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Arenas – O Gramado.

 

Por Claudio Baptista Jr.

Está muito ruim. Fato.

Repetidas vezes e já faz um bom tempo, o 3VV vem alertando sobre a necessidade de atenção especial em relação ao gramado a fim de mantê-lo adequado para a prática de futebol profissional.

Os posts publicados aqui no site sempre focaram em disponibilizar aos leitores deste espaço informações sobre práticas, formas e alternativas que estão em uso para a manutenção de um gramado de qualidade em diversos estádios e locais.

Ao expor estas informações, trazemos aos nossos leitores ao menos um material para reflexão, permitindo melhor análise sobre o projeto e o que poderia estar acontecendo.

O gramado ruim prejudica o Palmeiras tecnicamente e não é bom para a imagem do estádio. Os responsáveis, neste caso a WTorre, devem buscar as correções necessárias não apenas para a solução rápida do problema, mas encontrar a melhor forma de manter o gramado em condições adequadas durante a temporada.

Vejam abaixo alguns pontos que já trouxemos ao debate.

Setembro de 2013

Abordada a troca completa do gramado de forma mais constante.

3vv.com.br/2013/09/arenas-troca-do-gramado/

Fevereiro e Março de 2014.

Aqui falamos sobre os diversos tipos de grama utilizados para o futebol, incluindo a do tipo Bermuda, a mais utilizada e instalada no Allianz Parque.

3vv.com.br/2014/02/arenas-allianz-parque-gramado-e-drenagem/

3vv.com.br/2014/03/arenas-esmeralda/

Novembro de 2009.

Neste texto uma breve análise sobre o confronto Grama Natural x Sintético.

3vv.com.br/2009/11/gramado-natural-x-artificial/

Temos ainda textos referentes a Troca Parcial do Gramado, Misto de Natural com Sintético, Fatores de Análise, Se Abusar Não Aguenta entre outros. Infelizmente não encontrei os links no site para vocês. Mas para não faltar conteúdo, reproduzo abaixo os textos na íntegra.

Outubro de 2012:

Arenas – Troca Parcial do Gramado
Por Claudio Baptista Jr.

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Como vimos a duas semanas atrás, existem diversos tipos de proteção aos gramados que são utilizadas nos diversos eventos, mas sempre existirá algum dado, gerando a necessidade de manutenção e tempo de espera de recuperação.

www.3vv.com.br/proteção-dos-gramados

Este tempo, se não for bem planejado pode interferir na realização de jogos e como idealizamos, não queremos ver o Palmeiras tendo que jogar partidas decisivas em gramado deteriorado ou ter que se deslocar para outro estádio.

E como as proteções não garantem a preservação completa do gramado e nos casos da ocorrência mais frequente de eventos, pode acontecer a necessidade de realizar a troca parcial do gramado.

Neste sentido, encontrei um exemplo de sucesso realizado recentemente na Inglaterra após as Olimpíadas.

O estádio de críquete de Londres foi utilizado nos jogos olímpicos para as disputas de arco e flecha.

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Tribunas de espectadores e outras atividades acabaram sendo utilizadas em boa parte do gramado destinado ao críquete, sendo que duas semanas após os jogos, o estádio receberia uma importante partida entre Inglaterra e África do Sul. O críquete é um esporte muito popular praticado por várias nações britânicas.

E a fim de se realizar a troca parcial dentro do prazo e na qualidade exigida, foi realizada uma planificação das atividades deste “pequeno projeto” de troca parcial do gramado.

Três empresas trabalharam conjuntamente e vários aspectos entraram nos estudos.

Entre eles, claro, o alto nível de exigência na qualidade do gramado que deveria respeitar as especificações.

De fundamental importância no trabalho também foram os estudos e cuidados para que as partes retiradas e as novas tivessem a mesma altura, tanto da base da grama como da parte de baixo do substrato que se fixaria na terra. Isto permitiu um nivelamento adequado do gramado novo com o antigo.

Em menos de uma semana o gramado foi trocado e ao final de treze dias o gramado estava pronto para receber a seleção local de críquete.

Ao fazemos este tipo de leitura, temos que tomar o cuidado quando realizarmos paralelos entre esportes diferentes.

Acima falamos sobre uma superfície para a prática profissional de críquete e nós, Palmeirenses, temos o foco no futebol que será praticado da Nova Arena.

Por exemplo, o gramado para o futebol é muito mais exigido quanto a pisoteio e tração, assim, a acomodação e ajustes perfeitos para uma eventual substituição parcial do gramado do nosso estádio pode solicitar um período de paralisação maior das atividades.

Entretanto, nada impede que nosso gramado seja alvo constante de cuidados, que exijam estudos, planejamento e procedimentos detalhados de conservação.

Agosto de 2011:

Arenas – Gramado – Misto de natural com sintético.
Por Claudio Baptista Jr.

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Pessoal,

Em continuidade no assunto gramado da nossa Arena e os cuidados que o consórcio Palmeiras/WTorre devera tomar para mantê-lo em boas condições, encontrei uma alternativa de instalação que tenta trazer a qualidade da grama natural e a resistência da sintética.

A solução é a mistura das duas.

A empresa que desenvolve este sistema implanta em um gramado 100% natural um montante de até 20 milhões de fibras sintéticas injetadas até 20 cm de profundidade no campo.

Na medida em que a grama natural cresce, suas raízes se entrelaçam a esta base sintética proporcionando melhor resistência a tração, deslizamentos e pisoteio. Também se alega que é melhorada a drenagem do campo.

Achei muito interessante esse desenvolvimento e como os responsáveis pela operação das atuais Arenas devem se preocupar e garantir sua utilização no mais alto nível de desempenho, esta passa a ser mais uma alternativa aliada aos avançados procedimentos e técnicas de manutenção utilizados atualmente.

Além da questão mais importante que é a parte técnica, um gramado sempre em excelentes condições mesmo com o alto grau de utilização também é uma ótima imagem e propaganda da Arena.

Este misto de grama natural e sintética já está em uso em importantes estádios pelo mundo como o multifuncional Wembley, o Emirates do Arsenal FC, Mbombela e Peter Mokaba usados na Copa da Africa do Sul de 2010 FIFA, e também em estádios de futebol americano que castiga muito o gramado como os palcos do Denver Broncos e Green Bay Packers.

Abaixo um link onde vocês poderão ver no canto um vídeo onde a empresa que desenvolveu o sistema faz uma apresentação desta instalação.

http://www.dessosports.com/en/desso-grassmaster/

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Julho de 2012:

Arenas – Gramados – fatores de análise
Por Claudio Baptista Jr.

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Pessoal,

Escrever um texto no dia de decisão não é nada fácil. Dificuldade de concentração na expectativa do jogo e o desejo que no dia da publicação tenhamos a leitura do texto por parte de vocês com astral de campeão. Vamos lá!

Faz alguns meses, mais precisamente em 17/11/2011, escrevi sobre a construção do estádio mais ao sul possuindo uma cobertura total (público e campo de jogo), o Forsyth Barr Stadium localizado na cidade de Dunedin na Nova Zelândia.

www.3vv.com.br/arenas-a-cobertura-mais-ao-sul

Para se desenvolver o projeto, foi realizada uma série de estudos utilizando métodos e modelos computadorizados e em condições reais e a fim de permitir a instalação de um gramado natural em um local com clima rígido sob um teto transparente permanente.

Entre as análises computadorizadas estavam aquelas referentes ao fluxo de ar dentro do estádio, as variações de temperatura, os níveis de dióxido de carbono (CO2) e modelos para verificação de níveis de radiação solar e sombreamento. Há 10 anos atrás muitos destas ferramentas encontravam-se disponíveis apenas em níveis acadêmicos e científicos.

Vejam as figuras abaixo a representação gráfica do estudo sobre os níveis de radiação solar e as interferências na iluminação por parte da estrutura fixa da cobertura.

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G

Em conjunto foram construídos alguns modelos naturais contendo diversos tipos de gramas sob o teto transparente no local de instalação, que se pudesse analisar o melhor comportamento de cada tipo (crescimento, resistência, recuperação, etc…). Como vocês puderam ler no link acima, ao final foi escolhido um misto de grama natural e sintética.

Este tipo de grama nós também já pudemos explorar aqui no 3VV quando falamos a respeito no link de 25/08/2011 abaixo.

www.3vv.com.br/arenas-gramado-misto-de-natural-com-sintetico

Inclusive, este tipo de gramado foi alvo de análise por parte da construtora WTorre para instalação na Nova Arena. Até o momento não tenho a informação de qual tipo de gramado será utilizado no nosso estádio.

Enfim, foram tomadas todas as medidas possíveis por parte da equipe de desenvolvimento do projeto na Nova Zelândia para manter um gramado em excelentes condições no estádio que além das partidas de rúgbi, também receberá outros eventos esportivos e de entretenimento.

Sempre volto nestas questões relacionadas ao gramado relacionadas a arquitetura do estádio, suas condições climáticas e índice utilização, pois tenho grande preocupação quanto ao gramado da Nova Arena que tem uma arquitetura fechada e será exigido durante todo o ano através dos jogos do Palmeiras e dos eventos da parceira.

Apesar de que temos atenuante em relação a estes estádios localizados em climas mais rígidos. A boa incidência solar, os índices pluviométricos e as temperaturas menos rígidas.

Espero que a WTorre tenha utilizado boas ferramentas na definição do melhor gramado e arquitetura da Nova Arena em função de todas essas variáveis e tenha também incluído nestes estudos as melhores formas e procedimentos de se realisarem as manutenções.

Neste sentido, também já citamos no 3VV alguns exemplos e achei muito interessante aquele que utiliza iluminação artificial. Link abaixo

http://www.3vv.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=5343:arenas-gramado-manutencao-com-iluminacao-artificial&Itemid=22

Agosto de 2012:

Arenas – Se abusar, não aguenta.
Por Claudio Baptista Jr.

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Todos vocês tem notícia das dificuldades quem vem enfrentando o estádio Engenhão para manter o gramado em condições mínimas para a prática do futebol profissional.

Foram realizadas manutenções no final do ano passado e inicio deste ano, e recentemente ocorreu uma paralisação na realização de jogos para que o gramado sofresse nova intervenção. Agora foi incluída nos procedimentos a utilização da iluminação artificial, um recurso complementar dentro dos procedimentos de manutenção necessários a recuperação dos gramados como replantios, semeação, fertilização, controle de pragas e outros.

Já tivemos a oportunidade de comentar a respeito aqui no 3VV em 18/08/2011:

www.3vv.com.br/arenas-gramado-manutencao-com-iluminacao-artificial

E mesmo assim, no último final de semana foi alvo de críticas.

Tudo isso era de se esperar, afinal, ninguém precisa ser um profissional da área para ver que a intensidade de jogos realiadas naquele estádio prejudicaria muito o estado do campo de jogo.

E como sempre tenho feito, utilizo estes exemplos para tentar estabelecer algum paralelo com a Nova Arena.

Quem jogará lá seremos nós, só que ao invés do gramado receber outras equipes, poderá ser alvo dos grandes eventos. Nós sabemos muito bem que apesar das modernas técnicas de proteção do gramado, é inevitável que o mesmo sofra algum prejuízo. Acrescenta-se também o perfil do nosso estádio que é mais fechado em função da cobertura e poderá aumentar as áreas de sombreamento do campo.

Repito insistentemente sobre a necessidade de termos os interlocutores da S. E. Palmeiras e parceiros trabalhando de forma a ajudarem-se mutuamente.

Quanto mais eventos a Nova Arena receber, melhor para todos no aspecto financeiro, só que para nós existe um componente a mais. A parte técnica.

Temos que evitar jogar partidas decisivas em um gramado prejudicado, ou ainda ter que se deslocar para outro local em função da utilização do campo por parte do parceiro.

Muita atenção.

E vocês, como acham que se manterá o nível de qualidade do gramado da Nova Arena?

A respeito do Engenhão, como acreditam que o campo de jogo chegará ao final desta temporada? Pretende-se limitar sua utilização a 2 jogos por semana no returno do brasileiro.

Abraço,
Claudio.

3 respostas em “Arenas – O Gramado.”

Simples, se o gramado está ruim é porque alguem deixou de efetuar a manutenção e o devido tratamento da grama, tenha o gramado sido usado ou não. O que interessa é na hora do jogo, e nessa hora, ele tem que estar bom. Ora, tem que se chegar aos responsáveis e cobrar procedimentos e atitudes a fim de sanar a falha. Nada mais.

Claudio, se o gramdo do Allianz Parque fosse misto de natural com sintético, hoje, estaria tão ruim como está?

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