Pós Jogo Palmeiras 2×2 Galo: didático

 

E começou o Brasileirão 2015 pro Palmeiras. Jogando em casa para 28 mil pagantes contra 10 reservas do Atlético MG (apenas o goleiro Vitor era o titular), esperava-se uma vitória boa. Afinal, o time estava no embalo das finais do Paulista, descansou durante a semana, e estava tranquilo.

Mas não foi isso que aconteceu. Empate em 2×2, num sufoco enorme.

Por quê? O conjunto da obra explica.

O time titular do Palmeiras veio sem Arouca e sem Cleiton Xavier. Mas tinha Valdívia e Robinho. E Dudu. E Zé. Mas o time dentro de campo mostrava limitações sérias contra os desentrosados reservas do Galo.

Pior: Oswaldo Oliveira conseguiu a façanha de montar um time que toma um contrataque atrás do outro, mesmo sem ter atacado. Assim o 1o tempo foi fraco e no segundo o Atlético abriu o placar com Patric.

Aí ficou ruim. A defesa confusa e desprotegida, permitiu ataques perigosos. O empate veio, faltando 10 minutos. Mas quase em seguida tomamos o segundo. E poderíamos ter tomado o terceiro e o quarto, se os atacantes reservas do adversário fossem um pouco melhores.

O empate só veio no abafa. O árbitro deu 5 minutos de acréscimo e o gol saiu aos 49, depois que vários jogadores foram todos para o ataque, mandando às favas o posicionamento tático. Aí vimos coisas esdrúxulas, como Vitor Hugo de meia esquerda ou de centroavante e o Vitor Ramos de ponta de lança.

Enfim, que esse resultado seja didático para Mattos e Diretoria. Esse elenco funciona para um Campeonato Paulista. Mas para as pretensões do palmeirense, no Campeonato Brasileiro não funciona. Que venham reforços, senão vai ser um campeonato de grande desapontamento para a torcida dos 120 mil avantis e renda de mais de R$ 2 milhões por jogo.

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Em tempo: em casa que falta pão todo mundo grita e ninguém tem razão.

A Organizada protestou.

Parte da torcida vaiou Valdívia.

Outra parte xingou a Organizada.

E em campo o Palmeiras apático sendo dominado por Levir Culpi e seus reservas.

Quem vai “colar” as peças desse Palmeiras que deveria estar em paz em todos os sentidos?

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Em tempo 2: Rede Globo de Televisão. Manda tirar a marca Allianz Parque do estádio.

Típico de quem apoiou 1964 e acha que o futebol lhe pertence.

Depois Galvão Bueno e sua trupe debatem de quem é a culpa dos 7×1.

Só não vê quem não quer.

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Ficha Técnica

PALMEIRAS 2 X 2 ATLÉTICO-MG

Local:  Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data/hora: 9 de maio de 2015, às 18h30 (de Brasília)
Juiz: Felipe Gomes da Silva (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta (ambos do PR)
Público/Renda: 28.781 pagantes / R$ 2.004.965,00
Cartões amarelos: Gabriel e Robinho (PAL); Jô, Patric e Josué (ATL).

GOLS: Patric, aos 6’/2ºT (0-1); Vitor Hugo, aos 36’/2ºT (1-1); Jô, aos 40’/2ºT (1-2) e Rafael Marques, aos 50’/2ºT (2-2).

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Alan Patrick, 25’/2ºT), Robinho, Valdivia (Egidio, 14’/2ºT), Rafael Marques e Dudu (Kelvin, 25’/2ºT); Gabriel Jesus. Técnico: Oswaldo de Oliveira

ATLÉTICO-MG: Victor; Patric, Tiago, Edcarlos e Pedro Botelho; Josué, Eduardo (Danilo Pires, 33’/2ºT), Cardenas (Carlos, 13’/2ºT) e Giovanni Augusto; Maicosuel e Jô. Técnico: Levir Culpi.

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