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Opinião do torcedor: A RETOMADA HEROICA

Por Rafael Frydman

Palmeiras é o goleado NOVAMENTE. Essa é a manchete que devemos ter em mente no primeiro mês de nosso segundo século de existência. Sem especificar nome, sem olhar valor de salário ou porcentagem de pontos ganhos, temos que olhar o número de treinadores que passaram pelo clube nesse que é, sem dúvida, o pior período de nossa centenária história. 17 professores em pouco mais de uma década com o cúmulo de um ano com 4 comandantes diferentes. Ainda que não seja uma exclusividade Palmeirense, alguém em sã consciência acredita que não há relação entre esses dados e a fase que vivemos?

E eis que, depois de mais um passar o chapéu, nosso presidente convoca entrevista para falar asneiras tão grandes quanto as que falou na coletiva sobre a saída de Alan Kardeck. Ora nobre presidente, se o que vai garantir que não tenhamos mais um rebaixamento no currículo somos nós torcedores, que importa quem estará no banco? Deixa-se o time sem técnico então.

Canta a torcida que “em 93, nós ganhamos o paulistão”. Inesquecível, o título foi muito importante pois, além da maior relevância do campeonato à época e da alegria de ganhar mais uma decisão sobre o arquirrival, a conquista representou o fim de uma era de agonias. A diferença para o atual momento é que, do modo como conduzem o clube, mesmo um título como a Copa do Brasil não funciona como o ponto de virada que precisa acontecer.

Tão absurdo quanto ler uma crítica ao autoritarismo numa mal escrita carta que a Mancha Alviverde endereçou a esse mesmo presidente, quando segue intimidando torcedores nas arquibancadas, é ver o comandante do Palmeiras reclamar da falta de união dos clubes brasileiros. Ele participou da eleição de Marco Polo Del Nero, avalizando a política que conduz a CBF ha mais de 20 anos e que em nada condiz com a defesa de uma maior união dos clubes.

Nada disso invalida a beleza do novo canto da organizada nem o acerto de Nobre ao cortar privilégios que ela antes recebia. Aliás, a inexistência desses vínculos é fundamental. É o que permite que a torcida possa se posicionar com a autonomia e veemência que se posicionou diante da inoperância dos departamentos de comunicação e marketing do clube no ano do seu centenário.

Da mesma forma, ainda que aliciar atletas de base, tentar se apoderar do estádio do rival e sair de campo antes do fim do jogo numa final de campeonato sejam marcas de um clube que, além do nome da cidade, carrega a empáfia da parcela preconceituosa de nossos conterrâneos, o futebol atual é regido pelas leis do mercado como bem sabem, e gostam de lembrar, os atuais diretores palmeirenses. Portanto, oferecer mais dinheiro a um atleta não pode ser enquadrado como uma atitude baixa e não difere em nada de negociações antigas e recentes do nosso clube. O Palmeiras teve a chance de fechar com o jogador que determinou a vitória são paulina no duelo direto e optou por não fazê-lo.

Nada mais coerente com a política de contenção de gastos do que evitar uma despesa de 4 milhões de euros. Ainda assim, Nobre não entende que a discussão só poderia se centrar nos prós e contra dessa administração “pés no chão” se ela fosse aplicada por inteiro e as claras. Não há quem pague trinta milhões para estampar a camisa? Busque-se quem pague 25. Não há? Alguém paga 20? 15? 10? Com esse e outros acordos fechados, caberia a ele decidir se haveria condições e interesse em contratar esse ou qualquer outro jogador. Mas principalmente, caso não houvesse um ou outro, revelar a posição do clube para o elenco e a torcida de maneira clara e direta.

Assim como os jogadores, o presidente tem sua imagem vinculada ao clube. Ao se apresentar fragilizado para uma entrevista que ele mesmo convocou, Nobre piorou ainda mais a situação. Quem prega com tanta naturalidade a realidade de orçamento limitado, que qualquer jogador é negociável ( o que depois de casos como Robinho/Santos/Real Madrid não deveria mais surpreender ninguém) e não ha obrigação de conquistas, não poderia ter se mostrado tão abalado com saída de um atleta, nem tão confiante na torcida tendo montado o time que montou. Mas, como um jogador que é expulso por perder a cabeça em lance no campo do adversário, expôs o clube a uma situação que é de interesse exclusivo de seus adversários.

Da mesma forma, conduzindo a negociação da maneira correta ainda que o resultado fosse o mesmo, Ronaldinho não teria se transformado na grande esperança de dirigentes e torcedores, e o presidente não precisaria falar às principais emissoras do país sobre um atleta que nunca foi nosso, justo na festa de comemoração dos 100 anos de nossa historia. Uma historia escrita por atletas de grandeza muito maior.

Estabanado como Thiago Alves, o presidente cometeu pênalti sem que houvesse a possibilidade de novo erro grosseiro de um juiz para salvar sua pele. Esquecendo completamente o que prega, mostrou não compreender nada sobre a diferença entre marca e instituição. E ai é que deve se centrar os esforços de todos os palmeirenses interessados em construir um Palmeiras que tenha nesse novo século ainda mais força e expressão que em seus primeiros 100 anos de vida.

Num momento em que o futebol motiva discussões de bar sobre maiores patrocínios, o revestimento dos banheiros nas arenas ou quem está mais bem cotado pelas redes de televisão, é fundamental reconhecer que nosso alviverde inteiro é uma MARCA menor que a dos rivais. Isso se mostra em tabelas e é tão óbvio quanto à noção de que enfraquecer a concorrência é uma tentativa de valorização das outras corporações. Ou seja, nossa história é o que nos faz protagonistas dos noticiários e rival dos maiores clubes do país, enquanto nossa marca o que faz com que esse destaque seja, atualmente, por meio de vexames, deboches e desrespeito. Assim, talvez por sermos o mais vitorioso clube do país ou porque, como diz nosso hino sabemos ser brasileiros, somos o clube mais parecido com a seleção canarinho (o maior vencedor em seu pior momento), e a marca mais distante do time da CBF (mesmo com resultados horríveis a arrecadação bate recordes). O que torna muito mais preocupante do que o vizinho de muro contratar um jogador nosso a tentativa, protagonizada pelo clube do outro extremo da linha 3 vermelha, de direcionar o campeonato brasileiro nos rumos do bipolarizado espanhol.

Mas fosse apenas mercado ou realmente pequena, além de não ser lembrada a todo instante, a Sociedade Esportiva Palmeiras seria o alvo do negócio em lugar de seu atacante. Mas “…são 100 anos de história, de lutas e de glórias…” e milhões que sempre a amarão. Por isso, ainda que sejam essenciais os bons jogadores e o dinheiro para mantê-los, impedir que o manto alviverde seja reduzido a um espaço para anuncio é imprescindível.

Afinal, ainda que preocupante, as quedas são parte muito pequena de nossa historia. Nossa camisa pode valer menos para as marcas, mas para os torcedores tem o mesmo valor e para os jogadores o mesmo peso. Cabe à entidade reagir de todas as formas possíveis.

Entramos em um novo século e queremos ter o melhor futebol e o protagonismo que tivemos no anterior. Para isso, teremos que ser mais uma vez inovadores. No futebol como um todo, para achar um modo de livrar o clube da dependência financeira de emissoras e federações, mas em relação a nossa própria história. Um goleiro contratado ser melhor e passar mais confiança que os jovens prata da casa, ainda que nossa história seja repleta de craques das metas, evidencia que a solução muitas vezes não estará onde já a encontramos. (Não é, meu caro Brunoro?)

Não duvidamos da nossa força e vamos fazer de tudo para livrar o time dessa situação vexatória. Mas isso, Sr. Paulo Nobre, inclui lutar para que gente como você, que se vangloriar de pró atividade e “filosofias de trabalho” que resultam em péssimos times como os que estamos cansados de ver, nunca mais voltem ao comando da nossa Sociedade Esportiva. Assim, reconheça que não obteve os resultados no prazo que deveria e sequer lance nova candidatura, pois não tenha dúvidas, não iremos errar por omissão.

No mais, ainda que tristes e aflitos com o cenário em que celebramos nosso centésimo aniversário, devemos lembrar que éramos para ser apenas o clube dos italianos e hoje somos o clube de dezenas de milhões de brasileiros de todas as origens. Que tentaram nos banir, mas levamos de vencida e, adotando novo nome e escudo, mantivemos a lealdade e a imponência. Que nos quiseram porcos para nos atacar e nos fizemos porcos em contra ataque fulminante. Que mais uma vez foi sofrido fazer nosso estádio, mas estamos voltando pra casa. E que, ainda que mantenham muito poder, os cartolas não serão a única voz a determinar quem será o primeiro presidente do nosso novo século.

Se contra ameaças externas tivemos que realizar a arrancada heroica, lutemos agora contra ameaças que vem de dentro do próprio clube e façamos a RETOMADA HEROICA.

Dá-lhe Palmeiras!!!

***

Nota do 3VV: a Coluna Opinião do Torcedor é uma tribuna livre para leitores expressarem sua opinião.

Não necessariamente a opinião do torcedor coincide com a opinião dos colunistas do 3VV.

87 respostas em “Opinião do torcedor: A RETOMADA HEROICA”

Discutirmos diversos assuntos, remonta a necessidade , de modificarmos a própria politica, posturas e atitudes, com vícios e favores, hoje é claro e notório, que o ambiente politico com traços de Feudalismo Tupiniquim, da SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, é o ponto nocivo, em todos os aspectos, há necessidade de uma reforma completa e profunda do Estatuto, com pontos cirúrgicos no limitar de poderes, e influencias ,além de delegar funções especificas, observar a possibilidade de imediata profissionalização dos esportes alviverdes , não só no discurso, mais na pratica e desenvolvimento, isolando completamente , os meios que rendem dividendos , dos que apenas procuram benefícios , no clube é facílimo observarmos em poucos dias, as manobras e o sustentáculo do domínio perverso de Mustafa, que sempre tem algo em diversas mídias predatórias a comentar, nas tragédias que ele próprio tem autoria intelectual e estratégica , a submissão do Conselho Deliberativo, torna-se patética, as demonstrações de fragilidade moral e ética, são visíveis, desta forma Senhores e Senhoras, o diagnostico real , esta na seio politico do clube, maculado há 37 anos , muitos acreditaram que Paulo Nobre, tivesse a capacidade de romper laços, só que os nós , eram já algumas das estratégias estabelecida em todos os pontos cruciais, o resultado foi imediato , a perda de controle foi visível, os argumentos são pífios, as justificativas frágeis deixam atônitos , os ávidos torcedores, por algo que lhes dê alguma esperança, afinal as contas estão equilibradas , nas mentes doentias de muitos que ainda aprovam esta gestão, rotulada de “profissional´´, lembrando que Vicente Criscio , já havia alertado há meses, sobre o naufrágio , este fato é verídico !

Preocupação? O árbitro do jogo do Palmeiras, hoje, é o mesmo da polêmica do Aranha, Wilton Pereira Sampaio que será julgado, amanhã, no pleno do STJD.

Deola; João Pedro, Lúcio, Nathan e Victor Luis; Renato, Matheus Sales, Juninho e Valdivia; Mouche e Cristaldo. Além de torcer precisamos muito, mas muito mesmo, rezar. E já desde cedo (agora 11h13). Para que esses jogadores consigam se superar, e superar o Vitória e os erros de arbitragem.

Será? Mais da metade dos pontos do Flamengo
quem ganhou foi o quinteto que joga pro Flamengo
com outro uniforme.
Inclusive contra nós. Agora, aqui no Palmeiras,
com esse elenco e sem o quinteto da arbitragem,
ia fazer o time jogar?
O único mérito do time dele é aproveitar bem os
erros a seu favor, seja do adversário, seja do quinteto
de arbitragem.

Estamos salvos PERSCARMONA PODERÁ TER PALAIA COMO VICE. É o fim.
Ei Nobre fica em casa brincando com seus porquinhos. Ei Mustaphá vá para o inferno com seus seguidores. 2a. divisão vem aí.
Tragam o Vaidar para “dispensar” esses membros de nossa diretoria e conselho.

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