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As Finanças do Palmeiras – 4

Financistas Palmeirenses, neste quarto artigo sobre as (más) condições das finanças do Palmeiras o papo é sobre as dívidas de curto prazo.

Já vimos no artigo anterior que a nossa dívida total é de mais de R$ 280 milhões e que isso representa um ano e meio da nossa receita. Mas, como diriam alguns economistas, dívida não se paga, administra-se.

E uma dívida bem administrada é uma dívida que não asfixia o clube no seu dia a dia e – infelizmente – esse não é o caso do Palmeiras já que a dívida do clube é uma dívida que deve ser paga no curto prazo.

Em termos financeiros dívida de curto prazo é aquela dívida que deve ser paga no prazo de até um ano. Observem no gráfico abaixo como está a dívida de curto prazo dos clubes em relação à receita.

dívida curto prazo

Fica fácil observar que de 2010 para cá o Palmeiras começa o ano tendo dívidas a serem pagas que são maiores do que toda a receita do ano anterior.

Esse asfixia do clube se deve a basicamente dois fatores: (i) piora do perfil da dívida e (ii) falta de aumento de receita.

A dívida total do Palmeiras no período foi a que menos aumentou em termos absolutos: aumento “apenas” R$ milhões 87. O problema é que a dívida de curto prazo que era de R$ 44 milhões passou a ser de 208 milhões em 2013, enquanto a dívida de longo prazo caiu de R$ 151 milhões para 73 milhões.

Nesse mesmo período as receitas anuais do Palmeiras foram as que menos aumentaram: R$ 42 milhões, enquanto o Santos aumentou a sua receita em R$ 125 milhões e o São Paulo e Corinthians aumentaram suas receitas anuais em R$ 200 milhões.

Essa é a situação do Palmeiras hoje: ter que vender almoço para poder pagar o jantar! Então a principal preocupação financeira do Palmeiras nos últimos anos é sempre refinanciar a dívida de curto prazo e tentar deixar essa dívida para o(s) próximo(s) ano(s). Além de todo esforço que isso exige, esse tipo de refinanciamento é mais caro do que dívidas de longo prazo.

A solução para esse problema? Já cansamos de falar por aqui: alongar o perfil da dívida, ou seja, trocar dívida de curto prazo para uma dívida de longo prazo e ao mesmo tempo aumentarmos nossas receitas – algo que a Arena irá contribuir de maneira significativa da mesma maneira que um patrocínio máster…

Na próxima semana vamos discutir para quem os clubes devem no curto prazo!

Saudações AlviVerdes

* Luís Fernando Tredinnick escreve às sextas-feiras no 3VV explicando a quem conhece, e a quem não conhece, os números do futebol

12 respostas em “As Finanças do Palmeiras – 4”

Luis, os FIDCS seriam para diminuir parte da dívida de curto prazo, é isso?
Alguém sabe como ficou isso? Pelo que eu lembro o impeditivo era a questão jurídica do caso wesley
Teria tbm mais um fidc de 54 milhoes a ser aprovado pelo cof…

É.. está claro, que o Paulo Nobre não está nem aí pra contratar reforços pontuais que o Palmeiras precisa!!! Ao invés de ir atrás de mais reforços, o Paulo Nobre (ou melhor dizendo) playboy vai assistir jogos da Copa nas Oitavas de Final e o Palmeiras fica aonde nessa história??

Nao podemos negar, esse brunoro e um profissional que sabe como nos surpreender! E eu ate dava um desconto pra ele por conta do playboy , mas agora esta claro , os 2 sao experts quando se trata de nao ser profissional ! Cala a boca Brunoro, traga o Pratto que vc e todos nos ganhamos mais!

Enquanto alguns palmeirenses ( de verdade) se preocupam com a situaçao do clube o Sr.Brunoro declara que gostaria muito de trabalhar no Flamengo. Se sou o presidente demito-o na hora e assim ele estaria livre para realizar seu sonho. Como dividendo o clube geraria uma economia consideravel e ate poderia colocar alguem com mais competencia com salario bem menor para desempenhar a funçao que tem o responsavel mas cujos resultados são mediocres. ACORDA P.NOBRE………..

Se o “Negociador” decidir realizar de imediato o seu sonho ridículo, as finanças do clube e os torcedores do Palmeiras agradecem muito.

Grande ideia , vamos colaborar para a SEP contratar mais jogadores como o Victorino, pagar 13milhões + Barcos pelo Leandro, ajudar no salário dos que comandam o marketing (gambá), para o Feitosa, Brunóquio, ajudar nas renovações de Bruno, Patrik Vieira e principalmente ajudar o coitado desse vagabundo do Wesley que ganha 370mil para andar em campo, esse jogadorzinho só esta esperando chegar agosto para nos dar um pé no rabo, ai vem o palyboyzinho de merda falar

Luís
Parabéns pelo trabalho e pelas análises.
A meu ver, o endividamento de curto prazo compromete a capacidade de investir, o que dificulta na formação de elencos de boa qualidade, que é o principal “produto” do Palmeiras e que compromete na geração de novas receitas.
Logo, para encaminharmos uma solução para o nosso amado clube, cada um de nós tem de dar o seu passo.
A diretoria na busca da mudança do perfil da dívida e de um patrocinador master (nessas horas é melhor baixar a pedida do que ficar sem nada) e os associados e torcedores buscando consumir um “pouquinho mais” da marca Palmeiras. Como ? Indo ao estádio, adquirindo produtos oficiais, se associando ao Avanti, etc…, de tal sorte que a receita aumente e permita o investimento em jogadores capacitados e NAS CATEGORIAS DE BASE.
Infelizmente gastamos uma grande quantidade de energia nas nossas discussões internas, sobrando pouco para o que realmente interessa, que é recolocar o Palmeiras no seu devido lugar.
Como sugestão, teria como nos mostrar qual “produto” traz mais retorno para o Palmeiras ?
Ex. Ingresso, o valor que vai para o clube é, por exemplo 100%.
Camisa, o valor que vai para o clube é, por exemplo, 10%.
Pay per view, o valor que vai para o clube é de, por exemplo , 5%
Um abraço.

Luis , parabéns pelo trabalho, sempre leio o 3VV , que comsidero um veiculo serio da Mídia Palestrina , os números são diretos e frios, que constatam a má administração em vários aspectos!

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