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Arenas – Esmeralda

Por Claudio Baptista Jr.

Duas semanas atrás publicamos um texto que falava sobre os tipos de gramado e a escolha de colocar na Allianz Parque a grama tipo Bermuda.

http://3vv.com.br/2014/02/arenas-allianz-parque-gramado-e-drenagem/#comments

Dentro dos comentários escrevi sobre meu gosto pessoal em relação a grama tipo Esmeralda. Mais grossa permite o jogo mais cadenciado em relação ao atual, pois o gramado fica mais denso, além de proporcionar bom conforto.

Falo isso com tranquilidade, pois já tive e ainda tenho oportunidade de jogar futebol de campo com frequência neste tipo de grama.

B-2

Claro, seria muita pretensão querer ir na contramão do que se observa hoje onde a maior parte dos estádios que os grandes clubes mandam seus jogos possui a grama tipo Bermuda e tenho consciência sobre a qualidade desta grama e seu “tapete de golfe”. Além, evidentemente, que o mercado de gramas esportivas vem se desenvolvendo em grande parte envolta deste tipo.

Também sabemos que a escolha ainda envolve outros aspectos como a manutenção (irrigação, reparos, replantios, recuperação, semeação,…), resistência a pisoteio, pragas, adaptação ao micro ambiente do estádio entre outros.

Acontece que trago o tema para reflexão a fim de acrescentar mais um aspecto. O diferencial.

Sabendo que a grama esmeralda é de igual forma capaz de produzir um tapete adequado a prática do futebol profissional, pergunto:

A grama Esmeralda dentro do Allianz Parque fazendo com que nossos jogadores estejam mais ambientados pode trazer alguma vantagem técnica perante adversários?

Como estaremos sempre jogando em campos de adversários na grama Bermuda, penso que nossos jogadores não teriam sensível perda técnica neste tipo de grama.

Enfim, mais um tema para refletirmos. Não somos especialistas, mas o debate é livre.

Ah, por extensão e como já é prática faz um bom tempo, os campos de treinamento também deveriam ser equipados com a mesma grama do estádio mandante, ou ainda, mesmo tendo grandes variações nos gramados encontrados nos diversos estádios visitados (corte, condições climáticas e preparação do campo, estado de conservação,…) se poderia pensar em ter campos de treinamento com tipos distintos de gramas caso nosso estádio fosse equipado com um tipo diferente.

E vocês o que acham a respeito?

Abraço,

Claudio.

 

15 respostas em “Arenas – Esmeralda”

Senhores, as dimensões do gramado do ALLIANZ PARQUE, são de 105 X 72, uma pouco mais largo que os gramados para a Copa para toscos, Claudio Baptista Junior, PARABENS pela matéria!

Cláudio,

Você tem informação sobre as dimensões do gramado do Allianz Parque?
O Palestra Itália quando foi fechado tinha 110x75m, dimensão máxima para jogos internacionais.
O Pacaembu tem 105x68m, dimensão pequena que facilita o estilo de jogo de time pequeno.
O novo estádio do Palmeiras conseguirá manter os 110x75m?
obrigado.

Fiz essa pergunta sobre a dimensão do gramado diversas vezes e nunca há resposta.
Ainda não existe essa definição ou ninguém sabe?

Claudio, quando jogávamos no Palestra o time e a comissão técnica sempre pedia para que o campo fosse molhado antes dos jogos, a intenção era fazer a bola rolar mais rápido, o que favoreceria o nosso time, mais técnico, ao enfrentar retrancas. Pensando nisso, imagino que a escolha da Bermuda é mesmo melhor do que a Esmeralda, que segura mais o jogo.

Acho válido a iniciativa. Acharia bem legal que os campos de treinamento, que são quatro, tivessem diferentes tipos de gramados, onde um fosse o mesmo do estádio. Para um leve reconhecimento do gramado em que se vai jogar.
Mas acima de tudo, espero que o Palmeiras daqui pra frente apenas se reforce a cada ano que passa, para que possamos ter superioridade técnica em campos molhados, secos, irregulares e também nos tapetes.
Pois essa de culpar o campo por maus resultados, por bolas dominadas na canela e chutes na bandeira de escanteio, não dá pra engolir.

Concordo plenamente que um time bom se adapta e pode ser superior em diferentes pisos.
Abraço.

Bom dia Cláudio! gostaria de saber por qual motivo meu comentário foi apagado? Aspectos técnicos e discordância com seu post não podem ser abordados pelos leitores do 3VV.
Abraço

Ótimo tema abordado, acho que a escolha infelizmente nao é so tecnica e sim comercial, mas hj isso faz parte de uma adequaçao mundial e o Palmeiras gigante que é nao pode ficar de fora dessa adequaçao, abraços!

no ct deveria ter dois tipos de grama, uma igual a que terá na arena e outra que seja a mais parecida com a dos outros estádios, coisa lógica, mas que parece não ser muito lógica, quando se trata de lógica no Palmeiras.

Cláudio gostei muito da sua abordagem, mas na minha opinião me parece que se ter um CT com dois tipos diferentes de grama é um desperdício, sendo ainda que fazer os jogadores treinarem em 2 gramados diferentes também o é. Até concordo que termos um estádio com um tipo de grama única possa nos dar alguma vantagem sobre nossos adversários quando jogarmos em casa, mas na boa, não chegamos onde chegamos pensando deste jeito.

Correção:
Onde se lê: “Além do mais a grama bermuda por ter o corte mais alto deixa o jogo mais lento e aumenta o risco de lesão em jogadores. ”

Leia: “Além do mais a grama esmeralda por ter o corte mais alto deixa o jogo mais lento e aumenta o risco de lesão em jogadores. “

Meu caro Cláudio,

parabéns pela iniciativa de botar em pauta o uso da grama esmeralda para o Allianz Park. Porém, mesmo que o time levasse alguma vantagem técnica em relação aos adversários, o uso da esmeralda nesse caso seria um retrocesso no que tange tecnologia em gramados esportivos. O uso de grama esmeralda é recomendado para uso em residências e parques, contudo é bastante utilizada em campos recreativos, onde provavelmente você joga a sua bola e eu também. Porém essa grama exige um corte mais alto, uma vez que se for cortada baixa como no caso da bermudas
( 4mm), essa grama apareceria apenas o talo. A grama bermudas possui um maior adensamento de massa verde e permite que a bola role mais fácil. Além do mais a grama bermuda por ter o corte mais alto deixa o jogo mais lento e aumenta o risco de lesão em jogadores. Outro fator importante é que o maquinário para manutenção de gramados esportivos estão configurados para a grama do tipo bermuda e suas diversas cultivares. Iríamos aí contra o mercado de paisagismo, onerando ainda mais o manutenção do nosso jardim. Acredito que se quiséssemos realmente ter alguma vantagem utilizando o fator piso, deveríamos escolher o gramado sintético, que no caso raros são os times que treinam nesse terreno. Porém essa escolha implicaria em lesões de joelho e de tornozelo. Por fim, time como nosso grande Palmeiras, tem que ganhar de todo mundo, independente onde jogue.

Abraço

Brunno
Engenheiro Agrônomo e Paisagista

Brunno, obrigado por trazer mais informações técnicas a respeito dos gramados esportivos.
Quando puder, traga mais dados para nós.
Depois de ler seu comentário, fiquei com uma dúvida quando a questão das lesões. A Bermuda propicia um jogo mais veloz, aí não seria natural o contato mais forte entre jogadores e até mesmo maior carga sobre os joelhos e tornozelo nas mudanças de direção? Já a Esmeralda por ser mais alta, propicia menor equilíbrio.
Podemos afirmar mesmo que a Bermuda é mais segura quanto a Esmeralda?
Ah, também jogo campo em grama sintética. Depois do jogo meu tornozelo pega fogo.
Abraço.

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