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Verdão na Mídia

VERDÃO NA MÍDIA 03-08-2014: Verdão, com a cara de Gareca, pega Bahia, sem treinador e com interino ❘ GLOBO ESPORTE COM

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• Verdão, com a cara de Gareca, pega Bahia, sem treinador e com interino

Nenhum dos dois lados pode se gabar por viver situação confortável. Mas se há um time em um momento mais delicado no confronto entre Palmeiras e Bahia, neste domingo, às 16h, no Pacaembu, pela 13ª rodada do Brasileirão, é o Tricolor baiano.

Em processo de adaptação à filosofia do técnico argentino Ricardo Gareca, o Verdão começa a ganhar a cara do comandante, adepto à compactação e marcação forte. Mas isso não garante resultados imediatos: o time não vence há seis rodadas e soma 13 pontos. A ideia é aproveitar a confiança pela vitória sobre a Fiorentina, por 2 a 1, na última quarta-feira, pela Copa EuroAmericana, para se recuperar.

Sem viver dias tranquilos, o Palmeiras vai encarar um Bahia desesperado pela vitória. O time não sabe o que é um resultado positivo há nove rodadas no Brasileirão, no qual soma nove pontos, e sequer definiu um treinador após a demissão de Marquinhos Santos, desligado do cargo após a derrota para o Internacional, por 1 a 0, na Fonte Nova. Márcio Araújo (chegou a ter acordo alinhavado) e Gilson Kleina (nome novamente forte após a chegada do diretor de futebol Rodrigo Pastana) estão na mira, mas o interino Charles Fabian terá a missão de comandar o Tricolor neste domingo.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique apita a partida, auxiliado por Luiz Claudio Regazone e Gilberto Stina Pereira. O GloboEsporte.com acompanha todos os lances, em Tempo Real, com vídeos, a partir das 15h30, e a TV Globo transmite a partida ao vivo para o estado da BA, com Thiago Mastroianni e Darino Sena. O Premiere FC também exibe o jogo ao vivo para todo o Brasil, com Linhares Jr e Wagner Vilaron.

AS ESCALAÇÕES

Palmeiras: Gareca montou o Verdão nos treinamentos com quatro novidades em relação ao time que perdeu para o Corinthians, no último domingo. Lúcio, recuperado de fratura no osso facial, sofrida diante do Cruzeiro (dia 20 de julho), está de volta. O xerife alviverde usará uma máscara idealizada com o molde de seu rosto. Além dele, Josimar, Leandro e Allione ganharam lugar entre os titulares. O argentino, porém, não foi regularizado e fica fora do jogo. Assim, Marcelo Oliveira, Renato e Mouche perderam suas vagas. Desta forma, o provável Palmeiras é o seguinte: Fábio; Wendel, Lúcio, Tobio e Victor Luis; Josimar, Wesley, Mendieta e Felipe Menezes; Leandro e Henrique.

Bahia: para o primeiro jogo como interino do Bahia, Charles Fabian apostou na precaução. Durante a semana, o técnico testou um time com três volantes no meio de campo. Rafael Miranda ganhou a oportunidade de atuar no lugar de Léo Gago, que está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. No ataque, Kieza e Rhayner serão os encarregados por balançar as redes, com Marcos Aurélio como homem de referência na criação de jogadas. A provável escalação tricolor tem: Marcelo Lomba; Roniery, Titi, Demerson e Pará; Fahel, Uelliton, Rafael Miranda e Marcos Aurélio; Rhayner e Kieza.

QUEM ESTÁ FORA

Palmeiras: sem suspensos

Bahia: suspenso, o volante Léo Gago não joga. O goleiro Omar voltou aos treinos, mas ainda não está à disposição. Em recuperação de uma lesão no joelho, Lincoln segue vetado pelo departamento médico do clube.

PENDURADOS

Palmeiras: Henrique, Josimar, Mendieta e Wendel

Bahia: Fahel, Guilherme Santos, Henrique, Pará, Roniery, Titi e Uelliton

O ÁRBITRO

Marcelo de Lima Henrique – RJ

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NOTICIÁRIO ❘ GAZETA ESPORTIVA NET

• Verdão encara decisão contra Bahia para afastar perigo no centenário

Por William Correia

O Palmeiras que chegou a gritar “é campeão” com o troféu Julinho Botelho nas mãos após vencer a Fiorentina volta ao Pacaembu para melhorar a sua realidade. O time iniciou a 13ª rodada do Brasileiro a três pontos da zona de rebaixamento e enfrenta o Bahia às 16 horas (de Brasília) deste domingo com a missão de não deixar, desde já, qualquer perigo de descenso se aproximar no ano do centenário.

O confronto tem ares de decisão porque o adversário ocupa a penúltima colocação, com nove pontos, e vem para São Paulo disposto a melhorar sua situação. A obrigação, contudo, é do Verdão, que só acumulou derrotas nos três jogos pela competição sob o comando de Ricardo Gareca e não vence no torneio há seis rodadas.

“O Bahia não vem em situação muito boa, como nós. Precisamos ter cuidado, não podemos relaxar porque o Brasileiro é muito difícil, cada jogo é uma decisão. Temos que nos concentrar porque, com certeza, será um jogo difícil”, apostou Leandro, que voltou a marcar gol após mais de três meses em jejum e é uma das novidades do argentino para somar pontos.

Gareca poupou jogadores diante da Fiorentina por priorizar o duelo contra o Bahia, mas o compromisso de quarta-feira o convenceu a mexer no time. Da equipe que perdeu do Corinthians no último fim de semana, saem Marcelo Oliveira, Renato, Mendieta e Mouche, e Prass, Eguren e Diogo continuam vetados por falta de condição física.

Lúcio volta usando máscara após ser desfalque por fratura no rosto e Josimar ganha vaga no meio-campo. Sem contar com Allione, ainda sem a documentação regularizada para participar de um jogo oficial, o técnico deve escolher entre o meia Mendieta e o atacante Mouche, que formaria uma linha de três para levar a bola a Henrique com Felipe Menezes no centro e, na esquerda, Leandro, que marcou um golaço sobre o clube de Florença e recebe a oportunidade de mostrar as consequências positivas da vitória.

“Ganhar sempre é bom, ainda mais de um time da Europa e com a qualidade que tem a Fiorentina. Sem dúvida, foi um jogo para melhorar a nossa autoestima e nos dar confiança para o time crescer. Ganhamos moral, e isso só ajuda”, comentou o jogador.

Já o Bahia tenta se animar. Ainda sem substituto para o técnico Marquinhos Santos, demitido por conta da péssima campanha no Brasileiro, o clube terá Charles Fabian, ídolo do Tricolor de Salvador nos anos 1980 e 1990, interinamente no comando e encara protestos por conta dos resultados.

O clube passa por reformulação na diretoria e, em campo, tenta se encontrar. No Pacaembu, o atacante Rhayner volta a ser opção e deve ocupar vaga como titular após se recuperar de dores musculares. Já o lateral direito Diego Macedo dificilmente entrará em campo por falta de condições físicas.

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NOTICIÁRIO ❘ UOL ESPORTE

• Com um ponto em 18 possíveis, Palmeiras e Bahia fazem jogo dos desesperados

Palmeiras e Bahia fazem um verdadeiro jogo dos desesperados neste domingo, a partir das 16h, no Estádio do Pacaembu. Com desempenhos idênticos nas últimas seis rodadas, com apenas um ponto somado, os dois times tentam evitar a queda livre na tabela com um triunfo na 13ª rodada do Brasileirão.

No lado paulista, o recorde negativo ainda é agravado pelo fato de Ricardo Gareca ainda não ter comandado nenhuma vitória da equipe no Nacional. Desde que chegou, foram derrotas para Santos, Cruzeiro e Corinthians e só um gol marcado, no revés contra os mineiros.

Para conseguir quebrar esse tabu, ele deve promover mudanças na equipe, além da volta de Lúcio. No último treino aberto a imprensa na sexta-feira, ele comandou uma equipe com Allione no meio ao lado de Wesley, Felipe Menezes e Josimar.

Na quarta, após a vitória em cima da Fiorentina, ele já havia falado da importância de um triunfo diante do Bahia. “Toda vitória e troféu é importante, mas a gente precisa vencer no domingo. É lá que importa. A gente sabe de toda a dificuldade que vamos encontrar contra o Bahia, que tem um técnico novo, mas precisamos de uma vitória e do apoio da torcida”, afirmou o argentino.

O novo técnico que Gareca citou ainda não chegou ao Bahia. Márcio Araújo chegou a ser dado como certo, mas as negociações fracassaram e podem não terminar com um final feliz para o comandante que está desempregado desde 2011.

Por isso, a equipe será comandada por Charles Fabian, o interino. Ele é técnico do sub-20 e foi ídolo da equipe no passado. Com Léo Gago suspenso, ele deve promover o retorno de Rafael Miranda à equipe e optar pelo sistema 4-3-3.

Outra novidade fica fora dos gramados. Rodrigo Pastana foi apresentado como novo diretor de futebol e está liderando a tentativa de mudança na atual situação da equipe, que tem apenas nove pontos, quatro atrás do Palmeiras.

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NOTICIÁRIO ❘ FOLHA ONLINE

• Na sexta partida no Palmeiras, Gareca escala sexto time diferente

Por Diego Iwata Lima

O técnico Ricardo Gareca não está tendo vida fácil no Palmeiras. A cada partida, o argentino enfrenta um problema diferente para escalar o seu time ideal no clube.

Neste domingo (3), contra o Bahia, no Pacaembu, às 16h, o técnico pretendia promover a estreia oficial do meia argentino Agustín Allione, 19, ex-jogador do Vélez Sarsfield, que treinou entre os titulares na sexta-feira. Mas não vai conseguir.

Devido ao luto na Associação do Futebol Argentino (AFA), pela morte do presidente da entidade, Julio Grondona, na última quarta (30), os documentos necessários para o registro do jogador no Brasil não chegaram a tempo de o meia receber permissão para atuar no fim de semana.

A tendência é que o paraguaio Mendieta seja escalado no lugar que estava destinado a ser de Allione.

Em seu sexto jogo no comando do time, Ricardo Gareca vai levar a campo, contra o Bahia, a sexta escalação diferente.

No jogo contra o Avaí, pela Copa do Brasil, e na partida contra a Fiorentina, pela Copa Euro-Americana, o técnico optou por times mistos.

Mas nos três jogos do Brasileiro disputados até agora, o Palmeiras sempre teve desfalques importantes.

Em sua estreia, contra o Santos, o treinador não pôde contar com Lúcio e Henrique, suspensos.

Contra o Cruzeiro, não teve Wesley e Marcelo Oliveira, também suspensos.

E contra o Corinthians, há uma semana, não pôde escalar Lúcio e Diogo.

Respiro

O Bahia é o primeiro adversário do Palmeiras, desde a chegada de Ricardo Gareca, que não está disputando a ponta da tabela.

Com nove pontos, o clube tricolor está na penúltima posição, com dois pontos a mais que o Figueirense, lanterna da competição.

O Palmeiras, com 13 pontos, é o 13º colocado do torneio. E, embora esteja apenas três pontos à frente do Coritiba, 17º e primeiro na zona de degola, o Palmeiras não corre risco de terminar a rodada entre os quatro últimos.

O Palmeiras já ganhou quatro jogos no campeonato. O Coritiba, apenas dois.

Assim, mesmo que iguale o número de pontos do Palmeiras, o clube paranaense terá menos vitórias acumuladas, primeiro critério de desempate no campeonato.

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NOTICIÁRIO ❘ LANCENET

• Nobre propõe plano ‘anticalote’ para recuperar dinheiro que emprestou

Por Fellipe Lucena

Paulo Nobre pretende levar a votação no Conselho Deliberativo uma estratégia “anticalote” para receber de volta o dinheiro que emprestou ao Palmeiras. A ideia é que, a partir de janeiro de 2015, 10% da receita mensal do clube vá direto para um fundo criado especificamente com esta finalidade. Se a medida for aprovada, o próximo presidente não terá como se negar a pagar a dívida, que hoje está próxima dos R$ 100 milhões.

O mandatário imagina que chegará a dezembro, quando termina seu mandato, com R$ 120 milhões emprestados em seu nome. Ele cobrará juros de 1% ao ano, bem menores que os de mercado. A projeção é de que o clube tenha de devolver menos de R$ 200 milhões e que tudo esteja quitado em cerca de dez anos.

Ao longo deste mês, Nobre terá reuniões periódicas com grupos de 20 ou 30 conselheiros para falar sobre o plano, que já passou pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF). Ele considera mais fácil explicá-lo a grupos pequenos do que a todo o Conselho ao mesmo tempo. A votação será marcada posteriormente.

Apelar a empréstimos pessoais foi a única saída que o presidente encontrou para conter as dívidas: desde que assumiu, tem mantido em dia não só os salários dos jogadores como também os impostos do clube. Também ajudou em contratações. Ainda assim, o Verdão tem cerca de R$ 10 milhões de prejuízo em 2014. A ausência de um patrocinador há mais de um ano pesa contra.

Na sexta, um grupo de 35 sócios e conselheiros protocolou na secretaria do clube uma carta pedindo reunião de urgência com Nobre. Dizem que ele não atende a pedidos individuais de esclarecimentos, contestam a função do gerente Omar Feitosa e querem debater o elenco, a briga com a WTorre e outros temas que julgam essenciais.

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NOTICIÁRIO ❘ JP ONLINE

• Palmeiras pode ser oficializado como campeão mundial no dia do centenário

Por Fredy Junior

O Palmeiras está muito perto de ser oficializado como o primeiro campeão mundial da história, tanto que já existe até uma suposta data para o anúncio. De acordo com informações internas no Palestra Itália, o anuncio que a Copa Rio de 1951 foi reconhecida como um torneio mundial pela Fifa será feita no jantar de centenário do clube, celebrado no dia 26 de agosto.

A informação não é confirmada pela diretoria palmeirense, que guarda a notícia a sete chaves, mas especulações nos bastidores afirmam que já há a sinalização positiva da Fifa para tratar o torneio com um campeonato mundial.

O Palmeiras enviou ainda em 2006 um dossiê para a entidade máxima do futebol pedindo o reconhecimento da Taça Rio. O pedido ganhou força neste ano, quando o palmeirense Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista e futuro comandante da CBF, pediu ao comitê executivo da Fifa reconsiderar o caso.

A Taça Rio de 1951 foi um torneio organizado no Brasil para recuperar o ânimo da torcida brasileira depois da tragédia da Seleção na Copa de 1951. A competição contou com campeões nacionais da América do Sul e da Europa. Apenas Áustria e Itália não enviaram os seus campeões. Participaram Áustria Viena (Áustria), Estrela Vermelha (Iugoslávia), Juventus (Itália), Nacional (Uruguai), Nice (França), Sporting (Portugal), Vasco da Gama e Palmeiras (Brasil), representando os campeões carioca e paulista, respectivamente.

O dossiê alviverde mostra toda a repercussão e festa do título do clube, que empatou com a Juventus em 2 a 2 no Maracanã na partida decisiva e garantiu o título. Em 2007, um fax da entidade tinha confirmado o título, mas a Fifa voltou atrás na decisão.

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BLOG DO ROBERTO AVALLONE ❘ UOL

• Explicações pedidas a Paulo Nobre

Será que Paulo Nobre vai-se explicar? Pois foi redigida uma educada carta por 35 palmeirenses, sócios e conselheiros, solicitando uma reunião e várias explicações. Carta educada, mas incisiva: deseja-se saber as causas que afligem o torcedor, que tão aflito no Ano do Centenário, que às vezes não tem sequer vontade de festejar.

Os palmeirenses em questão querem saber de tudo, desde a montagem do elenco até a questão da Arena, passando por itens importantes. Creio que é uma ação mais do que válida.

Não sei o que o atual presidente do Palmeiras pensa a respeito. Em minha opinião, no entanto, ele deveria aceitar a reunião e explicar tudo que lhe foi solicitado. A “coletividade palmeirense”- como costumava dizer o competente e já falecido presidente Delfino Facchina-merece respeito. E satisfações.

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COLUNA DO UGO GIORGETTI ❘ O ESTADO DE S.PAULO

• Um belo troféu

Era para ser um joguinho. Uma partida qualquer, parte de um vago torneio que ninguém sabia exatamente o que era. Mas não foi nada disso o que aconteceu. Dezesseis mil quase inexplicáveis ingressos foram vendidos e a torcida, movida por algum instinto misterioso, foi ao Pacaembu ver Palmeiras e Fiorentina.

O jogo que deveria ser morno foi muito bom. Times jogando abertos, belos gols, bolas na trave, goleiros trabalhando, a torcida participando e sempre incentivando o novo Palmeiras – mais argentino do que nunca, como me disse um amigo -, agora mais conhecido como “el verdón”.

Para culminar, alguém teve a idéia de colocar em disputa uma taça. Pensei que talvez fosse um pobre expediente para tentar dar um pouco mais de interesse à partida, até que soube o nome do troféu em disputa: Júlio Botelho. Imediatamente tudo fez sentido. Júlio Botelho jogou nos dois times, era como se quem ganhasse o jogo ganhasse também, simbolicamente, o direito de ficar com ele para sempre. E o Palmeiras ganhou, Júlio fica por aqui.

Estamos numa época de esquecimentos. Ninguém sabe mais o que aconteceu ontem, nem tem interesse em saber. Quando se quer saber alguma coisa, aperta-se um dispositivo do celular, não para consultar sobre o passado, mas para passar o tempo num viagem de metrô, de elevador ou na sala de espera do dentista. Nenhum dispositivo, no entanto, seria capaz de descrever Júlio Botelho.

Ele é do tempo em que havia pontas no Brasil. Jogadores velozes, que quando recebiam a bola partiam para cima do adversário para suplantá-lo através da velocidade combinada com dribles. Depois cruzavam, e na execução do cruzamento é que estava a arte. Não davam pontapés furiosos na bola para dentro da área, mas olhavam ou intuíam onde deviam jogar a bola para alguém chegar e fazer o gol.

A posição de ponta foi abolida do futebol brasileiro. Ninguém mais chega na linha de fundo – à exceção dos medíocres, que quando chegam é como se não chegassem. Julinho talvez tenha sido o melhor de todos. Começou jogando no Juventus e depois na Portuguesa, onde fez memoráveis partidas compondo um ataque muito forte. Disputou a Copa de 1954 na Suiça e de lá foi para a Itália. Ao voltar à seleção, quatro anos depois, foi vaiado no início de uma partida no Maracanã quando sua escalação, anunciada nos microfones do estádio, punha Garrincha no banco. E depois aplaudido de pé, quando saiu para que Garrincha entrasse.

Foi um grande momento do velho e nobre Maracanã e da torcida carioca. Júlio Botelho era um craque especial, daqueles que são capazes de mudar um time. Quando chegou à Fiorentina fazia séculos que o time não ganhava um campeonato. Júlio chegou e eles ganharam. Depois saiu e a Fiorentina voltou a não ganhar mais nada de muito significativo. Até hoje é lembrado em Florença. Dizem que quando ia em visita à Itália, muito depois de ter parado, não conseguia pagar nem um par de sapato nas lojas da cidade. Recebia tudo como presente, em nome dos velhos tempos.

O Palmeiras em boa hora o trouxe de volta em 1959, e ele chegou no momento em que o time estava por nove anos em uma de suas habituais filas. Logo em seu primeiro ano Júlio Botelho levou o Palmeiras para uma empolgante final com o Santos de Pelé, e o time verde voltou a ser campeão. Fez parte da famosa primeira Academia, time tão poderoso que vestiu a camisa da seleção na inauguração do Mineirão e ganhou do Uruguai por 3 a 0. Algo me diz que a Alemanha, essa de hoje, campeã do mundo, iria se ver em maus lençóis se pegasse aquele time.

A carreira magnífica de Julinho pode ser lembrada por um sem número de feitos. Eu lembro, com muita saudade, de uma linha de frente da Seleção Paulista, acho que de 1959: Júlio Botelho, Chinesinho, Pagão, Pelé e Canhoteiro. Às vezes sonho com esse ataque.

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COLUNA DO ANDRÉ KFOURI ❘ LANCE!

• A hora do avanço

As cadeiras quebradas na Arena Corinthians protagonizam a tragicomédia da semana no futebol brasileiro. Os humoristas do STJD denunciaram o dono do estádio e o Palmeiras pelos atos de vandalismo que geraram uma conta de R$ 45 mil para Paulo Nobre pagar, conforme acordo entre os clubes. O que significa que quando o Corinthians for ao Allianz Parque, as gentilezas serão retribuídas com imbecilidade e transferência interbancária semelhantes.

Enquanto dirigentes trocam cadeiras quebradas e o tribunal revisita o ridículo que o caracteriza, pouco se pensa em atacar o problema que é um, apenas um, dos aspectos do dilema que se apresenta ao futebol no país. O setor destinado à torcida visitante é tratado – pelo mandante – como uma latrina coletiva, quando deveria ser o contrário. Falta criatividade para procurar soluções ousadas como, por exemplo, decorar a área com as cores do adversário. Ou, algo ainda mais corajoso, estampar fotos dos ídolos do rival nas cadeiras. Um palmeirense seria capaz de dar um chute no rosto de São Marcos?

Não ria, pois iniciativas parecidas já foram testadas na Europa, com sucesso. Em certos estádios ingleses, onde é permitido vender bebidas alcoólicas, o torcedor visitante é recebido com a cerveja que bebe em sua cidade e acomodado em um setor em que o distintivo de seu clube está em todos os lados. O nível de violência cai. Em qualquer lugar, o comportamento de animal raivoso (para o qual só tiro de tranquilizante e jaula são remédios) esconde um idiota imaturo que, talvez, possa ser contido com boas ideias e um ambiente em que se sinta respeitado e constrangido. Mas para chegarmos a isso é necessário superar tolices ligadas à rivalidade. É preciso crescer.

Aumentar a ocupação dos estádios brasileiros deveria ser a prioridade número um de todos os envolvidos. Uma prioridade que já existia antes da Copa do Mundo, mas que agora é mais urgente porque temos quatorze (os doze do Mundial, mais Grêmio e, em breve, Palmeiras) casas top de linha à disposição. Uma verdadeira revolução em termos estruturais. A obrigação de utilizar o máximo desse potencial é estratégica, pois ele pode representar a diferença de orçamento que permitirá que os clubes, um dia, tomem as rédeas do futebol no Brasil.

Mas essa não é uma missão exclusiva dos clubes, que, frise-se, estão na Idade da Pedra neste campo. Os gestores das arenas e o poder público também têm papel fundamental na experiência que precisa ser oferecida a quem vai a esses estádios, independentemente da política de preços de ingressos e da visão de cada um do que é ir a um jogo de futebol. Os novos estádios são como são porque proporcionam mais, portanto precisam entregar mais a quem está interessado. É um equívoco confundir esse conceito com elitização. Trata-se de inclusão, não o contrário.

Escrevemos neste espaço, antes da Copa, que um momento decisivo chegaria quando os estádios fossem entregues ao uso doméstico. Ou adaptaríamos nossa maneira de ver futebol a eles, ou eles seriam adaptados à nossa maneira de ver futebol. Permitir o segundo cenário é jogar no lixo uma oportunidade que não aparecerá de novo.

CONVITE

Acostumamo-nos a entender a experiência de ir ao futebol como algo restrito ao estádio. Está errado. Ir e vir também são problemas do clube/gestor porque as preocupações de acesso e saída contaminam o programa. Ninguém vai ao cinema preocupado, ou chega irritado. Além do conteúdo oferecido, é preciso dar ao torcedor motivos para ir ao estádio. E para querer voltar.

UM DIA?

Exemplo distante: os administradores de um estádio holandês distribuem panfletos para os restaurantes e redes de fast-food que têm unidades nas diferentes rotas para o local. Informam os horários de abertura e fechamento dos portões em dias de jogos, quantas pessoas são esperadas, etc, para que os estabelecimentos se preparem para atender o público. O que os gestores do estádio ganham com isso? A certeza de que, quando chegarem para ver o jogo, as pessoas estarão tranquilas.

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60 respostas em “VERDÃO NA MÍDIA 03-08-2014: Verdão, com a cara de Gareca, pega Bahia, sem treinador e com interino ❘ GLOBO ESPORTE COM”

O quê vejo nesse momento é 30 jogadores indignos de vestir nossa camisa, é ridículo o momento em que nós estamos vivendo, sabe qual jogo vai passar domingo? É pois é , a situação ficou muito triste, até meu filho de 09 anos tira saro de mim, e olha que ele é Palmeirense, mas acho que ele não acredita mais na camisa do time. É de chorar a minha vergonha, sim tenho vergonha desse elenco e comissão técnica, ninguém salva, quando digo ninguém é porque ninguém presta. Chega meu amigo de luta , esse presidente não é digno nem de torcer para o Palmeiras. Estamos sendo traídos pelos que estão no poder. Muito triste , muito decepcionante, vamos ganhar de quem?…… do Avaí ?

Pior que Goias, Sport, Avai, Chapecoense que tem um quinto da nossa receita ,Nobre nosso problema não è dinheiro, se continuar como tà vai caír.Nobre mostre que tm sangue na veia e faça alguma coisa do nivel da tradição do Palmeiras.Chega de querer ser o pior presidente dà història do Palmeiras.

Criticar o treinador também não dá. O cara não tem quem escalar, não tem volante, não tem meias
nem atacantes. Nem por milagre. Estamos em décimo quarto lugar e acho que até o jogo dos bambis estaremos na zona de rebaixamento. Aí é parabenizar o presidente.

Insistir com essa merda do Marcelo Oliveira na zaga pra mim é masoquismo. Campeonato de nível baixíssimo e estamos a 7 jogos sem vencer, quer dizer pode por 8 pois não ganharemos do Atlético
em Minas nem se eles deixarem. Fora o lateral esquerdo ninguém se destacou. Ou se endivida ou
cai.

Está mais do que provado, que o presidente atual é o Mustafá Contursi, o Paulo Nobre é apena uma figura decorativa. E tem gente que diz que tem renovação lá dentro do Palmeiras, a pessoa que diz que tem renovação parece ser PATÉTICO E IDIOTA!!!

O técnico não é coitado não e já teve tempo pra mostrar algo, ta fácil pra ele assim, mas disputou 15 pontos e fez 2, é hora de abrir o olho…

coloca felipe menezes, weldino/wendel, josimar, mendieta … e wesley e leandro sem vontade no seu time para jogar com meus amigos. Eu ganho.

Desculpe, mas como mostrar algo num elenco desse? Nosso centroavante é caneludo, não consegue dominar uma bola. Nosso meia é o Felipe Menezes, sem mais. Nosso lateral direito é o Wendel, sem mais. Nosso segundo atacante é displicente e desinteressado. Nosso volante é o Josimar, já diz tudo. Aí vc olha pra o banco e temos: Mendieta, Patrick Vieira, Weldinho, Juninho, Mazinho, e um monte de garotos da base. O que fazer?

A 2ª Divisão é uma ameça extremamente próxima…. o empate caiu do céu, já que o Bahia(lanterna) criou 3 chances claras de gol. Continuamos sem lateral direito, nosso meia está na Disney e o coitado do técnico olha para o banco e vê Patrick Vieira, Mendieta, Mazinho, etc.

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