Categorias
Opinião

Bem vindos a uma nova arena

Por Vicente Criscio

O título do artigo era outro. Seria bem vindos a uma nova ERA. Mas tive que ser realista.

A partida de estreia do Allianz Parque na noite desta 4a feira poderia ser um “turning point” (desculpem-me o anglicismo) desse Palmeiras. Poderia ser a virada, numa tradução mais livre, do que hoje é um Palmeiras que perdeu o rumo de sua trajetória. A renda gerada hoje será de mais de R$ 3 milhões. O potencial de receitas de marketing. A co-gestão com a WT. O investimento do parceiro. A localização. Tudo isso a diferencia. A imprensa especializada (leiam artigo de José Fucs na Época) reconhece. Os que participaram do projeto agradecem.

Desde dezembro de 2007 – longos 7 anos, número cabalístico – quando Palmeiras e WTorre firmaram um acordo, esperávamos esse momento. Reforço que o acordo foi do Palmeiras com a WTorre. Muitos dos conselheiros hoje pendurados em Paulo Nobre comemoraram cada etapa da conquista da Arena contra as ações de Mustafá Contursi e seu outrora pequeno grupo. Até mesmo o Presidente Paulo Nobre, quando ainda era Vice Presidente de Affonso Della Monica, negociou para ser sócio de Walter Torre  no empreendimento. O negócio não foi prá frente pelos motivos deles e os dois empreendedores se tornaram desafetos.

Mas ressalto uma entrevista de Luiz Gonzaga Belluzzo ao UOL (clique aqui e leia) onde gostei muito do seguinte trecho (o destaque em vermelho é meu):

“Eu fiz a minha obrigação nas circunstâncias. A WTorre fez o acordo com o Palmeiras, não comigo. Fizeram com a instituição, com a credibilidade que o clube tinha. Só não sei se ainda tem, mas tinha. Eu perdi tanto o encanto com essa coisa que nem vou ao estádio amanhã (quarta). Meus amigos não se conformam, mas não tenho mais vontade”

Esse é o Palmeiras de hoje. Os homens de bem, que fizeram algo, são massacrados por alienados ou interesseiros políticos. Perdem a vontade de celebrar até suas conquistas. Belluzzo – por questões políticas – é o alvo da dupla Mustafá-Nobre. A Arena é um turning point mas se for reconhecida dessa forma será um “prêmio” a um adversário político. Então cacete na Arena. E cacete na gestão Belluzzo.

E graças a PN e sua política mustafiana (diga-se de passagem, que continua com prejuízos enormes e aumentando dívidas só que desta vez sem time de futebol) inauguraremos o Allianz Parque a três pontos da zona do rebaixamento – com um time abaixo da crítica, num evento político, desorganizado e feito nas coxas (desculpem o linguajar, não encontro outro). O que seria uma noite para entrar para história, será apenas mais um jogo na fuga contra o rebaixamento. Não surpreende que este presidente não entenda a dimensão do que o novo estádio significa para o Palmeiras e sua torcida, até porque o mesmo em seus depoimentos ao filme sobre o “12 de Junho” enfatiza a palavra “rebaixamento” sempre que pode. Nem comento mais isso.

Belluzzo não foi o melhor presidente de todos os tempos. Não ganhou títulos, deu o futebol na mão de quem não devia, e não suportou a pressão. Mas na sua época lutávamos para ganhar títulos. Hoje lutamos prá não cair.

Volto pro tema central: a Arena está aí. É um legado de Belluzzo e de muitas outras pessoas. João Mansur foi um deles, o mais ativo, o mais atuante até a aprovação. Outros caminharam com o projeto. A alegada mudança de regras nunca ocorreu. O que tentam é desqualificar o “antes” para dizer que o de “hoje” é mérito de quem não tem mérito algum. Assim, o único que perde é a instituição chamada SE Palmeiras.

O palmeirense passa ao largo de tudo isso. E está certo. Tem que ir hoje ao Allianz Parque, nossa casa, e torcer muito pelos três pontos. Quem sabe em janeiro teremos uma “reinauguração” digna de nosso tamanho.

Eu infelizmente não poderei estar presente. Meu bate-volta Aeroparque-Cumbica não será possível pois tenho que ficar à tarde aqui na terra dos hermanos. Mas meu coração estará na Turiassu, com os 40 mil palmeirenses que irão desfrutar a maior arena de eventos e futebol da América Latina.

E quem sabe, se um dia cair nas mãos certas, o Allianz Parque será a alavanca do renascimento da SE Palmeiras. E eu verei o tal turning-point. E aí vou falar com orgulho: palmeirense, bem vindo a uma nova era. Guardem essa frase. Um dia será verdade.

Saudades da nossa casa. Bom jogo a todos. Espiritualmente estarei lá torcendo.

54 respostas em “Bem vindos a uma nova arena”

Não acredito que os sócios ainda vão votar nesse infeliz do PN, pelo amor de Deus vamos votar no Pescarmona,, senão mais 2 anos de Mustanobre vai ser dificil de aguentar.

Fico feliz quando vejo que tem PALMEIRENSES que reconhecem a importancia que representou, representa e sempre representara o prof. BELLUZZO para o nosso clube. Mas o destino foi cruel com ele e conosco. Tivessemos levantado o titulo de 2009 ( perdemos graças ao Cipullo) o BELLUZZO seria reeleito. Portanto nao teriamos Tirone presidente. E consequentemente tb não teriamos o PN( menino mimado) na presidencia. O BELLUZZO faria o sucessor. Nossa HISTORIA seria outra bem diferente. Hj teriamos a ARENA e um time DE VERDADE. Nem tudo sai como imaginamos ou queremos. Mas que doi quando penso nisso não posso negar. Espero que o BELLUZZO volte com o PESCARMONA para mudar o tetrico cenario que vivemos.

Cara, se esse Paulo Nobre ganhar as eleições, então o Palmeiras não merece mais minha dedicação e torcida. Pois, com um conjunto de associados com essa mentalidade, não quero me envolver, de qualquer forma. Abandonarei de uma vez os jogos do Palmeiras, enquanto esse almofada estiver à frente do Clube. Só lamento pelo meu filho de 7 anos e o que tenho que explicar pra ele a cada derrota. Sobre Belluzzo, concordo plenamente. Homem sério, de intençoes sérias e que, quando esteve à frente do clube, pensou grande.

Os comentários estão desativados.