Categorias
Notícias

Resultado da eleição: Nobre foi o escolhido pelos sócios

 

Neste sábado o sócio palmeirense foi votar para Presidente.

Cerca de 4 mil sócios. Muitas bandeiras na rua, muitas pessoas com camiseta dentro do clube.

Paulo Nobre ganhou. 2421 a 1611 (60% a 40%, prá ficar fácil). Foi a vitória da continuidade. Quem votou, aprovou dois anos de resultados do futebol e do clube social.

Como foi?

A primeira eleição pelos sócios do Palmeiras – tão aguardada por quem quer mudança – foi tranquila.

Percebia-se na parte da manhã um volume maior de votantes com a camiseta verde da chapa Avanti Palmeiras, do candidato Paulo Nobre. A chapa 200 de Vlademir Pescarmona, com camisetas brancas, se apresentava em menor número.

Percebia-se também a briga de uma chapa com mais recursos financeiros – Nobre gastou bem, mas ninguém se atrevia a dizer quanto cada candidato “investiu” para ser presidente. Garotas na porta contratadas para distribuir panfletos e boatos de que sócios inadimplentes eram chamados para resolver sua situação de dívida, desde que votasse no Presidente, deram o tom do “alto” nível deste último dia de campanha.

Ainda dentro do clube, no bar do tênis, uma mesa grande para cada bloco. Na entrada da votação um pouco mais de Nobristas, mas algo normal com tantos lutando pra manter a carterinha.

O candidato Pescarmona se posicionave bem na linha de frente, bem no meio do povo que entrava para votar. Paulo Nobre tomando suco de uva num cantinho do ginásio. Os dois demonstravam tranquilidade.

Destaque para muitos sócios que vieram de longe para votar. Sócios do Rio de Janeiro, Bauru, Sorocaba e outras cidades, preocupados com o futebol, se mesclavam com a onda de mais de 500 votantes – por baixo – que são os amigos ou parentes de diretores com carteirinha.

Mustafá e outros cabos eleitorais

20141129_160714As chapas faziam campanha. Mustafá, forte e serelepe, tentava converter votos de indecisos para Nobre. Ouviu um desaforo de um grande palestrino que veio de Sorocaba só para votar. Clemente Pereira – outro conselheiro que já foi ligado ao grupo de Mustafá, Della Monica e Belluzzo, e agora está com Nobre – distribuía panfletos e vestia a camisa verde 300.

Viva a democracia. Os grupos se dividiam e jogavam o jogo. É isso aí!

Do outro lado, a turma de Pescarmona também fazia sua parte. O bom humor do candidato contrastava com a cara de bravo e preocupado de seu vice Degon.

Durante o dia a tranquilidade foi grande. Sinal de maturidade dos dois grupos políticos. Parece que no final alguma confusão aconteceu. Nada grave.

 

Foi bom prá você?

Notícia boa: a democracia e o voto do sócio, tão querido por todos, finalmente saiu.

A má notícia: com 100 a 200 diretores titulares e adjuntos, com parentes e amigos, e conselheiros, e blá blá blá, um Presidente na largada já sai com 500 votos. Além disso o voto do sócio da bocha, tem o mesmo peso do futebol.

Isso funciona? Nesse momento, não importa. É melhor do que o voto de apenas 300.

No final a conclusão: melhorou muito. Mas ainda estamos longe, muito longe, do prometido voto do sócio torcedor. O resultado reflete que o parquinho, o clube, enfim, a carteirinha oferecem. À beira do rebaixamento, o sócio do clube votou com preconceito, de forma política e com apelo do social sem parecer se importar com a falta de receitas, falta de patrocínio, falta de reforma estatutária e falta de time. Mas com aumento de dívida do clube.

Mas em alguns casos, sem dívida de mensalidade.

Vida que segue… Nobre terá dois anos para reconstruir o que destruiu. Vai conseguir?

Saudações Alviverdes!

Os comentários estão desativados.