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O Palmeiras de hoje e o torcedor de amanhã

 

Como a relação proposta pela atual diretoria distancia o torcedor
do seu clube e as razões para essa afirmativa

Por Felipe Giocondo

A minha afirmativa

A política de preços de ingressos (e consequentemente do Avanti) do Palmeiras não é uma tática elitista, nem um processo social que percorre cem anos. Ela está, isso sim, amparada na mais pura incapacidade de se analisar o que representa um clube de futebol para os torcedores e a sociedade. Ao replicar os modelos que funcionam no “mercado”, como se fosse possível descarregar a cartilha de gurus de marketing em torcedores que dedicam a vida a um time de futebol, a diretoria flerta com a diferenciação entre seus torcedores, carimbando valor e importância a apenas parte deles. De uns tempos pra cá não importa mais o público que aplaude nossos atletas; vale mais a renda, essa sim aplaudida. Não se dá valor aos milhões de torcedores de fora da cidade de São Paulo que, de acordo com nosso presidente, não deveriam assistir partidas na condição de visitantes; valem mais as cadeiras que “não se perdem” se não tivéssemos mais visitantes em jogos no Allianz Parque. Essa fixação no dinheiro não nos libertará dos patrocinadores nem da televisão, pelo contrário. Seremos reféns dele na vitória ou na derrota, porque o discurso transforma esse elemento em fim, e não meio, como deveria ser.

A breve história do Allianz Parque

Excluindo-se as duas partidas de 2014 – jogadas em condições muito específicas – o Allianz Parque recebeu, em sua história, 15 partidas, entre amistosos, jogos oficiais e até final de campeonato. Nada mal para um começo de vida. O maior público foi justamente na decisão contra o Santos, com quase 39.500 torcedores (onde está o resto dos assentos?). Será esse o nosso número balizador. No total, já passaram pelo novo estádio quase 415 mil torcedores, proporcionando a excelente média de 27.640 pessoas por jogo.

Os novos / velhos torcedores

Quem são estes 415 mil? Certamente não são pessoas distintas, pois muita gente foi a quase todas, ou todas as partidas. Vou me permitir o seguinte exercício de raciocínio: que, na média, cada um dos que já foram tenham ido 2 vezes ao novo estádio. Então, algo como 210 mil diferentes torcedores já giraram as caras catracas da arena.

Quem falta?

Segundo a última pesquisa Datafolha, a torcida do Palmeiras é maioria fora do estado de São Paulo. Ainda assim, somos quase 7 milhões no estado, sendo que metade disso está apenas na Grande São Paulo. Ou seja, dos 3,5 milhões de torcedores que vivem próximo ao estádio, apenas 5% já tiveram a chance de ir conhecer sua nova casa. Alongando nosso raciocínio para o ano todo (média de 4,5 jogos por torcedor com mais 18 a 23 partidas em casa), fecharemos 2015 com 11% da torcida alviverde da região conhecendo o Allianz Parque. São quase 10 anos só pra satisfazer essa massa toda, sem contar a imensa torcida palestrina no interior do estado e no resto do país.

Quem é mais leal?

Faz parte da atribuição dos que comandam os clubes encontrar soluções para questões como essas, ou, ao menos, otimizá-las. A ocupação do Allianz Parque em 2015 é de 70% do seu recorde de público (que é menor que sua capacidade, ainda assim). Alto para padrões brasileiros, mas ainda abaixo, em minha opinião, da mobilização que o estádio tem com a torcida, especialmente pelo seu ineditismo. E a prova vem do nosso maior rival. O Corinthians pode ajudar a compreender um pouco melhor nosso modelo atual. É deles a maior média de público no país em 2015 e lá a Arena já não é tanta novidade, pois é quase meio ano mais antiga que a nossa. Mesmo assim, com capacidade similar, localização infinitamente pior e uma política de preços um tanto quanto exagerada, embora mais acessível, eles tem colocado, em média, 4 mil torcedores a mais por jogo e tem melhor renda, também. O torcedor palmeirense, orgulhoso que é de sua lealdade ao clube, sabe que poderia facilmente superar esses números do rival e esse texto segue pra ajudar nessa compreensão.

A taxa de “desocupação”

Vamos nos furtar da análise econômica do país e de quem pode/vai aos estádios. Há uma regra em diversos setores que demonstra que assentos perdidos jamais serão recuperados. É o avião que decola com metade da capacidade, o hotel que não aluga todos os quartos e o time que joga pro estádio não lotado. O grosso dos custos fixos já está sendo pago – iluminação, aluguel, combustível, funcionários, etc. Em casos específicos é melhor ter pouca gente pagando pouco do que não ter ninguém. Este modelo não pode ser replicado em um posto de combustível, por exemplo, pois há ali um custo de matéria prima que deve ser, no mínimo, superado. Em um estádio, é praticamente a mesma coisa abrir para receber 5 mil ou 30 mil torcedores. A não ser, claro, que haja uma programação para isso, como o próprio Palmeiras fez na partida contra o Sampaio Correa. Não era hora, também, porque os ingressos se esgotaram e certamente mais gente gostaria de ter acompanhado a partida. O clube deixou de arrecadar dinheiro, mas fez baseado em uma lógica correta, ao menos.

A equação preço x ocupação

Não é possível afirmar que quanto mais barato o ingresso, mais gente assistirá a determinada partida. Mas é correto afirmar que os ingressos mais baratos o tornam mais acessíveis a mais gente, e isso pode resultar em maior público – ou não. A variável ainda estará, provavelmente, relacionada a importância do jogo e do adversário. Mas parece haver um limite para isso, só percebido quando temos números abaixo da expectativa. Pois vejamos: o maior público de 2015 foi a final do Paulistão, seguido pela partida das quartas de final. Jogos decisivos e, no caso deste último, partida única. Era de se esperar que os dois maiores públicos da sequência fossem as partidas contra nossos principais rivais, mas isso está longe de ser verdade. Contra o SCCP, foi apenas nosso 7º maior e contra o SPFC, 10º! Não podemos desconsiderar que justamente nestas duas partidas houve um reajuste no preço de todos os ingressos, que custaram mais caro que o restante dos jogos.

Renda maior ou público maior?

Mesmo sendo apenas o 7º público do ano, a partida contra o Corinthians representou a 2º melhor renda. Faturamos R$ 400 mil a mais que nossa média no Paulistão, mas a presença de pública foi baixa para um primeiro derby na nova casa. Mas é natural imaginar que, caso fossem aplicados os valores da partida contra o Capivariano, que ocorreu vinte dias depois, nosso público teria sido, no mínimo, o mesmo desta última. Aí a diferença de renda seria de pouco mais de R$ 50 mil e teríamos 4 mil pessoas a mais nas arquibancadas.
O ingresso caro não pode ser defendido pelo total arrecadado. A exemplificação acima demonstra isso. Com mais gente (que ainda cabe) e ingressos mais baratos, não haveria diferença.

Os excluídos

Invertendo a lógica que vem acompanhando as discussões sobre o novo estádio, é possível afirmar que o Palmeiras deixou de arrecadar uma boa quantia com a precificação da forma que é, além de não permitir que boa parte dos seus torcedores conheçam o estádio por questões financeiras. Em média, o Allianz Parque tem quase 12 mil lugares ociosos por jogo, totalizando, apenas nas 15 partidas deste ano, 178 mil assentos. São todos eles lugares que poderiam ter sido ocupados pela imensa torcida, ávida por conhecer e desfrutar o novo espaço.

Quanto perderemos em 2015?

Se mantivermos a taxa de ocupação atual até o final do ano, serão 440 mil assentos sem torcedores. Como já falamos aqui, estes torcedores não trariam junto novos custos fixos relevantes – apenas impostos e taxas proporcionais ao público. A estrutura estava pronta para recebê-los e eles não apareceram.
Perdemos, claramente, não apenas uma substanciosa quantia financeira, mesmo que estes ingressos fossem realmente populares. Perdemos a oportunidade de trazer mais crianças, mais adesões ao Avanti, mais gente que não tem como pagar pequenas fortunas para assistir a um jogo de futebol. Além de tudo temos uma perda técnica considerável: é diferente a atmosfera de um estádio com 40 mil pessoas apoiando a equipe. Os 28 mil atuais fazem bem seu trabalho em apoiar o time. O extra seria um reforço muito bem vindo.

Quanto perderemos em 2015, mas em grana?

Podemos fazer diversos exercícios de formas a se ocupar esses lugares frequentemente vazios. Se essa carga fosse colocada a venda por R$25, por exemplo, isso significaria R$ 11 milhões a mais de receita em um ano. Poderíamos alavancar o Avanti com ingressos gratuitos pra cada nova adesão, ou campanhas com torcedores de longe da capital que pagam uma mensalidade por amor ao clube. Patrocinadores poderiam ficar com parte desta carga para distribuírem da forma como bem entendessem, o que certamente alavancaria os contratos com eles. Há uma infinidade de possibilidades que podem ser tratadas, exceto ignorar que há muito espaço para receber todos os perfis de torcedores.

Quanto custa realmente um ingresso?

Considerando que o Palmeiras tem a quarta maior torcida e o melhor e mais recente estádio do país, percebe-se que há um descolamento na taxa de ocupação com o que poderia ser atingido. Se mirarmos exemplos externos, como alguns clubes alemães ou ingleses que tem praticamente 100% de ocupação, percebe-se que há um caminho de sucesso a trilhar. Lá já existe uma cultura consolidada da presença no estádio, bem como anos de experiência que jogam a favor. E são nestes exemplos que deveríamos nos guiar.
O Borussia Dortmund, por exemplo, permite que o torcedor compre um carnê para a temporada da Bundesliga. O ingresso mais barato sai por menos de 6 euros por jogo, o que representa 0,4% do salário mínimo alemão. No Allianz Parque, sendo sócio Avanti do Plano Ouro, o torcedor gastará, em média, R$ 37 por partida, o que representa quase 5% do salário mínimo brasileiro. Ou seja, é mais de dez vezes mais caro assistir ao Palmeiras do que a média dos clubes da Alemanha, já que o Borussia é exemplo replicado também por lá. Nos ingressos avulsos a realidade é ainda pior: no Palmeiras sai 23 vezes mais caro, por partida. E vamos combinar mais uma coisa: não deixe mais ninguém justificar o preço de um ingresso no Brasil fazendo a conversão de outra moeda.

O torcedor eventual

É preciso desmistificar a relação ingressos e Avanti. Há um contingente enorme de pessoas que jamais se associarão a um plano de sócio torcedor, alguns por desinteresse ou dificuldades econômicas, outros simplesmente porque não entendem como funciona esse processo. Mesmo assim eles podem desejar ir ao estádio eventualmente e acabarão barrados pelos altos preços praticados a este torcedor. Quando se força a adesão ao Avanti elevando o preço do ingresso para o não Avanti, ganha-se de um lado, já que a base de associados tende a crescer. Na outra ponta sobra muito mais gente com o acesso dificultado. Cria-se, dessa forma, uma política para 100 ou 200 mil pessoas, mas excluem-se os outros milhões. É fundamental, portanto, que haja um equilíbrio muito bem definido entre os torcedores que optam por serem sócio torcedores e aqueles que não. Ao final, são todos palmeirenses que consomem a outra infinidade de produtos relacionados ao time, como camisas, televisão e produtos oficiais.
Quando o Palmeiras negocia um contrato de patrocínio ele não vende aos seus parceiros apenas os milhares do Avanti. Ele diz que tem milhões de torcedores. É isso que paga o patrocinador, porque ele quer conversar com toda essa massa.

Família no estádio

Outro ponto polêmico que acompanha os dias do novo estádio é a obrigatoriedade de ingressos para crianças. Serão elas nossos torcedores no futuro e que deveriam, desde cedo, aprender a frequentar estádios e ter isso como parte do seu cotidiano. Não cabe aqui analisar quanto deveria se cobrar de uma criança e quais os limites de idade para isso, mas é nítido que ir a um jogo do Palmeiras é programa caríssimo para qualquer pai. Por mais que se tente comparar um estádio com uma ida ao teatro, zoológico ou qualquer outra atividade de lazer, elas são coisas completamente diferentes. Primeiro porque a criança tem desvantagens físicas em um estádio – muitas sequer conseguem assistir a partida se não estiverem no colo dos pais. Outra porque para uma criança deve ser mais divertido ver palhaços ou leões do que ficar 2 horas parada no mesmo lugar. O esforço da catequese infantil vem muito mais dos pais do que um desejo do próprio filho. Como se não bastasse, as opções de ingressos acabam por se restringir aos assentos mais caros, uma vez que para ter acesso aos setores mais baratos não basta ser Avanti, é preciso ter rating! Por mais que os pais sejam torcedores habituais, dificilmente conseguirão ter a companhia do filho nos locais onde costumam assistir as partidas.

O erro conceitual do Avanti

Dizer que o programa de sócio torcedor que mais cresce no país e que em breve pode ser também o maior, pode parecer presunçoso, mas vou além: não é apenas o Avanti que erra conceitualmente em sua estrutura, mas a associação dos ingressos com o programa nos faz errar ainda mais que os outros. Qual o limite de sócios que um clube pode ter? No mundo, o recorde é do Benfica e seus quase 250 mil sócios. O Bayern tem perto disso e na sequência já voltamos pra casa dos 100 mil. Pensar que um clube brasileiro irá atingir esse patamar, em especial o Palmeiras, é possível. Que vá além é praticamente impossível.

Os reais benefícios

Voltamos a nossa imensa torcida pelo Brasil. Qual a real vantagem em se associar ao Avanti no modelo atual? Não é ajudar o clube, pois isso pode ser feito de outras formas. Associar-se atualmente significa receber algo em troca, seja desconto em produtos ou ingressos. E isso possivelmente não interessa a maior parte dos milhões de torcedores e não apenas do Palmeiras. É preciso sair dessa condição de esperar pelo sócio torcedor, como se todos tivessem os mesmos interesses. A lógica, novamente, deveria ser invertida.
Exemplifico: que tipo de benefício relacionado ao Palmeiras tem o torcedor que paga o plano bronze, de R$ 14,99 por mês? Apenas um clube de desconto em compras gerais, mas nada relacionado a principal atribuição da associação, que seria a de fornecer condições especiais para assistir a um jogo. Então, podemos assumir que esse associado não paga o plano mais barato porque tem alguma contrapartida: ele paga, simplesmente, para ajudar.
Essa mesma lógica pode ser aplicada na parte de cima do Avanti, com os parcos associados do plano diamante. São R$ 599 por mês que, na melhor das hipóteses, fica na mesma que se o torcedor fosse comprar o ingresso mais caro de forma avulso para todos os jogos do ano. Quem paga isso tudo também não faz por contrapartida, apenas.
A pergunta final é: quantos torcedores a mais não estariam dispostos a ajudar com quantias menores que R$ 14,99? E quantos não poderiam contribuir com mais que R$ 599,99?

E se o Avanti fosse gratuito?

Não considere a pergunta acima uma loucura. Faria sentido ter um programa de sócio torcedor que fosse gratuito, se isso representasse parte de um planejamento maior, especialmente na relação entre torcida e clube. Sabemos que o pensamento da diretoria atual converge menos para torcida e mais para o que a torcida pode dar ao Palmeiras. É uma filosofia de trabalho, mas algo que em breve cobrará sua fatura. Se pagamos caro queremos o retorno em títulos e ídolos. Não que o torcedor que paga barato também não queira, pelo contrário, mas o discurso para a aproximação dos torcedores em caso de dificuldades fica mais complicado no nosso caso atual.
Voltando ao Avanti grátis: imagine uma campanha nacional, turbinada pelos nossos parceiros, outros sócios, cônsules do clube social, etc. Com um cadastro rápido qualquer um seria Avanti e não pagaria nada por isso. Qual o limite para associados? Só no Facebook oficial do Palmeiras são mais de 3 milhões de pessoas! Teríamos o nome, idade, telefone de cada palmeirense espalhado por esse país, ou quase todos. Neste universo que certamente seria de milhões, teríamos tranquilamente milhares dispostos a pagar por serviços ou benefícios extras, as features. Por um valor adicional você pode receber uma carteirinha em casa, ter desconto em ingressos, ter desconto em produtos oficiais, participar de sorteios, etc. Os planos atuais, inclusive, poderiam continuar a existir da mesma forma. E até mesmo uma opção de doação ao clube poderia ser pensada. Quem puder e quiser ajudar com R$ 1, que o faça. A base de dados, qualificada e leal, poderia ser explorada pelos parceiros comerciais. O Palmeiras ganharia em todas as pontas, mas só daqueles que realmente desejassem ajudar. O Avanti não seria uma quase obrigação a quem quer ir ao novo estádio.

O “novo” Avanti

Ao contrário do que abordo acima, o reajuste do Avanti veio acima do esperado. Cortou benefícios importantes, como a redução do desconto dos dependentes e encareceu todos os planos, tornando-os basicamente essenciais a quem pretende ir a muitos jogos. Não se buscou, uma vez mais, a compreensão da torcida como um organismo de 16 milhões, mas sim, um espaço físico que atende pelo nome de Allianz Parque. Privilegiam-se alguns em detrimento a uma massa ansiosa por querer “fazer parte” do seu time.
Não bastasse, o momento foi totalmente inoportuno. Logo após a perda de uma final e com o Avanti em franco crescimento: na proporção que estávamos, iriamos passar o Internacional em questão de semanas. A lógica já se inverteu e agora, ao invés de pressionar o líder, seremos pressionados pelo terceiro colocado.

O resumo

Podemos e devemos abrir a discussão sobre os limites que o clube deve ter nessa relação com o torcedor como mero financista. Aceitar a falsa dicotomia, de que sem cobrar ingresso caro não teremos um time forte, não é uma opção a quem pretende ser relevante no futuro do clube. Pelo contrário: acatar este discurso sem contestá-lo apenas prova que muita gente envolvida com as decisões do dia a dia palmeirense não em condição para isso. Cabe aos executivos que hoje comandam o Palmeiras encontrarem as soluções que se moldem a todos os nossos torcedores, não importando sua origem, sua renda ou mesmo sua devoção. O discurso vazio e repetitivo, aqui, não tem mais lugar.

Felipe Giocondo
colaborou o blogdoipe.com.br (@ipeonline) com as informações sobre público e renda.

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“Felipe Giocondo liderou o grupo que estudou e propôs a ampla reformulação no Avanti no começo da gestão Paulo Nobre. Dali saíram as modificações que permitiram que o programa pulasse dos 8 mil sócios para os números de hoje. Entre as sugestões do grupo postas em prática estão o Rating, Clube de Vantagens e os planos para dependentes. Colaborou até 2014, quando pediu o desligamento da então diretoria”.

53 respostas em “O Palmeiras de hoje e o torcedor de amanhã”

Posso estar falando uma grande besteira… Mas em relação às tais 10 mil cadeiras, li certa vez que consta em contrato que a wTorre teria que repassar, por evento, o valor das 10 mil cadeiras ao preço unitário do valor mínimo do ingresso comercializado no ano anterior, independentemente da revenda dessas cadeiras pela wTorre. Se isso for verdade, explicaria algumas coisas. Bela análise, gostei especialmente do plano gratuito… Essa base de dados seria valiosíssima e tenho certeza que todos os outros clubes imitariam a ideia em pouco tempo. Abraços!

Algo que, com certeza, aumentaria o numero de associados seria a separação do futebol com o clube social e o direito do ST de eleger uma pessoa responsável apenas pelo futebol.
Acho a ótima a ideia de cadastrar os Palmeirenses, porem sem que isso seja vinculado ao sócio torcedor, teríamos uma distorção muito grande do que é o Avanti de fato. Talvez a melhor maneira seja separar essa pessoa dando algum titulo como torcedor oficial (ou algo do tipo).

O texto faz uma análise interessante, propõe algo legal para o futuro, mas alguns pontos precisam ser esclarecidos e considerados. Com relação ao público dos clássicos, o estádio não teve lotação máxima nos jogos contra SCCP e São Paulo, pois vários assentos ficaram isolados para comportar a torcida adversária, principalmente no jogo com o SCCP,

O cálculo q multiplica o número de assentos vazios anualizados pelo valor mais baixo dos ingressos é impreciso e incompleto. O cálculo correto seria também multiplicar os lugares preenchidos por esse valor mais baixo. Assim veríamos as reais perdas e ganhos.

Eu fui em todos os jogos no Allianz e vi uma combinação interessante de torcedores frequentes com torcedores de primeira viagem. Isso é facilmente percebido pela quantidade de gente tirando fotos do estádio. Muita gente do interior de SP, muita família e muitas mulheres.
O Avanti está longe do ideal, mas é impressionante a evolução q ocorreu no último ano. E por melhor estruturado que seja o programa, nada supera a combinação time competitivo + estádio de primeira. Melhor ainda se as 3 coisas acontecem ao mesmo tempo.
Na minha opinião o Avanti está no caminho certo e os números comprovam isto.
Mas, acima de tudo, o Palmeiras está no caminho certo e alguns passos à frente dos demais clubes. O incremento da receita total vs 2014 é impressionante e a perspectiva para o futuro é muito boa. A única coisa q pode nos atrapalhar é a instável política do clube.

Muito bom artigo Giocondo.
Estou estudando esse tema no meu mestrado em Gestão do Esporte é muito do que você menciona está de acordo com o encontrado nas teorias e na prática fora do país, mas não vemos isso no Palmeiras.
Se não há uma meta clara e bem comunicada, gera insatisfação do torcedor.
Apenas um ponto do que estou estudando:
Para se encher estádio 40% do público deveria ser com os menos frequentes, exatamente o público que esta ficando de fora.

Parabéns pelo excelente texto, Giocondo. Destruiu os argumentos elitistas/estúpidos dos guardiões de Paulo Pobre.
Uma pena vc ter pedido o desligamento da então diretoria.
A minha esperança em ver o Palmeiras novamente como protagonista nacional e mundial, reside no fato de existirem PALMEIRENSES inteligentes e apaixonados como vc o Vicente e a grande maioria dos que frequentam este espaço. Sonho com o dia em que teremos os PALMEIRENSES certos com influência real na gestão do futebol.
Saudações Palestrinas!

De qualquer forma, agora ja temos uma Arena, e um plano de sócios digno de discussões, (com o pedão do trocadilho) depois de alguns anos, chafurdando na lama, acho justo que no momento que a esperança começa a voltar, darmos um voto de apoio aos dirigentes que lá estão.

Mas é um otimo texto, situações muito bem abordadas, parabens!!

Moro em Valinhos (SP) e sou cliente pay-per-view para assistir TODOS os jogos do Palestra. Pq o programa sócio-torcedor não dá direito a descontos no pay-per-view ou vice-versa? O programa deve evoluir para atrair pessoas de outras regiões que querem torcer, mas tem dificuldade para comparecer aos jogos.

Quando o sócio-torcedor será reconhecido pelo Estatuto Social da Sociedade Esportiva Palmeiras?

sinceramente é muito bla bla bla, o Palmeiras ficou anos sofrendo com campanhas ridiculas e rebaixamentos, o torcedor sofrendo e sem saber como ajudar o time, sou avanti e agora vou pagar 30 reais por mes, moro em Guarulhos e fui na arena apenas uma vez, mas essa não é o meu objetivo principal, quero é ajudar meu time a sair do sufoco e torna-lo competitivo, chega de humilhações e principalmente de brigas internas .

Otávio, a discussão proposta é justamente essa: hoje o Avanti é um mero acessório para quem deseja ir ao estádio, mais especificamente o Allianz Parque. Não é uma ferramenta que agrega, comunica e aproxima a torcida palmeirense. Ótimo que tenha a disposição de auxiliar o clube da forma como acha mais correta. Como você, devem existir muitos outros. Mas isso não tira a legitimidade do debate no sentido em que nossa política atual na relação com o torcedor não é convergente, e sim, excludente. Abraços

Muito bom o post, penso exatamente igual em relação aos benefícios a quem está fora do estado de SP, nenhum, além de possivelmente pagar mais caro como visitante devido a política de preços exercida aos visitantes na nossa Arena. Em todas viagens que fiz a diversos estados do país encontrei torcedores alviverdes, mas a atual diretoria só vê os Palmeirenses da Pompeia, visão curta e de quem não é do ramo, que adianta acampamento nos EUA de nunca fez nada pelos Palmeirenses do nordeste, norte, sul, sudeste do nosso país…

Cara sinceramente desculpe, mas vou discordar do seu texto.
Moro no interior sou Avanti, pago R$ 12,90, não estou nem um pouco preocupado com beneficio, meu maior beneficio é ter um time que dispute títulos.
Fazem uns 5 anos que sequer discuto futebol com amigos pela vergonha que passava com nosso time.
Esse ano já mandei o vizinho (gambá) enfiar o rojão naquele lugar!
A torcida tem que entender que próximo ano dois times vão receber 60 milhões a mais que a gente e temos que tirar de algum lugar isso.
Para chegar perto deles as 50 partidas no Allianz tem que render de lucro R$ 1.250.000,00.
A torcida tem que optar, preço de Pacaembú e elenco de Pacaembú ou se não preço de Allianz Parque e elenco de Alliazn Parque.
E não se esqueça que qnt mais pessoas na arena maior é o gasto, muito fácil multiplicar por R$ 25,00 e o gasto?
E outra as 10 mil cadeiras da W.Torre serão pago os ingressos ao Palmeiras pelo preço mínimo, então qnt mais baixo menor é o lucro.

PN fecha as portas do clube para várias receitas, e depois quer q o torcedor pague a conta, excluindo e escolhendo quem quer na Arena nivelando os valores por cima, o texto mostra q tem lugar pra todos, e com a mesma chance de retorno.

João, permita-me indicar a resposta que dei ao Otávio aqui mesmo neste espaço. Apenas acrescento que esse discurso é uma falsa dicotomia. A bilheteria compõe os recursos do clube, mas não é a única. Temos que ser críticos também na cobrança quando se trata de pagar altos salários a jogadores ruins, anos sem patrocínio, investimentos mal feitos nas categorias de base. Por onde entra o dinheiro há um limite, mas por onde sai, não. Abraços

Escrevam o que eu vou PITONIZAR !! Até o final do primeiro Turno,Estaremos em terceiro ou quarto em socio torcedor !! Agora na classificação,Estaremos no meio da tabela !!Ainda mais na lentidão que anda nossa comissão técnica—Médica e diretoria ainda AMADORA !!!

Eu relutei muito em me associar ao Avanti, mas o fiz há uns 6 meses. Como moro em BH-MG, e vou no máximo umas 2 ou 3 vezes aos jogos em SP, afirmo: fiz o Avanti só pra ajudar o clube. Pq pra quem mora fora da capital, ele não tem vantagem quase nenhuma que justifique sua adesão. Aliás, na vdd, nunca nenhuma diretoria do Palmeiras se atentou p/ a torcida de fora de SP. E isso é de uma burrice tremenda. Deveriam procurar informações no Internacional-RS, q sei q tem consulados atuantes por vários cantos do Brasil.

Minhas observações:
1-Voto direto presidente
2-Voto direto a presidente
3-Voto direto a presidente
4-Avanti só garante os jogos no Allianz Parque, quem vive fora de São Paulo, só paga?
5-Ser avanti só vale a pena pelo desconto de ingresso e nada mais, nem vaga no estaciona rola…

Rufles,

não acrescentei o debate do voto a presidente, pois imaginava que o pessoal que só sabe aplaudir o Nobre – e nunca o contesta – se pegaria neste ponto para desqualificar o raciocínio. Sim, o voto para presidente é essencial e temos que lutar por isso, mas essa é muito mais uma briga política do que um esforço do corpo executivo, como as ideias que levantei no texto. Abs

mas esse negòcio de perder cadeiras com a torcida visitante eu nao consigo entender!!! em vez de deixar o anel superior vazio pq tem a torcida visitante embaixo nao era melhor fazer uma faixa de arquibancada menor e usar o primeiro e o segundo anel para os visitantes, assim evitaria esses vazios no estadio!!!

Muito boa análise. O aumento do Avanti realmente foi na hora errada. Deveria ser feito só no ano que vem, quando teríamos, acredito, 200 mil sócios-torcedores (embora eu ache que chegaremos a esse número de qualquer maneira). Coincidência ou não, os ingressos para o jogo com o Goiás estão mais “baratos”. Acho que a Diretoria do Palmeiras conseguirá, com ajustes aqui e acolá, chegar a valores que contemplem também a torcedores de menor poder aquisitivo e que faça com que tenhamos muitas crianças e adolescentes na Arena. É importantíssimo e é o nosso futuro. Em tempo, a torcida do Palmeiras é a terceira maior do brasil, não a quarta. Não entendo como que até palmeirenses entrem nessa onda da midia que insiste nos colocar abaixo daquele outro clube, baseada em pesquisas suspeitas e com margem de erro (admitida pelos próprios institutos) e que, mesmo assim, nos colocam em empate técnico (também admitido pelos institutos). Sob qualquer outro parâmetro, sob números que não têm margem de erro, a torcida do Palmeiras goleia a do SPFC. É preciso acabar com essa grande farsa. A terceira maior torcida do Brasil é a do Palmeiras!

Obrigado, Giocondo.
Seu texto foi a pedra que faltava pra eu cancelar meu Avanti. Estava pendendo entre o amor e a razão, mas o amor falou mais alto. Cancelei meu Avanti pelo Palmeiras, porque amo o Palmeiras e não quero que ele se torne um Pinheiros. Se esse é o preço pra ter um time campeão (o que não acredito), prefiro o time pobre e perdedor.

Bom post, com diversas questões relevantes. Espero que pessoas de dentro clube efetivamente monitorem o que é postado na mídia palestrina, obviamente que existem alguns excessos e fanatismos um tanto esdrúxulos, às vezes, inclusive aqui no 3VV, mas tem muitas reflexões de qualidade, essa foi uma delas. Porém tenho minhas dúvidas se o que questionamos efetivamente gera alguma reflexão ou ação por lá. Eu mesmo já escrevi algumas vezes questionando algumas coisas e sinto que só desperdicei energia…a loja online, por exemplo, meu filho é louco pelo Palmeiras e quer a camisa azul, a verde e a branca com número (só tem uma verde que já está pequena e amarela que usa ao menos 4 vezes por semana), a loja online não tem disponível há muuuito tempo… outro exemplo, moro muito longe do estado de SP, mas em janeiro/2015 fui visitar a família em Ribeirão Preto, vi na internet que tinha uma Academia Store num shopping lá, fui nesse shopping só por causa da loja, queria fazer uma surpresa pro meu filho, ele ia pirar o cabeção lá, cara, cheguei na loja com ele e foi extremamente brochante, só tinha uniforme de adulto, com pouquíssimos modelos, foi muito frustrante… no mesmo shopping tem uma loja do rival da marginal sem número, tive o desprazer de passar em frente e a loja estava repleta de coisas pra criançada.. foi triste de verdade… em ambas as situações gastei minha energia descrevendo toda a frustração, tristeza… e a impressão é que como não sou de SP, não havia motivo para dar atenção… claro que eu não esperava que a minha situação mudasse completamente tudo, mas fui totalmente ignorado…. Esse lance do Avanti x Ingresso x Torcida é uma coisa óbvia que precisa ser refletida, que todos esperam e torcem para que se chegue a uma boa equação para todas, espero que a diretoria tenha humildade, respeito, discernimento pra entender os anseios da nossa sociedade alviverde e fazer os ajustes necessários. Só um adendo, acho que na questão dos ingressos, acho que antes da conclusão da arbitragem a política de preços não mudará, muito por causa do valor unitário dos ingressos que a Wtorre terá de repassar por cadeiras vendidas por ela.

pedi seu e-mail para enviar os videos ok. Vicente libera o post da molecada ai

Obrigado pelos comentários! Acho que há muita coisa legal que pode ser feita ainda.

Antonio: acho que sim, pode ser um caminho. O ideal seria o estádio representar nossa torcida como um todo, pois há espaço para todos. O modelo atual privilegia apenas o topo da pirâmide, além de ser excludente com quem está fora da cidade.

A questão que mais “pega” é das crianças. A presença delas nos jogos caiu drasticamente. Apesar da meia entrada, fica caro levá_los. Esse para mim é o maior erro da política de preços praticada. Só consegui levar meus filhos em dois jogos esse ano e tal feito me levou quase 300,00. É muita coisa.
Esse aumento do avanti TB foi fora da curva, principalmente em relação aos dependentes (olha as crianças de novo).
Assim, infelizmente, soh vou sozinho ou com minha esposa nos jogos, tal como aconteceu contra o sfc.

Otima analise…

Quanto a este item: ‘Ao contrário do que abordo acima, o reajuste do Avanti veio acima do esperado. Cortou benefícios importantes, como a redução do desconto dos dependentes e encareceu todos os planos, tornando-os basicamente essenciais a quem pretende ir a muitos jogos. ‘

Será que ninguém entrou na justiça por essas mudanças unilaterais num contrato consumerista ? era so isso

Texto com propostas ousadas, fundamentações adequadas e mostrando caminhos possíveis a serem percorridos . Sensacional. O que me entristece é que PALMEIRENSES como o Giocondo, expert no assunto, se desliga da DIRETORIA. Obvio que ele teve seus motivos. Perde o PALMEIRAS e todos nos. Parabéns Giocondo.

Felipe, sensacional o post. Faço apenas alguns comentários para complementar: 1) Sobre o tempo necessário para que toda a torcida conheça o estádio: entendo o argumento, mas, acredito que não há como chegar nem perto disso. Por mais que ainda tenha gente querendo conhecer o estádio, a grande maioria não vai se esforçar nada para isso. Tentei levar um primo recentemente (eu pagaria o ingresso dele) e a resposta foi que 11 horas é muito cedo. Ele não iria acordar mais cedo para ir ao jogo. Ou seja, por mais que diga que quer conhecer, não vai mover uma palha para isso. 2) Público no jogo contra os gambás: salvo engano, o público foi um dos mais baixos do ano por que a PM (por se tratar do primeiro clássico no Allianz), reduziu muito a carga de ingressos (sei que há discussão sobre isso, mas, a carga foi muito reduzida – não sei o quanto) – progressivamente, nos outros clássicos, essa carga já aumentou. 3) Exemplo GAmbá – não acredito que eles acertaram tanto assim a mais do que o Palmeiras na precificação. Eles tiveram a Libertadores para inflar a média. E ainda assim está próxima da nossa. 4) Avanti grátis – concordo e acho que já demorou para se fazer algo nesse sentido. Utilizar melhor a base de torcedores para ações comerciais e tudo mais.
Abraços,

Entendo que a torcida do não só do interior de SP como do restante do Brasil deve ter um estímulo maior. Para isso penso que a esses possíveis sócio-torcedores deve haver reserva de uma quota de ingressos, ainda que pequena (500 ingressos talvez) para pré-venda. Após o prazo, as cadeiras restantes ficariam disponíveis para os demais torcedores. O que acha Giocondo?

Eu acho que a diretoria cria suas “táticas” ao bel prazer, abusando da paixão do torcedor, ao invés de fazer uma pesquisa com os seus sócios, buscando identificar os riscos e oportunidades de seus próximos passos. Eu já fui frequentador assíduo dos jogos no antigo Palestra, no Allianz fui a apenas duas partidas, e sinceramente, cada vez tenho menos vontade de ir, e já cancelei meu Avanti.

Perfeito post! Eu desisti de discutir/brigar por causa de Avanti ou ingressos caros depois que vários torcedores entraram em um consenso dizendo que a culpa era minha que não ganhava mais pra poder pagar os preços ofertados. Mas faço de suas palavras as minhas.

Seguindo essa mesma lógica dos 3 milhões de associados através das gratuidades. Se você entregasse um revista do Palmeiras grátis pra cada um deles. Quanto você não lucraria com com publicidade numa revista com tiragem mensal de 3 milhões de exemplares.
Quatos cartões você nao faz gratuitamente em de rede de farmácias, mercados e livrarias que te oferecem desconto somente pela possibilidade de ter a sua exclusividade como cliente nestes mesmos estabelecimentos. As possibilidades são gigantes quando são tratadas com gigantismo, e não com uma miopia elitista.

Em tempo, os preços para domingo, avanti carregado!
Cadeira Gol Norte – R$ 80 [R$ 40 meia-entrada]
Cadeira Superior – R$ 100 [R$ 50 meia-entrada]
Cadeira Gol Sul – R$ 120 [R$ 60 meia-entrada]
Cadeira Central Oeste – R$ 170 [R$ 85 meia-entrada]
Cadeira Central Leste – R$ 140 [R$ 70 meia-entrada]
Cadeira Visitante – R$ 120 [R$ 60 meia-entrada]

Boa KK! esfrega o prejuízo na cara deles… quem sabe assim eles acordam! Pq qdo nossa torcida for menor q a do Vasco, não vai adiantar mais reclamar…

Parabéns, Gina. Acima de tudo um texto construtivo. Que possam absorver, Uma pena ter saído do programa. Avanti, Palmeiras.

Belo artigo, parabéns Giocondo! Concordo com boa parte dele e torço muito para que o Palmeiras encontre um ponto de equilíbrio que possibilite levar ao seu estádio todos os tipos de torcedores! Abração!

Ontem fui obrigado a cancelar o meu Avanti.
Eu fazia parte do plano ouro e tinha meu filho de 5 anos como dependente, quando fui pagar a mensalidade tomei um susto, pois R$ 208,00 é demais isto é uma afronta ao torcedor, eu poderia ter ficado em um plano mais barato mas como protesto decidi cancelar de vez.
Eu moro em Jundiaí interior de SP e costumava ir aos jogos com o meu filho pois antes eu pagava R$ 110,00 pelo nosso plano. Eu aceitaria um aumento de 50% no nosso plano mais 80% foi demais. Afim de registro vejam quanto custa para mim no novo modelo ir a um único jogo no mês com meu filho.
Avanti Ouro R$ 208,00
Pedágio: R 16,00
Combustível R$ 30,00
Estacionamento: R$ 30,00
Lanche: R$ 30,000
Total: R$ 314,00
Não sou herdeiro de fortuna como nosso presidente. Desta forma não poderia passar para meu filho a alegria de ir ao estadio e torcer pelo nosso time.
Infelizmente o Palmeiras nos afastou.

Muito bom o texto! Só achei que faltou uma análise sobre quem realmente é beneficiado (ou não) pelo Avanti em termos de ingresso. Do meu ponto de vista, nosso programa de sócio-torcedor chegou num estágio em que ou ela vai sempre (e tem rating para comprar ingressos mais baratos) ou ela paga caro, caso contrário ela não tem acesso nem mesmo à disputa por um ingresso popular, e isso não é benefício nenhum, já que o torcedor se torna refém do programa, sob a ameaça de não mais poder ir aos jogos. E analisando o futuro, com essa taxa de ocupação, eventualmente nem as pré-vendas exclusivas serão “benefícios”, pois as categorias de cinco e quatro estrelas tendem a ter mais gente do que a capacidade de alguns setores do estádio.

Thiago, sua lógica esta correta. Penso exatamente assim, mas achei um pouco complicado para explicar no já longo texto. Mas o Avanti hoje vai puxar pra cima quando tivermos times bons – do contrário, o numero de associados despencará, justamente por essa lógica errônea. Abs

Bom dia senhores!

Primeiramente parabéns pelo texto e pela reflexão. Acredito que uma equipe como o Palmeiras não podem ser feita apensar de alguns diretores, mas de sua torcida como um todo e nós, cada um com o seu viés, contribuirmos para o crescimento da nossa nação.

Moro no interior do Paraná onde temos um grande e unido grupo de torcedores palmeirenses. Vamos em todos os jogos do time em Curitiba e todos, com raras exceções, são sócios avanti, bronze ou prata. Lembro que a alguns anos atrás, o Atlético Paranaense tinha dentre suas opções de sócio torcedor um plano que se chamava “Torcedor distante” ou algo parecido. Ou seja, se o sócio torcedor comprovadamente morasse em outra cidade ou estado ele pagaria um valor menor e teria a gratuidade de ingresso quando fosse ao jogo. Onde quero chegar com isso? Como bem falado, a grande massa de torcedores de Palmeiras está fora do estado de São Paulo. E muitos, assim como eu, pagariam, por exemplo, R$50,00 reais, não sei o valor exatamente mas estou falando do dobro do prata, por exemplo, para ter o benefício do Ouro.

Quantas vezes fui ao Allianz Parque nestas 17 partidas? 1! Pagaria o preço por essa assiduidadade, sim! Assim como já pago o meu prata para ajudar o time e, agora, ter alguns centavos de desconto em um supermercado aqui ou ali.

No entanto, precisamos pensar também em torcedores assíduos, e não me furto a opinião de que estes devem ser os maiores beneficiados, seja ele organizado ou não. Eu pago pay-per-view, compro várias camisas anualmente mas no dia do jogo, o que vai ajudar o meu Palmeiras é aquele que está apoiando e gritando no estádio. O que eu quero é ver esta linda arena com 90, 100% de ocupação em todos os jogos e os nossos cantos ecoando e assustando adversários e para isso precisamos nos unir e que a nossa diretoria aceite nossos inputs.

Obrigado por abrir este espaço e discutirmos o futuro do nosso verdão!

Boa Gustavo! Também moro fora de SP e também acho que poderia ter algum tipo de plano no sentido de poder “premiar” esse torcedor AVANTI de fora de SP quando ele tiver oportunidade de ir a um jogo no nosso estádio.

O torcedor de amanhã será aquele que assiste o Palmeiras Hoje ! ( imaginando um time vencedor), ops, desculpa ai pessoal somos a última geração, nossos filhos verão uma situação completamente diferente para pior do que vemos hoje! E a bola está com ele Paulo Nobre! Nosso futuro é incerto …

Boas, Liderou? não lidera mais?, Num todo o post é ótimo, embora tratem do mesmo assunto, a diferença ente este, e o do Sr. 800 é gritante. Provavelmente indagações serão feitas, e não serão repelidas e respondidas com a educação daquele. O tópico do torcedor eventual é claro. tenho amigos que simplesmente não vão ao estádio hoje em dia, por não serem avanti (pq não querem, pq não tem grana,…como dito) esse esta excluído e se tiver filho o menino também, e ai já se engata no tópico da família no estádio, nada a acrescentar. Eu mesmo estou na dúvida se mudo de plano ou continuo, depende do time. pois se minha frequencia é grande o ingresso acaba ficando barato. Parabéns pelo post.

O Paulo Pobre não ta preocupado com o futuro do Palmeiras. Ta preocupado em garantir altas receitas pra recuperar a grana que ele emprestou o mais rápido possível.

O Palmeiras corre o risco de ser um novo Arsenal: time rico, estádio maravilhoso e torcida elitizada, que não ajuda em nada. Time não ganha nada.

Parabéns, Giocondo. Uma verdadeira aula sobre o assunto. Boa, Criscio, por abrir espaço pra gente verdadeiramente competente e que pensa num Palmeiras gigante, para todos!!!

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