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Editorial: olhando em retro e perspectiva a saída de OO

 

Editorial

Saiu Oswaldo Oliveira. O novo treinador está chegando. Boas chances de ser Marcelo Oliveira.

O que isso significa? Vamos olhar em retrospectiva. E perspectiva.

O Presidente Paulo Nobre teve a chance de ter o SEU projeto de futebol implementado no dia em que assumiu. Bastava demitir o ex-treinador Gilson Kleina – que era evidente que não estava a altura do Palmeiras – e trazer um nome para fazer um trabalho de dois ou mais anos. Titubeante e preocupado apenas com “números” e “cortar gastos”, manteve Gilson Kleina e desperdiçamos 2013. Após a confirmação do acesso, ficou refém do patético “fica Gilson Kleina” entoado por jogadores medíocres no vestiário do Pacaembu.

Sem muita convicção, procurou Marcelo Bielsa enquanto Brunoro e Omar faziam pressão por Luxemburgo… lembram disso?

Obviamente, Kleina caiu. Sem muita convicção, o Presidente manteve Valentim por um tempo enquanto pensava no que ia fazer. Sem muita convicção, trouxe o bom Ricardo Gareca, que foi fritado e sabotado pela turma que sempre quis Luxemburgo. Titubeante, demitiu Gareca dois meses depois, sem ter lhe dado nenhum respaldo.

Aí veio o conhecido Dorival Junior. Ao que parece, sem muita convicção do Presidente, que aparentemente se pauta apenas pela falta de ousadia e pelo critério do teto salarial (que é sadio, num certo aspecto, mas não pode ser só isso). Dorival, quase levou o time à segunda divisão, foi salvo pelo Vitória e acabou demitido.

Entramos em 2015 e agora com Alexandre Mattos trouxe Osvaldo Oliveira. E mais de 20 jogadores: alguns poucos realmente foram boas contratações, muitos medianos, e outros que não deveriam passar na porta do Palmeiras.

Seis meses depois o treinador é demitido.

Ou seja: Kleina foi o treinador que mais teve tempo de trabalho com PN. Nenhum outro treinador teve tempo de iniciar e terminar uma temporada e sempre trabalharam com elencos medíocres e essa cornetagem insuportável das “alamedas”. O Palmeiras só pode dar certo aleatoriamente, como foi 2012. Nâo tem profissionalismo, processo, estrutura. Seus dirigentes são omissos e medrosos. Falta coragem política, ambição, e experiência em gestão para assumir riscos e tomar decisões. Para apostar e bancar treinadores e jogadores.

Deve vir Marcelo. Mas pode trazer o Guardiola. Mas tem que mudar algo maior. Da política subserviente à mentalidade. Com falta de ambição e de planejamento, excesso de política, e jogadores medianos (ou medíocres, no sentido literal)  não vai dar certo mesmo.

 

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