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Verdão na Mídia

VERDÃO NA MÍDIA 08-12-2014: No Centenário, Palmeiras escapa da degola na bacia das almas ❘ BLOG DO FABIO SALGUEIRO

BLOG DO FABIO SALGUEIRO

• No Centenário, Palmeiras escapa da degola na bacia das almas

O Palmeiras estará na primeira divisão do Brasileirão no ano que vem. O Alviverde apenas empatou com o Atlético-PR por 1 a 1, neste domingo, no Allianz Parque, mas acabou beneficiado pelas derrotas de Bahia e Vitória, que perderam para Coritiba e Santos, respectivamente, e acabaram degolados para a Segundona.

Com emoção e sofrimento, o Palmeiras se segurou na elite do nacional. O gol do Santos, nos acréscimos, diante do Vitória, em Salvador, fez a torcida alviverde explodir num misto de alegria e alívio. O Vitória ficou a um gol de se salvar da degola e jogar o Palmeiras para o buraco da Segundona.

Em tempo: o gol do Palmeiras diante do Furacão foi polêmico. Eu não marcaria a penalidade e acredito que a marcação de Leandro Vuaden foi equivocada. Uma pitada a mais de polêmica na emocionante permanência do Alviverde na Primeira Divisão.

Com o Palmeiras garantido na elite, a reflexão agora é a seguinte: o que fazer para que o clube não passe mais o sufoco e vergonha como aconteceu neste Brasileirão? Uma limpeza no elenco se faz necessária, assim como na direção de futebol.

José Carlos Brunoro, homem forte do futebol, não merece continuar no clube. E não ficará, é fato. Que o presidente Paulo Nobre reveja suas convicções, pois Brunoro não correspondeu às expectativas, assim como muitos jogadores que chegaram com seu aval ao clube.

De cara, além de Brunoro, Valdivia seria outro que deveria ser demitido. Jogador sem comprometimento e com enorme dose de culpa pelo sufoco que o Palmeiras passou neste nacional.

A torcida endeusar jogadores como Valdivia é aceitável, agora quem comanda não pode ser contaminado por este passionalismo cego. Valdivia não merece ficar pelo simples fato de não respeitar seus companheiros, tampouco a hierarquia dentro do clube.

O Palmeiras precisa começar do zero. A corrida agora é contra o tempo.  O elenco não tem uma base confiável e a próxima temporada já se aproxima. É preciso rever o planejamento e reforçar o elenco. Os garotos devem ser enaltecidos e apoiados, mas pelo menos 60% do elenco precisa ser renovado.

Jogadores devem ser dispensados, mas é preciso contratar atletas de qualidade e principalmente que respeitem a história e o manto verde.

No ano do Centenário, o Palmeiras passou uma das maiores vergonhas de sua história. Já disse aqui e reitero: o atual time do Palmeiras merecia ser rebaixado. No entanto, o clube não merecia passar por tal humilhação de novo. A história alviverde é rica e merece a divisão de elite.

O alívio por parte da torcida, jogares e dirigentes faz parte, até pela pressão na última rodada. Mas a permanência na primeira divisão não pode esconder os erros da atual gestão. O atual Palmeiras é sofrível e não brigará de igual para igual com os rivais nem pelo título do malfadado Paulistão.

O alerta já foi dado. É preciso competência e respeito para mudar a situação do Palmeiras. Nobre tem que assumir o departamento de futebol e começar tudo do zero. Se nada mudar, no ano que vem a briga será de novo contra a degola e nem sempre o Palmeiras terá um Vitória e um Bahia para salvarem a sua pele.

Reage, Palmeiras!

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BLOG PITACOS DO VERDÃO ❘ LANCENET

• Verdão se salvou sem méritos

Por Alessandro Abate

Com 40 pontos, o Palmeiras é agora o time que se salvou do rebaixamento com a menor pontuação na história do Campeonato Brasileiro disputado por pontos corridos. Também foi a primeira vez que a pior defesa da competição – o setor palmeirense sofreu 59 gols – permanece na elite. Nunca vi um esforço tão grande feito por uma equipe de futebol para trilhar o caminho da Segundona, mas dessa vez haviam muitas outras que se empenharam mais ainda para descerem de divisão. Criciúma, Botafogo, Bahia e Vitória acabaram premiados pela incompetência.

Os grandes momentos do Verdão nesse Brasileirão foram empates com Cruzeiro e Corinthians, quando a equipe de Dorival Júnior vencia e sofreu gols nos acréscimos, para desespero total de sua torcida. Após essa “melhora” na perspectiva de futuro, o Palestra sequer esboçou uma reação pelos próprios méritos, ficando a mercê dos outros resultados.

Após o empate com os reservas do Furacão, o garoto Victor Luis, que ainda pode ter um belo futuro pela frente com a camisa do Palmeiras, declarou de forma infeliz estar feliz com o objetivo conquistado. Isso na minha meritocracia não é conquista, é sorte para receber de bandeja!

Na carona do “ganhou sem merecer”, Paulo Nobre foi reeleito por acharem que a oposição era pior, e não pelo que mostrou o presidente. Está devendo mais que os atletas.

Porém, mesmo em um panorama tão triste, eu ainda salvaria uma coisa do ano lastimável que teve o clube em 2014, quando comemorou seu centenário sem muitas alegrias: A torcida que canta e vibra!

Os palestrinos deram show na arquibancada, empurraram os jogadores mesmo quando não mereciam e derramaram litros de lágrimas, por desgosto ou alívio.

A Sociedade Esportiva Palmeiras ganhou outra chance de uma inspiração divina, ao melhor estilo Ademir da Guia, e da ajuda de todos os Santos, inclusive o da baixada santista. Agora é vida nova! Ou não… Infelizmente não depende apenas do palmeirense.

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BLOG DO ALBERTO HELENA JÚNIOR ❘ GAZETA ESPORTIVA NET

• E o Verdão se salvou no fim

O Palmeiras começou o jogo uma pilha de nervos. Não era pra menos. Afinal, diante do Atlético PR, jogava seu passado e seu futuro mais à vista. Nova queda para a Segundona provocaria cicatriz ainda mais profunda na história gloriosa desse clube que nos últimos tempos só tem feito contrariá-la.

E, logo de cara, o Atlético, mesmo com um time recheado de garotos, abriu o placar, com Ricardo de cabeça, depois de duas lambanças seguidas de Lúcio, em cobrança de escanteio. Isso, não sem antes ter obrigado Fernando Prass a salvar duas vezes seguidas sua meta, que, na terceira tentativa seguida, Gabriel livrou a cara verde.

Eis, porém, que Valdívia começa a jogar, e o Palmeiras, passa a envolver o adversário até que a asa aberta do zagueiro corta a trajetória da bola. Pênalti, que Henrique converte com uma frieza de gelar a alma verde.

Ué! Não foi isso que aconteceu logo no segundo tempo, em mais uma de Lúcio? Sim, porque,o beque levantou os braços na área pra dizer ao juiz que não havia derrubado o adversário; só que Nathan rebate e a bola toca no cotovelo de Lúcio. Huummm…

Chiii, a coisa começa a desandar, com entrada de Cristaldo, que logo leva um amarelo, bem ao seu estilo, e a saída de Nathan, por queda desastrada.

Mas, Valdívia está em campo e ele segue colocando seus companheiros em posições privilegiadas: João Pedro, Cristaldo…

E o Atlético passou a só se defender.

O Verdão, porém, embora pressionasse, não conseguiu chegar ao gol da vitória.

Os olhos verdes, então, se viraram para o Barradão, à espera de que o Santos cumprisse seu dever, que um sortilégio do tipo que ocorrera na véspera com  o Inter se repetisse neste domingo, já que o Coritiba, na despedida de Alex, virara sobre o Bahia por 3 a 2.

E não deu outra: já na prorrogação, Thiago Ribeiro matou o Vitória e garantiu definitivamente o Palmeiras na Série A.

Meno male.

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BLOG DO ROBERTO AVALLONE ❘ UOL ESPORTE

• Palmeiras: sufoco, alivio e a certeza de que reformular é preciso

A tevê flagrava cenas inusitadas: ao final do drama, torcedores choravam de alivio- por ter escapado da degola- e de raiva, muita raiva, pelo sufoco que o time passou neste jogo de empate com os reservas do Atlético Paranaense (1 a 1) e em quase toda pífia campanha.

Segundo consta, nenhum time, desde a era dos pontos corridos, que começou em 2003, conseguiu escapar com apenas 40 pontos. O Palmeiras foi o pioneiro. Ah, que campanha, meu Deus! Só esses minguados pontos já citados e uma vergonhosa coleção de 20 (!) derrotas na competição.

Graças ao bom goleiro Fernando Prass e ao craque Valdivia, o goleiro pelas boas defesas e o meia pela capacidade em articular jogadas (mesmo sem condições físicas ideais), o Palmeiras arrancou o empate dos reservas/ meninos do Atlético, depois de levar sufoco. Isso, através de um gol de Henrique, de pênalti. E daí?

E daí que a não ser em uma outra investida, o Palmeiras não incomodava o goleiro Weverton. Não me lembro de uma grande defesa, pelo menos, do goleiro da equipe paranaense. Por sua vez, o goleiro palmeirense, Fernando Prass, foi autor de boas intervenções em arremates dos reservas do Furacão.

E então, o que se pode deduzir, diante da péssima campanha e das dificuldades em disputar, em casa, um jogo decisivo? A dedução é simples: é mais do que necessária uma reformulação quase que total no futebol palmeirense, avaliando-se com todo o rigor não só o elenco, mas também a Comissão Técnica, os setores ligados a ela e também os métodos da diretoria, que talvez reviva um dirigente experiente ao lado de profissionais do ramo.

Pelo que fiquei sabendo nos bastidores do clube, ouvindo gente influente e conselheiro de respeito, a tendência é a de que o treinador Dorival Júnior não fique. Trata-se de ótima pessoa, de profissional que já fez bons trabalhos em outros clubes, mas é difícil defende-lo diante dos resultados obtidos, entre eles um rápido balanço de 6 vitórias e 9 derrotas.

Em todo o caso, acho que é precipitado cravar se Dorival fica ou não- eu disse que a tendência é a sua saída- ou de que tamanho será a limpeza no inchado elenco.

Talvez tudo comece pela contratação do novo executivo do futebol, provavelmente Alexandre Mattos, que teve sucesso na montagem do Cruzeiro bicampeão mineiro. Renovar é preciso, até para esquecer esse Centenário de tantas aflições. E que teve até no santista Thiago Ribeiro o herói inesperado, autor de um gol decisivo que na Arena palestrina não surgiu.

Palmeiras, que 2015 lhe seja mais leve.

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BLOG DO MAURO BETING ❘ LANCENET

• O Palestra voltou, mas o Palmeiras ainda está em obras 

Não se comemora a salvação e apenas o 16º lugar em 20 clubes. Mas sempre se celebra o Palmeiras campeão do Século XX em qualquer lugar.

Já voltamos ao Palestra. Agora só falta voltar a ser Palmeiras.

Em 21 de abril de 1917, o Internacional paulistano perdeu por 5 a 1 para o Palestra Italia que, pela primeira vez, atuava no Parque Antarctica.

Em 13 de agosto de 1933, o Stadium Palestra Italia ficou pronto. O time da casa goleou o Bangu por 6 a 0. Gabardo anotou o primeiro gol da casa enfim reformada.

Em 7 de setembro de 1964, Ademar Pantera fez o primeiro gol dos 2 a 0 contra a Esportiva de Guaratinguetá, no jogo que marcou a inauguração do Jardim Suspenso do Palestra Italia.

Em 7 de dezembro de 2014, de pênalti, Henrique empatou o jogo contra o Atlético Paranaense. Foi o primeiro gol oficial do Palmeiras no Allianz Parque. Ademir da Guia, também de pênalti, na mesma meta de fundo, havia marcado o primeiro do novo estádio, na festa de despedida do Divino, em jogo de Palmeiras x Palmeiras (o que, no fundo, é sempre assim: somos sempre nossos maiores adversários…).

Oficialmente, o Sport havia inaugurado o telão do estádio, com dois gols, no jogo de estreia, em 19 de novembro. O terceiro gol do Allianz Parque também havia sido de visitante, do zagueiro Ricardo Silva, do Furacão, no segundo jogo, válido pela manutenção do Palmeiras como time de primeira, em 7 de dezembro de 2014.

Henrique fez o dele na sequência, empatando o jogo. Fernando Prass evitou pelo menos uns quatro gols paranaenses. Na segunda etapa, o Palmeiras teve mais chances, mas as perdeu quase sempre de modo bisonho como o time, o pior em 100 anos de Palestra, o mais feio em 97 anos em que o clube joga no campo do Parque Antarctica.

Nunca o Palmeiras perdeu tantos jogos em uma temporada em que termina sofrendo mais gols que marcando…

Em que o torcedor sofreu com os pavorosos resultados e o horrendo futebol desde a Copa do Mundo…

Por isso o gol mais celebrado em dois jogos do Allianz Parque foi de um rival, nem foi o histórico de Henrique.

Quando Thiago Ribeiro fez 1 a 0 pro Santos no Barradão, lágrimas de alívio escorreram pelo estádio – e pelo estúdio do Fox Sports.

Nunca se celebrou tanto um gol do adversário como aquele do Santos contra o Vitória.

O Palmeiras já havia empatado contra o Atlético Paranaense, jogo terminado dois minutos antes. O empate na Bahia já salvava o Palmeiras, como o empate do Bahia contra o Coritiba (que acabaria vencendo o jogo). Mas o gol do Santos garantia de vez a permanência na primeira divisão. Mais um daqueles tantos gols que no semestre da celebração do centenário alviverde o palmeirense comemorou pelos outros. O Palmeiras em 2014 não foi refém do centenário. Ficou em cativeiro celebrando numa quarta-feira gol da Chapecoense e, no domingo, do Figueirense. Uma rodada o Palmeiras era Corinthians. Na outra, Fluminense.

Quando não foi mesmo Criciúma, Botafogo, Vitória e Bahia, times que conseguiram a inefável proeza de serem mais falíveis e tecnicamente falidos que o Palmeiras de 2014.

Torcer para esse Palmeiras jogar futebol, fazer gols, não os tomar, não era martírio. Era impossível.

Os poucos gols marcados pelo time no segundo semestre de 2014 causaram mais espanto que felicidade, mais alívio que alegria. Parecia um milagre a bola entrar no retângulo branco do outro lado da meta alviverde.

Parecia destino o Palmeiras tomar um gol desde a Copa do Mundo. Não era “gol da Alemanha” da piada. Era “gol contra o Palmeiras” na tragédia anunciada.

Qualquer tiro de meta de adversário era perigo para os times de Gareca e Dorival Júnior, passageiros nessa agonia. Contra o Cruzeiro, em BH, o belo gol de Cristaldo foi um achado. Ou foi o Mouche? Não lembro. São tão poucos os gols… O gol de empate de Dagoberto no finalzinho nem doeu tanto. Era esperado, mais que esperneado. E foram tantos levados no fim dos jogos…

Doeu o chute pra fora de Danilo que bateu em Juninho e empatou o Dérbi no Pacaembu, no finalzinho do jogo seguinte. Mas era outro lance que se esperava no Palmeiras:

– Não sei como, mas vamos tomar um gol!

Era a sensação pelo mau futebol jogado, treinado, organizado, planejado.

Foi assim em 2014.

E sem contar os últimos tantos anos desde a primeira queda, em 2002. Ou antes da Parmalat, em 1992.

Os bons e maus velhinhos do conselho palmeirense têm razão quando dizem que, se agora tudo dá errado no Palestra, eles fizeram tudo certinho para o time que tanto venceu desde 1920. Mas que parece perdido em algum buraco verde do espaço e do tempo.

Não sei se é sapo enterrado nas catacumbas da galeria de esgoto de Perdizes ou sapo-boi muito vivo nas galerias de troféus da Turiaçu. Mas tem algo de podre e de pobre no reino da Água Branca e verde.

A receita diminuiu e a dívida aumentou na gestão de Paulo Nobre. A economia, os negócios do futebol e a Copa levaram a essas contas. Mas o cofre está menos vazio também pelo que a pessoa física do presidente injetou nas faturas que não fechavam das outras administrações: das que tentaram e foram infelizes gastando muito (Belluzzo) àquelas que gastaram ainda mais para conquistar ainda menos (Tirone).

Vai ter mais dinheiro para 2015. Ainda que com novas dívidas (com menores e melhores juros) tenham sido contraídas com o próprio presidente reeleito. O que não é bom. Apesar do prazo de pagamento mais longo.

Nobre errou ao contratar 37 jogadores e ter um time (sic) ainda pior que aquele que ele recebeu rebaixado. Havia como entender a negociação de Barcos – mas não tolerar os quatro nomes que vieram, e um que não veio. Não há como compreender a perda de Alan Kardec para o rival do modo como foi. Tinha até de vender Henrique pelo que foi pago – mas justo em ano de Copa? Meses antes de ele ser valorizado como jogador de Seleção que seria convocado? Aliás, repetindo o que aconteceu com Pedrinho, lateral vendido ao Vasco, em 1982, meses antes do Mundial da Espanha…

Não tinha como pagar tanto por tão pouco futebol de tantos nomes contratados em dois anos de gestão. E muitos deles que jamais poderiam chegar nem perto do Palmeiras centenário – ou, no máximo, serem titulares apenas pelo futebolixo apresentado pelo Palmeiras no ano do centenário.

Não tinha como ficar sem marketing e diretor no final do ano de celebração. Não tinha como pedir o que foi pedido pelo patrocinador master. Não tinha como Brunoro errar o que errou. Não tinha como achar tantas vezes que investimento é gasto – como se fosse Mustafá. Não tinha como gastar muito mais do que tinha – como se fosse Belluzzo. Não tinha como deixar o time com veteranos além de rodados ou moleques ainda muito verdes – e não na melhor acepção. Não tinha como lançar tantas camisas do centenário e ninguém com qualidade para vesti-las.

E também não precisava jogar tão pesado na reeleição…

E também não precisava a oposição lançar um candidato como Pescarmona…

Tinha de brigar tanto com os maiores parceiros que o clube tem agora, como W/Torre e Allianz? Ainda que tenha algumas razões, não é motivo para levar a questão com tanta emoção e personalismo para a arbitragem.

Conheço Paulo Nobre há 17 anos. É meu amigo. Já me ajudou muito como enorme palmeirense que é. Do filme que acabei de lançar em DVD é dos maiores entusiastas, ajudando muito na produção – mesmo antes de ser candidato à presidência.

Foi Paulo Nobre quem ajudou a celebrizar a frase famosa do meu pai a respeito da nossa paixão em comum, escrevendo-a no vestiário antigo do Palestra, em 2008. Frase dita por Joelmir Beting justamente na apresentação do acerto entre Palmeiras e W/Torre…

O Palmeiras está acima de nós e das amizades. O presidente não pode ter muitos amigos e nem muitos inimigos. Ele defende além da conta os que gosta, e detona além das faturas quem não gosta. Também nisso pode e deve melhorar no segundo mandato.

Para evitar que se reveja no Palmeiras o pior futebol que vi em 42 anos de estádios e estúdios. Aquilo que bem definiu o Mago que, desta vez, não sumiu:

– Uma vergonha!

Disse bem Valdivia. Um que foi vendido, não foi mais, foi pra Disney e, quando conseguiu jogar, foi o que enfim se espera de um camisa 10 de um time ruim. E foi ainda mais para a história quando jogou infiltrado, com proteção na perna, e com uma raça nunca antes vista nele, na última partida do campeonato.

Pena que Valdivia não conseguiu fazer com que Wesley, aquele contratado pela vaquinha que foi pro brejo, tivesse um mínimo de vontade. Uma pena. Um jogador que pode ser volante, pode ser meia, pode ser atacante, pode ser lateral, e, em 2014, nada pôde.

Mais ou menos como o time. O trabalho da diretoria. Tudo. Ou o nada que foi esse centenário.

Que venham os próximos 100 anos.

Depois da reforma do Palestra, é preciso reformar o Palmeiras.

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BLOG DO ROBSON MORELLI ❘ ESTADÃO ONLINE

• O fim do sofrimento do Palmeiras na temporada foi mais um duro golpe no torcedor

Era para ser um dia de festa, moderada, mas de festa. Afinal, com suas próprias forças, depois de uma temporada ruim, o Palmeiras conseguiria se salvar do rebaixamento. O cenário foi montado para uma boa vitória. Era coisa para 3 a 1, 3 a 0. O palmeirense merecia isso em sua nova Arena, uma vez que a inauguração, dia 20 de novembro, foi um show de horrores ao perder para o Sport por 2 a 0, e batizar sua casa de forma negativa. Enfrentar o Atlético-PR com reservas e meninos da base era tudo que esses jogadores do Palmeiras queriam e precisavam para se sustentar na primeira divisão e entregar o ano do Centenário do clube de forma digna, ao menos na elite.

O que se viu na partida, no entanto, foi um festival de jogadas erradas, falta de pontaria e de personalidade no ataque, uma defesa comandada por um jogador que já foi importante, Lúcio, mas que não tem mais condições de vestir a camisa de um grande time e um craque, Valdivia, tentando de todas as formas construir as jogadas ofensivas. Podem falar o que for de Valdivia, e provavelmente o torcedor terá razão, mas o meia chileno faz a diferença no Palmeiras. Suas bolas eram todas nos pés dos companheiros, que por vezes se enroscavam nela e desperdiçavam os lances. Jogou até o fim, no sacrifício. Isso em nada apaga ou perdoa sua ausência em partidas importantes e decisivas do time, diga-se. Se o Palmeiras chegou na última rodada do Nacional ameaçado de cair, Valdivia também é responsável.

Daqui para frente, vida nova ao Palmeiras, com nova mentalidade, novas decisões e novos jogadores. O clube, tomara, tenha aprendido com o ano terrível. Não adianta o presidente Paulo Nobre dizer que tirou do bolso para ajudar a instituição. Isso só prova que ele tem muito dinheiro, mas não demonstra uma política ou gestão competente. O que ele faz agindo dessa maneira é amadorismo. O Palmeiras e o futebol brasileiro não podem mais trabalhar dessa forma. O associado do clube deu a ele mais dois anos de confiança. Nobre precisa retribuir isso, com mais competência, com decisões acertadas, com um time forte.

O Palmeiras perdeu seu lugar no cenário de São Paulo e do Brasil. Precisa resgatar sua tradição e respeito. Precisa frequentar a parte de cima da tabela e ganhar competições, revelar jogadores, fazer de sua nova casa um alçapão, como era o Palestra Itália. Pensar num elenco e decidir pelo futuro do treinador são assuntos que precisam ser tratados hoje ainda, com o risco de não perder mais tempo do que o time perdeu nessa temporada. Um gestor precisa administrar pensando no bem do clube. No caso, no bem no futebol do Palmeiras. O torcedor não suporta mais torcer para uma equipe fraca e sem raça, formada por jogadores ruins. 2015 precisa ser diferente.

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BLOG DO MENON ❘ UOL ESPORTE 

• Torcida palmeirense não merece o timinho do dorminhoco Paulo Nobre

A torcida do Palmeiras incentivou bastante o time que tem. E, terminada a rodada, com a manutenção garantida, o chamou de “sem vergonha”. Corretíssimo. Incentivou e agora, cobra. Por que é evidente que, se nada mudar, haverá novo drama em 2015.

O time montado por Paulo Nobre é um time de segunda. Mesmo se mantendo na primeira, é um time de segunda. Para disputar um título importante, pode contar com Prass, sempre seguro e Valdivia, às vezes brilhante, às vezes aéreo e muitas vezes machucado.

Deus ajuda a quem cedo madruga, diz o ditado. Mas Deus resolveu ajudar Paulo Nobre, que, metaforicamente falando, acorda ao meio dia.

O time perdeu cinco seguidas e empatou a última em casa. Só não caiu porque o Santos venceu. Escapou com 40 pontos, quando o normal é que seja necessário fazer 45. O grande mérito é da torcida, mas todo mundo sabe que torcida não ganha jogo.

Ou Paulo Nobre acorda cedo e monta um time, ou vai acabar com seu nome em um despacho com carne de porco e penas de periquito.

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BLOG DO VITOR BIRNER ❘ VIRGULA

• Palmeiras se salva com torcida de time gigante e futebol de pequeno

Dentro de campo, o Palmeiras foi mal diante do Atlético PR como na maior parte do seus compromissos do Brasileirão.

Tomou o gol de cabeça, após cobrança de escanteio, noutra falha do sistema defensivo, e empatou no pênalti mal marcado por Vuaden e cobrado de maneira perfeita por Henrique.

Mas a última rodada deixou a sua famosa caixinha fechada.

Vitória e Bahia perderam respectivamente de Santos e Coritiba.

Por isso nem a penalidade, que poderia gerar uma histórica polêmica, acabou influenciando no destino dos times no campeonato.

No jogo da Allianz Arena, onde os reservas dos paranaenses se fecharam, levaram perigo nos contra-ataques perderam gols e Prass brilhou no 1° tempo,  e o anfitrião, no abafa, foi um pouco melhor depois do intervalo, o destaque ficou por conta da torcida.

Tomou conta do estádio.

Empurrou o time apesar de não haver reciprocidade técnica dos boleiros.

‘Presentou’ Wesley com uma vaia histórica de tão grande assim que Dorival o trocou por Cristaldo.

E, ao saber do gol do Peixe, nos acréscimos, em Salvador, demostrou mais alívio que felicidade, e comemorou a permanência na elite com justos gritos de protesto contra seus representantes dentro e fora de campo.

Não tenho como elogiar os jogadores palmeirenses porque fizeram o mínimo do pior jeito.

Alguns, tais quais Nathan, João Pedro, Victor Luís e até o questionado Henrique, nem mereceram os apupos.

Porém, naquele momento, não havia como excluir um ou outro.

Congratulo a torcida palestrina pela permanência na elite do futebol nacional.

Os quase 34 mil que foram ao confronto não cobraram nada de mais.

Os cartolas precisam dar um jeito de a repetitiva sina de passar o ano lutando para fugir do descenso acabar.

O tamanho do Palmeiras exige que a agremiação dispute títulos.

E ninguém melhor que a torcida entende isso.

O drama do 2014 terminou.

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BLOG DO RODRIGO MATTOS ❘ UOL ESPORTE

• Santos e Fla ajudam a manter o incompetente Palmeiras na Série A

Esse Brasileiro teve um dos patamares de pontos mais baixos para se livrar do rebaixamento, mas o Palmeiras esteve ameaçado até o último jogo. Bastava ao time alviverde uma vitória na partida derradeira, mas sofreu até os minutos finais. A verdade é que Santos e Flamengo têm muito mais responsabilidade na permanência da equipe paulista na Série A do que os próprios palmeirenses.

Em seu novo campo, o Palmeiras iniciou com a mesma desorganização e falta de qualidade de outras rodadas diante do Atlético-PR. O fato de Valdivia, claramente limitado por contusões, ser o melhor jogador de linha é uma demonstração da falta de opções palmeirense. Fez um sacrifício por seu time neste final, mas lembre-se que foi ausente em vários jogos seguidos durante o ano.

Um time quase júnior do Atlético-PR começou melhor e teve chances claras de gol entre elas uma salva por Gabriel Dias em cima da linha. Até que saiu o gol de Ricardo Silva, de cabeça, sem ser incomodado pelos zagueiros palmeirenses. Logo em seguida, o Bahia marcou diante do Coritiba: o time alviverde estava rebaixado naquele momento.

O Palmeiras não conseguia pressionar, mas uma bola lançada para a frente encontrou Henrique que chutou na mão do zagueiro do Atlético-PR. Pelo novo critério adotado pela arbitragem da CBF, foi pênalti marcado de forma acertada e convertido pelo atacante. O Furacão continuou melhor e deveria ter sido vencedor do primeiro tempo. Mas o gol tirava o time alviverde da degola.

Após o intervalo, o Palmeiras conseguiu, enfim, pressionar os garotos do Furacão, que, diga-se, tem um ataque reserva melhor do que o titular paulista. Só não fez o gol pela ruindade de suas conclusões com furadas de Lúcio, chutes bizarros de Cristaldo. Só quem jogava bola era Valdivia.

E o Palmeiras ficou angustiado até o final. Contou com a incompetência do Vitória. Depois de ser goleado pelo Flamengo na penúltima rodada, tomou um gol do Santos nos acréscimos, de Thiago Ribeiro, para determinar sua queda. Pela sua pasmaceira em campo no final, o time baiano nem parecia desesperado: mereceu mais o rebaixamento do que a equipe paulista que ao menos correu.

Com um ponto nas seis rodadas final, o time alviverde escapou apenas pelas derrotas dos times baianos, principalmente do Vitória. Ao tomar uma virada, o Bahia perdeu para o Coritiba embora de nada valesse uma vitória. A incompetência dos rivais livrou o Palmeiras da Segundona.

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BLOG DO LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI ❘ ESTADÃO ONLINE 

• O futuro do Palmeiras

O Palmeiras não tem tempo a perder nem direito de errar. Tem de tomar providências urgentes já a partir desta segunda-feira de alívio e reflexões no clube. As cartas e as necessidades de 2015 estão à mesa do presidente reeleito Paulo Nobre. E o primeiro passo é definitivo: abrir a planilha do computador, analisar os números da receita da próxima temporada e correr para montar um time vencedor.

Nobre não tem mais desculpas. No balanço da sua gestão no primeiro mandato, disse que não teve nem 25% da receita do clube para investir. Na próxima temporada, esse número vai superar a casa dos 80%. O que isso significa? Resposta: dinheiro em caixa.

Assim, numa conta preliminar e sem dados oficiais, a receita do clube deve superar fácil a casa dos R$ 100 milhões/ano. Vamos aos números:

Receita com o Allianz Parque: R$ 30 milhões limpinhos, segundo cálculos dos responsáveis pela arena e analistas de mercado.

Receita de material esportivo: R$ 19 milhões/ano de um novo contrato com a fornecedora Adidas.

Receita de patrocínio master: R$ 25 milhões/ano – clube já tem certidões negativas da Receita Federal e pronto para atrair investidores no mercado.

Direitos de televisão: R$ 70 milhões/ano – do contrato assinado com a Globo no prazo de quatro anos (2012-2015). Com o Allianz Parque e uma aproximação maior com a Globo seria viável aumentar a cota para R$ 100 milhões em 2016.

Total da receita pode chegar a R$ 144 milhões, conta essa sem os dados oficiais e também outras fontes de arrecadação. Bom lembrar que o clube deve R$ 135 milhões ao presidente Paulo Nobre e, de acordo com o que foi aprovado no Conselho do Palmeiras, a dívida começa a ser abatida a partir de maio de 2015 com a retirada de 10% do lucro anual do clube. Conta essa que não comprometeria a receita do clube na hora de investir em reforços e montagem do time.

Nobre sabe que tem de reinventar o Palmeiras e por isso prometeu aos sócios e torcedores um time para brigar por títulos. Os nomes já estão na sua planilha do computador.

Gerente de futebol: sai José Carlos Brunoro, entra Alexandre Mattos, mentor do Cruzeiro bicampeão brasileiro. Mattos se acertou com Nobre, mas pode ficar no clube mineiro tocado pela emoção quando foi se despedir dos jogadores neste domingo antes do jogo com o Fluminense.

Novo técnico: sai Dorival Júnior. Quem vem? Estão na praça Mano Menezes, Abel Braga e Tite. Lá fora, Cuca. Cabe ao presidente, a melhor escolha. Cuca foi jogador do Palmeiras no início dos anos de 1990 e, de estilo vibrante, poderia raspar o mofo que toma conta do Palestra.

Jogadores: Fred, Rafael Sóbis e Jean, todos do Fluminense, estão quase na praça. Arouca, do Santos, tem um pé fora da Vila. Réver anda meio encostado no Atlético-MG. O atacante Erik  e o volante Thiago Mendes, os dois do Goiás, têm lugar em qualquer time do Brasil.

Base: já forneceu João Pedro, Nathan, Victor Luis, Gabriel Dias, Renato – que podem ser bons coadjuvantes em 2015 – e vem aí Gabriel Fernando, 17 anos, um diamante, dizem os especialistas, a ser lapidado (fez 35 gols em 20 jogos no Paulista Sub-17).

A  palavra está com Paulo Nobre.

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BLOG DO LUCIANO BORGES ❘ TERRA

• Palmeiras: executivo do Cruzeiro pede 2 dias para responder

Dois dias para pensar. É o que o executivo de futebol do Cruzeiro, Alexandre Matos, está pedindo tanto para o Cruzeiro quanto para o Palmeiras, clube interessado na contratação dele para a próxima temporada. “Tenho este tempo para pensar umas coisas aí, mas antes deixa eu curtir a alegria do título do Brasileiro. Futebol é assim. Não dá para ter 30 segundos de alegria que já aparece trabalho”, disse ao Blog do Boleiro nesta segunda-feira de manhã.

Matos é o nome forte para substituir José Carlos Brunoro que hoje acumula a direção do futebol com o departamento de marketing. Com a imagem desgastada, o executivo que conquistou os títulos do Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil com o Palmeiras na era Parmalat, ficou sem espaço na gestão de Paulo Nobre. Sua saída é dada como certa por assessores do presidente.

A partir desta segunda-feira, passado o sufoco para manter o time na primeira divisão do futebol brasileiro, Nobre começou a trabalhar nas mudanças. A permanência do técnico Dorival Junior, que tem contrato até o meio do ano que vem, será discutida.

Ele saiu desgastado com alguns jogadores, especialmente dois argentinos, contratados por indicação de Ricardo Gareca. Pablo Mouche reclamava abertamente da falta de sequência de jogos. “Eu entrei em jogos, fiz gols e ainda ajudei o time a ganhar pontos. Mas na partida seguinte, eu ficava na reserva. Não entendi”, disse há duas semanas. O zagueiro Tobio chegou a avisar pelas mídias sociais que não jogaria contra o Atlético Paranaense por uma opção do técnico. Ele garantiu que tinha condições físicas de atuar.

As tarefas da direção alviverde incluem reforma de contrato de Valdívia, Wesley, Marcelo Oliveira e outros titulares. O atacante Henrique, artilheiro do time no Brasileiro, quer ficar, mas o clube precisa antes comprar os direitos econômicos dele.

O ano de 2015 nem começou, mas esta semana será decisiva para a montagem da equipe que vai trabalhar na próxima temporada. 

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COLUNA DO JUCA KFOURI ❘ FOLHA DE S.PAULO 

• Sofrimento no Parque

Bastava a vitória e não fosse por Fernando Prass nem o modesto 1 a 1 teria acontecido no velho Parque Antarctica, na nova Arena Palestra.

O pênalti friamente convertido por Henrique para empatar o jogo contra os meninos do Furacão, um verdadeiro Furacãozinho, não merece contestação.

No ano passado, simplesmente não seria assinalado, por bater no braço do zagueiro de costas. Mas a orientação mudou e, de fato, houve a chamada ampliação do espaço para fazer o bloqueio.

O sofrimento de mais de 33 mil torcedores no estádio que torciam contra o rubro-negro paranaense em casa e contra o baiano Vitória, no Barradão, refletia uma campanha abaixo da crítica, com 20 derrotas em 38 jogos e não apenas no Brasileirão, porque, no ano de seu centenário, o Palmeiras perdeu 26 vezes em 63 partidas, com resultados negativos em mais de 40% dos jogos, o pior desempenho em 100 anos de história.

Tudo porque um presidente mimado e incapaz de reconhecer seus inúmeros equívocos, desde as 37 contratações sem sentido até as perdas por capricho ou ciúmes, como a de Alan Kardec, que acabou no rival São Paulo.

A sorte palmeirense estava na Bahia. O Vitória é tão ruim, mas tão ruim que mesmo no Barradão pouco incomodou o Santos que cumpria tabela e sem Robinho e Arouca. Sim, o time baiano é péssimo, mas sua defesa conseguiu levar menos gols que a do Palmeiras, 54 a 59, porque a defesa verde foi a pior do campeonato, até que a do Criciúma, o lanterna, que levou 56 gols.

O Palestra mineiro, o Cruzeiro, terminou o torneio com 80 pontos, simplesmente o dobro obtido por aquele que já foi o mais vencedor dos clubes brasileiros.

Definitivamente, não há o que comemorar e a massa presente ao estádio ontem se fez bem em aplaudir Fernando Prass, o grande responsável pelo empate salvador, se engana ao equipará-lo a Valdivia, tão cheio de dói-dóis como o presidente Paulo Nobre.

Como erraram os que chamaram o time de sem vergonha, porque, embora horroroso, o time teve brio e a manifestação deveria se voltar à direção do clube e aos que nela votaram para mais uma gestão, esta sim, sem vergonha de expor a torcida a tamanha dor, embora a alternativa, na recente eleição, não fosse animadora.

Tudo considerado, o Palmeiras sobreviveu.

Tem uma casa novinha em folha para fazer dela uma mina de ouro, desde que resolva também as divergências que existem entre o presidente palmeirense e quem a construiu.

Como dizia uma faixa na arquibancada, o Palmeiras tem de lutar para ser campeão, não para fugir da segunda divisão, onde já esteve duas vezes neste século.

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COLUNA DO PAULO VINÍCIUS COELHO ❘ FOLHA DE S.PAULO

• San Gennaro!

Havia frases desencontradas sobre Valdivia no final da manhã de ontem. “Acho que mesmo se jogar pouco vai ajudar muito”, disse o coaching Lulinha Tavares. Desde a hora do almoço, sabia-se que Valdivia jogaria. Na véspera, Dorival Júnior estava desanimado.

Aos 31 do primeiro tempo, Valdivia dominou um rebote do escanteio, correu para alcançar a bola, mancou um pouco e conseguiu tocar para a esquerda. A torcida gritou seu nome. A aflição, a torcida para que o chileno jogasse mesmo sem condições físicas, tudo isso simboliza o que o Palmeiras não pode passar mais.

“Quero brigar pelo título, não contra o rebaixamento”, era a frase estampada no setor mais nobre do Allianz Parque.

No sábado, o coaching Lulinha Tavares falou também sobre a sobriedade do zagueiro Lúcio: “Ele está firme e sabe o que não se pode fazer neste tipo de jogo.”

Com quatro minutos, Lúcio tentou sair jogando e entregou a bola no pé de Marcos Guilherme. Aos oito minutos, deixou Nathan deitar no seu setor. A jogada resultou no escanteio que, cobrado, resultou no gol de Ricardo.

O Palmeiras contratou 37 jogadores nos últimos dois anos e escalou cinco das divisões de base. Alguma coisa tinha de funcionar na gestão: a base. Mas jogar os garotos no fogo no último jogo valendo uma vaga no inferno…

O Atlético tinha o time inteiro montado nas suas divisões inferiores. Quem revelou Marcos Guilherme, Nathan, Otávio e Douglas Coutinho foi Erasmo Damiani, atual diretor das revelações do Palmeiras.

O Atlético teve mais qualidade de jogo do que o Palmeiras, apesar da pressão ser alviverde. O time de Dorival Júnior não teve futebol, teve fibra.

Digamos que ontem não fosse dia de jogar bem. Era dia de vencer –e nem isso o time conseguiu. Está claro que é preciso mudar. Só não vale dizer do presidente ao massagista porque os sócios votaram pela reeleição semana passada. Alexandre Mattos, diretor-executivo do Cruzeiro, bicampeão brasileiro, tomará posse nos próximos dias.

Sua missão não é gastar nem economizar. É montar uma boa equipe. Uma equipe que possa ser chamada de Palmeiras. No Cruzeiro, fez isso inflacionando salários e produzindo interesses dos investidores para levar talentos para a Toca da Raposa.

Assim chegaram Ricardo Goulart e Dedé, por exemplo. Everton Ribeiro foi contratado porque Mattos não desperdiçou a oportunidade.

Se há uma coisa que ajude a refazer o Palmeiras é a base. João Pedro, Nathan, Gabriel Dias, Borel “muitos já o conhecem pelo nome de Gabriel Fernando. Podem ajudar.

Mas hoje é segunda e para sorte “não foi competência” do Palmeiras é só segunda-feira. É dia de pensar numa equipe que brigue por todos os títulos em 2015.

Ontem foi por pouco. Foi por San Gennaro!

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COLUNA DO PAULO CALÇADE ❘ O ESTADO DE S.PAULO

• Pontos sofridos

Defina como quiser. Pode chamar até de milagre se preferir. O Palmeiras escapou do terceiro rebaixamento com apenas um ponto ganho dos últimos 18 disputados. Com cinco derrotas e um empate nos momentos decisivos, é fato que o time não fez nada, absolutamente nada para merecer escapar da queda.

O Palmeiras só não caiu porque Bahia e Vitória conseguiram ser mais incompetentes. E ainda foi ajudado por um pênalti inexistente marcado pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden, atendendo indicação do assistente, para Henrique empatar a partida.

É impossível explicar as fases do jogo no Allianz Parque. Simplesmente porque o time foi incapaz de jogar futebol. O que se viu foi algo parecido, mas não futebol. Basta lembrar dos lances realmente perigosos na área do Atlético e como a jogada foi definida.

Valdívia ficou até o final se arrastando em campo, passando a bola para companheiros desestruturados emocionalmente que o procuravam a todo instante. O chileno, bem meia boca por causa de suas condições físicas, conseguiu produzir algumas oportunidades prontamente desperdiçadas por seus colegas.

O Atlético Paranaense trouxe vários reservas para o confronto, mas não esqueceu sua dignidade. Jogou tranquilo, disposto a aproveitar as oportunidades oferecidas pelo desequilíbrio do rival nas bolas paradas.

Com o milagre realizado, hoje deveria ser o primeiro dia do novo Palmeiras. Do treinador à reestruturação do departamento de futebol, tudo é importante. Não basta apenas contratar novos e bons jogadores se a administração não se modernizar de verdade.

Encerrado mais um sufoco, o futuro começa agora. A permanência na Série A, decisivamente empurrada pelo acaso, influencia os rumos do Palmeiras para 2015. E deve direcionar as escolhas para revitalizar a instituição.

Não basta comprar novos softwares e implantar sistemas de gerenciamento inovadores no clube se as ideias permanecerem as mesmas de sempre, se persistir a visão de que para entender o futebol é preciso fragmentá-lo primeiro para depois juntar as partes. Funcionou um dia, 30, 40 anos atrás, hoje é impossível desassociar seus componentes.

Atribuir o sofrimento apenas às deficiências técnicas dos jogadores é simplista, pois é normal ouvir por aí que tal clube não merecia cair por ter equipe superior a muitos dos que escaparam. Precisamos nos preparar para uma nova ordem no futebol brasileiro. A divisão atual, entre grandes e pequenos, não consegue mais explicar a realidade.

Cabe ao Palmeiras mudar sua trajetória, e finalmente jogar os pontos corridos para valer, pois até agora o torcedor foi torturado pelos pontos sofridos. Que o Palmeiras possa finalmente aprender com esses momentos, e que eles não virem rotina.

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COLUNA DO ANTERO GRECO ❘ O ESTADO DE S.PAULO

• Alívio e vergonha

Quem acompanhou pela tevê ou esteve no novo estádio viu a reação intensa e contraditória da torcida do Palmeiras. Assim que terminou o jogo em Salvador, com o Santos a bater o Vitória, houve comemoração e aplausos nas arquibancadas. Alívio porque, com a combinação de resultados, o clube se salvava do terceiro rebaixamento em 12 anos. Logo depois, explodiram as fortes vaias e o coro indefectível de “Vergonha, time sem vergonha!”, com os jogadores em discreta comemoração ainda no gramado.

Os palestrinos entraram em parafuso com atitudes extremadas? Da euforia para a fúria em questão de segundos mostraram descontrole emocional? Quase. A oscilação de humor faz sentido, tem lógica e salienta a sabedoria popular, mesmo às avessas. O lado fanático veio à tona com a vibração pelo fato de a equipe, fonte de paixão, ter ficado livre da degola. O aspecto racional deu as caras, na sequência, por revelar o quanto é frágil e limitada essa turma que veste a camisa verde.

É isso: o palmeirense não suporta mais humilhação seguida, não aguenta angústia provocada por repetidas temporadas de decepção, não se conforma com elencos de meia-tigela, cansou de sofrer, de ser espezinhado por rivais e pelos próprios dirigentes. Não tolera sucessivas diretorias que há décadas, cada uma à sua maneira, conturbam uma história gloriosa. Já deu.

O Palmeiras frequentará a elite nacional em 2015 sem merecer, por aquilo que não apresentou. A gestão Paulo Nobre, ao menos nos dois anos iniciais, montou um dos piores times jamais vistos em 100 anos. Um horror, que não custou pouco. Contratações, de técnicos e de atletas, se sucederam aos borbotões para desembocar no quê? Num conjunto descadeirado, amorfo, sem coragem ou qualidade, que penou diante de um Atlético-PR reserva e juvenil. E que, para driblar o descenso, contou com colaboração do árbitro – pra lá de duvidoso o pênalti no empate – e com um gol de Thiago Ribeiro diante do Vitória. O santista fez o gol mais importante no ano do centenário verde.

Justiça se faça também a Fernando Prass. O goleiro evitou tragédia com ótimas defesas. Valdivia, o mago improvável, enfim contribuiu ao jogar fora de forma, assim como tiveram importância os jovens pratas da casa escalados na fogueira. Se pretende investir de modo adequado, Nobre precisa dar hoje o pontapé inicial no planejamento de 2015. E com uma penca de dispensas, de jogadores a executivos. Ou leva a sério o recado deste ano ou oferecerá ao público novos capítulos de terror. Milagres existem, e não é sempre que Santos estão dispostos a interceder.

Balanço. O Brasileiro padece da doença crônica de perda de talentos. Não é de hoje que os times empobrecem à custa de êxodo da rapaziada. Nem por acaso não há craque muito acima dos demais. Há bons valores, e só.

Mesmo assim, a competição proporcionou momentos de emoção, teve disputa equilibrada pelas primeiras e pelas últimas posições. Até a rodada de encerramento persistiu a expectativa por definições, com resposta positiva do público.

O destaque de novo foi o Cruzeiro, com a conquista serena e incontestável do bicampeonato. O Palestra mineiro recolheu safras generosas porque soube plantar bem e com critério, conservou técnico e base. Os paulistas se consolam com São Paulo como vice e Corinthians na Libertadores. O Santos ficou no limbo. Os cariocas amargaram o rebaixamento do Botafogo, enquanto Fla e Flu não saíram do lusco-fusco. A tristeza atingiu os baianos, com a queda de Vitória e Bahia, e merece reflexão o vaivém constante da dupla. Pena.

Pausa. O ano foi intenso, com mais de 220 crônicas. Mas, como sempre, valeu a pena, pela interação gentil com os leitores e pela liberdade de expressão total que recebo do Estado, da direção ao editor de Esportes. Obrigado a todos, um santo Natal e 2015 harmonioso. Nos vemos na primeira quinzena de janeiro.

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COLUNA PAINEL FC ❘ FOLHA DE S.PAULO 

Por Bernardo Itri

• Sob nova direção

O Palmeiras vive situação semelhante à do Corinthians. O clube quer fechar nesta semana o nome do novo diretor de futebol. Com o cartola contratado, o Palmeiras vai determinar as mudanças no departamento para 2015.

• Dividida

“Comemorar? Isso é uma vergonha“ – Piraci Oliveira, ex-diretor jurídico do Palmeiras, comentando o empate do time com o Atlético-PR, que deu a permanência à equipe na Série A

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VÍDEO ❘ SPORTV

• Palmeiras escapa do rebaixamento na última rodada

Equipe paulista teve que contar com a ajuda do Santos, que venceu o Vitória. 

Assista aqui → VÍDEO ❘ SPORTV

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33 respostas em “VERDÃO NA MÍDIA 08-12-2014: No Centenário, Palmeiras escapa da degola na bacia das almas ❘ BLOG DO FABIO SALGUEIRO”

Os jornalistas e comentaristas de plantão precisam entender que o Palmeiras não caiu porque foi mais competente, ou vá lá, menos incompetente que outros 4 clubes. Esse papo de que Santos e Flalido nos mantiveram na série A é de uma estupidez enorme!! Se quisessem ajudar teriam perdido as partidas que fizeram contra nós. E merecemos sim estar na série A ano que vem porque não ficamos entre os 4 últimos. Ou alguém vai me convencer que o Vitoria, ou Bahia mereciam mais que nós??
Que o Palmeiras não pode ficar refém do Valdivia eu até concordo, mas não tem que abrir mão do talento que ele tem. Precisamos de jogadores a altura pra suprir as ausencias do meia e pra estar ao seu lado ajudando ao time a ganhar jogos e conquistar títulos.

Concordo. Muitos falando que o Palmeiras não “mereceu” ficar na série A. Espere aí! Até onde eu sei, o Palmeiras permaneceu na 1ª pelo o que aconteceu dentro das quatro linhas dos campos em 38 rodadas de campeonato. Não precisamos de “tapetão” nenhum pra nos mantermos na série A. Quem não merece, ha anos, estar 1ª divisão é o fluminense, que já passou e repassou pelo famoso tapete.

E começou no dia seguinte. Presidente acordou?
E a novela do Alexandre não é novela. O cara ganha
70 mil lá, tem proposta do triplo aqui e deve ter feito
uma contraproposta lá.
Deve estar aguardando a resposta.

Se realmente fosse mudar alguma coisa para 2015 na mentalidade do piloto de rally, veriamos logo no day after, pois, o ano ridiculo que tivemos, exige medidas rápidas, decisões arrojadas… Por enquanto mais um sumiço do presida, indica que teremos um 2015 nebuloso…

Como a imprensinha gosta de criticar o Valdivia hein? Só estamos na série por que graças a deus o negocio deu errado. Porque o “genio” Paulo Nobre vendeu o cara no meio do ano. Valdivia é a única reserva técnica do time, errado não é ele jogar de vez em quando, errado é depender só dele. Custo benefício para craque não deveria nem ser considerado.

Já são quase 5 horas e até agora não vi mudança nenhuma até agora no Palmeiras, vamos começar a pressionar o Paulo Pobre, não podemos aceitar de forma alguma de montar o time no meio das competições. Tem que montar é agora o planejamento para 2015 antes do Natal. VAMOS LÁ PAULO NOBRE, SE MEXA, PARE DE SER PAU MANDADO DO MUMU, AGE COMO UM PRESIDENTE DE VERDADE!!!

Consenso: é preciso mudar tudo, agora, now, rápido, urgente, decidido, certeiro! Já sabemos que Riquinho Nobre vai gastar o dia de hoje para limpar as fraldas borradas ontem e que são o resultado do monte de besteiras que perpetrou durante todo o ano do centenário. Então vamos começar amanhã, mas sem falta, ok?

A primeira grande mudança no Palmeiras deve ser a Camisa.
Seu Presidente, Adidas, a camisa do Palmeiras é verde e nada mais kct.

Essa camisa com a faixa branca é uma das mais feias que já vi.

Prestem atenção como alguns times tem a vida facilitada: está difícil se conseguir patrocínio no futebol…….e os contratos da caixa vencem esse mês……….. ai a caixa começa uma campanha com os bichinhos animados da poupança…..e vai argumentar que eles ficaram populares…….e precisa renovar o contrato com small club, falajuto, vaixxco e por ai vai. E esses clubes recebem os milhnøes do governo.

Nobre deve estar arrasado, “tadinho”. Fez de tudo pro Palmeiras cair pra segundona mas não conseguiu. Qual será a justificativa dele agora? Com grana em caixa, ativos bombando, o time milagrosamente na serie A e com um estádio pra lá de moderno. Qual será a desculpa esfarrapada do nobreza (coisa costumeira do presidente, pra justificar as lambanças de sua gestão)? Agora temos que cobrar sem dó. Um lado bom é que acabou o “nobrismo” (ou nobretismo”), até o Conrado emitiu uma carta aberta cortando relações com o mandatário sabereta (parecia carta de final de namoro adolescente, tipo: “To de mal”). Avanti.

Já perdemos o Carlinhos.

O Palmeiras precisa de jogador para todas as posições, mas sinceramente eu acho que o time tem que ser montado de trás para frente. A gente não tem segurança na defesa desde a saída do Danilo. Acho o Nathan e aquele Gabriel (que ficou o ano todo machucado), bons zagueiros, mas pra titular tem que ser uns caras mais carimbados. Volante precisa de uns dois Pierres (um banco e outro titular).

O lado bom da salvação ter vindo desta forma (pelos outros, não por nós, com 5 derrotas e 1 empate nos últimos 6 jogos) é que não vai ter como voltar na ladainha de que o time é bom e que a briga pra não cair foi um acidente. Que os jogadores são guerreiros, tem “sangue na veia”, etc.
Assim, ou contrata ou não vai enganar ninguém.
Isso não quer dizer que eu ache que vai contratar e que, se contratar, vai contratar direito…
Mas, torcer por isso é o que nos resta né.

Mauro Beting, texto que resume de forma brilhante tudo ! Ou muda ou muda ! Agora parece piada Piraci achando que tem o direito de mencionar o nome do Palmeiras ! E esse tipo de gente que a torcida precisa expulsar de lá ! Agora é 2015 ! UFA !

Piada é Pira em si e Mauro vendedor de livros Betting pedindo mudanças. O presidente primo pobre é horrível, mas essas 2 doenças n tem moral para falar absolutamente nada.

É justamente esse tipo de gente que o Palmeiras NÃO PRECISA, pois apenas faturam nas cotas do clube. Um vendendo öivros e o outro fazendo piada no twitter, distribuindo ingressos às custas do Palmeiras e perdendo casos no jurídico que custaram ao clube alguns milh~øes.

Como essa torcida é fantástica. O time perdendo e sendo rebaixado e o povo incentivando mesmo assim, em dois jogos no Allianz a bilheteria foi de R$ 7,5 MILHÕES, temos hoje 63 mil sócios-torcedores, apenas a 2 mil adesões do global SCCP, levando em conta que em 2012 caímos, 2013 disputamos a Série B e em 2014 lutamos para não cair novamente. Fico imaginando o que essa torcida é capaz de fazer com um time forte e brigando por títulos todos ano (como costumávamos ser)…

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