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A negação do outro

 

Por Rodrigo Barneschi 

2015, março, 25. O Palmeiras impôs ao SPFW a mais inapelável vitória em muitos anos de Choque-Rei. Foi um massacre, com o 3 a 0 não fazendo justiça ao que se viu dentro de campo. Mas, ao final de tudo, perto do apito derradeiro, havia, entre os quase 26 mil presentes ao novo Palestra, não mais do que uma dezena de torcedores visitantes. Uma dezena. Dez. Contavam-se, pois, em duas mãos os tricolores em solo alviverde. Para muitos, aquilo não fez a menor diferença. Para outros, fez toda a diferença do mundo. Para Paulo Nobre, responsável direto pelo vazio no setor visitante, foi uma vitória. Para o futebol, uma derrota imensurável.

Naquela noite, um amigo meu, velho companheiro de arquibancada, usou a seguinte expressão para se referir ao senhor que hoje preside a S.E. Palmeiras: “uma figura humana deplorável”. Sim, é isso. Mas agora, indo além da crítica à mentalidade elitista que vem extorquindo o palmeirense jogo após jogo, vou me concentrar nos efeitos futuros de uma conduta em específico do mandatário alviverde: a nociva articulação para excluir as torcidas visitantes do estádio alviverde – e, por consequência, a torcida do Palmeiras de outros estádios.

Não pensem, pois, que o intuito de Paulo Nobre é a exclusão dos visitantes apenas em clássicos – o que, por si só, já seria gravíssimo. A verdade é que Nobre não medirá esforços enquanto não puder implantar, no Palestra, um regime de negação do outro, no caso, o adversário. Não é questão de um interesse momentâneo ou de mero alinhamento com autoridades constituídas; é, isto sim, aspiração decorrente de uma visão que entende o frequentador dos estádios não como torcedor, mas como consumidor – e isto, notem, é ele quem diz.

A mentalidade doentia do mandatário alviverde entende o torcedor visitante como uma figura indesejada, como alguém que não deveria estar ali, como se o “outro” não existisse.

De início, Paulo Nobre tentou excluir a torcida do SCCP do primeiro dérbi em 40 anos no nosso estádio: fez-se de capacho do Ministério Público, foi artífice do massacre imposto à nossa torcida na rua Turiassu e, calado, perdeu a primeira batalha. Sua ‘redenção’ veio no clássico seguinte, contra o SPFW: a exclusão da torcida visitante se deu por uma confluência de fatores, eles todos diretamente ligados ao indecente valor de R$ 200 por um ingresso. Ali, senhores, abriu-se umprecedente perigosíssimo: a torcida visitante foi excluída de um jogo (de um clássico, ainda pior) pelo aspecto financeiro.

A verdade é que os visitantes têm enfrentado um cenário dos mais adversos desde a reinauguração do Palestra, em novembro passado, com o preço dos ingressos oscilando entre R$ 140 e R$ 200. Detalhe: para partidas absolutamente corriqueiras, de uma fase inicial de Campeonato Paulista. CENTO E QUARENTA REAIS! DUZENTOS REAIS!

Não vou aqui jogar luz sob a argumentação empregada por Nobre para defender tais valores – ela é, como quase tudo que vem dele, inconsistente. Tampouco vou me debruçar sobre uma análise, digamos, acadêmica sobre as motivações e implicações desse processo de “negação do outro” – até porque não sou a pessoa mais preparada para isso. Mas vou, aí sim, apontar as intenções e os efeitos decorrentes da articulação levada a cabo pelo presidente da S.E. Palmeiras.

Eis aqui a pretensão do presidente “win-win”: em não surtindo efeito as alianças escusas com autoridades constituídas (ou seja, se ele não tiver êxito como capacho do MP), ele seguirá tentando asfixiar os visitantes pelo bolso (ingressos a preços abusivos = setor visitante às moscas). Nobre, acreditem os senhores, é muito mais perigoso do que parece: em seu âmago, ele pensa ter direito de determinar quem pode e quem não pode entrar no estádio Palestra Italia. E sua ambição, ou pelas vias pretensamente legais ou pelo bolso, é eliminar por completo o setor de visitantes do nosso estádio: “Paulo Nobre enxerga o nosso estádio como seu brinquedinho e, como tal, quer definir quem com ele pode ou não pode brincar”.

Colocando em segundo plano a gravidade por trás da empreitada em si, é o caso de ressaltar o seguinte: nos 50% de jogos do Palmeiras disputados fora do estádio Palestra Italia, o palmeirense é este “outro”. É o “outro” que viaja para empurrar o Palmeiras à vitória por todos os cantos do Brasil. E é o “outro” também que, maioria entre os 16 milhões de palmeirenses, vive bem longe de São Paulo e tem raríssimas oportunidades de ver “surgir o alviverde imponente”. É o “outro” que ostenta a camisa alviverde em metade das vezes em que o Campeão do Séxulo XX vai a campo.

Para Nobre, no entanto, o palmeirense como “outro” não interessa porque não contribui para os cofres do clube. Tanto é assim que ele já admitiu algumas vezes “não fazer questão de solicitar a carga de ingressos nos jogos do Palmeiras como visitante”.

É um raciocínio por demais perigoso: ao negar o “outro” que vem visitar o estádio Palestra Italia (pelo bolso ou pela vontade desmedida de não aceitar sua presença em nossa casa), o presidente do Palmeiras está negando o “outro” que é o torcedor palmeirense em todos os demais estádios deste país.

Eis então que seremos o “outro” neste duelo do próximo domingo, na zona leste, contra o arquirrival cuja torcida Paulo Nobre tentou impedir de vir à nossa casa, na outra ponta da linha 3 do Metrô.

Notem, por favor, que, se tivesse obtido êxito como capacho do MP há pouco mais de dois meses, o Palmeiras iria para esta semifinal histórica sem torcida. Sem torcida!

Como tal aberração não se concretizou (e nossa ida a Itaquera no próximo domingo está sendo avalizada pela reação virulenta do então presidente gambá), teremos de enfrentar agora somente a reciprocidade no preço dos ingressos – conforme eu já havia adiantado antes mesmo do dérbi na nossa casa.

Deixando novamente de lado as implicações sociológicas, listo algumas das consequências do processo de “negação do outro”:

  • Erosão do relacionamento com os “co-irmãos” – e o Palmeiras pode vir a ser a agremiação mais odiada do Brasil perante dirigentes adversários e torcedores (inclusive porque está se isolando ao tomar a frente de um processo nefasto);
  • Consolidação de uma imagem perante a opinião pública de clube elitista e excludente;
  • Exclusão gradual (pelo bolso) do palmeirense como torcedor visitante – uma vez que a reciprocidade tende a se tornar uma medida corrente;
  • No caso da parcela da torcida que viaja para ver jogos em outras cidades e estados, o reflexo tende a ser esportivo, uma vez que o time perderá apoio substancial na arquibancada;
  • Em longo prazo, este processo de exclusão (ou de limitação da presença) da nossa torcida em outras praças tende a reduzir o apelo do clube pelo Brasil afora – e, no final das contas, isso se reverte em menos receita para a instituição.

Como resolver isso?

De imediato: o valor cobrado pelo Gol Sul (e também do visitante) precisa cair substancialmente, se equiparando ao valor do Gol Norte – e sobre isso eu já escrevi aqui. O Palmeiras não pode, em hipótese alguma, ser o único clube do país que cobra da torcida visitante um valor muito superior ao que é cobrado no setor mais barato do estádio. Além de moralmente condenável, já está mais do que comprovado que a conta acaba sendo paga pela nossa torcida e, em última instância, pelo próprio Palmeiras.

Em médio prazo: repensar o espaço destinado à torcida visitante (inclusive porque é privilegiada a exposição daquele espaço na transmissão televisiva).

***

 

134 respostas em “A negação do outro”

Argumentos? Eu li apenas uma opinião baseana em uma teoria. Voce está escrevendo sua opinião e não uma realidade absoluta! Eu sempre fui a favor do nobre e entendo que a reestruturação do Palmeiras precisa desse momento.

Li seu texto Barneschi, e outros tantos, e concordo quando fala que a Argentina é o último bastião do futebol romântico. Mas também vejo que o tempo passou e algumas coisas não voltarão mais. Até a política mudou e hoje não existe mais direita e esquerda, temos fisiologia política do social e fisiologia política do liberalismo. Por isso infelizmente vejo um certo anacronismo e uma luta quixotesca em suas palavras com relação ao futebol e a política. Creio que você perdeu meu amigo, só não enchergou ainda. Desta forma não posso concordar em voltar ao passado e acredito que tem também algo bom para nós no futuro, concreto mijado nunca mais, e não foi por escolha ou imposição, foi pela inexorável evolução. Tenho adorado ir a nova arena com meus filhos pequenos, e tenho observado uma radical mudança nos frequentadoras, está muito mais democrático. É imperativo dizer que como estava muita mas muita gente não frequentava mais.
Outra coisa Barneschi, quando você “luta pela torcida do Palmeiras” não creia que está lutando por todos e sim por uma parcela desta, a mais saudosista e também ligada à facções, não me sinto representado por você… Veja gosto muito do seu ponto de vista e acho muito importante seus argumentos inteligentes na discussão, mas não concordo mais com eles na atualidade e para dizer a verdade estou gostando da nova fase do Palmeiras, que pese o futebol como um todo estar muito pior. Obs. Você escreve bem e tem um vocabulário extenso, se exima de ataques rasos e comparações chulas, você tem mais a dar do que suas destemperanças. Abraço Alviverde!

Alexandre, respeito sua opinião, mas deixo aqui uma pergunta para sua reflexão: você acha mesmo que é possível manter um ambiente “democrático” quando se cobra valores tão extorsivos pelos ingressos? Estamos, como eu disse anteriormente, reféns da mentalidade doentia e desconectada da realidade de um bilionário que não entende o mundo em que vive. E eu te digo uma coisa: vamos pagar muito caro por tudo isso que está acontecendo.

Olá Barneschi, refleti Andes de escrever a resposta é não mudei de opinião.
Financiar um time que almeja títulos no Brasil de hoje não custará menos do que 250 Mi por ano, Talvez 300 depois da megadesvalorização recente da nossa moeda. Ou seja ,sem a ajuda do Lula este dinheiro terá de vir da própria capacidade do clube em captar recursos. Uma das formas diretas de captação é bilheteria e esta têm se mostrado um diferencial no caso do Palmeiras (somos os recordistas neste quesito a partir da inauguração do Allianz Parque) , sendo assim devemos explorar este diferencial a nosso favor.
Segundo argumento; os ingressos estão verdadeiramente caros, mas ser caro não é sinônimo de extorsivo, desde que o time melhore cada vez mais ao longo do tempo. Assistir um grande time com elenco qualificado e grande potencial é o que sempre queremos é isto no mundo de hoje custa caro, extorsivo seria pagar qualquer valor para continuar sendo enganados e assistindo vexames seguidos de pernas de paus vestidos de verde.
Por fim, acho que neste caso a democracia também prevalece, pois com time bom muitos é cada vez mais como,prova o crescente número de anatis quererão assistir aos jogos e a precificacão gerará um rodízio natural. Explico; não existe espaço para todos no estádio e também não é justo que alguns assistam a todos os jogos em detrimento dos outros, ou seja, o valor do ingresso mais caro democratiza a ida a um espaço limitado a cerca de 45 mil torcedores, teremos que escolher quais jogos assistir e a administração do clube o valor máximo do tíquete que mantenha a casa cheia, sem lamúrias caminho a modernidade, Avanti Palesta!
Em tempo, fui assistir ao show do Paul, se na mesma época tivesse o show do David Gilmour, traria que optar pelo,segundo que gosto mais, pois o orçamento não permitiria ir a ambos. Anti democrático seria nunca poder assistir a nenhum deles…

Corrigindo ***Por fim, acho que neste caso a democracia também prevalece, pois com time bom, muitos torcedores e cada vez mais (como prova o crescente número de Avantis) quererão assistir aos jogos e a precificacão gerará um rodízio natural.

BARNESCHI VC TEM QUE DESENHAR PRA CERTOS CARAS ENTENDEREM CERTO! TEM GENTE QUE AINDA NÃO ENTENDEU, QUE É IMPOSSIVÉL TIRAR MUSTAFÁ DO PESCOÇO DO NOBRE !!

Já que o autor gosta de argumentos, então aí vai um argumento: o Palmeiras tem aproximadamente 16 milhões de torcedores pelo Brasil e pelo mundo. No Allianz Parque cabem cerca de 40 mil pessoas, o que equivale a apenas 0,25% de sua imensa torcida. Então, a porcentagem de torcedores do Palmeiras que efetivamente frequenta estádios é ínfima, com certeza não passa de 10% da torcida. Hoje, a realidade do futebol é essa, pelo mundo todo. Então o fato de os preços dos ingressos serem altos não faz a torcida diminuir, já que a grande maioria não frequenta estádio regularmente. Eu também não quero bambis e gambás depredando nossa arena. E se você, caro autor, vier com o argumento de que quem não frequenta estádio não é torcedor, então aí quem é pobre de argumentos é você.

Legal, Paulão, se isso é o melhor que você tem a dizer depois de tudo o que eu escrevi, deixo-o à vontade com sua opinião. Grande abraço

Eu moro fora de São Paulo e passei a vida inteira assistindo o palmeiras como visitante, nunca fui na torcida do palmeiras, sempre fiquei na cativa, em que a torcida da casa e a do visitante se misturam. Sempre torci como louco e nunca tive problema, o verdão sempre teve apoio no estádio. Quando mudei pra São Paulo, em 1991, assisti a todos os jogos do palmeiras em São Paulo de 1991 até 2003, quando voltei para o interior.. Nem sei quantas vezes fui no jardim Leonor ver clássicos, com o estádio dividido. Infelizmente isso não existe mais no futebol mundial. Não existe mais nenhum clássico com estádio 50-50. Acabou, não volta mais. Quem foi no jardim Leonor e viu a torcida do palmeiras levar bananas para os gambás, como eu vi naquele 2×0, não verá nunca mais…

No momento que estou escrevendo esta resposta o autor já fez mais de 40 comentários em seu próprio texto…e ainda diz que tem mais o que fazer.Visitei seu blog pessoal e notei que é acompanhado por uma “meia dúzia” que o admira e aplaude .Com esse comportamento imaturo acho que ele não dura muito por aqui.O 3VV costuma oferecer muito mais aos seus leitores do que isso.

O blog tem quase 10 anos e fala por mim – e por muita gente – de uma maneira que alienados como você nunca entenderão. Agora, amigo, não me venha falar em maturidade, por favor. Antes disso, procure apresentar contrapontos à explanação que foi feita neste e em outros posts. Aí o debate pode seguir adiante.

É lamentável que um site do nível do 3VV, que tem colunistas do quilate de Vicente Criscio, Alberto Cunio e Luiz Fernando Treddnick apresentar um cidadão como este tal de Barneschi, que não passa de um cidadão sem educação e capacidade para debater em alto nível.

Diariamente frequento o 3VV mas há anos não participo dos comentários , me agrada conhecer a diversidade de opiniões e não raras vezes vi aqui discussões acaloradas entre os participantes mas desta vez acho que a coisa passou do ponto.
Leitores discutindo entre si especialmente em pós jogo e momentos difíceis é algo normal em nossa eterna palestrinidade mas quando o autor trata os leitores dessa maneira entendo ser inaceitável.
Passou do limite a falta de respeito e até de educação.
O autor responder insistentemente ponto a ponto a todos de maneira agressiva e arrogante para mim só se justificaria se este fosse o dono do espaço.
Como pude perceber,o autor possui seu próprio blog e entendo que lá , como dono do espaço,ele pode ditar regras ,ofender e até expulsar os indesejáveis que dele discordam,apesar de ainda assim incorrer em atitude deselegante.
Aqui,que eu saiba,ele é convidado e como tal deve se comportar.
Não se vai à casa dos outros destratar quem lá frequenta sob pena de não mais ser recebido.
Muitas vezes li comentários contrários aos Srs Criscio , Cunio , Jota e outros grandes nomes que aqui escrevem .Nunca os vi retrucarem de maneira tão repetitiva,acirrada,violenta e de mau gosto.
Lamentável.

Ed, meu caro, o autor é arrogante por natureza e como tal não consegue conviver com o contraditório. Não se muda os instintos.

Vocês são melindrados demais. E então, como eu tenho muito mais coisa a fazer, deixo-os com a resposta que deixei em comentários abaixo: Há argumentos no texto. Em não concordando, refute-os com argumentos que, para além de opostos, sejam lógicos. Em não sendo capaz – ou em não querendo -, aconselho que evite se expor dessa forma. É melhor para todo mundo.

Nós somos melindrados? Argumentos? Tipo: “não sabe escrever”… “não sabe ler”.
Quem se expõe aqui é você, com essa verborragia raivosa.

“Ai, o Barneschi é rude”. “Ai, ele é duro nas respostas”, “Ui, ele é agressivo”. “Ai, ele responde todos os comentários”, “Ai, que arrogância”. Repito: é muito melindre. Se não tem argumentos que possam se contrapor aos que estão expostos aí, então é melhor nem começar..

Criança pirracenta é um saco!Entenda.Vc está discutindo com pessoas maduras e seu papo não colou , só isso.Não adianta continuar com suas provocações.Aqui é Palestra!!!!!O que quero agora é vencer os gambás.
Basta!!!!!

“Você está discutindo com pessoas maduras”. Ora, ora, Ed e outros reclamam de truculência porque incapazes de refutar – ou mesmo entender – os argumentos aí colocados e você vem querer me falar de “maturidade”. Meu amigo, siga aí na sua insignificância. Eu vou seguir na minha luta em favor do Palmeiras e de sua torcida e contra reacionários como você e os seus.

Caro autor.
Quem publica um texto tem por obrigação saber respeitar opiniões divergentes.
Infelizmente você demonstra, em seus comentários, não estar apto para tal, inclusive no texto principal, onde você, indevidamente, julga o Presidente da SEP como um ser humano deplorável.
Não conheço o Presidente como pessoa e tampouco me interessa.
O que me importa é o comportamento do mesmo como Presidente do Clube que amamos.
Para aprimorar sua performance como colunista deste site, recomendo algumas aulas com o Sr Alberto Cunio.

Se você se sente no direito de me fazer uma recomendação, eu devolvo com outra recomendação: Há argumentos no texto. Em não concordando, refute-os com argumentos que, para além de opostos, sejam lógicos. Em não sendo capaz – ou em não querendo -, aconselho que evite se expor dessa forma. É melhor para todo mundo.

Independente de concordar ou não com o tema deste post (e NÃO concordo com o autor – mais uma vez), acho desnecessário frisar erros ortográficos como justificativa para desqualificar a opinião alheia.

Recordando. O problema todo começou a se agravar quando aquela múmia do JJ, por pura picuinha, resolveu limitar a carga de ingressos para os gambás no Panetone, quebrando um acordo histórico sem mais cerimônias. A partir daí, a tal da “reciprocidade” (cuja extrapolação para fora da esfera diplomática pode causar muitos efeitos danosos) completou o serviço, levando a esta situação absurda de clássicos jogados quase sem torcida “visitante” (vejam só, este conceito nem sequer passava pelas nossas cabeças há bem pouco tempo atrás). Recordei este episódio apenas para fazer constar que as origens desta situação não estão relacionadas com nada “conceitual”, como uma nova forma de organização da sociedade. As origens desta situação estão relacionadas apenas com a imprevisibilidade de caráter de algumas figurinhas esquisitas, como muitas coisas na história ( JJ, Henrique VIII, esses tipos.) De lá para cá, pessoas como nosso nobre presidente têm se aproveitado da hesitação geral para torcer a realidade das coisas a fim de impor sua mentalidade monetária. Agora todo mundo quer vir com essa babaquice de “os tempos mudaram, as mudanças são inevitáveis etc.” Afirmo que estas mudanças estão sendo impostas, sem fundamento em anseios das pessoas comuns. O futebol sempre foi o esporte popular, e excluir o povo (os pobres e até os “visitantes”) do estádio é negá-lo, e portanto destruí-lo. Em breve, teremos outra coisa que não será mais o futebol, mas um “game” totalmente assistido pela rede, inicialmente “performado” por atores humanos, e no futuro, quem sabe? Por andróides baseados no Cristiano Ronaldo.

Honestamente, visitante não tem que pagar valor de setor popular. Tem que pagar valor cheio sim! Valores menores tem que ser oferecidos a sócios. Alguns reclamam que é caro demais. Pois penso que caro demais é sair da minha casa pra assistir meu time jogar e ver meia duzia de torcedores adversários quebrando tudo, criando confusão nos arredores do estádio. Se temos que deixar 5% disponíveis pra torcida adversária que seja. Apenas deveria ser levantado por quem é de direito que essas cadeiras sejam como aquelas especiais de ônibus, onde fica escrito que “na ausência de grávidas, idosos e pessoas com necessidades especiais o uso é livre”. Quanto ao texto, foi bem agressivo contra a pessoa do presidente. Quero acreditar que o tom é em função dos problemas que passamos no ano passado e não apenas ataque político. O grande problema é que ação e reação caminham paralelamente, o que gera troca de comentários com um clima um tanto áspero demais. Opiniões diferentes tornam uns mais palmeirenses que outros? Sei lá… deveríamos estar comentando é que haverá jogo no fim de semana, o resto deve ser avaliado por ganha com isso e acredito que o clube tenha alguém monitorando o lucro x prejuízo com jogos no Allianz.

Concordo. E na minha exclusiva opinião, os posts que o Rodrigo Barneschi escreve são extremamente dispensáveis e não colaboram em nada com o Palmeiras, e seus comentários antidemocráticos, acrescentam menos ainda, já que ele só pensa em seus próprios interesses. Farei o favor de não lê-los mais, e tenho certeza que me sentirei muito melhor. É uma P…erda T…otal de tempo.

Gustavo, enquanto lia o texto tive o mesmo sentimento que você, de não lê-lo mais. Ele parece que quer criar conflitos entre nós palmeirenses. Parece que até ganha algo com isso, está fazendo igual alguns jornalistas que “criam” manchetes para terem mais acessos aos seus blogs. Definitivamente não é construtivo, apesar em alguns pontos ter um pouco de razão. Mas esta maneira ácida de escrever contra o Paulo Nobre, acaba levando seus argumentos a se enfraquecerem. Quanto ao texto não posso deixar de citar que ao final do jogo haviam somente 10 torcedores porque a vantagem do Palmeiras era evidente como resultado final do jogo. Além do que, a própria torcida do SPFC fez protesto não indo ao jogo. Ele foi muito baixo usando este tipo de argumento para dizer que o PN está conseguindo o que queria. Outro ponto é que ele cita que o setor central está às moscas, até parece que este post estava pronto há alguns dias, pois não foi isto que vimos no último jogo, em que o Palmeiras reduziu o valor dos ingressos e teve quase uma lotação completa, inclusive do setor central. Barneschi faz um favor pra gente, quando for postar um texto seja menos ácido com o PN, não que eu o defenda, mas fica claro sua intenção em atacá-lo é maior do que defender seu ponto de vista. Se continuar nesta toada perderá muitos leitores.

Sobre os demais pontos, é tão baixo o nível dos argumentos que eles próprios já servem como a melhor resposta que eu poderia dar. O Paulo “cenas lamentáveis” Santiago, um legítimo filhote de Flavio Prado, lamento que ele não consiga sequer entender a diferença entre “setor popular” e “preço cheio”; talvez nunca tenha pisado em um estádio. Já o Donizete mostra-se incapaz de entender a gravidade de um Palmeiras x SPFC ter sido disputado com a presença de apenas 300 visitantes, e desconhece a dinâmica que pauta o comportamento de tão pouca gente diante de um cenário inóspito quanto o de um estádio visitante. Por fim, o tom dos meus textos é diretamente proporcional à violência cometida por Paulo Nobre contra a torcida do Palmeiras.

Sr. Rodrigo “filhote de revolucionário” Barhjshsdski deveria fechar os comentários se a verdade é unilateral. Vai lá e se candidata a eleição em vez de tumultuar. Mostra como se faz então senhor argumentos. Argumenta tão bem que compara preço de Allianz com Pituaçu. Vai lá fazer manifestação na Avenida Paulista playboy revolucionário. Levanta uma plaquinha de volta Mustapha, volta Belluzo, volta o raio que o parta e depois vem fazer revolução em blog de internet.

Antes de tudo, devo dizer que sua pequenez se faz revelar na grosseria de errar meu sobrenome. Não que eu me importe com isso, mas advirto-o que tal prática é reveladora do seu caráter. Dou sequência à resposta ressaltando que eu não estabeleci qualquer comparação entre o Palestra e o estádio Pituaçu; apenas mostrei a um desavisado que a torcida visitante paga lá o valor equivalente a uma arquibancada – e o fato de você ser incapaz de discernir isso é reveladora da sua capacidade intelectual. Quanto a fazer manifestações na Paulista, sinto dizer que não sou reacionário (muito pelo contrário) e, como tal, não poderia fazer parte de tão degradantes eventos.

Trocar seu sobrenome é pequenez, e chamar seu leitor de “Flávio Prado” seria o que? Grande inteligência??? Grandes argumentos??? Alta capacidade intelectual??? Cidadão, que revelou qualquer coisa aqui foi o senhor, que demonstra ser aquele filhinho mimado de papai que ganhava a bola e só deixavam você jogar justamente por ser o dono da bola. Mas faz o seguinte, responde meu comentário mais uma vez ofendendo, chamando de Flavio Prado e o que mais você quiser, denigre bastante minha imagem e a de outros tantos que gostavam de discutir os assuntos relacionados ao Palmeiras. Assim, em breve, você consegue escrever pras moscas e pra meia dúzia que diz amém para o que você diz. Leva a bola que essa meia dúzia de pessoas joga contigo. Grande abraço e tenha um excelente feriado.

Meu feriado será no Itaquerão, ao lado do Palmeiras. O seu será em qualquer outro lugar disparando grunhidos muito similares aos de Flavio Prado e corja limitada. No mais, está registrado aí que você é incapaz de entender a argumentação exposta neste e em outros posts e que todas as suas ilações foram devidamente desmontadas.

Falou Rodrigo “craque neto” Barhjshsdski! Não esquece de levar a bola pros seus amigos deixarem você sentar junto.

Eu te agradeço. Se você é incapaz de entender que minha luta é pela manutenção da torcida do Palmeiras como uma torcida “de massa”, então eu prefiro realmente que você passe bem longe de mim.

Boa noite amigos. Moro próximo a São Caetano do Sul e há algum tempo atrás, bastante tempo por sinal, já que o paulista ainda era disputado em turno e returno, combinei com 5 amigos torcedores de outros clubes (SCCP, SPFC, SFC) que quando esses times e a SEP jogassem contra o São Caetano aqui no Anacleto Campanela, iríamos assistir. Pois bem, não foi possível, pois o ingresso aumentava cerca de 500% para esses jogos contra times grandes. Estou dando esse depoimento para demonstrar que, em primeiro lugar, essa prática é comum no futebol, desde muito tempo atrás e continuará sendo no futuro e, em segundo lugar, o Palmeiras ao menos, cobra caro em todos os jogos. Pior são esses timecos que cobram um preço baixo porque não tem torcida e quando enfrentam um time que tem, querem tirar a barriga da miséria. Acho que preço de ingresso limita o número de jogos assistidos, não de ir ao estádio. Eu mesmo sou avanti, desde a época do Beluzzo e fui à arena pela primeira vez, domingo passado, pois não dispunha de dinheiro para ter ido antes. Aproveitando, vi que vários comentários foram contestados dizendo que estariam faltando com a verdade, pois o autor do texto frequentou os estádios citados pagando preço igual aos dos donos da casa. Já que é um dos colunistas do site, poderia colocar as imagens desses ingressos a preços camaradas para provar sua tese.

Cleiton, eu fui a todos os jogos do Palmeiras em São Caetano. Houve dois anos em que o preço dos ingressos aumentou substancialmente (para R$ 80, se não me engano), mas aí tem-se uma distinção entre um clube pequeno (São Caetano) elevando os preços (de maneira geral) quando enfrenta um grande e um clube grande (Palmeiras) trabalhando com preços diferenciados quando enfrenta outros grandes (ou pequenos, que seja). Percebe a diferença?
No mais, deixo-o aqui com links que apontam o preço dos referidos ingressos (no Maracanã e no Pituaçu): http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/18821/fla-x-palmeiras-venda-aberta-para-todos, http://www.palmeiras.com.br/noticias/id/11642#.VS_GH_nF9yQ e http://globoesporte.globo.com/ba/noticia/2014/05/vitoria-x-palmeiras-ingressos-para-confronto-de-domingo-estao-venda.html

A maioria dos seus posts tem um caráter ácido e com pitadas exageradas de posicionamento político . Este texto não foge a regra, mas dessa vez concordo com a ideia central. Acho que ter torcida única é ruim para o futebol e sendo assim tbm será ruim para o Palmeiras. A questão de tentar algo que vai afetar a imagem do clube, também acho que é verdadeira. Mas, isso creio eu dura até a próxima gestão assumir, aí terá outra mentalidade e fará outras besteiras. Talvez não nessa área, mas em outras. Não vejo o PN com tanto potencial como vc diz, ainda mais pq o mandato dele acaba final do ano que vem. Se vc estivesse falando da múmia Mor aí eu acreditaria. Mas, essas consequências precisam de no mínimo uma década de posturas firmes nessa linha do PN para gerar algumas dos vários problemas que vc citou. Não discutirei contigo, pois já demonstrou várias vezes dificuldades em aceitar e dialogar com opiniões que diferem da sua! Valeu!

Enquanto houver grande procura os preços se manterão elevados, pode-se discordar ou não, opiniões divergem mas sinceramente, Avantis pagam valores aceitáveis levando em conta o serviço oferecido, além do mais, estamos falando em dinheiro em caixa para nosso clube do coração! Visitantes que se explodam, não podem de maneira alguma pagar menos que nós! E sobre ir a outros estádios como visitantes, esse lixo de torcida que você representa NUNCA mais deveria pisar num estádio de futebol se vivessemos num país sério! Abração garoto revoltado! Tô na fila aqui ….

Vc realmente acha que é mais palmeirense que os outros só porque vai em todos os jogos? Vc realmente acha que a sua opinião é a única certa e quem discorda de vc está errado? Parabéns!

Há argumentos no texto. Em não concordando, refute-os com argumentos que, para além de opostos, sejam lógicos. Em não sendo capaz – ou em não querendo -, aconselho que evite se expor dessa forma. É melhor para todo mundo.

Cara… na boa… eu curtia muito este site para acompanhar as noticias no nosso verdão, mas de um tempo pra cá os mantenedores deste site começaram a se enfiar na política do clube e este site começou a ficar uma b…….a. São comentários extremamente tendenciosos e políticos. Meter o pal no PN ano passado era uma coisa, agora falar mal do cara neste gestão soa como ver gente defendendo o nosso governo federal… não cola!!!!!

A parte boa dessa matéria. Sendo ela boa ou ruim.. É que dessa vez, o foco 100% Não é o time. Dessa vez nem temos a certeza de que vamos perder. PN está fazendo um ótimo trabalho. Torcida unica, 5% 10% ou 90% pro vositante… isso é detalhe. O time ta bom. O resto é conversa..

Prezado Barneschi, não o conheço e muitas vezes de maneira silente discordei de alguns de seus pontos de vista. No entanto, neste caso lhe lhe dou os Parabéns! Ótimo texto! Concordo com seu posicionamento. Não vou criticar os opositores, pois cada qual tem seus motivos para pensar de maneira divergente, às vezes por questão de classe social, preconceito mesmo! Ou, as vezes, por simples desconhecimento de causa ou insistência insana para divergir de seu posicionamento. Mas isso é normal se considerarmos que somos, em sua maioria, residentes e naturais de um Estado onde brota o preconceito, como podemos observar no posicionamento “político” externado recentemente por mais de 50% do povo bandeirante.

Valeu, Antonio! Percebo que partilhamos também dos mesmos ideais políticos, mas eu prefiro nem entrar nessa seara aqui, porque aí a coisa vai se complicar bastante. Abraços

Pensamento insano? Você citou preconceito, mas não aceita opinião alheia. Não posso menosprezar o pensamento de meu semelhante, só porque não concordo. Tem certas situações que não tem verdade absoluta. Religião é uma delas. Se você é judeu, eu cristão e o Joãozinho é ateu. Quem é mais burro?

Barneschi, nesse caso concordo com você. Ainda que algumas previsões me pareçam exageradas, não entendo que são impossíveis. Pra começar, jogo de torcida única é uma aberração do ponto de vista esportivo. O principal argumento para defesa do jogo com torcida única é de que estes seriam melhores do ponto de vista da violência, porém, basta pesquisar que a grande maioria (acho que mais de 90%, segundo notícias recentes) dos casos de violência, acontecem fora do estádio e não dentro dele. E no caso do Palmeiras, como você disse, a exclusão do torcedor adversário é ainda mais prejudicial, já que o Palmeiras é um dos times que tem mais torcida espalhada pelo Brasil e, se a moda pegar, estes serão os maiores prejudicados.

Se fosse somente a incapacidade de interpretação de texto de alguns estaria bom. Aí pode ter até concerto.
Mas dureza mesmo é ter que aguentar quem nunca foi ver o Palmeiras como visitante Brasil à fora, dar pitaco.

Cara está certíssimo nosso presidente, tem que pensar na SEP, você esquece de dizer o qto fomos excluídos por todos nos últimos anos. Matéria simplesmenter ridícula.

“Matéria”? Bom, há quem pense na SEP e no seu torcedor, e há quem pense em dinheiro. Se você não sabe fazer a distinção, o problema é todo seu.

ESTOU COM O PAULO NOBRE – NÃO RECEBER TORCIDA VISITANTE É O IDEAL ESPECIALMENTE EM ÉPOCA DE FALTA DE LEIS NESTE PAÍS E PRINCIPALMENTE FALTA DE EDUCAÇÃO NO CLÁSSICO CONTRA O CORINTHIANS EU E MINHA MULHER RESPIRAMOS GÁS LACRIMOGÊNIO POR CONTA DOS CONFRONTOS ENTRE A P.M. E OS MARGINAIS – SOU SIM A FAVOR DA TORCIDA ÚNICA.

Isso, Claudio. Flavio Prado te mandou um abraço, ok? Quanto ao episódio do gás, perceba a estupidez do seu comentário: ao arquitetar um acordo nefasto com o MP, foi o próprio Paulo Nobre quem abriu caminho para o massacre contra a nossa torcida. Sugiro dois posts para você entender isso e parar de reproduzir um senso comum rasteiro e covarde: http://forzapalestra.blogspot.com.br/2015/02/2-bp-choque-x-sociedade-civil.html e http://forzapalestra.blogspot.com.br/2015/02/cronologia-de-uma-emboscada.html

Já vi jogo na Vila. Morumbi. Pacaembu. Estadio da Portuguesa. Anacleto Campanela dentre mais um ou 2 que esqueci. Nenhum fui bem recebido. Nada se compara em ver no próprio estádio. Visitantes nunca são queridos quando o assunto é futebol. Concordo em ter uma parcela Pro visitante. Mas 5% do estádio ta de bom ta de bom tamanho. E que cobre alto, pra ngm ir.

Sério que você vai querer falar comigo sobre “não ser bem recebido em outros estádios”? Sério mesmo? Para mim? Meu amigo, você por acaso leu o texto? Já conseguiu entender a diferença entre cota de 5% e exclusão da torcida visitante (quer seja por vias pretensamente legais, quer seja pelo bolso)? Sobre o “cobrar alto para ngm ir”, eu lamento profundamente pela sua mentalidade elitista e excludente.

Massacre? Eu vi a cena estava lá e ouve enfrentamento! Não penso ser inteligente enfrentar o batalhão de choque nos dias atuais, eu sai de fininho e entrei no estádio e nada me aconteceu. Por favor nos me responda uma coisa, a quem você se refere quando cita Nosa torcida? A mim parece referência a uma facção não representativa da gigante torcida Palmeirense dos comuns, aqueles que pagam ingresso, gostam de ir a estádio em paz e se sentem aliviados por nunca mais terem de enfrentar filas e a máfia dos cambistas faccionados!!!!! Pô Barneschi adoro a maioria dos teus textos, falam do instinto natural ao futebol, mas quando você politiza e segrega ai fica dureza!

Alexandre, meu caro, leio aqui e em outros comentários referências ao que seria uma “politização” dos textos. Eu não tenho interesse político algum. Meu único interesse é no Palmeiras e no respeito ao seu torcedor. Se, no entanto, há o presidente da S.E.P. toma atitudes que são contrárias ao torcedor do Palmeiras, então eu sou obrigado a fazer o contraponto a isso. É o que faço, portanto, e todos os argumentos estão aí listados. Quando ao massacre, eu reitero: foi um massacre indiscriminado (apanhou gente de todo tipo, sem qualquer distinção). Escrevi um post mostrando isso (fique à vontade para avaliar a exposição que eu faço ali) e aponto, para complementar, um histórico de episódios semelhantes opondo Choque e “torcida do Palmeiras”: http://forzapalestra.blogspot.com.br/2015/02/2-bp-choque-x-sociedade-civil.html

Li seu texto Barneschi, e outros tantos, e concordo quando fala da Argentina ser o último bastião do futebol romântico. Mas também vejo que o tempo passou e algumas coisas não voltarão mais. Até a política mudou e hoje não existe mais direita e esquerda. Infelizmente vejo um certo anacronismo é uma luta quixotesca em suas palavras. Creio que você perdeu meu amigo, só não enchergou ainda. Desta forma não posso concordar em voltar ao passado e acredito que tem também algo bom para nós no futuro, concreto mijado nunca mais, e não foi por escolha ou imposição, foi pela inexorável evolução.
Outra coisa Barneschi, quando você “luta pela torcida do Palmeiras” não creia que está lutando por todos e sim por uma parcela desta, a mais saudosista e também ligada à facções, não me sinto representado por você… Veja gosto muito do seu ponto de e acho muito importante seus argumentos inteligentes na discussão, mas não concordo com eles na atualidade e para dizer a verdade estou adorando a nova fase do Palmeiras, que pese o futebol como um todo estar muito pior. OBs. Você escreve bem e tem um vocabulário extenso, se exima de ataques rasos e comparações chulas, você tem mais a dar do que suas destemperança

A foto acima já diz tudo. E o Nobre não esta’ tao errado quando diz que o Palmeiras perde 6 mil assentos e deixa de faturar quase 1 milhão/clássico. A saída eu tbm não sei, mas terão que fazer algo. E se fosse somente esses 6 mil , eu estaria contente. Mas, eu fiquei sabendo que a capacidade total da nossa arena hj não chega a 36 mil assentos. E sobre colocar ingressos mais baratos pros rivais (na foto acima temos os bambis), só se baixassem a 2 reais. Pois, esse e’ o valor que os bambis cobram lá. E o negócio lá tá tão feio que o próprio vice-presidente bambi disse em público (depois do fiasco de público contra os Gambás): Poderiam colocar de graça que nossa torcida não lotaria.

Este Aldo Londres é um perturbado; nem parece ser o caso de uso de alguma substância. O comentário do cara é incompreensível e fico consternado com a incapacidade do sujeito de interpretar o que lê e, na sequência, elaborar um raciocínio lógico. Deixando de lado todos a maior parte dos grunhidos, vou recomendar basicamente o post que eu escrevi para desmontar a falácia dos “6 mil lugares perdidos”: http://forzapalestra.blogspot.com.br/2015/02/sobre-numeros-jornalistas-e-argumentos.html

Não sou perturbado não, rapaz!!! Apenas NAO CONCORDO com vc. PONTO FINAL!!! Mas, como comentei outro dia, respeito sua posição. No mais, quem esta’ grunhindo sempre e’ vc com seus textos raivosos. Paciência. Vc faz ataques a quem NAO COMPACTUA com seus pensamentos. E eu sou um deles. Pois, acho que vc vive nos anos 70 e hj a realidade e’ outra, a violência, os custos do futebol são outros e são altíssimos. Quando vc exemplificar (em números, e não em grunhidos raivosos) , QUAL VALOR vc acha certo, justo cobrar, fazendo comparações do custo x benefício, daí poderemos tentar conversar seriamente e debater a favor da SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS. No entanto, se vc insistir em ataques pessoais as pessoas que não concordam com vc, daí fica bem difícil, ou menor, impossível. Abraços a vc !!!

Enquanto você fica com grunhidos incompreensíveis, eu já escrevi pelo menos 10 textos sobre o assunto – todos com argumentos lógicos e com propostas claras. Um deles, inclusive, desmonta uma falácia sua, a partir do discurso mentiroso do Paulo Nobre. Se você, no entanto, prefere seguir reproduzindo um discurso que mistura senso comum e mentiras, então o problema é todo seu.

E relembrando: os gambás “separaram” pouco mais de 1,8 mil ingressos a nossa torcida pro Derby domingo. Então… será que eles, sendo “co-irmaos” não libera uns 10 mil a mais não? Vcs vão ver as respostas dos gambás. Basta fazer o podido.

Você de novo, Aldo Londres. Sugiro, assim de início, que você aprenda a escrever. Aí o debate pode avançar melhor. No mais, qual é a dificuldade de entender a diferença entre a liberação da cota regulamentar (5% do estádio) e de querer, como Nobre quis, proibir a entrada da torcida do SCCP no clássico de 08/02?

A arena e’ do Palmeiras e quem manda e’ o Palmeiras. Quando jogar lá em Itaquera , eles mandam. No mais, sou a favor de no máximo 5% pros visitantes (ao contrário de vc). Como mencionei no comentário acima, os tempos são outros. Se estivéssemos nas décadas de 60,70,80 …Ok. Mas, hj não tem como dividir as torcidas: 50/50, 60/40 ou 70/30 nos clássicos, infelizmente!!

Sou a favor de cobrar 1 mil reais de visitantes. Oras, só faltava essa agora… termos que nos preocupar com bambis e gambás. Vão a PQP esses rivais!!! Esse papinho de futebol romântico não cola mais, pq vivemos num mundo EXTREMAMENTE VIOLENTO, NUMA CIDADE ONDE A SOCIEDADE E’ HIPOCRITA E VIOLENTA AO EXTREMO. Já disse aqui antes: NAO SE PODE COMPARAR O ANTIGO PALESTRA ITALIA COM ESSA ARENA TODA COBERTA. O futebol se elitizou? Talvez!! Concordo que deveriam baixar os preços de alguns setores (como a curva sul, cadeiras superiores e centrais), exceto a curva norte (por causa do imbróglio jurídico). No mais, deveriam tbm aumentar os espaços das curvas norte e sul, com isso aumentaria a carga pros menos abastados e diminuiria pros ricos, ou inventar algo naquele espaço (tipo: ingressos família). Poderiam tbm (seria um sonho pra mim), fazer uma geralzona nas partes centrais, onde o menos abastados ainda pagariam metade do valor, mas assistiria em pé. Eu estou c…pra padrão FIFA. E no mais… a copa acabou e na olimpíada não usaremos a arena tampouco. E aumentaria uns 10 a 15 mil o público total da arena. Claro que teriam que dobrar ($$$) a prefeitura e MP. Mas valeria a pena o investimento. Agora… o que não se pode e’ ficar discutindo valores de ingressos da Era 70 com os dias atuais, nesse saudosismo todo. E naquela época se podia sentar ao lado de um gambá ou bambi nas geralzonas dos estádios de concreto e sem conforto. Hj??? Rapaz …vc não pode nem vestir a camisa de seu clube e passar em frente ao estádio rival. Portanto, e’ utopia esse discurso de “dividir” torcidas, fazer “promoções” pra rivais”. Infelizmente os tempos são outros, e temos que encarar a nova realidade.

Você é realmente muito perturbado, cara. Em dado momento, vejo que você trata propina como investimento, e aí eu realmente prefiro me colocar bem longe de você.

Essa discussão nem é minha, mas o Barneschi ta errado! O que vou fazer é o seguinte. Nunca mais vou responder esses tópicos dele. O 3VV exclui quem discorda. Eu discordo e paro por aqui. Aldo faz o mesmo cara.. Já deu pra ver que não vai sair muita coisa boa daí. Se você discorda, é insano drogado burro.. qualquer coisa. Paremos de comentar e logo ele para de postar.

Eu sei, palmeirense Mateus. Eu li 2 posts dele e nem precisa ler mais nenhum, pois, são TODOS IGUAIS, REPETITIVOS, APELATIVOS E COM ATAQUES FORTUITOS, e o viés político fica mais que explícito. E ai de alguém quiser discordar do autor. Vc e’ taxado como problemático, burro, perturbado, que escreve mal, e o pior, de ser menos palmeirense que ele. Daí fica muito complicado mesmo. Abraço fraternal a vc !!!

Só acho que o visitante não pode pagar menos que o mínimo que paga o Palmeirense. Visitante pode vir, aprontou, a PM tem que descer o cacete.

Não está claro no texto que eu estou propondo que o visitante pague o mesmo valor pago pelo “setor popular” do Palestra? É assim tão difícil entender isso?
Quanto ao comentário sobre “descer o cacete”, talvez você não saiba bem o que é frequentar uma arquibancada. Lamento por você.

Aproveite que você vai lá e solicite aos colegas pra não quebrar tanto o patrimonio dos outros que isso também tem consequências em nossa casa.

Ah, os adoradores das cadeirinhas numeradas… devem ser da mesma laia dos que têm tara por banheiros de estádio. Tomem vergonha na cara!

Rodrigo e Cassiano,

Moro na Bahia e quando vou ver o jogo do Palmeiras e Vitória no barradão, não pago menos do que R$ 100,00 naquele lixo de estádio pra ver nosso Palmeiras.
Acho que o Nobre está jogando o jogo que é jogado. Falo pelo meu estado. Então apoio o Nobre nessa decisão.

abç

Alex

Eu fui ao Vitória 0-1 Palmeiras de 2014 no Pituaçu e paguei R$ 60 pelo ingresso. O mesmo preço da torcida mandante. Em 2010, no Barradão, o preço foi o mesmo: R$ 60. Portanto, reformule o discurso com dados reais, por favor.

E depois é o nobre que é excludente , torcedores têm o direito de ir e vir e em ambientes civilizados pagam ingressos nos valores da lei do mercado e assistem jogos aonde quiser, menos ao lado das TOs!

Eu vou repetir porque talvez você seja do tipo que só entende as coisas depois de ler algumas vezes: no Brasil e em todo mundo, torcedores visitantes ocupam o espaço normalmente conhecido como arquibancada. Em não havendo tal nomenclatura, trata-se do setor tido como popular – no Brasil ou no mundo. Portanto, se o visitante fica na arquibancada, é lógico que eu utilize a arquibancada (ou o setor popular) como referência.

Discordo do texto acima. O simples fato de que os são paulinos não tem ido assistir nem aos jogos no Morumbi, nem mesmo com os ingressos a brl 30,00 deveríamos esperar que tivessem 2 K de torcedores no allianz. Ao contrário de nos, eles só vão aos jogos quando o time esta em boa fase.
Essa guerra politica interna no nosso amado Palmeiras faz com que textos sem fundamentos ou até mesmo com más intenções sejam publicados. Deixem o Nobre trabalhar.
A nação Palmeirense já sofreu demais.

“Deixem o Nobre trabalhar. A nação Palmeirense já sofreu demais”. Pois é, o cara arruinou nosso centenário, quase nos rebaixou e eu tenho de ler um troço desses ainda.

Barneschi, sabe aquela história de alguns verem o copo meio cheio e outros verem o copo meio vazio? Pois é, como dizem….o pior cego é aquele que não quer enxergar.
Eu tenho algumas perguntas pra você: Existe algo ou alguma coisa que você aprova ou aprovou nas ações de PN?
Outra coisa, conte-nos quem você é? Sabemos que você gosta do cimento da arquibancada, de banheiros químicos e pertence a TO. Que vai a todos os jogos em que a SEP é mandante e em muitos jogos fora de casa. Você vive de que? Não quero invadir sua privacidade, longe disso, somente tentar te entender….

Donizete, todas as minhas críticas ao senhor Paulo de Almeida Nobre são absolutamente fundamentadas, seja aqui, seja no meu blog (Forza Palestra), seja em qualquer outro ambiente. Todas elas. Leia com atenção e você verá, desde 2013, que os apontamentos que eu faço sempre tiveram origem em fatos concretos e, via de regra, meus temores acabaram se concretizando. Ou quase, porque o rebaixamento do ano passado não se consumou apenas e tão somente por incompetência dos outros clubes. Da mesma forma, Donizete, todas as minhas concordâncias com a gestão Nobre foram devidamente registradas nestes mesmos ambientes. Procure aí e você vai encontrar. Quanto à pergunta final, eu não lhe devo satisfação, mas sugiro que você use a internet para encontrar as informações que deseja.

O que a gestão PN tem feito com relação à torcida do Palmeiras terá consequências trágicas à médio e longo-prazo. Podem escrever….

Parei minha leitura em: ” a nociva articulação para excluir as torcidas visitantes do estádio alviverde”…..

O Nobre não é culpado pela não presença de torcedores visitantes, o autor coloca em questão uma insatisfação pessoal (e talvez de muitos outros) da precificação dos tickets e relaciona-os com ” a falta de articulação com torcidas visitantes”, que de fato mesmo, tem relação com outro problema crônico do futebol e tb da sociedade: A violência!!! Aí eu cito vários fatores: – Falta de interesse político, falta de preparo da PM, má intenção da PM (epa!), marginalização das torcidas organizadas mesmo que em suma minoria, etc etc etc….

Mauser, se você parou de ler o texto logo no começo, então não tem condições de comentar. Mas aí resolveu seguir com um comentário adicional que mete os pés pelas mãos e que, é evidente, se sustenta todo ele no senso comum rasteiro e em um discurso frágil que deixaria Flavio Prado e criaturas assemelhadas muito orgulhosos. Parabéns.

Tenho a impressão de que as consequências que você listou (para o futuro do clube) são até bem vindas para a parte elitista da torcida. Tomar o lugar de clube de torcida chique (e fresca) dos bambis deve ser um sonho.

Mas fiquem atentos, vocês: a última consequência da lista (“reduzir o apelo do clube pelo Brasil afora”) virá em longo prazo e, quando vocês se darem conta disso, será tarde demais.

O Palmeiras precisa se relacionar com todas as camadas sociais se quiser continuar sendo uma das maiores torcidas e, por consequência, continuar a ser um dos clubes mais pesados nessa parte do “bussiness” (que vocês tanto adoram).

Não é o VAIDAR ou Juvenal, são vários fatores: – Falta de interesse político, falta de preparo da PM, má intenção da PM (epa!), marginalização das torcidas organizadas mesmo que em suma minoria, etc etc

Juvenal deu início à era dos visitantes com 10% da carga (que depois caiu para 5%). Isso é bem diferente da tentativa de Paulo Nobre de proibir o acesso da torcida visitante ao estádio.

Adoraria que todos os clássicos em nosso estádio fosse com torcida única. Poderia ir tranquilo com meu filho. Com as outras organizadas lá….NUNCA!!!!!

Cara, tome vergonha na cara! Você não vai aos clássicos ou porque não quer ou porque é covarde. Pare de repetir o discurso vazio e sem reflexão de Flavios Prados e outros canalhas assemelhados.

Isso. Siga aí reproduzindo o senso comum e rasteiro e o discurso panfletário de Flavios Prados e do bando de jornalistas que não vai a estádios. Para seu comentário ficar completo, faltou só um “cenas lamentáveis”.

A exclusão parece ser sempre o melhor caminho no (ironicamente) pobre raciocínio dos elitistas (pra nenhuma circunstância o termo “coxinha” se aplica tão bem). Se vc não é um desses, não compre o discurso dos caras. Ele é embasado em preconceitos, falcatruas e inconsistências.

Barneschi
Boa noite
Permita-me discordar mas o tratamento oferecido por outros grandes clubes a seus “visitantes” não difere em nada das praticar atuais do Palmeiras.
Ano passado estive no Rio justamente em final de semana do jogo Palmeiras e urubus e o ingresso para nossa torcida era BEM mais caro que para a torcida dos urubus.
Até cogitei assistir ao jogo em local destinado aos urubus mas optei por não ir.
O torcedor visitante é indesejável em qualquer estádio de qualquer clube grande do país.

Seja honesto, por favor. Eu vou a todos os jogos no Rio e, portanto, estive no Maracanã contra o Flamengo. Paguei os mesmos R$ 60 que foram cobrados da torcida do Flamengo. Portanto, sua informação não procede.

Você é vizinho da arena e nunca assistiu um jogo como visitante? Pois eu moro em outro estado e sempre sou o visitante sendo Palmeirense, e ai, se eu quiser ir tenho de pagar 300 também? Vejo q o texto deve ser desenhado, ou vc pensa q se não te afeta q se ferrem os outros, é por isso q nosso país está assim, o problema está na essência do EU SOZINHO!!!

Acho que se associar ao Avanti será sua única saída. Digo isso…pq estou mais longe ainda (na Inglaterra) e me associei pra poder assistir alguns jogos (quando estiver em SP, e’ claro), além de ajudar meu time de coração. E anualmente ficará abaixo dos tais 300 reais que vc mencionou. E o melhor: vc poderá assistir junto a nossa torcida. Abraços!!!

Eu devo concordar com o Nobre. Visitantes são sim indesejáveis. Acho que excluir 100% Não dá. Mas da pra deixar só uns 5%. Isso é campeonato. Nosso estádio é pra gurrear, não convido meu inimigo por prazer. Se eu fosse o Nobre, colocava os visitantes na quina do estádio na parte superior. Bem longe. Pra caso alguém vá, nem sonta vontade de voltar. O adversário quando vier nos visitar não pode se sentir em casa e nem apoiado. Tem de olhar o estádio e nem conseguir ver seus torcedores. Pra ver que está em terra alheia. Que está sozinho.

Mateus, você leu o texto? Consegue entender qual é o questionamento que está sendo feito? Entende a dimensão do problema a que eu estou me referindo? Sério, cara, reformule seu comentário. Faço uma pergunta a respeito do trecho “Acho que excluir 100% Não dá. Mas da pra deixar só uns 5%”: Você sabe como funcionam as coisas hoje em um clássico?

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