar o 1 a 0…

Esse Jorge Nicola deve ser formado em engenharia civil e não em jornalismo!!! A obra está com 82% concluído e o babaca vem dizer que ela segue em ritmo lento? Pelo jeito não passa pelas Perdizes faz muito tempo…
Não penso que o Kardec jogue fora da sua posição, o que falta ao time é alguém melhor que o Mazinho e o Leandro pra lhe fazerem companhia. Culpa do treineiro que escala errado – aliás como escala mal!!!

Mauro beting reverenciando o romerdinha e falando q o tabu se mantém , daria pra alguém lembrar esse jovem senhor que já tem bastante gambá na imprensa pra torcer pelos marginais, nao e preciso mais um! Seu teria vergonha de vc , pseudo- palestrino!

Doença mesmo!!! E peço ápenas mais MUITO respeito com um dos mais ilustres palestrinos vivos(seu Joelmir ja está mais entre nós, esse sim era o maior)…
Alex Muller também manda muito bem como palmeirense.

Mauro Beting é imprensinha pura, baba ovo gambambi, morre de medo de elogiar o Palmeiras. Alex Muller sim, esse não teme o patrulhamento dos “companheiros” de profissão.

Nego da midia tudo falando que o Prass salvou o Palmeiras da derrota. Ok, ele foi muito bem em vários lances, mas quem garante que se o gambá marcasse o gol na primeira defesa do segundo tempo, não iriam recuar imediatamente como covardemente fizeram?

Se o Prass não pega a primeira bola, os caras iriam recuar. Jogaram como time pequeno.

Pena que não deu tempo de virar o jogo.

Concordo com o avalone, para nós o empate foi muito melhor, jogamos fora, continuamos invictos e na ponta com a derrota do Santos. Nego esquece que futebol é bola na rede, não adianta falar meu time teve 100 chances de gol, chance de gol NÃO é gol. OFF TOPIC: De casa nova, o Corinthians vai ter mais contas para pagar a partir de agora. Depois de se mudar, a projeção feita internamente é de que o clube tenha de desembolsar cerca de R$ 100 milhões por ano para manter e quitar as dívidas da construção, pelo menos nos próximos doze anos, prazo máximo para o acerto das obras. Esse ônus é da wtorre.

O kardec é escalado errado pelo jenio gk. Mas se for pra seleção o felixao coloca ele no meio da área e ele vai encher o rabo de fazer gol jogando do lado.de neymar e oscar.

Exatamente, quero acreditar que o GK faz isso para confundir a marcação mas não é algo para fazer o tempo todo. O Valdívia precisa ficar posicionado para fazer o passe de ligação para o ataque, função que o Wesley vem fazendo mas em um tempo de bola maior que favorece a defesa adversária.

Muito engraçado um treinador que já se atrapalha sozinho querendo confundir ou enganar os adversários. Pra encher o time dos seus perebas de estimação mancomunados ele deixa o time todo capenga: centroavante jogando por um dos lados, armador de centroavante, Mazinho como marcador disfarçado de atacante. Gilson Kleina é DISPARADO o pior treinador em time grande que eu me lembro nos últimos anos.

Eu tenho medo dessa m… de seleção. Nossos jogadores desfalcam nosso time para compor banco em amistosos inúteis, não vão para as competições oficiais e voltam jogando mal.

Vem logo treinar meu Verdão Luxemburgo. No Jogo de ontem os gambás com 3 volantes marcadores (ralf, bruno henrique e guilherme) passamos sufoco. Vamos apoiar o Valdivida gente, ele joga a copa e será vendido por um preço razoável.

Concordo plenamente, meu caro Raul. Mas, é preciso registrar que ele colocou o Leandro na cara do gol e o atacante bateu de primeira quase no tobogã.

Verdade.

Em relação ao Leandro, esse precisa de um chá de banco e de um treino de pontaria reforçado. O moleque tem potencial, mas a personalidade difícil dele pode comprometer suas habilidades….

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