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Direto da Fonte

Copa no 3VV: Por Jota Christianini

Por Jota Christianini

Vai começar de novo!

Estarei aqui ao final de cada rodada conversando com vocês.  Não necessariamente sobre o jogo em si – provavelmente estas linhas serão mostradas depois que o amigo (a) estiver carregado de informações sobre a rodada – mas do entorno, dos porques, talvez e quem sabe de cada rodada.

Eu começo o baile, todos podem dançar, experimentar novos passos, modificar o ritmo, até espinafrar o musico.

Fiquem à vontade.

Acompanho a Ccopa do Mundo desde 1958, não conto 1950, mal sabia andar, nem  54 já numa escolinha infantil.

Dessa copa lembro vagamente a professora indo seguidamente ao sapateiro, vizinho da escola, perguntar o resultado do jogo. Não lembro se ela nos passava o resultado, acho que sim, comemoramos um dos gols contra o México.

Lembro meu pai furioso com o árbitro inglês Mr. Ellis que teira nos roubado diante dos húngaros e desclassificado o Brasil da Copa.

Aliás duas vezes vi meu pai furioso desse jeito: a outra foi quando a professora quis amarrar meu braço para que eu escrevesse com a mão direita.

Meu pai e todo o Braisl, cogitaram expulsar os hungareses* aqui residentes ,

Dizem que no Anastácio, reduto da colônia húngara, chegou a sair alguns arranca rabo.

Já de 58 lembro tudo, tudo mesmo!  Da estreia contra Áustria, o apresentador do circo – última vez na minha vida que fui ao circo – interrompendo os malabaristas, cantores e palhaços para anunciar cada gol contra  a Áustria, e quando citou o nome do Mazzola – fez dois – os italianinhos da Lapa vibraram.

Lembro da final com a Lapa comemorando o gol da …………Suécia, havia uma conversa que quem marcasse em primeiro lugar na final, perderia. Logo depois a goleada brasileira. O jogo acabou por volta de uma da tarde. Era 29 de junho, dia de S.Pedro.

Nunca vi comemoração igual àquela; em nenhuma outra copa .

Nada de camisas da seleção – era impensável ter uma – nem bandeiras, poucos usavam, foi carnaval espontâneo, povo se abraçando nas ruas, cantando, buzinando. Era o Brasil alegre que, segundo Nelson Rodrigues deixava de ser um vira latas entre os povos e o Brasil um vira lata entre as nações.

Também devo salientar que foi uma das maiores alegrias que vi meu pai manifestar em toda vida.

Três dias depois; 8 minutos de película, 4 minutos de cada tempo era o testemunho visual que as três emissoras existentes nos mostravam.

Veio 62 um revival de 58, e ja ai com a novidade de podermos assistir, 2 dias depois, em rede de TV  o jogo inteiro em video tape.

Decepção em 66, 47 jogadores convocados treinos em forma de quadrangular que pareciam jogos, O tempo todo na procura do companheiro de Pelé. O que mais treinou, Servilio, ao lado do rei, sequer foi inscrito. Voltou de Londres com mais 5 colegas, cortados no pais da copa. Nem video tape tivemos, apenas uma droga chamada Quinescopio, um tape em rotação acelerada.

Logo a seguir a espetacular conquista de 70, primeira com TV direta, ainda em branco e preto – a cores só para 200 convidados que assistiam na sede da Embratel no Edificio Italia –

Algumas decepções depois, vencemos em 94. Lembro vagamente do chute do Baggio por cima, mas salvo por ser o primeiro título que meu filho viu. Não conto com ela. Nem conta nada dela.

Mias adiante a formidável Família Scolari nos deu uma Copa, a segunda que ganhamos com 100% de aproveitamento, e com atuações brilhantes de alguns palmeirenses, Roque Jr – na final fez uma partida irrepreensível – Rivaldo e Marcos que ao defender o chute de Ballack salvou, a seleção, a família Scolari, a pátria, a mão, enfim salvou tudo o que podia salvar.

Agora a Copa voltou para cá.

O que eu sonho ainda com a Copa do Mundo?  Gostaria que  tivesse os recurso de agora, fora de campo, mas que dentro das quatro linhas tivesse a simplicidade  de 1958.

***

Nessa o prefeito de Poços de Caldas não quis perder a chance:

De Sordi, Oreco, Zozimo, Dino Sani, Castilho e Gilmar

Garrincha, Moacir, Vavá, Dida e Zagallo,  treinador Feola

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Na foto abaixo, mesmo um treino, com Pacaembu lotado.

E um calção de cada cor.

Na foto, Joel, Didi, Mazola, Pelé e Canhoteiro

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Nos dias de hoje, o profissionalismo, o marketing, os microfones.

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24 respostas em “Copa no 3VV: Por Jota Christianini”

Otima iniciativa Jota e 3VV… vai ser muito bacana ter voce por aqui em cada rodada !!

Grande abraco,
FC

E faltando só 3 dias pra acabar as férias dos jogadores do PALMEIRAS ……PAULO MOLE E SEU STAFF, Não contrata ninguem !!! POBRE TREINADOR GARECA !!!Não dou 4 meses pra diretoria começar a FRITAR o ARGENTINO !!!!

Jota, tu és um monstro, e futebol, realmente, é muito mais legal q soccer.
Parabéns.

No estádio do dinheiro roubado o Brasil só ganha com gol arrumado pela arbitragem. Tirando Neymar time ridículo. Infelizmente o primeiro jogo da Copa já mostra que está arrumada para o
Brasil. Aliás onde tem a mão do PT de Lula tem coisa errada e corrupção, não seria diferente na seleção da Globo. O Palmeiras que se cuide com a arbitragem quando for jogar nesse estádio de ladrões ou será derrotado pelo Juiz contra os gambás, tenho vergonha de ser brasileiro ao ver oque estou assistindo.

Tem que ficar apreensivo mesmo. Daqui a pouco volta o campeonato e o time é o mesmo. Oque
mais me chateia é ver que o tal Presidente não demonstra nenhuma empolgação pra reforçar o elenco de verdade. Tomara que com um novo Presidente e o novo estádio essa mentalidade pequena termine. Fora Paulo Mole,,

Se tu queres um título e mais 20 anos de sofrimento, continue com teu pensamento, estás no caminho certo.

O pior, Reinaldo, é que seguindo essa mentalidade não teremos nem títulos nem fim de sofrimento pelos próximos 40 anos, como aliás não os tivemos nos últimos 38 (exceção feita à era Parmalat). Se você acha que o descaso total com o centenário transformará o Palmeiras numa potência mundial daqui a uma década simplesmente porque trocamos a grandeza pela adimplência, deve ter acreditado piamente que a Copa no Brasil não teria um centavo de dinheiro público…

Tenho, Christianini.

Das copas que você citou, só não acompanhei as de 1950 e 1954, pelos mesmos motivos que você, a idade, obvio.
A de 1958, que com a de 1970, foram as únicas copas que a Seleção Brasileira ganhou honestamente (a de 1970, com as ressalvas de que ganhou de times medíocres, pois o futebol europeu estava em renovação, e o clima no México, tanto físico quanto de acolhida, era inteiramente desfavorável às seleções europeias, e ainda lembrando que a Selecinha do Zagallo ganhou da Itália que vinha de 2 prorrogações em um calor de 40° à sombra!!!), por motivos ideológicos (jamais torci para a Seleção Brasileira, pelo obvio que a Seleção brasileira é o ópio do povo), nessa Copa de 1958, no jogo contra a Inglaterra, que terminou em 0X0, torci por essa última.

1962, empatou despudoradamente no apito contra a Checoslováquia no segundo jogo deas oitavas de final (o famoso pênalti do Nilton Santos não dado pelo árbitro) e o assalto à Espanha, que ali já faria a seleção do Aymoré Moreira voltar para o Brasil. Depois ainda se veria a expulsão do Garrincha contra o Chile e ele jogou a final contra a mesma Checoslováquia, quando não deveria ter participado.

1994: a FIFA tirou a Argentina e a Colômbia do caminho da Seleção Brasileira, por motivos torpes, pois qualquer uma das duas que cruzasse com o Brasil, o teria tirado pois eram MUITO mais times que a Seleção do Parreira.

2002: todo mundo viu a roubalheira da arbitragem favorecendo o Brasil. Contra a Turquia, contra a Bélgica, o gol cagado do Ronaldinho Gaúcho contra a Inglaterra e o frangaço do goleirão alemão na final.

Enfim é isso…obrigado pelo espaço e desculpe-me se desagradei alguém com meu comentário, que afinal é de uma sinceridade sem igual.

Um abraço

Roberval.

Roberval, acompanho as Copas desde 1974 e também não torço pelo time da CBF desde que ela ainda era CBD (o Mundialito do Uruguai em 1980/81 foi minha “despedida”), embora reconheça que o time de 1982 não merecia a pecha de “derrotado” e tenha ficado feliz pelo título de 2002 ter vindo quase que apenas graças a Rivaldo e Marcos (que não defendeu nenhum chute do Ballack simplesmente porque ele estava suspenso e não jogou aquela final, ao contrário do que diz o texto do Jota). Passei a odiá-lo por dois principais motivos, um deles idêntico ao seu (o ópio do qual um povo analfabeto e ignorante como o nosso não precisa) e outro meio insólito; afinal, foi defendendo a camisa amarela que nosso então melhor jogador, Jorginho Putinatti, quebrou a perna em 1983, e nunca mais foi o mesmo desde então. Faço apenas duas ressalvas a todos os seus brilhantes comentários: o pênalti do Nílton Santos em 1962 foi contra e Espanha e não contra os Tchecos, e em 1994 a Colômbia foi eliminada da Copa pela soberba de alguns e o medo de outros (assista ao documentário “Os Dois Escobar” da ESPN que você entenderá melhor). No mais, e apesar de todos os esquemas, afirmo aqui (e pode me cobrar depois) que o Brasil não ganhará esta Copa. Grande abraço.

tudo bem copa do mundo, brasil etc e tals., Ma fico muito mais nervoso e apreensivo com o palmeiras….

Abertura no ITQUERAO , perceberam como a imprensinha começou a chamar o lixao da corrupção de arena curintians ? ! E como não chamam nosso estádio pelo nome correto que e Alianz Parque!

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