Hoje é dia!

 

Por Rafael Frydman

Depois de uma semana em que muito se falou da falta que Robinho fez ao time praiano, que a vitória foi apontada como magra e o que se destacou pelo lado palmeirense foi o recorde de público na arena é preciso deixar algumas coisas claras.

Assim, e aproveitando que optaram por ficar pausando a imagem e analisando a regra em lugar de elogiar mais uma participação decisiva do nosso Robinho num clássico, vou interferir sem jogar e fazer uma defesa do gol de Leandro após cruzamento de Lucas. (aliás, é mesmo preciso usar o sobrenome ou o apelido além de Leandro?)

E vou defender pois trata-se de um gol que não é representativo das causas do famigerado 7 a 1  e do medíocre futebol que nos habituamos a ver nos nossos campeonatos e, infelizmente nós palmeirenses, mais ainda no nosso time. Pelo contrário, é reflexo de um time que tenta, e vem conseguindo, sair do óbvio.

E é isso que nós Palmeirenses queremos, a valorização do que mais importa no primeiro jogo e no lance discutido.

Não queremos ouvir sobre os que não jogaram. Por que tantas linhas sobre Robinho e Valdívia na análise de uma partida em que não interferiram?

Não queremos que deixem de comentar o quão absurdo é um juiz expulsar o jogador errado com a estrutura que recebe para apitar. Até porque isso confunde o torcedor que como eu estava distante e viu o apitador erguer o cartão vermelho para dois adversários e ainda atrapalha o jogo, que ficou parado por mais de 3 minutos após a explosão de entusiasmo que segue a marcação de um pênalti.

O que queremos é que recordem que até poucos dias era consenso que esse é um time em formação. Que não se podia esperar, apesar das muitas contratações e entusiasmo da torcida, que adversários fossem varridos jogo após jogo.

Mas eis que agora, ao que parece, todos cobram justamente isso.

Não, nós sabemos bem que a dureza do prélio não tarda.

Queremos somente merecido destaque a um gol construído com velocidade, com a variação para a direita num time gosta de atacar com a mescla do experiente e consagrado Zé Roberto e o principiante e promissor Dudu, com a valorização de um jogo coletivo mas impulsionado por talentos como o nosso Robinho que, além de habilidoso, tem malícia pra enganar o adversário.

Alguém realmente acredita que intenção foi enganar o apitador?

Que se valorize a simbologia de chegar a final do primeiro campeonato que pudemos jogar em na arena desde o início e da vitória na primeira final jogando na nova casa que erguemos nessa terra que, mapeada como turiassu ou palestra, é nossa por uso campeão.

Não, não foi o Palmeiras de 96. Não foi o time de Alex na libertadores. Não foi um jogo digno de alguma das academias.

Mas esse é o Palmeiras que todo torcedor alviverde quer.

A questão é perceber que se voltamos a decepcionar, digo isso pelo tanto que se falou mal de um resultado vitorioso, foi por não envolver e encantar como a camisa verde evoca, em lugar de seguirmos com equipes que decepcionavam por abrir mão da raça de nossa linha atacante e serem incapazes de levar de vencida.

Lembrem-se que após vencer São Paulo, eliminar Corinthians e vencer um Santos que foi melhor na fase inicial, inclusive por ter nos vencido, vamos para o segundo jogo com uma vantagem conquistada na bola.

A primeira parte da final não nos garante a conquista do título mas, com certeza, garante a retomada da confiança. O Santos, para ser campeão, terá que jogar muita bola.

Hoje temos um time que começou o ano inflamado por uma convocação de guerra, mas que entendeu que o  jogo exige muita criatividade, ousadia e vibração.

E por isso, assim como saí da inauguração do novo Parque certo de que nosso estádio é ótimo e valoriza a força de nossa torcida, não tenho dúvidas de que temos um time que pode vencer mesmo que o Robinho seja decisivo como o corintiano Danilo ou algum outro garoto, que não o ótimo e mais cotado Lucas Lima, surpreenda e vire o confronto. Estamos prontos para jogar por mais uma uma vitória.

E que não pensem que estamos confiantes pelo que ja foi. Estamos confiantes porque hoje é dia de futebol.

Hoje é dia de Palmeiras.

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