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As Finanças do Palmeiras – 2

Por Luís Fernando Tredinnick

Amigos, hoje falaremos sobre a venda de jogadores, dentro da nossa série de artigos sobre as finanças do Palmeiras.

Já vimos ontem que estamos atrás dos nossos concorrentes em termos de receitas e muito disse se deve à nossa completa incapacidade de gerar receitas com a venda de jogadores.

Vocês já devem ter observado no gráfico a evolução das receitas com a venda de jogadores.

Receita Negociação Atletas<em

Temos que considerar que o que aconteceu em 2013 com o São Paulo é algo completamente fora da realidade. Não são poucos que dizem que a venda do Lucas foi “inflada” por ser lavagem de dinheiro e coisas do gênero. Eu particularmente não sei se foi o caso, mas certamente um jogador vendido por preços exorbitantes é algo que não vai se repetir.

O Santos vendeu Neymar e o Corinthians vendeu quem dava no elenco que foi campeão em 2012.

O problema não é o que aconteceu em 2013 – que foi fora do normal para todos os clubes, e nem em 2008 – que foi atípico para o Palmeiras. O problema é o que vem acontecendo desde 2009 onde os adversários do Palmeiras conseguem receitas substanciais enquanto o Palmeiras consegue resultados ridículos.

Entre 2009 e 2012 o Corinthians teve receitas totais de R$ 158 milhões, o São Paulo teve 115 milhões e o Santos teve 94 milhões.

E o Palmeiras? Bom, teve ridículas receitas de R$ 38 milhões. Ou seja, apenas 40% das receitas do Santos que foi o time que menos teve receita com a negociação de atletas nesse período.

Obviamente os resultados vistos são resultados de duas incapacidades do nosso clube: (i) a falta de categorias de base que realmente revelem jogadores e (ii) a incapacidade de contratar jogadores ainda no status de “promessa” e que se tornem efetivamente bons jogadores – e que possam ser vendidos posteriormente com lucro.

Nesse caso o Palmeiras perde em dois aspectos importantíssimos. Por um lado deixamos de revelar jogadores e/ou contratar promessas – o que é muito mais barato do que contratar jogadores já consagrados. Por outro lado deixa de ter receitas que ajude o clube a equilibrar as contas.

Bom, já cansamos de dizer que precisamos investir nas categorias de base e melhorar a nossa descoberta de talentos. Isso precisa melhorar. Urgentemente!

Saudações AlviVerdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol

11 respostas em “As Finanças do Palmeiras – 2”

Acho que temos uma grande falha no nosso marketing, nossos jogadores sao menosprezados e muitas vezes perseguidos pela imprensinha , vejam o kleber, judas, alguém acha q ele parou de dar cotoveladas? Nao , nao parou, mas nao se fala mais no assunto! Precisa haver um trabalho com os jornalistas esportivos para destacarem nossos valores! Nosso tecnico ja da mostras que tem inteligencia emocional: ” Vamos tentar nos adaptar ao Palmeiras, não que o Palmeiras se adapte a nós. A história do Palmeiras é maior que a minha”, disse o treinador” , esse Gareca vai nos dar muitas alegrias, se a diretoria nao atrapalhar e lhe der condicoes !

O comentário sobre a base é relevante porém a falta de capacidade de negociação é gritante. O barcos tem status de ser um dos melhores centroavantes em atividade no país. Quanto ganhamos com ele? O kardec idem porém neste caso nem trocados recebemos. O Henrique ninguém confirmava que iria para a copa mas haviam chances,agora ele foi chamado e em qual time está? Quanto ganhamos com ele? Isto é o que me revolta. O França deve ter problemas fortes extra campo mas fomos nós que evidenciamos isso, poderia ter abafado o caso e comprado o cara para fazer dinheiro, afinal todos os comentaristas elogiaram o cara enquanto jogou. Preferimos apostar no Josimar, este que no primeiro jogo não levou 10 minutos para provar ser ruim demais.

Fox ao vivo com o Gareca…e de cara ele já disse que é uma honra e um orgulho dirigir o maior campeão do Brasil (palavras dele) e que só vai ser aceito pela torcida se ele ganhar…e que tem expectativa de ganhar títulos e que veio para isso…oremos…

As categorias de base do PALMEIRAS sempre foram relegadas a um plano secundario. Qual o unico clube grande de SP que nunca ganhou a Copa Cidade de SP? É um dos sinais da fragilidade tecnica da nossa base. O Narciso tinha tudo para fazer um bom trabalho e foi dispensado. Estranho. Comprar promessas??? Temos bons “olheiros”?? Ou ficamos refens dos famosos “administradores de carreira dos jogadores”?? Qual é a politica do clube em relação as categorias de base? Tem PLANEJAMENTO?? Na somatoria de todos estes fatores pode-se pelo inferir, na minha opinião, os motivos dos resultados ridiculos que temos com a venda de jogadores. Tem um longo caminho a ser percorrido tb neste quesito pelo PALMEIRAS. E isso passa pela PROFISSIONALIZAÇAO da gestão do futebol.

O que eu lembro é que o Palmeiras sempre vende os melhores jogadores do elenco, faz tempo… Não entendo como é tão baixa essa receita, parece que o clube é sempre atropelado em negociações, parece… estranho

O problema é que o Palmeiras não vende bem os jogadores que são “seus”. A maioria dos que entram e saem são jogadores que vem por empréstimo ou tem uma grande parte de seu passe na mão de empresários e investidores. Até os moleques da base em sua maioria não são 100% do Palmeiras. Isso é que precisa mudar. Se isso não mudar o Palmeiras vai comprar, vender e, com sorte, apenas empatar o dinheiro investido.

Na minha opinião, a sinergia é um fator fundamental para a valorização de jogadores. Ter um time competitivo, que disputa – e ganha – títulos é um fator preponderante na “inflação” do preço dos jogadores. Ou alguém aqui acha que Paulinho seria vendido por Er$20 milhões se o clube não tivesse ganho os títulos que ganhou? Ou então, por quanto poderíamos ter vendido o Henrique se este fizesse parte de um elenco campeão da libertadores/mundial.

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