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VERDÃO NA MÍDIA 22-09-2014: Tragédia se repete no Palmeiras. As falas também são as de sempre ❘ UOL ESPORTE

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• Tragédia se repete no Palmeiras. As falas também são as de sempre

Por Danilo Lavieri e João Henrique Marques

Há muitas semelhanças nas goleadas mais marcantes na história recente do Palmeiras. O que mais impressiona é que, por mais diferente que seja a diretoria e o elenco, o discurso é quase sempre o mesmo, nas mais emblemáticas, como a do 7 a 2 para o Vitória, em 2003, e as mais recentes, os revezes contra o Coritiba, por 6 a 0, em 2011, contra o Mirassol, por 6 a 2, em 2013, e contra o Goiás deste último domingo, por 6 a 0, em mais uma rodada do Brasileirão. 

Entre a mesmice que cerca cada humilhação, apenas um se destaca e tem nome e número: Marcos, 12. O ex-goleiro é o único que conseguiu sair do comum nas goleadas em que esteve presente. Não poupava palavras para atacar companheiros, para admitir seus próprios erros e dizer frases marcantes que são lembradas até hoje.

Outra grande semelhança é a presença de Mustafá Contursi. Ele era o presidente em 2003 e homem forte nas eleições de Arnaldo Tirone, que governou no biênio 2011/12, e Paulo Nobre, atual presidente. A política do bom e barato prevaleceu em 2003 e também manda atualmente, como mostram os discursos. 

Entre no túnel do tempo (ou nem tanto) com o UOL Esporte:

O QUE DIZEM OS DIRIGENTES:

NO PLANEJAMENTO PARA DISPUTAR A TEMPORADA 2003 

“O time é bom, ele (Jair Picerni) tem de dizer que é difícil porque, se subir, vai se valorizar”, disse presidente Mustafá Contursi, antes da goleada por 7 a 2 para o Vitória.

NO PLANEJAMENTO PARA DISPUTAR A TEMPORADA 2014

“Não quero decepcionar o torcedor, mas o Palmeiras não pode ser refém do  centenário. Não faremos loucura. O que posso garantir é que teremos uma equipe que vai honrar a nossa camisa em 2014“, disse Paulo Nobre no início da temporada de 2014.

“O time não é ruim. Não estou preocupado com rebaixamento, estou preocupado em chegar na Sul-Americana”, disse Brunoro (diretor-executivo do Palmeiras) no início de setembro em 2014.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O VITÓRIA, EM 2003

“Se depender de mim, não vamos ter reforços de peso. Acredito que os medíocres se destacarão. A política é não fazer loucuras”, disse o diretor de futebol em 2003, Mário Giannini.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O CORITIBA, EM 2011

“Foi um desastre, vamos conversar para saber o que aconteceu. E não adianta falar que o time é fraco. Até pouco tempo, todo mundo estava elogiando”, disse o então presidente Arnaldo Tirone.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O MIRASSOL, EM 2013

“Não vamos tirar um técnico e mudar todo nosso plano. A responsabilidade que tenho como  presidente é muito grande, e vou lutar para seguir com esse trabalho. Não pode faltar comprometimento e raça. O Prass e Bruno deixaram claro que o grupo tem vergonha na cara, está envergonhado, e vai lutar por reação”, disse o presidente Paulo Nobre. 

DEPOIS DA GOLEADA PARA O GOIÁS, EM 2014

“Foi um desastre. Um placar adverso de 6 a 0, para um time como o Palmeiras, é totalmente fora de pensamento. Temos de tomar providências e reagir rápido. A rodada, em teoria, não foi tão ruim. Não nos deixou distante dos outros times. Temos de reagir como gente grande, como o Palmeiras. Não temos de ficar sentados no 6 a 0, temos de trabalhar muito para revertermos isso”, disse Brunoro. 

O QUE DIZEM OS TÉCNICOS:

DEPOIS DA GOLEADA PARA O VITÓRIA, EM 2003

“Não é só o técnico que tem de pagar o pato. A diretoria e os jogadores também. Nós vamos reagir, mas precisamos de reforços”, disse Jair Picerni.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O CORITIBA, EM 2011

“O Coritiba fez uma partida fantástica, nos bateu. Temos que valorizar nosso trabalho, que estava sendo maravilhoso até hoje. Vamos resgatar a autoestima do grupo e reagir”, disse Felipão.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O MIRASSOL, EM 2013

“Em momento algum estou colocando culpa em alguém, estou me isentando. Estou trabalhando, olhando para frente, tendo postura, pedindo para que possamos reagir”, disse Kleina.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O GOIÁS, EM 2014

“O jogo de hoje foi uma situação inusitada, pela maneira como acabou desenvolvendo. Agora temos que procurar soluções. A partir de hoje, vamos buscar isso. Com certeza, não pode continuar como está. Precisamos de uma mudança de postura. O Goiás fez o resultado, fez por merecer. Não tivemos forças para uma recuperação”, disse Dorival.

O QUE DIZEM OS JOGADORES:

DEPOIS DA GOLEADA PARA O VITÓRIA, EM 2003

“O time não está rachado, não tem problema interno. O problema é que estamos errando demais. Foi o pior jogo da vida de todos aqui. Se fosse verdade que a gente cresce na derrota, nós tínhamos que ser gigantes”, disse Magrão.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O CORITIBA, EM 2011

“Faltou tesão, faltou vontade, faltou tudo hoje. Não tem como explicar o inexplicável. O pior jogo da minha vida”, disse Kleber Gladiador.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O MIRASSOL, EM 2013

“Nunca vi nada como isso. O que aconteceu foi inacreditável. Conseguimos o 3 a 2, mas o Mirassol estava numa noite incrível e a gente estava muito abaixo”, disse Fernando Prass.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O GOIÁS, EM 2014

“Nunca sofri uma goleada como essa. O elenco não é ruim . Agora, para jogar nesse time é preciso ser homem, é preciso ter vergonha na cara”, disse o atacante Diogo. “Eu tenho mãe, tenho família, eles estão sofrendo”, disse Diogo no último domingo.

“Nosso time não reagiu e tomou os gols muito fácil. Foi falta de atenção. De repente, nas duas primeiras bolas ali atrás surgiram os dois primeiros gols”, disse Lúcio neste domingo.

O QUE DIZ MARCOS:

DEPOIS DA GOLEADA PARA O VITÓRIA, EM 2003

“Hoje, nosso time não impõe respeito. Fomos grandes, mas não somos mais. Estou até treinando para explicar derrotas”, disse Marcos.

“A culpa não é só da defesa. Mas eles podiam ter avisado antes que eu nem entrava em campo. A próxima vez é mais fácil”, disse Marcos.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O CORITIBA, EM 2011

“Podiam me avisar no vestiário que estavam desanimados. Eu nem entrava em campo. Agora que cavamos o buraco eu quero terminar de enterrar”, disse Marcos.

DEPOIS DA GOLEADA PARA O MIRASSOL, EM 2013

“Sabe o que me irrita quando acontece uma coisa dessa? É que o tempo passa, e a única pessoa lembrada no jogo é o goleiro. Todos esquecem que os outros também jogam. Experiência própria. Força, Prass!”, disse Marcos, já aposentado.

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NOTICIÁRIO ❘ GAZETA ESPORTIVA NET

• Dorival pede paciência à torcida e promete reverter “quadro horrível”

Sobrinho de Dudu, ídolo do torcedor palmeirense, Dorival Júnior esperava um início completamente diferente no clube do Palestra Itália, mas os seus planos de tirar a equipe do rebaixamento ainda estão longe de serem completados. Neste domingo, o treinador amargou a maior derrota da história alviverde no Campeonato Brasileiro, para o Goiás, por 6 a 0, no Serra Dourada.

A partir de agora, portanto, o técnico precisa apagar o revés vexatório e iniciar uma arrancada na competição nacional. Para isso, além de trabalhar para melhorar o desempenho da equipe dentro de campo, vai precisar também do apoio que vem das arquibancadas. Sendo assim, neste conturbado momento, pede um pouco de paciência para o torcedor.

“Peço que tenha um pouco de paciência. Sei que é difícil pedir paciência em um momento como esse, mas nós vamos sair dessa situação. A sequência de resultados do Palmeiras é complicada, mas ainda assim vamos trabalhar e sair dessa situação que incomoda a muitos, principalmente com um resultado inexplicável como esse”, disse Dorival, se referindo à goleada deste domingo.

Mesmo depois de sofrer a maior derrota da história do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, Dorival Júnior acredita que o seu trabalho não volta novamente ao ponto inicial nesta segunda-feira. O comandante lamenta o fato de ter assumido o comando alviverde com o clube já em situação complicada, mas projeta uma reviravolta para mudar o cenário no Palestra Itália.

“Eu não começo do zero, começo de onde estamos estacionados nesse momento. Infelizmente, você não tem o tempo necessário para uma preparação, então tem que tentar ir compondo à medida que vai acontecendo. Para o próprio elenco é o momento de uma tomada de posição de todos para reverter um quadro horrível nesse momento”, completou o comandante.

O primeiro compromisso para Dorival Júnior fazer a torcida realmente acreditar que será capaz de tirar a equipe do rebaixamento será nesta quinta-feira. Às 19h30 (de Brasília), no estádio do Pacaembu, o agora lanterna Palmeiras recebe o Vitória, que antes do final de semana era o dono da última colocação. O confronto direto pode ser o primeiro passo para a arrancada.

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NOTICIÁRIO ❘ ESTADÃO ONLINE

• Palmeiras ignora surra em páginas oficiais do clube na internet

O site oficial do Palmeiras na internet não menciona o resultado da equipe diante do Goiás:  goleada por 6 a 0 neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro. O site e o Twitter do clube não publicaram o placar elástico, que foi a pior derrota da equipe na história da competição nacional, mesmo resultado de uma surra sofrida para o Internacional, em 1981.

No site do Palmeiras, o relato da partida descreve apenas que o time teve mais posse de bola do que o adversário, pressionou o Goiás, mas foi surpreendido. “No entanto, nos contra-ataques, o Goiás marcou quatro vezes na primeira etapa”, diz o texto. No conteúdo, há a menção ainda a outros dois gols ocorridos contra o Palmeiras no segundo tempo. O texto do jogo também não está publicado na página principal do site.

O Twitter oficial do Palmeiras costuma trazer o resultado parcial das partidas, mas neste domingo as únicas postagens sobre a derrota contaram o fim do primeiro tempo e o começo da segunda etapa. Depois disso, nada mais foi publicado e nenhuma postagem sobre o resultado da partida contra o Goiás foi ao ar.

O Palmeiras desembarcou em São Paulo na manhã desta segunda-feira. A comissão técnica temia protestos e optou por não passar pelo saguão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. O time se dirigiu à Academia de Futebol, onde faz treino fechado para a imprensa.

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NOTICIÁRIO ❘ GLOBO ESPORTE COM

• Hostilizado em Goiânia, Verdão chega a SP com forte esquema de segurança

Por Fabricio Crepaldi, Fernando Vidotto e Marcelo Hazan

Depois de uma noite de protestos em Goiânia, após a derrota por 6 a 0 para o Goiás no Serra Dourada, o retorno do Palmeiras para São Paulo foi tenso. Os jogadores foram hostilizados no aeroporto da capital goiana. Nenhum atleta esboçou reação – todos estavam muito abatidos, e a maioria usava fones de ouvido -, mas um agente da Polícia Federal precisou conter dois torcedores mais exaltados, que hostilizavam o grupo alviverde.

Após uma viagem de pouco mais de 1h30, o avião com a delegação palmeirense desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e os jogadores não tiveram contato com torcedores. Um esquema de segurança foi montado para que os atletas saíssem do avião direto para um ônibus que os aguardava na pista, evitando assim a passagem pelo saguão do aeroporto. Nenhum torcedor, porém, aguardava a equipe no local.

O ônibus foi escoltado até a Academia de Futebol, na Barra Funda, num trajeto de 30 quilômetros. Um grupo com cerca de 15 seguranças esperava pelo veículo. Mas, novamente, nenhum torcedor estava à espera da equipe.

A equipe fará um treino na Academia na tarde desta segunda-feira. A atividade será fechada aos jornalistas. O próximo jogo será contra o Vitória, um adversário direto na luta contra o rebaixamento, quinta-feira, no Pacaembu.

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NOTICIÁRIO ❘ LANCENET

• Após igualar seu maior vexame no BR, Verdão desembarca pela pista

A delegação do Palmeiras já chegou à São Paulo (SP), depois de igualar a maior goleada sofrida pelo clube na história do Campeonato Brasileiro. Os jogadores, que foram humilhados pelo Goiás nos 6 a 0 do Serra Dourada, chegaram por volta das 9h40 em Guarulhos (SP) e nem passaram pelo saguão do aeroporto. O ônibus da delegação os buscou na pista e seguiu para a Academia de Futebol.

Depois de já ter sofrido problemas na chegada ao hotel em Goiânia, na noite de domingo, o clube se previniu a fim de evitar qualquer protesto mais forte na capital paulista. Não havia, porém, torcedores à espera do grupo para protestos no aeroporto. Pelo saguão, passaram apenas as malas e materias de trabalho do Verdão.

Os jogadores chegaram por volta das 11h na Academia, e não houve também torcida à sua espera. O grupo foi transportado com um ônibus que não tinha a identificação do Palmeiras, e apoiado por um forte esquema de segurança. 

O resultado de domingo jogou o Palmeiras mais uma vez para a lanterna do Brasileirão e igualou o seu maior vexame no Brasileiro. No dia 29 de março de 1981, coincidentemente treinado por Dudu, ídolo alviverde e tio do atual comandante Dorival Júnior, o Alviverde perdeu no Beira-Rio por 6 a 0. Desde então, o clube nunca havia sofrido uma derrota por tão larga margem de gols na competição.

O elenco treina ainda nesta segunda-feira na Academia, mas a atividade será fechada para a imprensa. Desde o momento em que saiu do campo do Serra Dourada, poucos jogadores quiseram falar. Diogo, por sua vez, pediu “vergonha na cara”, enquanto o diretor-executivo José Carlos Brunoro prometeu tomar providências.

Com 22 pontos após 23 rodadas, o Alviverde está a um ponto do Botafogo, primeiro clube fora da zona de degola. A partir desta quinta-feira, inicia uma série de confrontos diretos: pega o Vitória, no Pacaembu. Depois, joga contra Figueirense, Chapecoense e o Botafogo, todos times que estão bastante ameaçados pelo risco do rebaixamento.

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NOTICIÁRIO ❘ GAZETA ESPORTIVA NET

• Ídolo alviverde, Ademir da Guia pede afastamento de atletas após vexame

Maior jogador da história do Palmeiras, Ademir da Guia não se conteve após a derrota por 6 a 0 sofrida pelo Palmeiras contra o Goiás, neste domingo, no Serra Dourada, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O “Divino” utilizou sua conta no Facebook para criticar os jogadores do Verdão.

“Não me peçam calma em uma hora dessas. A torcida está coberta de razão. O elenco deve ser enxugado, com o afastamento de jogadores que não têm compromisso com a grandeza do Palmeiras”, escreveu Ademir da Guia nesta segunda-feira.

Logo depois da derrota, o ex-presidente do Palmeiras Luiz Gonzaga Belluzzo também criticou a atual fase do time. Em entrevista à Rádio Globo, o economista culpou a diretoria alviverde pela atual situação do time e comparou a derrota para o Goiás à goleada de 7 a 1 sofrida pelo Brasil contra a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo deste ano.

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BLOG DO MAURO BETING ❘ LANCENET

• 12 de Junho de 1993 – O Dia da Paixão Palmeirense (melhor falar de filme romântico que de terror…)

O Palestra morreu líder e o Palmeiras nasceu campeão, em 42. Ontem, começou lanterna e acabou na escuridão.

Na quinta-feira prometo mudar um pouco o astral. Estreia nos cinemas de São Paulo meu primeiro documentário. Roteiro e direção minha e de Jaime Queiroz. Montagem de Abner Palma. Produção da Canal Azul.

“12 de Junho de 1993 – O Dia da Paixão Palmeirense” conta em 93 minutos o que foram 16 anos sem títulos e os 120 minutos dos 4 a 0 contra o Corinthians, na decisão do SP-93. Quando a Via Láctea montada pela Parmalat definiu um grande estadual, que tinha um Timão que se superou até a final, e um São Paulo que seria bi mundial ao final do ano.

O filme recria o ambiente da final, traz comovente reencontro dos campeões de 1993, e, em metade dele, reconta os 16 anos de fila. Começa em 1974, quando o Palmeiras deixou o maior rival mais um ano sem títulos, e termina com Evair lavando a alma e soltando a voz ao acabar com o jejum contra o Corinthians.

Filme oficial do Palmeiras. Mas não chapa branca. Apenas com alma alviverde. E espírito de porco.

Ouvimos o corintiano Paulo Sérgio, aquele que levou uma tesoura de Edmundo, que não foi expulso por José Aparecido de Oliveira – outro que deu a versão dele a respeito da arbitragem polêmica em 12 de junho. Infeliz nesse lance, e, também, ao ter expulsado Tonhão, na segunda etapa. E não ter validado gol legal de Edmundo, no final da prorrogação.

Sim. Edmundo deveria ter sido tão expulso como foram corretamente os outros corintianos. Embora, ao permanecer em campo, ele cavou os vermelhos de Ronaldo e Ezequiel, e o pênalti que eternizou Evair.

Onze contra 11, já estava 1 a 0 Palmeiras. E a diferença entre as equipes era essa. Como também sabem Viola, Neto e Ronaldo, amigos e colegas queridos que preferiram não dar entrevista para o filme.

Não por ser meu, mas é uma obra emocionante. Por ser do Palmeiras. E contar uma bela história de bola e de superação de fases terríveis.

As piores vividas pelo clube até o momento em que finalizamos o filme, em novembro de 2013, dois anos depois do início das gravações, em novembro de 2011.

Quando entrevistamos José Carlos Brunoro, ele ainda era diretor do Audax. Não havia voltado ao Palmeiras.

Quando entrevistamos os demais depoentes, e a maioria dos torcedores e jornalistas, em 2012, o Palmeiras não havia sido rebaixado para a Série B de 2013.

Quando vamos lançar o filme, infelizmente, o que falamos dos times da Taça de Prata de 1981 e 1982 já pode ser discutido.

Existem dois times que se equiparam na ruindade:

O do BR-12.

E o do Brasileirão de 2014.

O pior Palmeiras que vi pela sequência de atuações pavorosa é o atual.

Podem não ser os piores jogadores juntos e misturados. Mas são as piores partidas do Palmeiras em 42 anos de estádios e estúdios.

O “12 de Junho de 1993 – O Dia da Paixão Palmeirense” mostra os 6 a 0 do Internacional, no Beira-Rio, a maior goleada sofrida em campeonatos nacionais.

Não sei qual filme poderá mostrar o 6 a 0 do Goiás, no Serra Dourada, em 2014.

Talvez um de terror.

Por amor, e que amor, sei que vamos sair dessa. Mais uma vez.

Mas, por terror, confesso, o Massacre da Serra Dourada é das piores obras que vi de cinema-catástrofe.

O pior futebol-catástrofe palmeirense.

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BLOG DO ROBERTO AVALLONE ❘ UOL ESPORTE

• Palmeiras: suprema humilhação!

Lanterna do Campeonato Brasileiro, impiedosamente goleado pelo Goiás por 6 a 0, que humilhação maior pode esperar por esse Palmeiras desfigurado e vilão de sua própria História logo no ano de seu Centenário? Ah, talvez o rebaixamento, o terceiro nestes 14 anos de novo século.

Situação que, aliás, vem-se configurando rodada após rodadas. Mas, mesmo assim, mesmo após um futebol tenebroso, em que seria difícil apontar o pior do time, tantos os candidatos- Deola (!!!), Lúcio, Victorino, Victor Luís, Juninho, Josimar, etc.- ainda é preciso lutar e tomar alguma providência. Como por exemplo:

1- Uma lista de dispensa- ou afastamento- de jogadores considerados dispensáveis.

2- Cobrança dos departamentos médico e físico sobre a situação de jogares contundidos. Por exemplo, há chance de Fernando Prass voltar imediatamente?

E por que tantos jogadores se machucam e se não há demora ao voltarem.

3-  Uma avaliação do trabalho de José Carlos Brunoro e de Osmar Feitosa, executivos.

4- Autoanálise do presidente Paulo Nobre sobre seu trabalho. E o que pode fazer nestes momentos de aflição.

5- Pedir muita, mas muita proteção aos padroeiros.

Pode ser a última tentativa de não passar as condição de Campeão do Século passado a saco- de- pancadas deste.

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BLOG DO RICARDO PERRONE ❘ UOL ESPORTE

• Cinco personagens que resistem à crise palmeirense

1 – Paulo Nobre – Apesar da grave crise, o presidente mantém suas chances de reeleição, ao contrário do que aconteceu com seu antecessor, Arnaldo Tirone. O ex-presidente não resistiu à campanha do último rebaixamento do clube e nem tentou o segundo mandato. Demonstração de poder do cartola foi dada ao conseguir aprovar a fórmula para receber os mais de R$ 100 milhões que o alviverde deve a ele. O apoio do ex-presidente Mustafá Contursi tem sido fundamental para a sustentação política de Nobre.

2 – José Carlos Brunoro – Principal executivo do clube tem a imagem desgastada a cada derrota. Seu nome é associado a mais de 30 contratações feitas pela atual administração e que são criticadas por conselheiros do clube. O dirigente começou a perder prestígio logo no início da atual administração ao negociar Barcos com o Grêmio. Nobre tirou poder de Brunoro, mas o mantém no cargo.

3 – Omar Feitosa – O gerente de futebol é a figura mais criticada no clube juntamente com Brunoro. Chegou a bater boca em público com um dos conselheiros, aumentando os pedidos por sua demissão, que não foram atendidos por Nobre.

4 – Fernando Miranda – É questionado por causa do desempenho dos goleiros palmeirenses. Defensores do argentino Ricardo Gareca afirmam que o treinador foi prejudicado pela insistência do preparador de goleiros em manter Fábio como titular. E o técnico caiu justamente quando havia decidido trocar de arqueiro. Dorival Júnior fez a mudança, mas Deola falhou em pelo menos dois gols em duas partidas, o que faz o trabalho de Fernando, amigo do peito do ex-goleiro Marcos, ser ainda mais criticado. O funcionário do clube também mantém amizade com influentes conselheiros, como Alberto Strufaldi Neto, presidente do COF, Conselho de Orietnação e Fiscalização.

5 – Valdivia – O chileno mantém sua rotina de lesões e segue desfalcando o time em momentos importantes. Na humilhante derrota por 6 a 0 para o Goiás, ele não jogou por ter levado um cartão vermelho infantil na partida contra o Flamengo. A diretoria que se desentendeu com o zagueiro Henrique e o atacante Alan Kardec não consegue resolver o problema que Valdivia virou para o clube.

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BLOG DO LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI ❘ ESTADÃO ONLINE

• Palmeiras 2014: arrancada heróica rumo ao rebaixamento

O peso da goleada de 6 a 0 que o Palmeiras sofreu neste domingo para o Goiás é o mesmo dos 7 a 1 da Alemanha em cima do Brasil. No caso da seleção brasileira, a CBF ainda não entendeu o tamanho da tragédia. No caso do Palmeiras, seus dirigentes vão entrar para a história do centenário com o terceiro rebaixamento do clube.

Antes de chegar aos 6 a 0, cabem aqui algumas reflexões a respeito do movimento dos cartolas e de Dorival Junior. Vamos às questões.

Dorival Júnior

Quando se reuniu com os dirigentes do Palmeiras para discutir o contrato o treinador apresentou apenas sua exigência financeira ou também colocou na mesa sua proposta para tirar o time do buraco?

É bem provável que não tenha apresentado nenhum projeto para o time e sim o valor dos salários que deveria receber. É fácil tirar essa conclusão. Basta ver como ele tem armado o time. Até aqui improvisou jogadores em funções que eles não têm a menor condição de executar. Além de outras opções absurdas.

Veja o caso da derrota para o Goiás. Escalou Lucio e Victorino. Dois veteranos que, somadas as idades, têm 70 anos. A missão deles era marcar Erik, único atacante de ofício do time goiano. Erik é uma reveleção da base do Goiás e tem 20 anos. Tem velocidade e pulmão cheio.

Erik arrebentou Lucio e Victorino. Natham, 19 anos, revelado na base do Palmeiras e convocado na semana passada para a seleção brasileira olímpica, vinha jogando de titular. Contra o Goiás ficou no banco.

Dorival erra nas escolhas, erra na armação do time e não percebeu ainda que alguns jogadores devem ser afastados porque não têm condições de jogar nem compromisso moral com o Palmeiras.

Paulo Nobre e Brunoro

Se dedicaram mais ao lado financeiro e às novas políticas administrativas a pensar no equilíbrio do elenco. Não tiveram peito para segurar Alan Kardec, não conseguiram enquadrar Valdivia, não deixam claro se querem ou não a permanência de Wesley. Kardec, Valdivia e Wesley são uma luz nessa escuridão que vive o grupo de jogadores do Alviverde.

Outro absurdo de Nobre e Brunoro: aceitaram de olhos fechados as quatro indicações de argentinos sugeridas por Ricardo Gareca. Contrataram por questão de mercado, não pela bola que eles jogam. Não olharam o mercado interno. E, para complicar, optaram por um treinador estrangeiro no momento de maior turbulência que o clube vivia. A tragédia estava anunciada.

Em 14 de setembro de 1942 o clube foi obrigado a trocar o nome Palestra Itália por Sociedade Esportiva Palmeiras. O primeiro jogo como novo nome foi no dia 20 de setembro daquele ano. O time entrou no gramado do Pacaembu carregando a bandeira do Brasil. Venceu o São Paulo por 3 a 1 com o Tricolor saindo de campo antes do apito final. Nascia ali o Palmeiras grande. Era a Arrancada Heróica.

Neste domingo, 72 anos depois, os jogadores do Palmeiras estamparam no peito da camisa a foto daquele time de 1942 entrando com a bandeira brasileira. O saldo final: 6 a 0 para o Goiás.

O Palmeiras escapou do rebaixamento no Brasileirão de 2010 e de 2011. Caiu em 2012. Disputou a Série B em 2013. Em 2014 já abriu a contagem regressiva com outra Arrancada Heróica: o terceiro rebaixamento. A conferir.

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BLOG DO LUCIANO BORGES ❘ TERRA

• Belluzzo: mais fácil Brasil crescer do que Palmeiras reagir

“É mais fácil fazer a economia do Brasil andar do que tirar o Palmeiras desta situação”. O economista, torcedor apaixonado e ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo respondeu assim à pergunta do Blog do Boleiro, já no final da conversa por telefone. O ex-dirigente estava abalado com a goleada sofrida para o Goiás neste domingo. “A economia brasileira não está tão ruim no momento. Uma parte da população melhorou um pouquinho de vida. Já a vida do palmeirense só piora”, disse.

Belluzzo começou dizendo que o Palmeiras precisa vencer o Vitória nesta quinta-feira no estádio do Pacaembú. “Temos que torcer, olhar bem a tabela. Se ganharmos um jogo podemos sair rapidamente do Z4″, calcula o torcedor ilustre. Só tem um problema, apontado pelo próprio Belluzzo: “O time é frágil. Montamos um elenco deficiente. É difícil ter confiança na capacidade deste time”.

O Palmeiras é o lanterna do Campeonato Brasileiro, com 22 pontos e 13 derrotas. Este desempenho faz estragos na torcida e nos jogadores. “A gente percebe que o elenco está perdido, baqueado psicologicamente”, falou Belluzzo.

A derrota deste domingo tirou o ex-dirigente do sério. “Não dá para perder para o Goiás por seis a zero. Eles conseguiram dar três ataques por erros da nossa saída de bola e fizeram três gols. O Goiás é horrível”, disse.

A situação do Palmeiras chegou a um ponto em que a saída da crise se tornou quase uma missão impossível. Se o executivo de futebol do clube, José Carlos Brunoro, disse que “algo precisa ser feito”‘ sem indicar quais medidas deveriam ser tomadas, Belluzzo admitiu: “Eu não sei o que fazer. O time é frágil e alguma coisa tem que ser feita. Talvez uma conversa, uma reunião para mudar o ânimo, não sei”, falou.

E o economista lamentou que esta crise do Palmeiras aconteça diante da torcida que tem se mostrado fiel. “A torcida do Palmeiras era maior do que a do Goiás no Serra Dourada. É uma judiação”, disse.

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BLOG DO ALBERTO HELENA JÚNIOR ❘ GAZETA ESPORTIVA NET

• Tragédia em verde

E o Palmeiras segue carregando sua cruz, sem perspectiva de encontrar no caminho ao descenso uma mão amiga.

O sacode que acaba de tomar do Goiás é apenas mais um prego no caixão virtual do Verdão, pois, pelo visto, muitos outros estão reservados até o final do campeonato.

Sim, claro, sempre há um desvio, uma esquina inesperada que, virando-a, possa levar o Palmeiras à salvação. E salvação, nesta quadra do campeonato, é simplesmente escapar do descenso.

De resto é esperar que as próximas desditas não alcancem o nível desta tragédia: 6 a 0 no lombo centenário e ilustre é demais da conta, convenhamos.

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BLOG PITACOS DO PALESTRA ❘ LANCENET

• Um clube à deriva

Por Thiago Ferri

Mais um vexame. Uma atuação que nem de longe representa aquilo que a vencedora história do Palmeiras é, e que vem sendo seguidamente manchada por gestões e times fracos, como acontece hoje no clube. Este 6 a 0 é resultado das seguidas falhas que a atual diretoria cometeu, especialmente neste ano.

Remodelou o grupo da Série B de 2013, e fez um elenco razoável, com boas opções para o Campeonato Paulista, mas o desmanchou aos poucos depois da eliminação para o Ituano em um jogo atípico. O fundo do poço foi a saída de Alan Kardec para o rival São Paulo depois de uma desgastante negociação, muito mal comandada pelo presidente Paulo Nobre. Dali para frente, o Palmeiras não se encontrou mais.

É o time que mais perdeu no Brasileiro (13 vezes em 23 jogos), e as análises até lembram as de 2012: “mas o time não é tão ruim, os outros são piores”. Realmente, apesar de tudo, o atual elenco não é o pior do Brasileiro. É um dos piores da história do clube, mas poderia até desempenhar um papel melhor no Nacional. O problema é que o Palmeiras está à deriva, perdido.

Dorival Júnior foi sincero: faz o possível. Chegou há cinco jogos, e corre o sério risco de cair com três clubes para a Série B em dois anos (!). Fica claro que o “possível” não é o suficiente. E isto não significa que deva ocorrer outra troca no comando técnico. Uma derrota como a deste domingo é um exemplo mais do que claro das seguidas falhas cometidas por aqueles que comandam o clube.

José Carlos Brunoro falou depois do jogo, e prometeu uma atitude – não falou qual, porém. O mesmo dirigente que antes repetia em entrevistas não estar preocupado com o risco de queda, agora parece ter se assustado. Talvez tenha caído a ficha de que o trabalho neste segundo ano de gestão é ruim, e o resultado é o sério risco de fazer o sonhado centenário tornar-se um pesadelo para o palmeirense.

Paulo Nobre seguidamente repetiu que o Palmeiras não seria refém do seu aniversário de cem anos. Tanto não é que caminha a passos largos para o terceiro rebaixamento em 12 anos, e este talvez seja o mais cruel deles, diante de toda a expectativa que o torcedor colocou no ano de 2014. Jogadores, comissão técnica e diretoria parecem não saber o que fazer para evitar o pior. Faltam apenas 15 jogos para o fim do Brasileiro e, a cada dia, fica mais difícil imaginar que o time conseguirá evitar a queda.

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• Em família, Palmeiras levou 6 x 0 no Brasileirão com Dudu em 1981 e Dorival Jùnior em 2014

Dudu não tinha culpa. Cinco jogos depois de fazer o time subir da Taça de Prata para a Taça de Ouro, viajou a Porto Alegre para enfrentar o Internacional, não mais tão poderoso quanto dois anos antes. Em 1981, o Inter não tinha Falcão. Mas o Palmeiras jogava com João Marcos, Benazzi, Marquinhos, Édson e Pedrinho; Vítor Hugo, Freitas e Célio; Osni, Paulinho e Romeu. Internacional 6 x 0 Palmeiras.

Passaram-se 33 anos para o Palmeiras igualar sua pior goleada. E nos 6 x 0 contra o Goiás quem estava no banco de reservas era Dorival Júnior, sobrinho de Dudu.

De novo, é relativo dizer que a culpa é do técnico. O Palmeiras tem dado vexames ano após ano. Nas últimas temporadas, salvou-se em 2004, 2009 e 2012, sem sofrer goleada vexaminosa. Nos outros anos… 2×6 Mirassol em 2013, 0x6 Coritiba em 2011, 1×4 São Caetano no Parque Antarctica, em 2010, 2×5 Flamengo em 2008, 0x5 Cruzeiro em 2007, 1×6 Figueirense em 2006, 0 x 4 Atlético Paranaense em 2005, 2 x 7 Vitória em 2003, 1 x 5 Paraná em 2002, 2 x 6 Fluminense em 2001…

No século, apenas três anos livraram o Palmeiras de vexames assim. É mais do que tempo de organizar, planejar, executar da maneira correta. A goleada de 2014 é resultado de um clube que teve diversas formações diferentes nos últimos nove meses sem jamais definir uma base. A formação do primeiro turno contra o Goiás tinha apenas Lúcio, Josimar e Diogo escalados. Três titulares iguais apenas num intervalo de cinco meses… não pode dar certo!

As goleadas anteriores têm cinco presidentes, nove técnicos e centenas de jogadores diferentes. É para não apontar a culpa diretamente para um. O Palmeiras é culpado! Então são todos os que nestes anos fizeram o clube se apequenar, como tem acontecido.

O Palmeiras precisa se fechar e rezar para não ser rebaixado pela segunda vez em três anos. E depois recomeçar. 

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BLOG DO COSME RÍMOLI ❘ R7

• “Sou o ‘pai’ do Paulo Nobre. E ele precisa reagir. Mostrar que porque é presidente. O Palmeiras não pode ser rebaixado pela terceira vez. Chegamos no fim da linha.” Mustafá Contursi…

De nada adiantaria Paulo Nobre ser bilionário se não tivesse um grande apoio político no Palmeiras. E os conselheiros mais importantes do clube, principalmente os ex-presidentes como Belluzzo, Della Monica e Tirone, apontam o responsável por ele ter chegado à presidência. Mustafá Contursi.

Em um dos momentos vexatórios do clube, o homem mais forte dos bastidores palmeirenses aceitou falar. Aos 74 anos, não foge de se omite. Nesta manhã de segunda-feira, com o gosto amargo da derrota por 6 a 0 para o Goiás, com o time na lanterna do Campeonato Brasileiro. E assumir publicamente sua responsabilidade na atual gestão.

“Sou mesmo pai do Paulo Nobre. Não vou esconder. O apoiei a chegar até a presidência. Ele errou, ficou deslumbrado, mas ainda é melhor do que os nomes que a oposição apresenta. Só precisa entender que a hora é de reagir. Tudo que não pode fazer é ficar paralisado diante de tudo o que está acontecendo. (…) Estou, como qualquer palmeirense, assustado. Fiquei desesperado vendo a equipe esfacelada, sendo goleada pelo Goiás. Estamos em último lugar, temos de escapar do rebaixamento. Chegamos ao fim da linha”, avalia Mustafá em entrevista exclusiva.

A grande maioria dos conselheiros do clube diz que a culpa por Paulo Nobre ser presidente é sua. Seu apoio levou um bilionário inexperiente à presidência do Palmeiras. Todos repetem que você é o ‘pai’ dele…

Sou mesmo o pai do Paulo Nobre. Não vou esconder. O apoiei a chegar até a presidência. A partir daí, as decisões foram dele e do grupo que ele escolheu para ajudá-lo. Ele errou, ficou deslumbrado, mais ainda é melhor do que os nomes que a oposição apresenta. Sua grande falha foi nos conceitos. O Paulo disse que iria profissionalizar o clube. Mas sempre tivemos pessoas remuneradas cuidando do futebol. Eram pessoas competentes. O tempo já passou para provar que a reformulação tão propagada no futebol não deu certo. E ele não mudou o rumo. O presidente precisa reconhecer quando as coisas não estão dando certo e agir. Esta é a grande falha do Paulo Nobre. Não admitir os erros e buscar novas saídas.

Você está falando do Brunoro?

Não estou dizendo nome nenhum. Falo sobre conceitos, resultados. O clube está há mais de um ano sem patrocínio. Como é que posso concordar com isso? O time de futebol está cada vez pior. Não posso concordar com isso. O Paulo tentou implementar os contratos por produtividade no Palmeiras. Não é fácil enfrentar todo um sistema. Os outros clubes como é que pagam no Brasil? O Paulo buscou o que era mais moderno na Europa. Não foi omisso. Também teve coragem e foi buscar um treinador argentino que deu muitos resultado no futebol sul-americano. Mas lá na Argentina o rebaixamento leva em consideração a média de três anos. Aqui, não. Foi muita pressão para o argentino. Ou seja, o Paulo não se omitiu, tentou algumas mudanças. Mas é preciso reconhecer que várias delas não deram certo. E mudar a direção das coisas. Mas ele também foi prejudicado.

Foi prejudicado pelo que, Mustafá?

Pelas péssimas administrações que o antecederam. O clube financeiramente estava comprometido. Presidentes anteciparam arrecadações como direito de transmissão de jogos, pediram empréstimos. O Paulo tinha apenas 25% do dinheiro que precisava para tocar o Palmeiras. Por isso teve de colocar dinheiro do próprio bolso. Eu sou contrário. Acho um atraso na maneira de administrar. Mas reconheço que os R$ 105 milhões que emprestou ao Palmeiras fez o clube continuar tocando sua vida. Se não entrasse esse dinheiro no caixa, os jogadores estariam sem receber, as dívidas se acumulariam, seria o caos. Além disso há o estádio que está sendo reconstruído desde 2009. Tudo isso não o isenta do que que está acontecendo no futebol, mas o atrapalhou muito.

Você como palmeirense não ficou envergonhado ao ver que o estádio não estava pronto no dia 26 de agosto, dia em que o clube completou 100 anos?

Eu como palmeirense fico muito mais envergonhado em não ter a certeza que o estádio será viável financeiramente ao clube. Isso é que me preocupa de verdade. Os números nunca me convenceram. As pessoas deveriam ter muito mais responsabilidade, entender o quanto o acordo para a construção do estádio pode comprometer o futuro do clube. Isso sim que deveria ser colocado de maneira clara.

Falando em vergonha e quanto ao futebol. Por que um clube com uma história tão vitoriosa está passando por tantas humilhações?

Estou, como qualquer palmeirense, desesperado pelo futebol. Fiquei desesperado vendo a equipe esfacelada, sendo goleada pelo Goiás. Estamos em último lugar, temos de escapar do rebaixamento. Chegamos ao fim da linha. As péssimas administrações do futebol fizeram o time chegar a este estado deplorável. E eu me incluo nesse pacote. Depois de acertar a saída da Parmalat, errei em montar a equipe rebaixada em 2002. Por fazer o contrário do que as pessoas rotulam. Me colocaram o carimbo de apostar no ‘bom e barato’. Mas tinha vencido com uma equipe assim o Rio-São Paulo em 2000. Só que me deixei convencer e montar um time com jogadores consagrados e fomos rebaixados. Tínhamos o Levir Culpi como técnico. O Marcos, Leonardo Moura, Dodô, Zinho, Flávio Conceição, Arce, César, Rubens Cardoso, Nenê, Juninho, Muñoz. Fui fazer o que as pessoas pediam. E deu no que deu. O primeiro rebaixamento foi um choque para a história do Palmeiras reconheço. Só que tudo foi piorando, deteriorando com os presidentes que me sucederam. Mas duas coisas precisam ser ditas. Esse time que caiu nas minhas mãos massacraria o atual. A segunda é a reação precisa ser imediata para escapar do terceiro rebaixamento. Por um motivo muito simples.

Qual, Mustafá?

O Palmeiras pode ter um elenco até superior aos times que lutam para escapar do rebaixamento, mas a pressão é muito maior. A história vitoriosa do clube sufoca técnico, dirigente e principalmente jogadores. O medo de errar fica insuportável. E o abatimento psicológico domina o ambiente de uma maneira muito rápida. Ainda faltam 15 partidas para o time escapar da Segunda Divisão. A recuperação precisa ser imediata. Para o Palmeiras tudo ficará mais difícil se a definição ficar para as últimas rodadas.

Mas não é complicado depender, por exemplo, de Valdivia. Ele é o principal jogador do elenco, o mais talentoso. Só que não mostra o menor comprometimento com o clube.

Explicar o que acontece com o Valdivia é simples. Ele é uma herança que caiu no colo do Paulo Nobre. Um jogador com um excelente contrato de cinco anos. Como é que um presidente (Belluzzo) tem a coragem de dar um contrato longo, caríssimo a um jogador? Compromete o orçamento do clube apostando em uma futura venda. Com o atleta caminhando para os 30 anos? É um absurdo. As condições levam esse atleta a se acomodar. O erro é do dirigente, incapaz de pensar no peso de suas atitudes no futuro.

Qual o potencial que você vê no atual Palmeiras?

Lógico que não é das melhores equipes da história do clube. Só que não é pior do que vários que estão na parte de baixo da tabela. Mas vejo um time assustado, muito cobrado, pressionado, tenso. A Comissão Técnica é honesta, experiente, trabalhadora. O material humano não é de alto nível. Mas o suficiente para escapar da Segunda Divisão. Só que o lado psicológico vai pesar demais nesses últimos jogos. Se seria bom sair de São Paulo, treinar longe de tanta pressão? Talvez. O que eu defendo é que algo precisa ser feito. Se as coisas continuarem assim, tudo ficará ainda mais difícil. Ainda mantenho a fé que vamos escapar.

Mesmo com o Palmeiras vivendo esse inferno, você defende um segundo mandato para o Paulo Nobre? Um pai não pode abandonar o filho no meio do caminho…

Fui mesmo o pai do Paulo Nobre na sua briga pela presidência. E se o quadro continuar o mesmo, com essa gente na oposição em quem não confio, devo manter o meu apoio. O que não significa que ele será reeleito, já que nem se lançou ao segundo mandato. Eu acredito que o Paulo deve ter aprendido muito nestes primeiros anos. Deve ter percebido que não adianta se deslumbrar. O futebol de um clube grande como o Palmeiras precisa ser administrado com responsabilidade, austeridade. E é preciso ter visão e coragem para mudar os rumos do que não está dando certo coragem. Não é preciso que eu fale o que está errado. Ele é muito inteligente. E deve saber o quanto foi mal cercado. Essas influências foram responsáveis por várias decisões equivocadas. Na parte administrativa, no marketing, no futebol. A hora é de reagir. Tirar o Palmeiras de qualquer maneira do caminho do rebaixamento. O que não pode acontecer é ficar paralisado. É preciso atitude. Não quero ver o clube de novo na Segunda Divisão. O Paulo tem de agir. Mostrar porque é presidente…

Leia aqui a matéria completa → BLOG DO COSME RÍMOLI ❘ R7

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COLUNA DO PAULO VINÍCIUS COELHO ❘ FOLHA DE S.PAULO

• As razões

É chover no molhado pedir jogador ou dizer que alguns não têm nível. Quem? Lúcio, que recuou de maneira ridícula para Deola, e não Fábio, segurar com as mãos… O erro é de quem não montou o time. O Palmeiras precisa parar tudo! Escapar é possível, mas o desafio é voltar a ser temido.

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COLUNA PAINEL FC ❘ FOLHA DE S.PAULO

Por Bernardo Itri

• ‘Sold out’

A WTorre, responsável pela reforma do estádio do Palmeiras, comercializou até agora 75 camarotes dos cerca de 80 que foram colocados à venda.

• Concorrência

Entre as empresas que adquiriram os camarotes, curiosamente, há seguradoras, concorrentes da Allianz, dona dos naming rights da arena. Bradesco Seguros, Tokio Marine, Mapfre, entre outras firmas do setor, adquiriram lounges no estádio palmeirense.

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91 respostas em “VERDÃO NA MÍDIA 22-09-2014: Tragédia se repete no Palmeiras. As falas também são as de sempre ❘ UOL ESPORTE”

Mustafá é um lixo, frequento o clube a 43 anos e desde que ouço falar no nome do crápula está associado ao fracasso do Palmeiras. Porém, o grande culpado da atual situação é o playboy, ele é
o presidente e quem assina o cheque, se permite a intromissão de terceiros, principalmente do câncer e de seus 80 puxa-sacos, é porque nunca presidiu clube algum nem tem personalidade pra
isso.

Claro que não quero o rebaixamento, mas se acontecer eu quero ver o Paulo Mole cobrar os 115 milhões que diz ter posto no clube. Se sou o novo presidente mando ele pegar todos os jogadores
contratados em troca da dívida. Garanto que não vende todo pacote por 10 milhões.

GABRIEL JESUS tem que jogar, tem o CARLAO do apoel que anulou o messi volante de primeira, os cara não sabem contratar, Dorival e fraquíssimo, deveria chamar o JORGINHO SELECAO, pra técnico ou o Doriva ituano, chamem o JUNINHO PAULISTA pra gestor de futebol, Ricardo oliveira, Cristhian seriam ótimos, precisa saber contratar, os nossos zagueiros são fracos e lentos, não tem condições tem que dispensar, FABIO ainda ruim e melhor que deola horrível, precisa de olheiros , madson abc joga bem lateral dir., jefferson recife lat esq. joga bem, eu consigo montar um time bom sem investir tanto, o problema que os dirigentes não tem visão, agora e torcer pro GRANIERE GANHAR, o pescarmona e genérico do tirone, graniere parece ter pulso firme, salve o palestra

Pois é meus caros Palmeirenses, estão vendo de fato quem MANDA NO PALMEIRAS??? É o ex-presidente de série-b, o tio Mustafá, simplesmente manipula a política no Palmeiras e o pior de tudo é que NÃO VAI ACONTECER NADA, vai ficar tudo com está, a verdade é uma só: O MUSTAFÁ É DONO DO PALMEIRAS!!! Simples assim.

comparar o Palmeiras a uma torre de Babel, ou dizer que só temos dirigentes cegos , surdos e mudos é algo grave? que merece parar na moderação.

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