Categorias
Notícias

Editorial: A Dívida de Nobre

O Palmeiras fez uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para aprovar o plano da dívida do clube ao Presidente Paulo Nobre de mais de R$ 100 MM.

No plano, o clube terá que dividir suas receitas a partir de 2015: metade vai para o futebol e afins. Outra metade para pagar a dívida de todos.

Desta metade, 20% deve ser endereçado ao talvez Presidente do Palmeiras.

A reunião em si foi mais um tapa na cara de palmeirenses que entendem que devem cobrar do Presidente os resultados dessa gestão. Como a pauta era extraordinária, o Presidente do Conselho Deliberativo não permitiu se discutir futebol. O problema é que a dívida foi gerada, em tese, pelo futebol. Logo era de se esperar que isso fosse debatido.

Não houve debate. O rolo compressor de Mustafá Contursi, do Presidente do CD Antonio Augusto e do Presidente Paulo Nobre foi mais eficiente. O plano foi aprovado. Começa a valer a partir de 2015, com uma “carência” de 4 meses. Ou seja, a partir de maio esse plano entra no ar.

A consequência disso será um asfixiamento maior do futebol. Dívida, em reestruturação de empresas, não se paga. Dívida se alonga e em muitos casos se paga com desconto. Se usa instrumentos financeiros. Por mais duro que isso possa parecer, é o que acontece.

Não leitor, aqui ninguém defende o calote. Se defende renegociação e reestruturação ede dívida.Os outros clubes fazem o mesmo. Menos o Palmeiras. Principalmente se a dívida é com o Presidente. Os adversários devem estar sorridentes.

O cenário com a aprovação desse plano, ainda mais sabendo-se que a atual gestão destruiu muito mais de R$ 100 MM de valor do Palmeiras em 18 meses. Doar jogadores (Barcos valia 10 milhões de Euros?), contratar jogadores ruins (remember Leandro), pagar salários para Weldinho e Victorino, se desfazer de Kardec quando esse poderia vir e se valorizar, não conseguir patrocínio (em dois anos poderiam ser R$ 50 MM), não disputar títulos (eliminações de Copa do Brasil, Libertadores e afins), são exemplos de destruição de valor.

De qualquer forma a “dívida de Nobre” poderia ser melhor entendida se algumas perguntas fossem respondidas:

– Onde foi investido esse dinheiro?

– Qual o valor da dívida total HOJE versus a dívida de 21 de janeiro de 2013, quando Paulo Nobre assumiu o poder?

– Quanto efetivamente o Palmeiras perdeu de valor nesse período com os problemas apontados no parágrafo anterior?

O futuro ficou menos verde pro Palmeirense. A asfixia financeira do plano vai prejudicar e muito qualquer gestor, inclusive Nobre, se reeleito.

A dívida? Bem a essa altura perguntamos: o Palmeiras deve prá Paulo Nobre ou Paulo Nobre deve pro Palmeiras?

Saudações Alviverdes!

78 respostas em “Editorial: A Dívida de Nobre”

É bem isso Danilo. So para lembrar, na gestão do Belluzzo nos tinhamos 7 ou 8 ( a conferir) patrocinadores. Por que?? Porque as empresas tinham CONFIANÇA no presidente e este tinha CREDIBILIDADE junto as empresas. Quem quer colocar o seu dinheiro para o mumu e sua corja gerir. Obvio que ninguem. Então, em que pese a situação caotica que o sucessor do menino mimado encontrara a presença do Belluzzo junto com o Pescarmona devolvera a CREDIBILIDADE que hj nao existe. É dificil mas é o possivel montar um bom elenco e REnegociar a divida( fazer a gestão da divida). Esses incompetentes que estão la não sabem como conduzir um processo dessa envergadura. Mas o Belluzzo, Criscio, Afonso e muitos outros PALMEIRENSES DE VERDADE E COMPETENTES sabem, e bem, como fazer tudo isso. Resta portanto um caminho…. DERROTAR O PN( MENINO MIMADO) NAS PROXIMAS ELEIÇÕES. Punto e basta!!!!!!!!

Há erros primários da Gestão Nobre na direção do futebol do Palmeiras. Um aporte pessoal de dinheiro ou crédito no mercado financeiro ao clube é um risco a longo prazo. Sou formado em Administração de Empresas, particularmente acredito que o clube ainda está atrelado nas raízes políticas que dificultam ou até mesmo quebram com a gerência responsável e saudável no futebol. Caso do “empréstimo”, em hipótese alguma aportaria dinheiro ou crédito no mercado financeiro em um clube que arrasta dívidas milionárias dentro de um orçamento comprometido. A herança era maldita sim, no entanto, não se corrige um erro com outro. A incapacidade da atual diretoria em avalizar um patrocínio fez com que esse montante de aporte/crédito se tornasse uma verdadeira bola de neve, e agora, o clube terá que arrastar essa dívida por décadas, comprometendo o já comprometido orçamento para as futuras gestões. O patrocínio, pelo que foi dito, estava encaminhado por algumas empresas em negociação com José Carlos Brunoro, lamentavelmente, Paulo Nobre vetou todas elas por não concordar com os valores apresentados na negociação. Oras, sejamos coerentes, por mais que o mercado gire numa média alta de mercado, em torno talvez de 30 milhões de reais em patrocínio, a situação do Palmeiras carecia (como ainda carece) imediatamente desta via de receitas, portanto, não se pode dar ao luxo de abrir mão deste negócio, mesmo que este seja abaixo da média do mercado. A oferta era pequena, mas não podíamos em hipótese alguma deixá-la! Esse erro de negociação deu fortes indícios do declínio da Gestão Nobre. Não se pode corrigir um erro através de outro erro. A falta do patrocínio ou dos patrocínios, pois a marca Palmeiras viabilizaria não só uma como duas ou mais negociações foi o fato que gerou o aporte irresponsável aos cofres do Palmeiras. A situação é ainda mais delicada. Ao meu ver, seja lá quem possa representar a direção do Palmeiras em 2015, deve estar plenamente consciente de que vai lidar com uma dívida de mais de 300 milhões de reais, além da pressão política que bloqueia e até quebra as estruturas profissionais do clube, dentro de campo, um elenco inchado de quase 40 atletas, com situações conflituosas em peças importantes do elenco, como nos casos da negociação com Wesley e o contrato com Valdívia. A falta de planejamento levando também em consideração metas e aí também inclui-se a questão da produtividade dos atletas e, não podemos esquecer, a falta de investimento ou mesmo de análise e cuidado com as categorias de base, que é a solução mais evidente que não se pode negligenciar face a atual situação financeira do clube. Em resumo, Paulo Nobre se perdeu no caminho, não sei se por interferência política ou não, mas não foi capaz de propagar seu profissionalismo que eu particularmente acreditava que pudesse ser muito bem fundamentado em suas mãos, pelo contrário, deixa um legado de sucessivos erros primários em sua gestão.

Boicotou pra ficar dono do clube com todo apoio de Mustafá. Caso o Palmeiras não pague melhor pra ele, entra na |Justiça e leva uma fatia do estádio, tudo bem planejado por ele e pelo rato que nunca .engoliu a nova arena.

Os comentários estão desativados.