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O anti-case e a governança

 

Por Vicente Criscio

Me perguntam no twitter se o caso do Santos FC não justifica a política da austeridade financeira.

Contextualizando: o Santos depois da venda de Neymar, depois de ganhar a Libertadores, depois de iniciar um processo de rejuvenescimento de torcida, desandou. Fez contratações erradas, gastou mal, gerou desequilíbrio financeiro. O resultado tá aí: Arouca, Aranha e outros jogadores devem seguir o caminho de solicitar a rescisão de contrato por falta de pagamento.

Sobre o Santos e sua gestão, nem vou entrar no mérito. Não conheço por dentro. Só digo o que leio: tiveram problemas na venda do Neymar, não realizaram todo o valor do jogador, depois contrataram errado.

Pior: não tem a mesma dimensão de torcida do Palmeiras, nem a mesma quota de tv e muito menos um estádio de futebol do padrão do Allianz Parque. Ou seja, a capacidade de geração de receita é muito mais limitada. Isso faz com que a margem de erro seja muito pequena.

Entretanto há uma confusão – e alguns querem insistir nessa confusão para desqualificar minha visão e justificar a política do bom e barato que aumentou nossas dívidas e diminuiu nossa receita – de que eu não defendo o equilíbrio orçamentário.

Vou falar mais uma vez: defendo que um time de futebol tenha tanto equilíbrio orçamentário quanto a vida pessoal de um cidadão ou uma empresa.

Mais: um grande clube deve ter uma estratégia de ter ídolos e disputar títulos. Se todo ano disputar prá ganhar o Brasileiro, um ano ganha, dois anos fica na Libertadores e um outro ano dá tudo errado e vai prá Sul Americana.

Claro: essa estratégia se encaixa para quem tem capacidade de geração de receitas. Grandes clubes, com grandes torcidas. Divido em grupos. O GRUPO 1 de times que têm massa de torcida, capacidade de patrocínio acima de R$ 20 MM por ano, potencial de receita de TV, são Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Esses deveriam sempre pensar em trazer ídolos para formar grandes equipes e disputar títulos. E se não tem receita, que se vire em gerar. Nesse grupo, investir é a chave.

Mas não dá prá adotar essa mesma estratégia ao Ituano. Esse precisa ter outra. Tanto o time do Juninho quanto as dezenas e dezenas de times das séries A e B do (vamos chamar de) Grupo 3 precisam de outro modelo. Contratar jogadores baratos, fazer parcerias com empresários, usar seu time como vitrine e a cada final de temporada tentar vender o time todo prá pagar as contas e sobrar algum.  Alguns jogadores serão vendidos pro exterior, prá mercado secundário da Ásia e Europa e outros podem ir para grandes clubes brasileiros.

E há o grupo intermediário. Times como o Santos, Inter, Galo, Cruzeiro, e outros, que estão numa faixa intermediária de potencial de receitas (seja de TV, seja de patrocínio, seja de Arena)  Estes adotam estratégias híbridas. Montam um bom time, e se esse time gera revelações, vendem prá pagar as contas. Podem tentar usar a estratégia do Grupo 1? Claro. Mas esses times – por terem capacidade de geração de receita mais limitada – quando erram a mão, se machucam.

Esse é o (anti) case do Santos.

***

Leio no Lancenet.com que o Presidente Paulo Nobre é o “dono” de alguns jogadores do Palmeiras, como forma do clube reduzir a absurda dívida que tem com ele.

Isso é ruim pro Palmeiras e ruim pro futebol.

Uma gestão do futebol no século XXI, deve basear toda sua governança nos melhores princípios da profissionalização e da não geração de conflito de interesses. Qual treinador vai barrar Cristaldo ou Mouche por desempeho? Prá ficar somente nesse exemplo. Há enormes riscos nisso. É só parar prá pensar…

Por isso insisto: somente um modelo de separação do futebol em relação ao social, onde o Presidente não entra na vida executiva do futebol e a gestão é inteiramente profissional com governança, regras, metas, vai colocar o Palmeiras na rota vencedora dentro e fora de campo.

A atual gestão falhou nos dois primeiros anos em gerar receita. Foi incapaz de reestruturar a dívida usando agentes financeiros externos. E assim por conveniência ou necessidade, pouco importa, se rendeu ao cofre pessoal do Presidente. A história tem casos desses que terminaram mal. O próprio Santos num passado recente foi vítima disso.

Saudações Alviverdes! Bom domingo.

60 respostas em “O anti-case e a governança”

Concordo em genero, numero e grau com vc VACCARI. So que eu tenho uma posiçao politica em relaçao ao PALMEIRAS… sou ANTI MUSTAFA. Onde esse sr. estiver eu não estarei. E fica cada vez mais evidente a necessidade de termos um presidente com o estofo do VICENTE CRISCIO. ( pode ser que se torne a minha segunda posiçao politica no PALMEIRAS). Agora, apoiar o PALMEIRAS , isso SEMPRE…… AVANTI PALMEIRAS….

Fico impressionado de como a montagem de um time que promete ser melhor que o “time “que tivemos que engolir o ano passado, torna a gestão do futebol bem vista, apesar de o presidente ter passado os dois anos do seu primeiro mandato fazendo ingerências das mais absurdas: Caso Barcos, Henrique, Valdívia, entre os mais evidentes ( me refiro as perdas patrimoniais dos referidos 2 primeiros jogadores e a tentativa frustrada de se livrar do jogador que fez a diferença técnica para não cairmos), evitou o quanto pode a nossa base ( mais perda patrimonial), contratou gastando comissões e salários um monte de jogadores sem capacidade para jogar no Palmeiras, colocou dinheiro do próprio bolso quando disse que nunca deveria faze- lo, não levou adiante a reforma estatutária e ainda criou uma comissão para dar a impressão que o estava fazendo, entrou em rota de colisão com os parceiros pela mídia (o problema foi ter feito isso na mídia, até parece que ele não sabe o quanto a imprensinha marrom gosta de nos expor!), colocou um CEO que não estava nem ai pro Palmeiras e talvez em um de seus únicos desempenhos decentes o desautorizou e melou a renovação do nosso melhor atacante, que pra nosso azar resolveu negociar com outro clube antes do término do contrato conosco, não conseguiu trabalhar a nossa imagem na imprensa, não teve nenhuma força politica nos bastidores (confiou em quem não devia e ficou igual ao tirone), não conseguiu patrocínio master e o pior de tudo, pior mesmo, é “afilhado” (ele acha que é, então é, fazer o que???!!!!) de dois senhores que vivem trabalhando contra o futebol do Palmeiras, mumu e seu conselheiro vitalicio da CBF. Resumindo, esta gestão continua devendo, melhorou na montagem do time ( contratou alguém realmente profissional) e isso é um mérito, vamos torcer e apoiar, mas não se deve deixar de enxergar a gestão equivocada que se faz do nosso futebol apenas porque o time deu uma melhorada! Obs.: Não faço parte de nenhum partido dentro do Palmeiras e não tenho nenhum conflito de interesse, torço inclusive para que o Nobre faça uma boa e nova gestão nesses próximos 2 anos!

Creio que nós Palmeirenses (estou isentando o Vicente dessa colocação pois ele haje com o intuito de levantar a discussão) somos implacáveis com nossos presidentes, parece que todos eles são uns burros, mas todos que passaram contribuíram com alguma boa decisão para o futuro do Palmeiras. O Paulo Nobre também errou, mas mantém certa coerência com o que prega (chega a ser pragmático), tanto que ganhou a eleição (não vale aqui dizer que todo mundo que votou nele é burro ou foi comprado, por que tal argumento é mentiroso), e vem agindo dentro do que pregou desde o início. Como foi dito no post, a separação do futebol do clube social é indispensável, mas creio que caminhamos para isso…..pois já existe pessoa como o Críscio que defende e cobra publicamente tal separação.

Porém, o Amadorismo continua firme e forte em outros departamentos do Palmeiras:

Torcedores do Palmeiras perdem metade de jogo com ingressos comprados pela internet.

O palmeirense Ricardo Caliari comprou o ingresso pelo site Futebolcard.com. Seu cartão de crédito era MasterCard. “A fila saiu da bilheteria da (Avenida) Francisco Matarazzo, passou do shopping, fecharam até uma das entradas do shopping, dava a volta e passava pela bilheteria de novo”, disse o torcedor. Ele conta que até sócios-torcedores do programa Avanti tiveram problemas e foram obrigados a trocar ingresso na bilheteria.

“Parece que a carteirinha Avanti não passou e ele precisou ir lá trocar”, afirmou. Usuários do site que compravam com cartão Visa poderiam acessar o Allianz Parque apenas com o cartão de crédito, sendo emitido um recibo na catraca pela compra feita online. Já sócios-torcedores do Avanti tinham as entradas carregadas automaticamente nos cartões do programa.

“Quando a gente terminava o caminho da fila, o pessoal da bilheteria ainda tinha que buscar num pacote os ingressos com os nossos nomes, isso deixou o negócio ainda mais lento”, relatou Caliari.

fonte:
http://torcedores.com/noticias/67945-torcedores-perdem-metade-de-jogo-do-palmeiras-com-ingressos-comprados-pela-internet

a real gabriel o borel, e juninho copinha, tem que ser inscritos , guilherme tbm e cristhofer, …agora o problema de os jogadores estarem allienados ao presidente e ele pedir para o tecnico escala los para uma revenda, e mendieta e fraco, or argentinos cristaldo e mouche precisa testa los, leandro pode ir embora, ops vendido, mas acho que se o oswaldo acertar na escalaçao, temos tudo pra sair com um ou mais titulos, brasileira acho dificil, mais entre os cinco e obrigacao, sonhar tbm nao custa nada. agora o borel tem que ser titular e lançado aos poucos

Vamos com calma. Mendieta não vai ser titular deste time. Nunca. E vários que jogaram no sábado, já devem estar de malas prontas pra vazar. Minha única preocupação do PN ter comprado jogadores em seu nome é da nefasta e persistente oposição que assumirá no futuro e a briga que isso vai gerar.
Se PN trocou dívida com papéis podres, por esses jogadores, palmas pra ele. É a minha opinião.

E essa provocação do melhor meia do futebol brasileiro (só que não), Valdívia, ao departamento médico do Palmeiras nas redes sociais, dizendo que sente saudades do ex-fisioterapeuta cubano, José Amador. “Mágico (Amador), se você estivesse aqui, talvez eu já estaria jogando. Suas mãos mágicas fazem falta!” Exemplo de ética e profissionalismo (só que não) de nosso jogador, que um dos jogadores que mais fez partidas pelo Verdão (só que não), nos últimos anos.

Se fosse obrigação escalar os argentinos, porque o “mestre” Dorival, escalava o Diogo? Bruno César? e Felipe Menezes? Teve a manha de quase nos levar pro buraco quando deixou o Tobio no banco contra o Atlético… O.O. não parece ser de esquema. A torcida não é trouxa, se o cristaldo for mal, banco. Allione não render banco. Mas oportunidades devem ser dadas, nas posições certas e com sequencia.

Pois é, meu caro, e ainda tem gente questionando o motivo pelo qual tiraram a braçadeira de capitão do chileno chinelo amigo do Mickey e que faz o torcedor de pateta. Em um jogo amistoso Zé Roberto já demonstrou mais profissionalismo e comprometimento que o Mago nos últimos quatro anos.

Administrar a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, obriga aos responsáveis , medidas diretas, sem conchavos políticos, já conhecidos, desta forma acredito que a separação do esporte , em todas modalidades , do mundo feudal aplicado há 39 anos, é necessário e urgente, pois nada evolui entre os muros de PALESTRA ITALIA, se mantermos as mesmas posturas!

Quando foi eleito em 21 de Janeiro de 2013, em seu primeiro mandato, Paulo de Almeida Nobre, manteve seu conceito perante aos que acreditavam em sua “plataforma´´, de trabalho, mantendo uma postura e atitude, bem diferente, depois de 45 dias, quando deparou o clube em uma situação, que necessitava atitudes muito ousadas, e experiência que nunca teve, Paulo Nobre sempre foi e sera , um mero aprendiz, que tem ao seu lado o mesmo personagem que há 39 anos , procura impor seus interesses, custe o que custar, afinal os resultados são a decadência administrativa, que necessita , duas décadas, para que sejam recuperadas , pois as inúmeras oportunidades, que sempre foram evidentes, para nossos adversários, tornaram-se impeditivas aos olhares dos mesmos abutres, satisfeitos pelas migalhas, do feudal tutor politico, que pouco faz, mas muito destrói.

Quando a gestao comeca errada ( colocar dinheiro ” do bolso”, a tendencia e que situacoes complicadas aparecam, como essa historia do presidente ser dono de jogador, nao acho Bom nem pra ele mesmo…fazer o que agora? Ja foi, vamos torcer para que o time de liga e torcer por todos que vestirem o manto, sejam eles do presidente, do conselheiro ou ate mesmo do Palmeiras!

Pelo teor de alguns comentários se o O.O. escalar qualquer um destes jogadores e eles jogarem mal, as primeiras criticas e insinuações serão feitas nos comentários do 3VV.

Problema mesmo será se o técnico ficar “insistindo” nesses jogadores, mesmo depois de constatado que estão abaixo tecnicamente em relação ao restante do elenco. Eu não vejo problema nenhum em escalar esses jogadores, só espero que o O.O consiga trabalhar “livre” com eles, sem obrigações ou rabo preso.

Sinceramente, eu não consigo enxergar esse futebol todo no Allione. Menos ainda no Mendieta, mas tudo bem. Se fosse possível, o sexteto do Mendigão seria titular em todas as partidas. Graças a Deus o regulamento das competições que o Palmeiras disputa não permite isso, pois cinco deles são gringos e ainda tem o Valdívia que joga de vez em nunca.

Quanto ao Allione, quantas partidas ele jogou pelo Palmeiras? O moleque tem vinte anos, agora teremos um time decente, agora é que vai dar pra ver se ele engrena, pois potencial ele tem de sobra. Já o Mendieta, nem a mãe dele acredita que ele possa vingar no futebol.

Não entendo as críticas ao Paulo Nobre em relação a ele assumir, com seu próprio dinheiro, o risco das contratações indicadas pelo técnico Garega. Quem dera se todos os presidentes anteriores ressarcissem ao clube os prejuízos causados por eles (alguém reclamaria se o Tirone pagasse, de seu próprio bolso, o passe do Wesley?) Errou muito, apesar de ter assumido um clube quebrado pelas administrações anteriores, e as criticas à sua primeira gestão são válidas. Só que esse ano parece que será diferente. Na mídia esportiva o clube tem, disparado, o maior destaque. A autoestima do palmeirense mudou. Espero que continue assim, pois torço para o Palmeiras e não para grupos internos ou correntes políticas.

a meu amigo, a maioria aqui não reconhece quando o PN acerta. Nego só vê erros( e ele errou bastante). Você lerá críticas ferrenhas, e na sua maioria nenhuma sugestão, nada que irá agregar. A crítica pela crítica, se fez é porque fez, se não fez é porque não fez. E desses jogadores que ele “comprou” só o mendeta mesmo que já mostrou que é ruim…

Não entende a possibilidade de existir um tráfico de influência? De nosso nobre presidente exigir a escalação de “seus” jogadores, e preterir a outros que possam vir a ser melhores tecnicamente, pelo simples fato de ter que vendê-los (os seus) e não sair no prejuízo, podendo prejudicar o rendimento do time do Palmeiras dentro de campo? E se uma boa parte dos que comentam aqui dizem que as 14 contratações não são apostas, e sim de bons jogadores (com exceção de 3 ou 4, eu não acho), e que o time de 2015 ficou melhor do que o de 2014, então subentende-se que os jogadores do presidente, que são do ano passado, possam ser teoricamente piores e podem muito bem esquentar o banco de reservas, o que eu duvido que vá acontecer.

O Oswaldo de Oliveira tem a experiência, o respeito, a decência e o dinheiro acumulado ao longo da carreira, tudo que faz com que ele NÃO aceite esse tipo de situação. Mesmo se o Nobre der essa ordem absurda, o Oswaldo não vai obedecer. Se no curto prazo o Nobre mandar o Oswaldo embora, significa que ele deu a ordem pro Oswaldo escalar seus jogadores e ele não aceitou. Se o técnico continuar, é porque a ordem não foi dada. Simples assim.

Agora, se fosse um técnico covarde e incompetente, como Kleina ou Dorival, já escalaria os argentinos, até mesmo o Mouche operado, como titulares para o próximo jogo

Pode acontecer, Gustavo, o tráfico de influências e atrapalhar o time. Mas para um jogador ser vendido, geralmente ele precisa atuar bem, logo se estiver atuando mal, não adiantará colocá-lo em campo, porque o time será atrapalhado por este jogador e o mercado estará vendo o que ocorre.
Mas precisamos levar em consideração, embora eu também discorde do que PN fez, de que ele nem precisava ter feito isso. Poderia deixar eventual prejuízo na conta do clube.
Se fez, não acredito que prejudicará o elenco e o próprio clube em troca de valorizar seus jogadores, porque ele poderia muito bem continuar credor de 153 milhões em vez de 110 milhões mais seis jogadores.
Mas é algo que sempre voltará à mídia, principalmente quando estivermos em boa fase, pode esperar.

Nobre fez o que muita gente aqui pediu o ano passado inteiro.
Acho desnecessário tanto do ponto de vista financeiro quanto do esportivo.
Dos seis, Tobio e Allione são jogadores pra ser titulares do time. Leandro pode ser utilizado com frequência, assim como Mouche e Cristaldo.
E Mendieta tem potencial, mas não se adaptou ao nosso futebol.
Agora, no momento atual do nosso futebol, vários jogadores jogam porque empresários pagam pra jogar. Espero que o Oswaldinho não precise fazer isso com os jogadores do presidente.
O pior de tudo é a margem pra notícias e insinuações da imprensa marrom e até de nossa torcida.

Sobre o assunto SFC, perfeito – para mim é o obvio.
Sobre os jogadores do Presidente, ele assumiu pessoalmente o suposto prejuízo da contratação do mendietta, Leandro, Mouche e Cristaldo. E por garantia do Allione. Acho certo. Comprou e pagou muito mal (são jogadores que não justificaram até agora o investimento).

E um dos reforços (Mouche) que o nosso nobre presidente adquiriu do Palmeiras, rompeu o ligamento do joelho e só voltará a jogar em julho…

Bom Domingo Criscio! Gostaria de saber o que você achou das 14 contratações (até agora) que o Palmeiras fez. Dá pra disputar títulos com esse elenco, ou ainda faltam chegar jogadores com mais pra isso?

Para amortizar parte da dívida (R$ 150 milhões) com seu presidente, Paulo Nobre, o Palmeiras decidiu transferir-lhe os direitos econômicos de seis jogadores do elenco.

Leandro, Mendieta, Tobio, Mouche, Allione e Cristaldo.

Uma atitude imoral, indecente e absolutamente suspeita, intolerável para um clube da grandeza do Verdão.

Nobre alega que qualquer lucro com a venda dos atletas, acima do valor pago na aquisição pelo clube, será transferido aos caixas palestrinos, porém, mesmo em se cumprindo o prometido, é difícil mensurar outros prejuízos, entres os quais a obviedade de favorecer os atletas para que sejam negociados com mais rapidez.

“Ah! Mas Paulo Nobre não faria isso”, dizem alguns.

Se mesmo com a dívida já negociada no Conselho, em vias de ser iniciado o pagamento, o presidente palestrino roeu a corda e sentiu necessidade de se precaver do calote com os direitos dos atletas, fica difícil acreditar que ficaria muito tempo com a “mercadoria” encalhada.

A situação é desconfortável também, por razões óbvias, para o treinador Oswaldo de Oliveira, que se escalar os atletas será acusado de beneficiar o presidente, e se não o fizer saberá que, mesmo que nunca seja admitido, estará desagradando o mandatário palestrino.

Concordo com houveram muitos erros nos 02 últimos anos, mas não podemos negar os acertos.
Os recursos obtidos junto ao presidente foi negócio de torcedor, MESMO. Mas foi um caminho escolhido por ele que, aparentemente, trouxe uma situação financeira administrável em 2015. A política de austeridade foi o rísco que corríamos e a torcida abraçou a causa correspondendo no Sócio Torcedor (união).
Hoje podemos dizer que “temos uma filosofia de trabalho”, coisa não tínhamos a mais de 10 anos: salários em dia e uma boa dose de Ética junto ao demais clubes. E essa filosofia acalma os investidores quando põem seus recursos (jogadores) no clube.
A dívida, junto ao Presidente, é administrável.
Enfim, sei do que você está dizendo e concordo com vários pontos. Mas era preciso tomar um caminho. Ele foi escolhido e, com muita convicção, percorrido.

Vamos em frente!
Saudações Alviverdes!

Entendo que a Administração dos últimos dois anos foi cercada de muitos erros, mas não de fundamento. Também não consigo enxergar interesses obscuros e contrários ao bem estar do clube. O que ainda salta aos olhos são as rinhas politica, estas sim, que atrasam o nosso progresso. Usam, maliciosamente, o termo APOIO como sinonimo de ACORDO e substituem PALMEIRENSES por NOBRETES, MUSTAFETES e BELLUZZETES. Está ou não na hora de mudar isso. Perdoar os erros que buscavam o acerto e TORCER. TORCER DE VERDADE.

Finalmente vejo bons comentários aqui no 3vv. Nós não precisamos de nobretes, beluzzetes, pescarmonetes. O que precisamos é de torcedores que entendam ou que se esforcem para entender que precisamos formar um bom time antes de começar a trazer medalhões. Nos textos do Observatório alvivere, do Alcides Drummond, np ano passado foi falado que o remédio era aquele, porém talvez a dose fosse muito forte, mas não foi. Ainda ficamos na série A.

Ainda estamos no processo para ser um time pronto a buscar medalhões. Precisamos de um time mais forte, com vários jogadores carregadores de piano. Com isso, passaremos a procurar um ou outro atacante, um meia. Mas infelizmente ainda não é pra esse ano. Esse ano é pra esse time dar liga e vender uns dois jogadores por mais de 10 milhões de reais, depois nós buscaremos essas peças no mercado.

Tem que ter calma e continuar apoiando o time, e isso o fará crescer com bases fortes.

Bom dia. Olha, nem vou entrar no mérito do post, pois até concordo com algumas coisas. Agora, sobre o “Qual treinador vai barrar Cristaldo ou Mouche por desempeho?” me desculpe, mas no ano passado, eles tiveram desempenho melhor que o Diogo, por exemplo, e não eram escalados. O Mouche entrou contra o Cruzeiro, marcou um gol e mandou uma bola na trave. Entrou contra o Gremio, perdendo o jogo e fez o gol de empate, mesmo assim não conseguiu uma chance como titular. O Henrique, o qual eu até já defendi, por conseguir ser o artilheiro do brasileiro, mesmo nesse time horrível que tínhamos, ficou 5 jogos sem marcar e o Cristaldo não teve uma chance como centroavante, que é sua posição. Então, acho que, ao menos até agora, essa ingerência não aconteceu, aliás, pode-se dizer que é também um anti-case.

Marcar um gol esporádico é fácil e não mostra a realidade do futebol em campo do jogador durante o campeonato. Todos foram mal. Mouche errou o chute contra o Grêmio ou cruzeiro, por exemplo. Isso não o coloca como um craque.
Segundo, até então, ambos eram jogadores do Palmeiras. Nesta semana (sem campeonato e obrigação de escalá-los) foi que passaram a pertencer ao Paulo Nobre.
Qual treinador vai querer tirar do time o “investimento” (famosos peixe do patrão) do Presidente????

Desculpe mas eu não chamei ninguém de craque. A questão que levantei foi que no ano passado os argentinos foram sacaneados nitidamente pelo Dorival. Eram a melhor opção e só entravam quando o barco já estava afundando. Ou o Mouche era banco do Diogo, porque esse sim é craque ? Outro ponto importante é que no ano passado muitos aqui defendiam que isso fosse feito, pagar os empréstimos do presidente com os jogadores que ele contratou. Veja bem, não estou defendendo o Nobre, só acho que nem tudo está certo, mas também nem tudo está errado.

Concordo plenamente com você. Nobre destroçou o time o ano passado, mas ao assumir os jogadores que ele contratou por inexperiência absurda, foi a única atitude que o presidente poderia ter. Atitude essa “sugerida” por muitos da imprensa, oposição, mídia palestrina e por aí vai. Aqui mesmo nesse espaço se falou muito em utilizar os argentinos como pagamento da dívida da SEP com o Nobre, é só buscar no histórico.

Nossa torcida é muito chata e cega também. Vamos analisar o caso por um minuto : O presidente que tem o passe de 1 atacante, trouxe pra comandar o clube um técnico que saiu de seu ex-clube por conta de divergências com os dirigentes por que queriam que fosse escalado o jogador mais caro do elenco, um atacante, diga-se de passagem, e ele achava que deveria escalar os que estivessem melhores. Como se só ter que convencer esse cara já não fosse dificultar a vida do presidente, ele ainda resolveu contratar 7 novos atacantes pra concorrer com o SEU jogador. E além disso, mais uma bola dentro do presida, um desses atacantes é nada mais nada menos do que uma solicitação exclusiva do técnico (Rafael Marques). É esse tal de PN é o cara cujas melhores intenções são as segundas mesmo. E sabe o que mais, acho que vão contratar o Arouca pra ser banco do Mendieta. Abraços.

A questão não está nem na capacidade dos jogadores, nem em sua qualidade. O fato de o presidente ter “comprado” esses caras já define uma situação difícil pro técnico, que deve satisfação de todo trabalho ao presidente.

Mesmo que o presidente não faça pressão nenhuma com relação a isso, ela existe por definição. Até pq o nível dos jogadores é mais ou menos parecido, dá mais margem pra se justificar escolhas de quem entra ou sai do time com argumentos diversos, que não este dos jogadores do presidente.

Deixa uma saia justa permanente. E lembremos de que foi só no fim de 2014 que esses jogadores foram adquiridos (da forma indireta mais direta que já vi rs), não antes.

Acho que devemos aguardar um pouco mais pra falarmos sobre essas coisas. Como já disse, não defendo o Nobre, mas não acho que tudo que foi feito foi errado, assim como mesmo se o time for campeão esse ano, tudo foi certo. Essa história dos direitos dos jogadores foi uma coisa comentada aqui diversas vezes, que a dívida deveria ser paga com os jogadores que ele comprou e não prestam pra nada. Os mais caros foram esses, os outros ou foram baratos ou vieram por empréstimo. Dá a impressão que não importa muito o que é feito, sempre olharemos o lado ruim e preveremos tudo de pior que pode acontecer e pronto.

Mas Cleiton, AGORA eles pertencem ao presidente. Aí é que poderia (TALVEZ – DAÍ O CONFLITO DE INTERESSES) acontecer a “ingerência” deles serem escalados a qualquer custo, para valorização e posterior venda…

Fabio a minha questão é exatamente o TALVEZ. Porque aqui não existe o TALVEZ, existe somente o DEDO NA CARA. Se comprou os jogadores e eles não deram certo, é porque levou comissão. Se emprestou dinheiro pro clube é porque vai lucrar com os juros. Se pegou os jogadores que não deram certo para abater a dívida, é porque vai forçar a escalação e tentar lucrar com a venda, mesmo que tenham saído notícias de que só pertence ao presidente o valor gasto na compra, qualquer eventual lucro é do Palmeiras. O que tento dizer desde o começo dessa conversa é que vejo todos os erros da gestão Nobre, mas não vejo essa ganância e maldade que muitos aqui vêem. Ano passado todos aqui defendiam a escalação dos argentinos. Agora, porque o presidente passou a ser dono do passe, o que nem é verdade, pois ele só assumiu os valores gastos como abatimento da dívida em uma futura venda que pode nem ao menos acontecer, se forem escalados teremos mais de 800 comentários aqui dizendo que foi ordem do presidente. Se bobear, vão dizer que o Dorival Jr. foi demitido depois daquele lixo de campanha só porque não escalava os “jogadores do presidente”. Fora o meu comentário anterior. Analise comigo, não seria mais fácil escalar o atacante do presidente se não tivéssemos tantos atacantes no elenco ? Principalmente levando em conta que 1 é a maior contratação do futebol paulista da temporada (Dudu) e outro é o “queridinho” do técnico (Rafael Marques) ? Nossa torcida procura pelo em ovo. Em vez de reclamar que os gambás e os bambis jogam a copinha à noite e nossa diretoria É FRACA NOS BASTIDORES (aqui sim cabe uma crítica) e deixam nossos garotos jogarem debaixo de um sol escaldante em plenas 16 horas, ficam prevendo o futuro sobre uma coisa totalmente tola.

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